Muitos e muitos anos atrás, fui visitar uma cidade-balneário, onde eu faria uma pequena palestra num evento de uma escola e teria o restante do final de semana para me esbaldar nas cachoeiras do lugar.
Logo que cheguei à tal cidade, e depois de me instalar na pousada, resolvi que iria fazer uma visita surpresa ao meu amigo Adiel, que ali residia e há muito tempo eu não via. Ele era um fazedor e incentivador de teatro da região, que eu conhecera há certo tempo, nos meus anos de ator amador.
Num tempo sem celular e sem whatsapp, cometi a extrema indelicadeza e gafe de ir a sua casa sem avisar. Num tempo sem GPS, pedi informações aqui e ali, a um e outro, e consegui chegar à casa avarandada, no meio de um terreno cuidadosamente organizado.
A casa tinha portas e janelas fechadas, mas a moto na varanda me informava que ele estava. Todo ancho e prevendo o espanto do meu amigo Didi, ignorei completamente todos os sinais, quebrei todos os protocolos de civilidade, e bati levemente na porta. Ninguém atendendo (outro sinal ignorado), bati outra vez – e agora o barulho da chave antecedeu a abertura da porta e eis que surge meu amigo, sem camisa, só de bermuda de casa.
Sorri, sorriu, cumprimentou-me com menos ênfase do que eu esperava (ignorei mais este sinal – eu era um brucutu mesmo) e abriu mais a porta, convidando-me a entrar. Entrei, sentei, conversamos as coisas iniciais de qualquer conversa de dois amigos que não se veem há algum tempo.
Eis que aparece, vindo do corredor, um rapaz, também sem camisa e... vestido apenas com uma calcinha feminina, a rola e as bolas mal acomodados, aparecendo algumas partes e a cabeça da pica desenhada no tecido fino. Atrás, um fio dental todo mergulhado na bunda.
Adiel apressou-se em me apresentar ao garoto, que resmungou algo inaudível, enquanto sentava em frente a mim, colocando uma das pernas sobre o braço da poltrona, escancarando-se. Outro sinal que não decifrei na hora – ele parecia dizer: olhe, seu porra, estávamos transando e você chegou para empatar a foda...
Mas se eu estava o mais desligado de qualquer sensibilidade, em relação à situação, fiquei menos ligado ainda no contexto quando pus meus olhos na calcinha que o rapaz vestia. Meu pau cresceu na hora, sob minha calça e eu achei lindo aquele cara vestido femininamente; e com a calcinha enterrada no rego, como eu nunca tinha visto num homem.
Quis muita coisa, em fração de segundos: quis apalpar o suave volume que se formava entre suas pernas, quis vê-lo despir-se sensualmente no meio daquela sala, quis chupar-lhe avidamente e depois sentar em sua rola, cavalgando afoitamente até ele gozar dentro de mim... Mas principalmente eu desejei ardentemente vestir aquela peça íntima, me admirar no espelho, a constatar se eu ficava gostoso, e queria tirá-la bem devagar a milímetros do rosto daquele menino.
Ele estava visivelmente chateado – notei pela inquietação. Adiel falava alguma coisa sobre um espetáculo que estava montando, mas eu não escutava absolutamente nada. Meus olhos e minha atenção estavam cravados na calcinha que o rapaz vestia – mas procurando ser o mais discreto que eu achava que estava sendo.
Ele então bufou, como de cansaço ou enfado, levantou-se e dirigiu-se ao corredor, voltando para onde estava. Acompanhei o rebolado das nádegas completamente expostas, e somente um minúsculo triângulo na parte de cima – o resto sumido no rego, sobre o cu, que eu, mais do que tudo, queria ver...
De repente, constatei para mim mesmo, que eu precisava urgentemente gozar. Precisava dar o fora dali, urgentemente. Aproveitei uma pausa na fala de Adiel, disse que precisava ir, que tinha passado só para vê-lo... Essas coisas. Ele (“Mas já vai? Fique mais um pouco...” – Ah, esse Didi era um fofo!) levantou-se, levantei-me; estendeu-me os braços para um abraço e eu me deixei abraçar – com certeza ele sentiu minha rola dura, mas também senti a dele ligeiramente ereta sob a fina bermuda.
Naquela tarde, depois da palestra, já conhecendo uma das cachoeiras mais próximas, eu tomava banho e acariciava minha rola hiper rígida, sonhando com a calcinha enterrada no rabo do parceiro do meu amigo. Gozei uma das punhetas mais intensas de que tenho lembrança.
Somente alguns anos depois, quando o amadurecimento foi me ensinando as coisas, é que constatei o quanto fui inconveniente naquela manhã. Mas nesses anos todos, a imagem da calcinha-fiodental do rapazinho preencheu meus pensamentos e alimentou minhas bronhas. Nunca tive coragem de comprar uma calcinha e experimentar. Usava uma ou outra de alguma mulher com quem fodia, com a desculpa de sensualizar e como tirando onda, para fazer a parceira rir da minha presepada – mas no fundo (literalmente) eu estava adorando estar vestido assim, e se pudesse jamais voltaria a usar cueca.
Depois, com o passar do tempo, aboli roupa de baixo das minhas vestes, e há coisa de dois anos, mais ou menos, com o enorme facilitador que é a compra on-line, tenho conhecido roupas íntimas sensuais para homens, com espaço suficiente para agasalhar até mesmo um pau endurecido. Compro-as, uso-as constantemente. Causam-me um tesão absurdo.
Quando não estou sem cueca, estou com calcinhas ou tangas masculinas. Agora, por exemplo...
