O primeiro chifre

Um conto erótico de Carlos Corno
Categoria: Heterossexual
Contém 736 palavras
Data: 26/03/2026 15:43:05

Neste exato momento, estou parado na porta do meu quarto digitando no meu celular enquanto minha esposa está trancada lá dentro dando a buceta para o vizinho.

Vocês acreditam que foi ela quem trancou a porta, dizendo que não tinha coragem de fazer na minha frente. E eu aceitei, como um bom marido que respeita os limites da esposa.

Mas não é fácil.

A cama range lá dentro. Devagar, depois rápido, depois mais rápido. O som da respiração deles chega até aqui, abafada pela porta, mas ainda assim audível. Às vezes mais pesada, às vezes mais leve.

Eu preciso confessar uma coisa para vocês: a vontade de abrir essa porta e ver outro homem comendo minha mulher é absurda.

Sério!

E há um som que começa a dominar tudo lá dentro, mais alto que o ranger da cama e mais presente que a respiração: o choque dos corpos durante o sexo, um impacto audível, úmido, repetido. Um ploc abafado contra outro ploc, seguido por gemidos ainda tímidos da minha esposa.

Não resisti, coloquei o pau para fora e comecei uma punheta deliciosa, só não gozei porque o celular quase caiu.

A cama range alto.

Uma pausa.

Sussurros que não consigo entender.

Silêncio.

Eles param por alguns instantes, colei o ouvido na porta para prestar o máximo de atenção a cada som que vem de lá de dentro. Foi aí que consegui ouvir a voz da minha esposa, pedindo para o filho da puta do vizinho comer o cu dela devagar. Sim, outro homem estava tirando a virgindade do cu da minha esposa. Admito para vocês que fiquei com uma pontada de ciúmes, mas passou rápido, dando lugar a um tesão tão grande que meu pau começou a gotejar porra sem eu sequer tocar nele.

Vocês não sabem o esforço gigantesco que fiz para evitar gozar, quero prolongar esse momento, por isso resolvi escrever, não só para compartilhar com vocês o exato momento que estou tomando o meu primeiro corno, mas também para aguentar o máximo possível sem gozar.

Vou focar nas palavras, no texto, nas frases que estou montando neste exato momento. Cada linha que eu escrevo é um segundo a mais que eu resisto. Cada parágrafo é uma decisão de continuar esticando o nascimento do meu chifre.

Ouvi a voz do vizinho, as primeiras palavras não deu para entender, mas logo ficou nítido ele chamando minha esposa de puta que dá o cu com o marido esperando lá fora. Minha cabeça começa a imaginar o que não vê. Minha mulher de quatro, a bunda para cima, o vizinho martelando a pica sem dó naquele cu, os movimentos do quadril dele, indo e vindo, dando de presente para mim o som do impacto da pelves contra a bunda dela.

A punheta é quase automático agora, como se minha mão tivesse vontade própria. Um impulso praticamente impossível de resistir.

Minha esposa geme alto, logo depois o vizinho.

Respiração.

Silêncio.

Minha mão ainda está na pica.

Eu sabia o que tinha acabado de acontecer: eles gozaram.

Quando eu me preparei para deixar o celular de lado e bater uma, A porta do quarto abriu devagar.

Minha esposa saiu de pontinha de pé, com aquele gesto do dedo nos lábios pedindo silêncio. Olhei pela fresta da porta e vi o vizinho cochilando na nossa cama.

Eu não disse nada.

Vocês também teriam ficado em silêncio?

Ela se ajoelhou com cuidado, colocou a mão no meu pau, e então senti o boquete mais gostoso da minha vida.

Preciso contar para vocês que parei de escrever por um tempo. O celular ainda estava na minha mão, mas era impossível escrever.

Posso dizer que gozei rápido, duas chupadas e já derramei tudo. Ela olhou para mim, sorriu de leve, passou a ponta dos dedos na boca como quem acabou de saborear algo muito gostoso, era a primeira vez que ela bebia minha porra.

Ela levantou com calma, sem fazer barulho, sussurrou um boa noite no meu ouvido.

Depois se afastou.

Caminhou de volta para o quarto, novamente de pontinha de pé, abriu a porta apenas o suficiente para entrar e a fechou com o mesmo cuidado de antes. O som do clique da chave foi quase inexistente.

E eu fiquei aqui.

Sozinho do outro lado.

Com o celular na mão.

Respirando devagar.

Então acho que vou para o sofá, estou me sentindo o homem mais sortudo do mundo, um corno manso completo.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive Carloscorno a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

Agora de verdade, aos adeptos desse fetiche, como fica a humilhação? Vocês ficam excitados com a “humilhação”? Ou é tipo: essa gostosa que ele tá fodendo é minha, ele usa mas o marido sou eu… queria entender…

0 0
Foto de perfil genérica

Não posso falar por todos, mas eu sinto tesão em várias camadas: a cumplicidade de minha mulher dar prazer e sentir prazer não só comigo. Um certo grau de humilhação por ficar como coadjuvante enquanto os dois gozam, a sensação de saber que minha esposa é muito capaz de botar outro homem para gozar, a possibilidade real dela gozar com outro, a sensação que fica nela após ser o "lanche" de outro homem... Tudo isso e muito mais...

0 0
Foto de perfil genérica

Sortudo? Caralho, casa pra ver a esposa sendo fodida por outro enquanto bate punheta? Nunca vou entender (mas eu respeito) esse fetiche!!! Sortudo é o cara que maceta sua mulher e vai embora!!!

0 0
Foto de perfil genérica

Nós três somos sortudos, minha esposa por ter a liberdade de dar para outro sem se preocupar comigo. O homem que "maceta" ela e vai embora e eu que tenho um tesão enorme em ser corno. Todo mundo sai feliz!

0 0