Dizem que ter mãe gostosa já é um problema. Mas eu lhes digo: pior do que mãe gostosa é ter mãe safada. E, pior ainda — muito pior —, é quando ela é assumida e transforma o condomínio inteiro em seu playground particular. Minha mãe, Dona Regina, tinha 42 anos quando o divórcio a libertou de vez. Depois de anos como esposa exemplar, mãe zelosa e dona de casa impecável, ela resolveu que o celibato tinha validade curta. Matriculou-se na academia, trocou os moletons largos por legging que pareciam pintadas no corpo, e em poucos meses o apartamento 303 virou quartel-general de uma revolução erótica. O que começou com o Sr. Wanderley do 402 como mero aperitivo logo virou banquete aberto: síndico, zelador, personal trainer, porteiro, cardiologista, pai de amigo, vizinho do quinto andar… oito, nove, dez — perdi a conta exata. Eu, o seu filho, passei de censor moral a cronista involuntário de cada gemido, cada tapa, cada gozada na cara que ela levou. Testemunhei a transformação completa: da mulher que cheirava a amaciante para a vadia oficial do prédio, que circulava nua pela sala, exibia o cu dilatado depois de ser bem comida e ainda me pedia para pegar o hidratante de ureia enquanto a porra de outro homem escorria de dentro dela.
Do choque inicial à aceitação resignada, do ciúme surdo à estranha mistura de constrangimento e orgulho, acompanhei cada capítulo dessa saga. Vi minha mãe ser fodida por todos e qualquer um. No fundo, amo a mãe que me criou. Respeito a mulher que se libertou. E, com um sorriso torto que nem eu consigo explicar, celebro a vadia insaciável que ela decidiu ser. Porque, no final das contas, Dona Regina não quebrou só as regras do condomínio — ela reescreveu as minhas. E o mais engraçado é que, apesar de tudo, a lasanha dela continua sendo a melhor que eu já comi.
Agora vou contar como essa história termina.
Dizem que a memória é seletiva. A minha, porém, parecia ter sido programada por um engenheiro sádico: esquecia onde deixei o carregador do celular, mas guardava com nitidez cristalina o som dos meus próprios passos ecoando no corredor às 23h47, quando percebi que havia esquecido a chave do apartamento dentro da mochila que deixara na sala de estudos da faculdade.
Desci as escadas me xingando. O prédio estava em silêncio, exceto pelo zumbido distante da geladeira do zelador e pelo ruído ocasional de uma televisão ligada em volume baixo. Cheguei ao térreo e, em vez de ir direto para o hall, resolvi cortar pelo jardim interno que dava acesso ao salão de festas. Era mais rápido. Ou pelo menos era o que eu pensava.
No centro do salão, sobre a longa mesa de granito do buffet — a mesma onde, aos oito anos, eu havia soprado velinhas de um bolo do Homem-Aranha —, minha mãe estava de quatro. O contraste era quase obsceno. O granito frio, cinza, impessoal, contra a pele quente e avermelhada dela. Regina apoiava os antebraços na superfície lisa, os seios esmagados contra a pedra, os mamilos endurecidos pelo frio. Atrás dela, um homem que eu nunca vira de perto segurava seus quadris com firmeza. Cinquentão, cabelos grisalhos bem cortados, corpo ainda sólido, daqueles que frequentam academia sem fazer alarde. Carlos. O novo morador do 802, chegado há menos de dois meses. Eu soubera do nome por alto, nas fofocas do elevador.
Ele a comia com uma lentidão deliberada, quase cirúrgica. Cada estocada fazia o corpo dela deslizar alguns centímetros sobre o granito. Os tapas — secos, ritmados — ecoavam pelo salão vazio como tiros de festim. Plaft. Plaft. Plaft. As nádegas de minha mãe tremiam a cada impacto, já marcadas por um vermelho vivo que amanhã viraria roxo.
— Mais forte — ela pediu, a voz rouca, quase irreconhecível.
Carlos obedeceu. O som seguinte foi mais alto, mais molhado. O eco multiplicou o tapa até parecer que o salão inteiro estava aplaudindo.
Eu deveria ter recuado. Deveria ter voltado pelo jardim e fingido que nunca havia estado ali. Mas fiquei. Paralisado entre o horror filial e uma curiosidade que me envergonhava mais do que qualquer ereção indesejada. O homem segurou os cabelos dela, puxando a cabeça para trás. Regina arqueou o corpo como um gato. A boca aberta, os olhos semicerrados, um fio de saliva escorrendo pelo canto dos lábios. O granito, implacável, deixava marcas rosadas nos joelhos e nos seios dela.
— Você é uma puta, mesmo — murmurou ele, sem parar de se mover.
Ela riu, um riso entrecortado por gemidos.
Ele acelerou. Os tapas viraram uma sequência quase musical. O som molhado da carne contra carne enchia o salão como uma percussão obscena. Regina cravou as unhas no granito, como se tentasse se ancorar à realidade.
Saí dali antes que o coração me traísse de vez, junto com meu pau. Quando entrei no apartamento, fechei a porta e me encostei nela, respirando como se tivesse corrido uma maratona. Mais tarde, já de madrugada, ouvi a chave dela na fechadura. Regina entrou descalça, o vestido amassado, os cabelos desgrenhados, um leve cheiro de tinta fresca e sexo grudado na pele. Viu-me sentado no sofá, ainda acordado.
— Esqueceu a chave de novo? — perguntou, com aquele tom casual que ela agora dominava como uma arte.
— Esqueci — respondi.
Ela sorriu, cansada e satisfeita.
— O salão de festas vai ficar lindo quando terminar a reforma, né?
Eu a encarei. Então, ela tinha me visto. Ela sustentou o olhar, sem pudor.
— Carlos — eu disse, simplesmente.
Regina ergueu uma sobrancelha, surpresa por meio segundo. Depois riu baixinho, quase com carinho.
— Ah. Então você finalmente descobriu o amante misterioso.
Ela caminhou até a geladeira, pegou uma garrafa de água e bebeu direto do gargalo. O vestido subiu o suficiente para eu ver novamente as marcas vermelhas nas coxas.
— Ele soube das histórias — disse ela, dando de ombros. — Veio confirmar.
— No salão de festas, mãe? Sério?
— Era o único lugar com mesas grandes o suficiente. — Ela piscou. — E o granito é frio. Ajuda a prolongar.
Fiquei em silêncio. Ela se aproximou, bagunçou meu cabelo como fazia quando eu era criança.
— Relaxa, filho. O salão nem foi reservado oficialmente.
Eu ri. Um riso curto, incrédulo, quase derrotado.
Regina foi para o banho. Eu fiquei ali, olhando para o teto, pensando que o salão de festas do condomínio se transformou no cenário de um filme pornô de baixo orçamento estrelado pela minha própria mãe. E o pior — ou o melhor — é que eu não sabia mais se aquilo me horrorizava ou se, de alguma forma perversa, me deixava orgulhoso.
Pouco a pouco, o nome de Carlos começou a aparecer com mais frequência nas mensagens curtas de minha mãe. Antes eram “Vou demorar” ou “Estou com visita”. Agora eram “Carlos me chamou pra almoçar” ou “Vamos ao cinema, não me espere acordada”. Os outros vizinhos — Valdir, Arnaldo, Caio, Ricardo — foram sendo gentilmente realocados para a agenda de espera. O zelador ainda recebia um ou outro “desentupimento urgente”, mas era claro que o novo inquilino do 802 havia conquistado a posição de fornecedor principal de adrenalina e porra quente.
Eu, por minha vez, arranjei um emprego decente numa agência de publicidade. Horário fixo, salário que pagava o aluguel de uma quitinete e ainda sobrava para cerveja e internet. A faculdade à noite. A ideia de me mudar deixou de ser ameaça e virou plano concreto. Quando contei para minha mãe, ela ouviu em silêncio, depois sorriu com aquele ar de quem já esperava. Ela me abraçou forte, e disse que era difícil ver que eu realmente tinha crescido, virado um homem. Que ironia.
— Carlos está pensando em algo mais sério — disse ela, um dia, enquanto picava tomate para a salada.
Eu quase engasguei com a Coca.
— Sério? — Ri, debochado. — Tipo anel, papel passado, aquele negócio todo?
— Algo assim.
— Ué, com o seu histórico, mãe? O cara deve estar confundindo você com a viúva do 405.
— É exatamente isso que atrai ele. – Ela deu de ombros, natural como quem comenta o preço do quilo de arroz. – Diz que nunca conheceu uma mulher tão… livre. E que liberdade, quando é de verdade, dá medo. E ele gosta desse medo.
Fiquei olhando para ela. Dona Regina, a Vadia do Condomínio, agora candidata a relacionamento estável. O mundo realmente tinha perdido o roteiro.
Nesse meio tempo, as aventuras continuaram, só que com assinatura mais exclusiva.
Uma noite, desci para pegar o notebook que havia esquecido no carro. A garagem estava quase vazia, iluminada por aquelas luzes frias de LED que fazem todo mundo parecer suspeito. Quando dobrei a coluna D, parei. A SUV preta de Carlos, motor ainda quente, emitia pequenos estalos metálicos. Sobre o capô, escorada de bruços, estava minha mãe. O vestido levantado até a cintura, pernas abertas, os saltos altos plantados no chão de concreto. Carlos atrás dela, segurando seus quadris com força, metendo com uma cadência que fazia o carro balançar levemente. O metal do capô ainda estava quente do motor recém-desligado. Os seios dela esmagados contra a lataria, mamilos roçando na superfície áspera a cada estocada. Os tapas ecoavam entre os pilares como tiros abafados. Plaft. Plaft. Plaft. Regina gemia baixo, o rosto virado de lado, boca aberta, olhos semicerrados de prazer.
Eles não me viram. Ou fingiram não ver. Eu recuei devagar, voltei para o elevador sem o notebook e subi com a imagem gravada na retina: as pernas abertas da minha mãe sobre o capô de uma SUV, o reflexo das câmeras de segurança brilhando inutilmente no teto.
Em casa, mais tarde, ela contou com detalhes, pelada depois de tomar seu banho. Ela contava como se estivesse descrevendo um filme.
— O capô estava quente, filho. Queimava de um jeito delicioso. Cada tapa fazia meu corpo deslizar um pouco no metal. Achei que o alarme ia disparar. Quase torci pra disparar.
Eu só consegui comentar, seco:
— Pelo menos a SUV do vizinho nunca teve o capô tão bem testado pela ergonomia da Dona Regina.
Ela riu alto, concordando.
Outra madrugada, por volta das duas e meia, ouvi o clique da fechadura. Regina entrou na sala segurando o roupão de seda na mão, como se fosse um troféu inútil. Estava completamente nua. O cabelo desgrenhado pelo vento, o corpo marcado: marcas de dedos nos quadris, chupões no pescoço, as nádegas vermelhas. Entre as pernas, o cu ainda dilatado, rosado, pulsando levemente, com um filete brilhante escorrendo devagar pela coxa.
— Fui tomar um ar — disse ela, casual, caminhando até a cozinha para pegar água.
— No 12º andar, pelo visto — respondi.
Ela bebeu o copo de água, depois se virou, exibindo sem pudor o estrago.
— No parapeito da cobertura. De quatro, olhando a cidade lá embaixo. O vento cortando os mamilos, gelado pra caralho. E o Carlos me comendo por trás, forte, ritmado. Quando ele gozou, senti ele enchendo meu cu enquanto o vento gelava o resto do corpo. Foi… intenso.
Fiquei em silêncio. Ela sorriu, satisfeita.
— Você devia experimentar altura um dia, filho. Muda a perspectiva.
Algumas semanas depois, finalmente me mudei. O quitinete era pequeno, mas era meu próprio espaço. Começamos a nos falar por telefone ou vídeo chamada — sempre que ela não estivesse “ocupada”, de preferência. Todo final de semana eu voltava para visitar. Nessas datas ela não marcava com ninguém. Às vezes Carlos estava lá, devidamente vestido, sentado no sofá como um genro em teste. Trocávamos piadinhas educadas.
— E aí, Carlos, ainda testando o capô da SUV? — perguntei uma vez, alcançando para ele uma lata de cerveja.
Ele riu, sem graça.
— Só em dias especiais.
Minha mãe, da cozinha, gritou:
— Meninos, comportem-se. Ou eu vou ter que marcar uma reunião no salão de festas pra resolver isso.
Nós dois rimos. Eu olhei para ela —linda, perigosa, feliz. E pensar que o divórcio quase tinha matado isso nela. Carlos olhou também, com um misto de desejo e algo que parecia respeito. Talvez fosse mesmo algo sério. Ou talvez fosse só mais uma fase da Dona Regina, a eterna insurgente do condomínio.
Então chegou o aniversário de 45 anos de Dona Regina. Carlos organizou tudo: salão de festas reservado (oficialmente desta vez), bufê decente, música baixa o suficiente para não incomodar as carolas do 4º andar. As tias vieram de broche no peito e olhar de reprovação mal disfarçada. As vizinhas trouxeram flores e comentários venenosos embrulhados em “parabéns, querida”. Regina sorria para todos com o mesmo charme perigoso de sempre.
Quando a última tia saiu, resmungando sobre “a hora que essa mulher ainda arranja um escândalo”, Carlos fechou a porta do salão com um clique definitivo. Restaram apenas seis vizinhos: Dr. Arnaldo, Seu Ricardo (o síndico), Seu Jorge, Seu Emerson, o personal Caio e o porteiro Cleiton — que tinha trocado o uniforme por uma camisa social apertada. Sete homens no total, contando com o próprio Carlos. E eu. Eu estava no balcão do bar, bebendo uma cerveja gelada, observando a cena como quem assiste a um documentário sobre a natureza humana.
Carlos bateu palmas uma vez, chamando atenção.
— Regina não quer joias, não quer viagem, não quer discurso. Ela quer o reconhecimento de vocês. — Ele olhou para os homens com um sorriso de maestro. — Hoje ela faz 45. E a festa de verdade só começa quando a última gota de porra for derramada neste chão.
Minha mãe riu, rouca, excitada. Carlos se aproximou, abriu o zíper do vestido vermelho que ela usava e deixou o tecido cair aos seus pés. Regina ficou nua no centro da sala, sob a luz fria dos lustres ainda embalados em plástico. Os seios pesados, a cintura ainda firme, a bunda redonda que já havia sido tema de assembleia informal.
Eles a colocaram de quatro sobre a mesa de jantar — a mesma de granito onde eu a vira meses antes. Carlos assumiu o comando, voz calma, quase profissional:
— Sem fila. Sem ordem. Cercem ela como lobos. Um na boca, um na buceta, um no cu. Os outros esperam até chegar a vez. Troquem quando eu mandar.
Foi imediato.
Dr. Arnaldo enfiou o pau na boca dela primeiro. Era grosso, veioso, e Regina engoliu até a garganta sem hesitar, babando já no primeiro movimento. Atrás, Caio — o personal trainer — abriu as pernas dela e meteu na buceta com uma estocada só, fundo, sem piedade. Seu Ricardo, o síndico, cuspiu na mão, lubrificou o cu dela e forçou a entrada. Minha mãe se abriu com um gemido longo e molhado, engolindo o pau dele até as bolas. Regina urrou de satisfação ao ser preenchida pelos três ao mesmo tempo. O som era animal, gutural, ecoando pelo salão vazio. Os outros três — Jorge, Emerson e Cleiton — se posicionaram ao redor, masturbando-se sobre as costas dela, esfregando as cabeças dos paus na pele suada, deixando rastros brilhantes.
Carlos regia tudo com precisão cirúrgica:
— Troca. Arnaldo no cu. Ricardo na boca. Caio continua na buceta.
Os paus trocavam de buraco com facilidade obscena. A buceta de Regina inchava a cada minuto, vermelha, brilhando de tanto sêmen e lubrificação natural. O cu, mais elástico, dilatava e se contraía ao redor de calibres diferentes: o pau fino e longo de Emerson, o curto e grosso de Cleiton, o curvo de Jorge que batia em pontos que a faziam tremer inteira.
Eu bebia minha cerveja devagar, como se fosse a coisa mais normal do mundo ver minha própria mãe ser devorada em ondas. O rosto dela estava coberto por camadas grossas de porra: escorria da testa, colava nos cílios, pingava do queixo. Ela engolia o que conseguia, tossia, gemia, pedia mais. O tapete embaixo da mesa já formava uma poça viscosa, mistura de porra, saliva e o mel que escorria sem parar da buceta dela.
Em certo momento, os sete homens a cercavam como uma matilha. Um gozava na boca enquanto outro enchia o cu. Caio gozou primeiro dentro da buceta, com um grunhido alto, enchendo-a até transbordar. Logo depois foi a vez de Ricardo, jorrando no rosto dela em jatos longos e brancos. Regina, exausta e radiante, só conseguia gemer:
— Mais… me encham toda… caralho…
A “festa” durou quase duas horas. Quando o último homem — o porteiro Cleiton — gozou pela segunda vez, desta vez sobre os seios dela, Carlos bateu palmas novamente, puxando um “Parabéns para você”. Os outros homens, rindo, se juntaram ao coro de palmas e à melodia conhecida. Era até emocionante de se ver.
— Parabéns, amor. Você merece.
Regina, sentada sobre o que restou dela mesma e dessa orgia, como uma obra de arte contemporânea, corpo tremendo, buceta e cu abertos, pulsando, coberta de sêmen da cabeça aos pés, sorriu com os dentes brancos contrastando com a gosma branca no rosto. Ela me procurou com os olhos, e, quando me encontrei, levantei meu copo de cerveja, saudando à sua vida.
— Melhor aniversário da minha vida.
Pouco depois, eles se casaram.
A cerimônia foi no mesmo salão de festas. Eu estava na primeira fila, vendo minha mãe de vestido branco. Carlos, elegante, sorria como quem conquistou um troféu raro.
Olhei ao redor. Muitos dos convidados já haviam comido a noiva em ocasiões anteriores: o síndico, o zelador, o personal, o doutor… Todos ali, de terno, apertando a mão de Carlos como se nada tivesse acontecido.
Durante a festa, Regina dançava colada no marido, mas eu vi o olhar que ela trocou com os outros homens presentes na festa.
Eu sorri para dentro da taça de champanhe. O casamento não era o fim das aventuras da Dona Regina. A Vadia do Condomínio agora tinha status de esposa. E, pelo que eu conhecia da minha mãe, isso só significava que as regras do jogo tinham ficado um pouco mais sofisticadas.
Levantei a taça em silêncio, brindando com ninguém.
— Parabéns, mãe. Parabéns, Carlos. Sejam felizes! E que o salão de festas continue reservado com frequência.
* * *
Chegamos ao fim desta saga. Mas se vocês quiserem, eu conto a vida de casada da Vadia do Condomínio.
