Livres&Acorrentados – Capítulo 7 – 7.4 O Espelho
Maurycio De Paula
Fantasia, Fetiche, Flerte, Heterossexual
...
Década de 90, Curitiba-Pr.
A relação entre os dois se fortalecia. A liberdade e a independência que cultivavam permitia espaço para se experimentarem, sem monotonia.
Yumi ficando mais à vontade, criativa e fogosa, e Maurício mais descontraído, receptivo e ardente. No laboratório da cama, as experiências avançavam, animadoras.
Yumi revelou que desejava transar na frente do espelho. Eufórico, Maurício trocou o armário do seu quarto, pelo que ficara no quarto de Zilda, na casa dos fundos. E também sua cama de solteiro, pela cama de casal dela.
Forraram o colchão com o lençol impermeável. Yumi prendeu o cabelo, vestiu cinta-liga com meias, um corpete sedutor que empinava os seios, e as correntes douradas entre eles. Maurício, nu e muito duro, sentou na beirada da cama, aguardando.
Yumi se inclinou graciosa, e sugou-o lentamente, ficando de lado para se olhar no espelho, com as correntes deslizantes, frias e excitantes, espalhadas entre sua virilha. Maurício reclinou o tronco para trás, apoiando os braços no colchão, e ofereceu-se a ela, empinado.
– Todo seu. Pra Mi fazer o que quiser!
Yumi fez. Beijou, lambeu, sugou-o, alternando suavidade com ímpeto, até ele explodir na sua boca, nos lábios, na bochecha virada para o espelho. Ela levantou, soltando as ligas, abaixou o corpete e a calcinha, e deixou seu orifício corrugado ser penetrado, virada de costas para ele. Sua boca ainda cheia e com as bochechas arredondadas.
Maurício foi penetrando devagar, sem tirar os olhos do reflexo. Yumi concentrada em sua própria fantasia. Ambos numa espécie de transe, como se os corpos do espelho não fossem deles, mas de outros atores. Uma cena pornográfica diferente. Um filme dirigido por eles. No qual podiam manipular os figurantes feito marionetes, fazendo-os satisfazer os próprios desejos, sob medida.
Ela abriu as pernas, e começou a tatear o púbis liso. Afastou os grandes, depois os pequenos lábios, exibindo a pele interna, úmida e rosada. Massageou seu pequeno pênis com os dedos. O membro de Maurício introduzido rabialmente, com seu saco de fora, embaixo, e a fenda totalmente aberta, com o clitóris intumescido, em cima.
Uma outra Yumi. Safada. Desavergonhada. Yumi Do Espelho!
O reflexo abriu os lábios, desinflando as bochechas, e deixou o leite sugado escorrer pelo queixo, pescoço, correntes, seios, barriga e ventre. Deslizando alvo pela pele morena, serpenteando com viscosidade ondulante, contornando as curvas do corpo, como uma cascata descendo a montanha. Desaguando no pequeno poço aberto, ao fundo. Preenchendo-o.
Yumi do Espelho se deixou admirar, satisfeita. Os olhos estreitos bem abertos, brilhando. As correntes reluzindo, entre gotas esbranquiçadas. Os picos dos seios salpicados de neve. A mão do espelho, deslizando para cima, até à boca e à língua, a fonte. Para baixo, até à fenda cavada, o poço.
A mão espalha o gozo, como tinta quente sobre a tela do corpo!
– Uma bela pintada, Mi deu...
– Mi quer mais!
E Yumi do Espelho passou a se contorcer, friccionando ambos os pênis, o seu pequenino e a glande dele. Maurício se continha para não ejacular.
– Agora é sua vez de vir, Mi!...
Os movimentos de Yumi do Espelho ficaram velozes.
Segurou-a pela cintura, e ajudou seu corpo a subir e descer, empalando-a enquanto se massageava. Suas nádegas batendo nas coxas dele produziam sons borbulhantes. A cama golpeando o piso de madeira, percutindo como um tambor. Sua boca entreaberta, com a língua espalhando saliva e sêmen pelos lábios, emitindo sons arfantes.
Maurício sentiu a contração do reto, o estremecer, o arfar dela aumentando, prestes a explodir. Não aguentou a pressão, explodiria também... e iriam juntos para o espaço!
Ele fechou os olhos para o reflexo e gemeu alto, descarregando dentro dela uma de suas maiores ejaculações. Ela levantou, dando as costas para o espelho, e inundou a boca de Maurício com um de seus melhores orgasmos. Deitaram lânguidos, inundados de suor e fluídos, num abraço quente e pegajoso, entre os cheiros e sabores de seus corpos, numa mistura inédita.
Afagaram-se com suavidade, agradecendo um ao outro. Como os gatos depois do coito não fariam, por não ser essencial. E os atores profissionais depois da cena não fazem, por não ser autêntico.
Ela não insistiu no banho aquela noite.
– Acho que agora Mi entende porque vocês, homens, curtem tanto ver... e gozar na boca... no rosto das mulheres...
– E qual Mi acha ser o motivo, afinal?...
– É excitante assistir alguém... despejar seu líquido mais puro num rosto radiante, numa boca sorridente! E receber... sentir esse líquido banhando o corpo.
– Tem gente que implica com isso, cheia de preconceitos e mi-mi-mis. Ainda bem que Mi não considera meu gozo algo sujo, ou nojento. Acho que seria... completamente broxante!...
– Miau já disse pra Mi: o gozo não é uma secreção como outra qualquer...
– Exato! Outras secreções, como o suor, as lágrimas, a urina... não ficam armazenadas no corpo. Elas precisam eliminar as toxinas, regular as funções corporais, etc... Já o gozo, não é eliminado! Ele fica protegido. Aguardando o clímax do tesão!
– Agora que não tem receio de se soltar, acho que também broxaria, se Miauzinho tivesse um chilique, quando Mi tivesse um orgasmo!...
– Ah, imagine Mi se dedicar no preparo e no tempero de uma comida caprichada... e eu não querer provar. Ou pior... provar e fazer careta de nojo! Puá...
Riram.
– Mi pode ser temperamental, mas não é Mi... mizenta...
– Baby, eu adoro seu jeito – machona – de ser!
...continua...
Obrigado a todos os leitores!!!
Maurycio De Paula, Curitiba, março de 2026.
Trecho retirado do ebook:
LIVRES&ACORRENTADOS By Maurycio De Paula
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Custo = 2USD (dois dólares)
Trechos publicados neste site:
(by Maurycio De Paula)
Livres&Acorrentados – Capítulo 1 – 1.4 Paula
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Livres&Acorrentados – Capítulo 4 – 4.5 Jack, O Estrepoliador
Livres&Acorrentados – Capítulo 7 – 7.4 O Espelho
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