Livres&Acorrentados – Capítulo 4 – 4.4 SIM

Um conto erótico de Maurycio De Paula
Categoria: Homossexual
Contém 798 palavras
Data: 24/03/2026 15:28:52

Livres&Acorrentados – Capítulo 4 – 4.4 SIM

Maurycio De Paula

Fantasia, Fetiche, Flerte, Gay

...

Década de 90, Curitiba-Pr.

– Preciso te contar uma coisa mutcho loca que aconteceu esta semana, Maurício!...

– Conte!

Paty tragou e passou o pito, depois bebeu um gole do uísque, fez careta e suspirou, reclinando na poltrona, com a mão sobre a colina incipiente. Ele aguardou a surpresa do dia.

– Por favor. Não quero que fique brabo comigo, Maurício...

– Ok, conte o que aconteceu. Depois eu reajo!...

– Eu tava entediada em casa, e vim aqui pra loja, sabe?... Assisti um filme com o mano, sabe?... Dois caras bonitos pegando uma gostosa, sabe?...

– Sei...

– Um dos caras veio nela, sabe?... Na boca, sabe?...

Claro que sei. É sempre o mesmo enredo.

Esses “sabe?... sabe?”... tão começando a me irritar, sabe!?...

Conta logo essa estória!

– Mas daí... o outro cara também veio, sabe?...

– Sei. O outro cara também veio na boca da mulher...

E daí?... E DAÍ?!...

– Não! O cara veio na boca do outro cara e o outro cara continuou indo-e-vindo no cara enquanto a gostosa vinha-e-ia nesse cara que era o outro no vai-e-vem, sabe?...

Maurício visualizou a cena com certa dificuldade, pelo excesso de idas-e-vindas na falta de vírgulas.

E teve outra ereção automática. Seu corpo reagindo involuntariamente, como um arrepio de medo na beirada do precipício, ou a contração do esfíncter na presença de Allan (Argh!).

– Ok. E onde entra a parte do “não fique brabo comigo, Maurício”?...

– Meu irmão perguntou... se você toparia fazer aquilo, sabe?... Deixar vir na sua boca, e você continuar indo-e-vindo nele, sabe?...

A colina respondeu à pergunta, indo para cima um pouco mais.

– E o que você disse?!...

– Eu tava meio alta e lânguida, sabe?... Você é giletoso, né?... Então... não quero parecer estar traindo seus segredos, sabe?...

Ele revirou os olhos irritado, e apertou de leve seu pescoço.

– O-que-vo-cê-di-sse, Paty?...

– Eu disse SIM!

Ele estava irritado, porém excitado. Paty apertou a colina, que parecia agora um vulcão trepidante, querendo cuspir lava. Ele apertou um pouco mais o pescoço dela.

– PQP, Paty! Agora, toda vez que seu irmão olhar pra mim, vai fazer aquele movimento que você faz, com a mão e a língua na bochecha, simulando boquete?!...

Ela deu um sorriso misto, de mil perdões & com certeza.

– Não faça tanto drama. Vem mais, sabe?...

Ele materializou sua tensão no pescoço dela, enquanto ela vinha-e-voltava a mão sobre sua calça.

– O mano não tinha vindo até ver a cena, sabe?... Daí ele voltou a fita, e assistiu mais vezes, sem vir, sabe?... Foi então que veio a pergunta sobre você, sabe?...

Maurício imaginou perfeitamente a cena, agora bem pontuada.

Desejando fazer bagunça na boca da gostosa, o irmão de Paty nunca tivera a ideia de bagunçar outro cara. Quando viu a cena, repetiu a fita várias vezes, concluindo que curtiria, e fez a pergunta. Paty respondeu – Sim. O irmão passou a fantasiar que bagunçava outro cara, e esse outro cara era ele, Maurício!

Paula passou discretamente a língua nos lábios.

– E depois que você respondeu – Sim? Ele continuou assistindo... sem vir?!...

– Pelo contrário. Ele deve ter algum problema, sabe?...

Maurício sabia qual era o problema.

Parece que o Universo, as estrelas, etc. adoram vir em mim com esse tipo de problema!

– Ele tava de olhos fechados, sabe?...

Sei. Pensando em mim, o safadinho!...

Ela concluiu, já quase engasgada.

– E veio tanto... e tão forte... que chegou na televisão!

Paula gemeu por dentro. E o vulcão, automaticamente, lançou sua lava através da cueca e do moletom, queimando de prazer a palma de Paty.

Se eu estivesse sem roupa, teria chegado no balcão!...

Maurício afrouxou o pescoço dela e espreguiçou-se na poltrona, lânguido. Ela não perdeu a oportunidade, e voltou a respirar.

Ah, e também sorveu a lava filtrada por sobre o moletom.

– Hum, salgadinha. Igual à do meu...

Maurício estremeceu antes dela concluir a frase. Tinha certeza do que vinha a seguir. Pegou uma sacola vazia do balcão, segurou na altura da virilha, e foi correndo para a rua, repetindo mentalmente um mantra esconjurador.

Óbvio. Bizarro! Excitante. Disfuncional!...

Sem ninguém na loja para ouvir, Paty completou a frase.

– ...creme-de-leite com uma pitadinha de sal...

...continua...

Obrigado a todos os leitores!!!

Maurycio De Paula, Curitiba, março de 2026.

Trecho retirado do ebook:

LIVRES&ACORRENTADOS By Maurycio De Paula

Disponível para download na Amazon

Ou solicitando diretamente para:

mauryciodepaula@gmail.com

Custo = 2USD (dois dólares)

Trechos publicados neste site:

(by Maurycio De Paula)

Livres&Acorrentados – Capítulo 1 – 1.4 Paula

Livres&Acorrentados – Capítulo 3 – 3.1 Allan

Livres&Acorrentados – Capítulo 4 – 4.4 SIM

Livres&Acorrentados – Capítulo 4 – 4.5 Jack, O Estrepoliador

Livres&Acorrentados – Capítulo 7 – 7.4 O Espelho

Livres&Acorrentados – Capítulo 9 – 9.2 A Fantasia De Mi

Livres&Acorrentados – Capítulo 11 – 11.3 Dupla Penetração Alternada

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