Me chamo Thiago, tenho 24 anos, e há algumas semanas publiquei um conto de como comecei na zooflia e como minha tia me ajudou, E cometi o erro mais ingênuo possível: usei meu nome verdadeiro.
No começo, parecia inofensivo. Algumas pessoas enviaram e-mails. Curiosidade, comentários, perguntas. Respondi alguns. Troquei mensagens. Enviei fotos. Conversas comuns, dentro daquele universo específico que eu achava estar controlando.
Entre mensagens anônimas e perfis sem rosto, uma delas se destacou pela insistência. Perguntas mais diretas. Interesse além do comum. Ainda assim, não desconfiei. Para mim, era apenas mais alguém curioso do outro lado da tela.
Eu não fazia ideia de que uma daquelas pessoas já fazia parte da minha vida.
Muito menos que era a minha própria irmã.
Tudo ficou em silêncio por algumas semanas não trocamos mais mensagens.
Até o dia 1º de março.
Ela me abordou na sala de casa. O olhar era diferente. Frio. Calculado. Sem dizer nada, apenas pegou o celular e colocou na minha frente.
Eram as fotos.
Era o conto.
Era tudo.
Meu corpo congelou. O coração parecia bater no ouvido. Minha garganta secou. Eu não conseguia formar uma frase completa. Ela perguntava o que era aquilo, como eu podia ter feito aquilo, como pude me expor daquela maneira.
Disse que ia contar para toda a família. Disse que eu seria expulso de casa. Disse que eu era uma vergonha.
Cada palavra era como um soco.
Mas no meio daquilo tudo, algo começou a martelar na minha cabeça.
Como ela tinha encontrado aquilo?
Eu nunca tinha comentado com ninguém. Nunca mencionei o site. Nunca compartilhei o link.
Respirei fundo.
Perguntei.
Ela hesitou por um segundo — o suficiente para eu perceber que havia algo ali.
Disse que às vezes entrava naquele tipo de site por curiosidade. Que ficava chocada com o que lia. Que era só isso.
Curiosidade.
A palavra ecoou na minha mente.
De repente, eu já não estava mais apenas sendo acusado. Havia uma contradição no ar. Se aquilo era tão absurdo, o que ela fazia lá?
A discussão mudou de tom.
Ela ameaçava me expor.
Eu respondi que, se ela fizesse isso, teria que explicar também como encontrou tudo aquilo.
O silêncio que veio depois foi pesado. Não era mais uma briga moral. Era um impasse. Um jogo de poder.
No fim, não deu em nada.
Ela saiu batendo a porta.
Achei que tinha acabado ali.
Mas hoje, às 20h, ela apareceu na minha casa novamente.
Dessa vez, não parecia furiosa.
Parecia decidida.
E foi nesse momento que eu percebi que o verdadeiro problema ainda nem tinha começado.
Ela perguntou por que eu continuava me encontrando com a nossa tia. A pergunta veio seca, direta. Não parecia apenas curiosidade — parecia teste.
Respondi com frieza, dizendo que era a melhor escolha que eu poderia fazer. Não entrei em detalhes. Observei a reação dela. Ela não desviou o olhar.
Havia algo ali.
Percebi que ela queria saber mais, mas não queria perguntar diretamente. Então provoquei. Perguntei se queria ver provas. Se queria entender de verdade o que estava acontecendo.
Ela hesitou.
A hesitação dela disse mais do que qualquer resposta.
Sentou ao meu lado. Próxima demais. Fingia indiferença, mas os olhos não mentiam. Ela não estava ali apenas para me acusar. Estava ali para confirmar algo.
Mostrei alguns registros. Não o suficiente para explicar tudo, mas o bastante para alimentar a curiosidade. Enquanto ela observava, eu não prestava atenção no que estava sendo exibido — eu observava ela.
Respiração mais lenta. Silêncio prolongado. Nenhum julgamento imediato.
Foi então que algo mudou.
Aquela conversa não era mais sobre certo ou errado. Era sobre controle. Sobre quem sabia mais. Sobre quem tinha vantagem.
Eu comecei a me perguntar:
Por que ela demorou tanto para me confrontar?
Por que veio sozinha?
Por que parecia mais interessada do que indignada?
O clima ficou pesado.
Ela fechou o celular devagar e me encarou. Não havia raiva no rosto dela. Havia cálculo.
— Você acha que eu não percebi antes? — ela perguntou.
A frase me atravessou como uma lâmina fina e precisa.
Naquele instante, algo se reorganizou dentro de mim. Eu sempre achei que carregava o único segredo pesado daquela casa. Mas talvez eu estivesse enganado. Talvez eu não fosse o único jogando no escuro.
A conversa deixou de ser um confronto impulsivo e se transformou em uma negociação silenciosa. Não havia gritos. Não havia acusações diretas. Não era preciso. Cada palavra passou a ser escolhida com cuidado quase cirúrgico. Cada pausa carregava intenção. Cada olhar, uma ameaça implícita.
Não discutíamos mais o passado — estávamos calculando o futuro.
Percebi que não se tratava de verdade ou mentira. Tratava-se de equilíbrio. De quem podia pressionar primeiro. De quem perderia mais se o silêncio fosse quebrado.
Nisso eu simplesmente puxo meu pau pra fora, eu já sabia que ela ia gostar por isso ela estava ali
Ela hesitou um pouco mais logo começamos a se beijar e fazer mais coisas foi estranhos por que a gente nunca foi tão proximo.
Seguramos um pouco o tesão e pensamos que era melhor fazer nossa primeira transa numa suruba com minha tia e o cachorro e filmar tudo.
Ela disse que queria ajudar a escrever esse conto com isso estamos aqui os 2 deitados pelados escrevendo no notebook, ansiosos esperando o fim de semana que vai o dia da suruba.
Eu sabia que uma hora ou outra eu ia te comer irmã...
me desculpem pelo o conto curto espero que compreeendem a situação kakakakaka