Livres&Acorrentados – Capítulo 1 – 1.4 Paula
Maurycio De Paula
Jogo Erótico, Descobertas, Bissexual, Fetiches
...
Década de 90, Curitiba-Pr.
Zilda pegou a mão direita dele, fechou os dedos, deixando apenas o médio saliente, e segurou seu punho. Deitada de barriga para cima, guiando a mão, fez seu dedo tocar a orelha, o contorno da boca, o pescoço (espalhando suas correntes), os bicos dos seios sob o sutiã.
Guiou-o numa excursão erótica, deslizando pela axila lisa, pela dobra interna do braço, a barriga magra, a curvatura suave do púbis depilado. Ele sentiu a pele quente e pulsante ainda úmida da esfrega anterior. Zilda dedilhou a fenda da vagina, brincou um pouco com os lábios macios, afastando-os, e introduziu a primeira falange entre eles, procurando.
Gemeu quando encontrou.
– O clitóris, amorzinho. Meu pequeno pau.
Maurício sentiu a diminuta protuberância na ponta do dedo. Zilda esfregou a falange ali e a protuberância ficou levemente rígida, respondendo. Ela fez a segunda falange entrar, e moveu o dedo até a abertura da uretra.
– Aqui fica a fonte, amorzinho...
Arqueou as costas, erguendo a barriga e fazendo a terceira falange entrar, e tocar ainda mais fundo. Ele sentiu algo rígido por trás da maciez.
– Aqui fica a ponta da coluna.
Ficou esfregando o dedo ali bastante tempo. Uma onda de líquido quente jorrou, escorrendo no lençol.
– Hum, você parece derreter. Isso é muito gostoso...
– Gostoso é... o gosto do gozo, amore!
Ela levou o dedo encharcado dele até seus lábios, fazendo-o provar seu sabor.
– Hum, você é salgaZildinha!...
Guiou novamente o dedo pelo corpo, descendo até o orifício entre as nádegas.
– Área 51. Proibida na maioria das vezes!
Maurício, massageando-se com a mão livre, latejava de tesão. Afoito para tocar, com a ponta do pau, as partes tocadas pela ponta do dedo. Ah, queria tar lendo em Bráulio!
Mas ela retirou seu dedo da Área 51, virou-se, e pegou o saco sobre o tapete.
Lenços umedecidos.
– Hora da higiene, amorzinho!...
O sangue fervilhando deixou-o suado e trêmulo.
– Você tá me deixando louco de desejo, assim.
Zilda pôs o dedo indicador na sua boca.
– E você, está cumprindo nosso combinado?
Maurício levantou, foi ao quarto e trouxe a cueca preta umedecida, exalando odor de sêmen vencido. Zilda a aproximou do rosto e cheirou o pano.
Excitante... e mais bizarro a cada instante!
Ele deitou com a agulha de sua bússola do prazer apontando para o norte. Ela envolveu a cueca nele e começou a masturbá-lo, até gozar no tecido. De olhos fechados, não a viu retirar a calcinha e vestir sua cueca, com o líquido quente e espesso, lambuzando toda sua fenda e Área 51.
– Vista minha calcinha, amore!...
Maurício abriu os olhos e obedeceu. Zilda se debruçou, esfregando os seios no seu peito. As correntes espalharam-se sobre ele, roçando seus mamilos, deslizando pelo pescoço, enroscando-se nas orelhas, tocando sua boca e nariz com um gosto e cheiro metálicos.
O pau espremido na calcinha justa latejava sem parar. Ela continuou o movimento com as correntes no seu peito, esfregando a mão por cima da calcinha, massageando, até ele jorrar por entre a renda.
Besuntou os dedos magros na renda cremosa, e trouxe a mão à boca, espalhando o líquido salgado pelos lábios. Depois, beijou-o delicadamente.
– O verdadeiro beijo da porra, amore!
Maurício não resistiu, e enfiou a língua na boca da tia. Ficaram longo tempo nesse duelo de espadas macias, no ringue de beiços espumantes, até Zilda pegar mais lenços e limpar os dois.
Permaneceram deitados, acariciando-se com leveza. Explorando intimidades. Na escuridão da sala. Nas sombras da mente.
– Se você fosse mulher, que nome teria?...
– Pau... lá... Isso, seria Paula!
– Ok. Se Maurício gostaria que uma mulher “viril” chegasse nele, então... Paula deveria gostar que um homem fizesse isso, certo?...
Maurício admitiu que tinha pensado nessa possibilidade. Ser flertado e seduzido por outro cara, ao invés de precisar flerta e seduzir alguém.
Lembrou-se de Bryan, da turma da infância, na cidade do interior.
... uma vez... sua turma tinha se reunido para jogar videogame, e ele estava presente. Naquele dia, ficou observando Bryan jogar, reclinado na cadeira da sala. Tinha o cabelo negro um tanto comprido, a pele morena, os lábios carnudos, um olhar concentrado na tela. Não tenso e ansioso... Um olhar tranquilo! Como a expressão do seu rosto, seu comportamento, seu jeito de falar. Um jovem meigo!
Quando o rapaz passou a mão sobre o cabelo, ajeitando-o para melhorar sua visão, ele subitamente pensou – Bryan é um cara bonito! Tinha sentido um arrepio e uma estranha atração por ele. Vontade de afagar seu cabelo. Tocar seu rosto, sua pele. Abraçar a tranquilidade que exalava.
Não sabia se queria ser como ele, meigo, sossegado e tranquilo, ou se desejava estar com ele, e se sentir assim. A algazarra da turma logo afastou esses pensamentos, jogando-os para o limbo de sua mente...
– Se você fosse Paula, se imaginaria com um cara?...
Maurício relutou em responder.
Zilda não insistiu. E perguntou se ele queria fazer outro joguinho erótico com ela. Mais um #Zilda! Ele disse SIM.
– Vamos imaginar Paula, aqui no sofá. De calcinha e correntes douradas no pescoço, como eu. Mas... com um cara, ao invés de mim. Quais seriam os modos desse cara?...
Maurício soltou as rédeas da imaginação, divertindo-se.
– Ahm... Bem-humorado, inteligente, naturalmente gentil e meigo. Sem afetação. Um cara normal, não um bicha-louca! Um cara que me fizesse afagos, como se eu fosse desejada e importante, sabe? Um cara não exatamente “viril”, querendo me comer, arrotar e cochilar depois. Ah, um carinha carinhoso!
Zilda sorriu, pensando que também gostaria de um cara, assim.
– E fisicamente?...
– Cheiroso. Moreno. Lisinho. Nem gordo ou magro, tipo eu. Levemente musculoso. Só um pouco, pra me fazer sentir segura, sabe? De cabelos bem negros, abundantes e curtos. Espetados. Olhos amendoados ou verdes, tanto faz. Meio asiático, acho!
– E a boca? Os lábios?...
– Uma boca sem mal hálito. Lábios levemente carnudos. Sorriso cativante. E principalmente, que a boca fale corretamente e diga coisas belas, que me façam refletir...
– E o seu órgão sexual?...
– Ah, grande, bonito e apetitoso. Igual ao meu!
Sorriram no escuro.
– Sem muitos pelos no púbis. Saco redondinho. Sem prepúcio, com a cabeça exposta, delineada e proporcional. Um pau esteticamente belo, duro, mas flexível.
– Paula segura o pau do carinha carinhoso e...
Maurício hesitou, encabulado. Sentia o sangue corar sua face no escuro.
– Relaxe, benzinho. Apenas deixe seu lado feminino fantasiar. Ninguém jamais vai saber dessa brincadeira, se você não contar. Vai ser um segredo só nosso!
Ele suspirou fundo, e afastou a mente crítica da jogada. Procurou captar, dentro de si, o que tinha vontade de fazer, se não precisasse fingir. O que realmente desejava fazer!
– Ela cheira. Sem pressa. Dá beijinhos. Lambe a cabeça. Depois o tronco. O saco. Então... começa a sugar. Sentindo o latejar da carne. Querendo...
Maurício se arrepiou. Parecia estar atravessando uma teia de aranha pegajosa, querendo se soltar, dar outro passo à frente, mas precisando fazer um esforço tremendo para mover o pé. Sua respiração acelerou, junto com o batimento cardíaco. Começou a suar e ter calafrios no corpo, como num resfriado forte.
Zilda falou baixo, no seu ouvido.
– Quer continuar?...
– Paula está confusa. Como uma borboleta presa numa teia de aranha...
– Entendo, querida. Tá tudo bem. Não vou deixar a aranha te pegar, ok?
Zilda esperou-o se acalmar e enxugar o rosto no lençol.
– Quer realmente continuar, Maurício?...
Ele suspirou. Sentia-se mais leve e tranquilo, como se tivesse largado um imenso fardo, após carregá-lo por tempo demais. Refortalecido. E brincou novamente.
– “Macho que é macho”... não tem medo de encarar outro macho!...
Zilda riu, e continuou o jogo.
– Muito bem, então vamos lá. Imagine o pau lá... dentro da boca de Paula...
Ele continuou a brincadeira.
– ...latejando. As veias pulsando. Inchando e desinchando. Minha língua esfregando. A boca succionando, sentindo prazer em causar prazer no carinha...
Paula mergulhou de cabeça (ou caiu de boca?) na fantasia, curtindo uma impressão realista da cena.
– ...desejando drenar o carinha. Extrair o que ele tem lá dentro.
Lembrou-se do desenho, em nanquim, de um gibi erótico antigo. Uma vampira boazuda, sugando o sangue de um cara, com um membro enorme e duro. A vampira sugando, enquanto o pau murchava.
No gibi, a vampira primeiro transava com o cara, depois o sugava. Na verdade, ela primeiro sugava (só o membro enorme e duro), depois transava, e só bem depois... sugava o sangue.
Era uma estória de terror absurda, lógico, mas absurdamente lógica. Para a vampira, o sexo era apenas um passatempo excitante e trivial. Vital mesmo... era o sangue!
Paula não queria sugar o sangue do carinha, mas seu néctar da vida. O que o carinha tinha de mais puro e profundo. Para ela, o sexo era importante, mas o envolvimento sincero era essencial. E a pureza do sexo, vital!
Paula é uma vampira de gozo?... Porra, Maurício!...
Zilda prosseguiu o jogo.
– O carinha carinhoso pergunta se pode gozar em você...
Paula, sugando e degustando o carinha carinhoso, com a cabeça subindo e descendo nele, continua seu movimento, então... sua resposta é SIM – com a cabeça.
– Ah, mas tem um problema, ele diz...
Na fantasia, Paula não perguntava qual o problema, porque era uma mulher elegante e educada, que nunca falava de boca cheia. Apenas continuava dizendo com a cabeça – SIM, sem problema...
– Ele diz que goza bastante!...
Brincaram um longo tempo assim. Paula experimentou mais dois deliciosos orgasmos, imaginando as cenas picantes que a tia inventava, até Maurício ficar exausto e satisfeito.
Ela leu aquelas revistinhas safadas, com certeza!
Aconchegaram-se entre os pescoços e dormiram, relaxados.
Os corpos misturados. As mentes emaranhadas.
As correntes entrelaçando-se.
...continua...
Obrigado a todos os leitores!!!
Maurycio De Paula, Curitiba, março de 2026.
Trecho retirado do ebook:
LIVRES&ACORRENTADOS By Maurycio De Paula
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Custo = 2USD (dois dólares)
Trechos publicados neste site:
(by Maurycio De Paula)
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