IRMÃ DO MEU AMIGO, PUTINHA DA IGREJA PT 8 FINAL

Um conto erótico de GABRIEL SILVA
Categoria: Heterossexual
Contém 1146 palavras
Data: 24/03/2026 12:14:01

Eu sabia que não ia adiantar nada tentar parar sozinho. Karem era o centro daquela loucura toda, e enquanto ela não liberasse, nada mudava. Meu peito apertava só de pensar em encarar ela de novo, mas eu precisava tentar. Fui atrás dela na casa do Luis Carlos, coração na boca, moto acelerada pelas ruas esburacadas do bairro.

Cheguei lá, bati no portão. Quem abriu foi a Ariadne, irmã mais nova do Luis. Uma loira linda, olhos verdes claros, cabelo liso até a cintura, sempre sorridente no coral da igreja. Ela cantava com uma voz suave, tipo anjo mesmo, sem forçar. Me olhou surpresa, mas educada:

“Oi, Murilo. O Luis saiu agora há pouco, levou a Karem pra casa dela. Deve tá voltando já. Quer esperar?”

Eu balancei a cabeça, voz baixa: “Não, depois eu passo aqui. Valeu, Ariadne.”

Saí dali rápido, sem olhar pra trás. Subi na moto e fui rodando pela rua principal, procurando o Corcel ou a bicicleta dela. De repente, vi ela vindo na direção contrária, pedalando devagar numa bike velha, vestidinho branco balançando com o vento, cabelo ondulado voando. Parei a moto no acostamento, tirei o capacete. Ela freou do meu lado, desceu, encostou a bike na guia.

“Murilo... tava me procurando?”

“Preciso falar com você. Agora.”

Ela sorriu daquele jeito que me desarmava. “Vem. Vamos pro vestiário do campinho. Lá ninguém vê.”

Meu estômago revirou. Sabia que era armadilha, mas fui. Andamos uns minutos, moto devagar do lado da bike dela. Chegamos no campinho abandonado, vestiário velho de tijolos rachados, porta enferrujada. Entramos. O lugar tava escuro, cheiro de mofo e terra úmida. Ela trancou a porta por dentro com um cadeado que tava ali.

Virou pra mim, olhos brilhando no escuro: “Fala.”

Eu respirei fundo: “Karem... eu preciso parar com isso. Tudo. O que a gente fez, o que eu fiz com sua mãe, com seu pai olhando... é errado. Tá me destruindo por dentro. O pastor falou comigo domingo. Eu sinto que Deus tá me chamando pra sair disso. Eu quero parar.”

Ela ficou quieta uns segundos. Depois riu baixo, se aproximou, mão no meu peito: “Você quer parar? Tá bom. Mas antes... deixa eu te lembrar por que você não consegue.”

Ela me empurrou contra a parede fria. Abriu meu zíper devagar, tirou meu pau pra fora. Já tava duro só de ver ela ali, tão perto. Ajoelhou, chupou devagar primeiro, depois com força, engolindo tudo, gemendo: “Viu? Seu pau não quer parar. Ele quer mais.”

Eu tentei resistir: “Karem... por favor...”

Ela levantou, virou de costas, ergueu o vestidinho. Sem calcinha. Passou lubrificante que já tinha na bolsinha (sempre preparada). Empinou a bunda: “Vem. Mete no meu cu. Última vez. Se depois você ainda quiser parar... eu libero.”

Eu cedi. Como sempre. Encostei a cabeça, empurrei devagar. Ela gemeu alto: “Isso... mete tudo... me arromba...”

Eu meti forte, batendo fundo, segurando na cintura dela. O vestiário ecoava com os gemidos dela, o som da pele batendo. “Mais forte... fode como se fosse a última... porque vai ser se você quiser...”

Eu meti com raiva, com tesão, com culpa. Gozei dentro dela, tremendo todo. Ela virou, beijou minha boca: “Viu? Você não para. Nunca vai parar.”

Eu me afastei, vesti a calça, voz rouca: “Não. Eu vou parar. De verdade.”

Ela riu, mas dessa vez tinha um tom de raiva: “Vai ver. Boa sorte.”

Saí dali zonzo, subi na moto e fui pra casa. Cheguei no quarto, tranquei a porta. Sentei na cama, cabeça entre as mãos. Pensava em tudo: na mão dela no carro, no cu dela na cama dos pais, na boca da mãe dela, no pai assistindo. E no pastor falando que Deus via meu coração.

Chorei. Chorei de verdade, como homem não chora fácil. Depois ajoelhei no chão, orei como nunca orei na vida. “Senhor... me tira disso. Eu sei que é errado. Eu me arrependo. Me ajuda a sair. Mesmo que eu queira... eu não quero mais. Me liberta.”

Naquela noite, no culto, veio um irmão de fora, missionário de outra cidade. Pregou sobre libertação, sobre correntes que a gente mesmo coloca. Na hora da oração, ele chamou quem quisesse ir na frente. Eu fiquei no fundo, mas senti um fogo no peito. De repente, vi Karem e seu Adenor caindo no chão, gritando, se debatendo. O irmão foi pra cima deles, orando forte, impondo mãos. Foi uma luta feia. Eles rolavam, gritavam coisas que ninguém entendia, choravam, suavam. A igreja toda orando junto. Demorou uns 40 minutos, mas depois de muito clamor, eles aquietaram. Ficaram deitados, respirando pesado, lágrimas escorrendo. O irmão disse: “Estão livres. Em nome de Jesus.”

Eu senti um peso sair das costas. Como se alguém tivesse tirado uma mochila de pedras. Era resposta. Minha oração tinha sido ouvida.

Depois do culto, seu Adenor veio até mim. Olhos vermelhos, voz baixa: “Murilo... me perdoa. Eu errei feio. Com você, com minha filha, com minha mulher. Eu tava cego. Obrigado por não desistir de orar. Eu vi o erro. Vou consertar o que der.”

Eu abracei ele. Choramos juntos ali no pátio da igreja. Karem não veio falar comigo. Ficou longe, olhando de canto, olhos inchados. Depois saiu sem dizer nada.

Os anos passaram.

Karem se casou com o Luis Carlos. Casamento bonito na igreja, todo mundo aplaudindo. Ela sorria na foto, mas eu via nos olhos que não era a mesma. Virou esposa certinha, mãe de dois filhos lindos. A gente se cumprimenta quando se vê, mas é só isso. Distância respeitosa.

Eu me casei com a Ariadne. A loira do coral, irmã do Luis. Ela sempre foi luz. Cantamos juntos no louvor anos depois, criamos nossa família. Dois filhos também, um menino e uma menina. Vida simples, mas cheia de paz.

Vanusa conversa comigo até hoje. Liga de vez em quando, pergunta dos netos, fala da igreja. Ela mudou muito. Virou conselheira no grupo de mulheres, ajuda muita gente. Adenor morreu há uns cinco anos. Câncer. Mas morreu arrependido. Antes de partir, chamou a família toda, pediu perdão de novo. Pra mim também. Disse: “Você foi o instrumento que Deus usou pra me acordar, Murilo. Obrigado.”

Eu chorei no enterro. Chorei de gratidão.

Hoje eu tô aqui, 40 anos, casado, filhos crescendo, trabalho no banco, vida estabilizada. Mas toda vez que vejo um teclado na igreja, ou uma moto Titan vermelha na rua, ou ouço “Raridade” no rádio, volto pra 2004. Volto praquela mão no carro, pro vestiário escuro, pro quarto do casal.

Mas não sinto mais culpa pesada. Sinto gratidão. Porque Deus me tirou do fundo do poço. Me perdoou. Me deu uma nova história.

Essa é minha história de vida. Uma história de erro, de queda, de loucura, mas principalmente de misericórdia. Deus não desiste da gente. Mesmo quando a gente desiste de si mesmo. Uma obs. ate hoje não consegui descobrir o segredo de Vanusa.

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