Meu marido tem um amigo que ajudou muito ele. Quando fomos comprar o primeiro imóvel, foi esse amigo quem emprestou o dinheiro da entrada. Depois trocamos de casa, e ele emprestou mais um tanto. Deu apoio jurídico, conselhos, aquele ombro amigo de verdade.
Quando eles conversavam ao telefone, por vezes eu escutava aquela voz máscula e isso instigava algo em mim, acendia um fogo que meu marido, mais tarde, acabava aproveitando sem nunca perceber de onde vinha a faísca. Na época, eu mesma não tinha essa percepção.
Nos encontros que tivemos – sempre em família, sempre respeitosos – eu conversava bastante com a esposa dele, a Patrícia. Sabia das coisas da casa, das crises de ciúmes dela, das desconfianças. Achava exagerado, mas nunca imaginei que fosse terminar do jeito que terminou.
No final do ano passado, Patrícia entrou com uma medida protetiva. Maria da Penha. Quem fez isso foi uma advogada conhecida, que orientou: “É a forma mais rápida de garantir que você fique na casa e com o carro.” Eu sabia que era errado. Principalmente porque conheço mulheres que realmente precisam dessa proteção. Fui conversar com a Patrícia para entender. O que ouvi foi: ela cansou, achava que ele conversava demais com outras mulheres, vivia enciumada. Sempre achei que ela devia arrumar um emprego, sabe como é: mente vazia, oficina do diabo. O fato é que ela já tinha outra pessoa. E eu achei profundamente injusto como fizeram com ele.
O Erick ficou desnorteado. Saiu de casa com uma mala, sem rumo, não queria incomodar ninguém. Meu marido, o Léo, não pensou duas vezes: “Se não fosse ele, a gente ainda estaria morando de aluguel. Ele vem pra cá.”
Erick relutou, mas acabou aceitando.
No começo, era nítida a tristeza dele. Ajudava em tudo – cortava a grama, lavava a louça, procurava o que fazer. Trabalha em home office, e como tínhamos uma sala sem uso, ele montou o escritório improvisado ali. Nos primeiros quinze dias, mal levantava os olhos. Eu percebi que ele gostava muito da ex.
Foi mais ou menos nesse período que notei os olhares da Lúcia, nossa diarista.
Lúcia é filha da Dona Maria, que trabalhou aqui anos. Agora a filha veio no lugar. É bonita: morena, olhos verdes, 1,68m, pouco mais baixa que eu, seios médios, bunda durinha. Meu marido sai cedo e volta tarde, quase não cruza com ela, e nunca me preocupei. Mas ali, com o Erick em casa, algo me incomodou.
Lúcia começou a se aproximar. Perguntava da separação, arrumava desculpas para entrar na sala onde ele trabalhava.
Na quarta-feira, precisei sair para o mercado. Perguntei ao Erick se ele queria alguma coisa. Disse que não. Insisti: “Qualquer coisa é só ligar.” Peguei o carro, andei algumas quadras mas percebi que tinha esquecido a lista de compras.
Voltei. Para não ter que manobrar, deixei o carro estacionado fora de casa.
Entrei pela porta da garagem, que tinha ficado aberta. Passando pela lavanderia, flagrei Lúcia, de costas, tirando o sutiã. Me posicionei atrás da porta, tentando não ser vista. A camiseta da Lúcia estava levemente úmida. Seus seios perfeitos, bicos durinhos, ficaram marcados no tecido. Ela se ajeitou e entrou na sala onde Erick trabalhava.
Não sei descrever tudo o que passou pela minha cabeça. Foi um misto de tesão e arrepio. A curiosidade me queimava, mas o medo de ser descoberta me impediu de me aproximar. Peguei a lista na cozinha, o mais silenciosa possível, e saí.
Quando voltei do mercado, Lúcia já tinha ido embora. Erick estava na sala, concentrado no computador, como se nada tivesse acontecido. Mas eu fiquei o resto da tarde imaginando: o que ela fez? Como se insinuou? Será que aconteceu alguma coisa? Durante as compras eu só conseguia pensar na reação do Erick.
Abaixo do vestido, eu já estava toda molhada.
O Léo chegou do trabalho e jantamos os três, normais, como sempre. Subimos para o quarto e, assim que a porta fechou, agarrei ele com uma fúria incomum.
— Nossa, Vivi… acalma — ele riu, surpreso.
Mas eu não queria calma.
Puxei sua camisa, abri os botões com dedos impacientes. Levei-o para a cama, invertendo os papéis. Montei sobre ele, sentindo seu pau endurecer contra mim enquanto eu ainda vestia a calcinha de renda. Guiei suas mãos para meus seios, arquei as costas, fechei os olhos — e na escuridão das pálpebras, não era o corpo moreno de Léo que eu via. Era a imagem de Erick, tão próximo, tão proibido.
— Me come, Léo. Forte. — sussurrei, algo que raramente pedia.
Ele obedeceu, surpreso mas entregue. Virou-me de bruços, ergueu meu quadril, e entrou com força. Seus 16 cm me preenchiam bem, mas naquele momento eu queria mais, queria ser tomada. Mordi o travesseiro enquanto ele me fodia de pé, o som da pele batendo na pele ecoando no quarto. Gozei três vezes, cada uma mais intensa que a outra, o corpo tremendo em espasmos longos, enquanto Léo, ofegante, se acabava por fim.
Depois, Com o Léo já no sono pesado, levantei para tomar uma água, desci as escadas, passei pelo quarto de hóspedes, a porta fechada, fiquei pensando se o Erick já estaria dormindo. Voltei para cama e demorei a dormir, imaginando milhões de coisas.
Pela manhã o Erick tinha um compromisso e saiu com meu marido. Estou agora sozinha, preciso fazer algo e decidi escrever aqui meu primeiro conto, relatando exatamente o que aconteceu. Não tenho coragem de compartilhar isso com ninguém. Fico pensando aqui, no anonimato de um conto, em tudo que aconteceu e no que fazer agora, que estou descobrindo esse desejo incontrolável.
O próximo capítulo será publicado após eu receber e escolher as sugestões. Entendam que eu não tenho coragem para fazer nada muito direto, nem sei o que fazer, mas quero construir uma tensão deliciosa, e trarei aqui exatamente o que acontecer. Se eu devo conversar com o Erick sobre a Lúcia, se devo falar com a Lúcia, se devo contar para o Léo o que eu flagrei. Conto com vocês.