Paredes Finas PT2

Da série Paredes Finas
Categoria: Heterossexual
Contém 2811 palavras
Data: 23/03/2026 20:56:33

Primeiro dia na casa dos meus pais...

Nossa, era tão familiar e tão diferente ao mesmo tempo. Acordei cedo que nem sempre fiz, aquela coisa automática de levantar antes do Fe pra deixar tudo pronto. Desci as escadas ainda com o cabelo bagunçado e encontrei minha mãe já na cozinha fazendo exatamente a mesma coisa pelo meu pai. Kkkkk claro.

Carla: — Oi amor! Acordada a essa hora?

Ana: — Vim preparar a marmita e o café do Fe, mãe.

Ela apontou pro balcão sem dizer nada. Lá estava a marmita do meu marido, tampada, organizada, com aquele cheirinho bom que só a comida da minha mãe tem. Café passado, xícara do lado.

Ana: — Mãe! Isso era coisa minha viu.

Carla: — Para de bobeira, Ana. Pensei que você ia aproveitar pra descansar mais, então adiantei. É só você falar que foi você que fez.

Ana: — Ah, tudo bem... mas vou dizer que fui eu sim. Não vou perder pontos com meu marido não. Kkkkk

Carla: — Kkkkk tudo bem filha. Se senta aqui, tenho uma coisa pra te contar.

Ela puxou uma cadeira pra perto de mim, aquele jeito dela de quando o assunto é sério mas ela não quer assustar ninguém. Sentei.

Carla: — Sua irmã está com problemas, amor.

Ana: — Que problemas? Ela tá bem?

Carla: — Não está. Ela tá à beira de um divórcio.

Levei um susto. Paula com problema de casamento era a última coisa que eu esperava ouvir — ela sempre pareceu tão no controle de tudo.

Ana: — Como assim? Por quê?

Carla: — Ela não está conseguindo engravidar. Já tentaram muito e nada. O marido está culpando ela e falando em divórcio.

Ana: — Que idiota. Ela já fez exames pelo menos?

Carla: — Ainda não. Ela tem medo do resultado. Me disse que se confirmar que ela é infértil, ele vai embora de vez.

Aquilo me deu uma raiva que nem sei explicar direito. Não era só pelo absurdo da situação — era porque eu conheço minha irmã. Paula não abre a boca pra reclamar de nada, engole tudo, resolve sozinha. Se ela chegou a ponto de contar pra minha mãe, estava no limite.

Ana: — Que esse filho da puta vá embora então. Mãe, tem mil formas de resolver isso — adoção, tratamento, mil coisas. O mínimo que ele podia fazer era apoiar ela nesse momento pra que ela tivesse cabeça pra buscar ajuda. Isso é o básico.

Carla: — Eu concordo, falei isso pra ela. Mas você sabe como ela é né, Ana? Não sei o que fazer.

Ana: — Pois eu sei, mãe. A gente vai lá hoje mesmo e coloca juízo na cabeça dela. Essa situação não pode ficar assim.

Carla: — Eu sei que você está nervosa, filha, mas olha os modos.

Ana: — Desculpa... mas é muito errado viu.

Carla: — Você está certa, amor. Kkkkk você que parece a mais velha às vezes, filha. Sua ideia é ótima — vamos lá juntas e tentamos resolver isso.

Ana: — Vamos sim. Vou subir, tomar banho e acordar o Fe que já tá na hora dele descer. Aí a gente sai — ela mora longe essa...

Carla: — Ana Michele! Modos, menina.

Ana: — Desculpaaaaaa. Kkkkk

Subi as escadas já com a cabeça a mil. A raiva não baixava. Que cuzão fazer isso com minha irmã — e olha que a Paula tem o feitio que tem, toda dura, toda independente, mas por dentro ela guarda tudo. Eu conheço ela. Cada coisa errada que ela pensa sobre si mesma, ela engole sozinha sem contar pra ninguém.

Pensei no Fe. No que ele fez por mim depois do que eu fiz. Num erro feio, num momento horrível — e ele ficou. Construiu um casamento lindo comigo em cima daquilo tudo. E eu quase joguei fora por uma bobagem que nem fazia sentido. Poderia ter terminado com um casamento como o da minha irmã, ou pior. Fui burra.

Entrei no quarto pensando nisso tudo e o chuveiro já estava ligado. Abri a porta do banheiro e lá estava meu marido, todo pelado debaixo da água, aquele corpo que eu conheço de cor. Olhei pro celular rápido — ainda dava tempo. Tirei a roupa sem pensar muito e entrei de mansinho.

Abracei ele por trás.

Ana: — Oi, bebê.

Felipe: — Porra, Ana! Que susto.

Colei meu corpo no dele — os bicos dos meus peitos nas costas dele, a barriga no contorno da bunda dele — e peguei o sabonete.

Ana: — Vim ajudar meu marido. Kkkkk

Felipe: — Huum... que esposa devota. Sabe que se começar vai ter que terminar, né?

Ana: — E quem disse que eu pretendo parar?

Passei o sabonete na minha xereca — como se ela precisasse disso pra ficar molhada, kkkkk, mas não era hora de enrolação. Me virei, passei pra frente dele e empinei.

Ana: — Anda que não temos muito tempo.

Felipe: — Kkkkk eu te amo, sua safada.

Ele posicionou a rola na minha entrada e foi enfiando devagar. Nossa... é uma coisa que nunca enjoa. Aquela rola grande tinha moldado minha xaninha ao longo do tempo — saía com outros homens e era bom, não vou mentir, mas nunca ficava tão satisfeita quanto quando dava pro Fe. É diferente. É o corpo dele que eu conheço, é o jeito dele, é o que é meu.

Ana: — Ai, amor... que delícia.

Felipe: — Tá gostando, mo? Gosta de levar vara?

Ana: — Siim, Fe... me faz de puta, faz amor. Você gosta quando eu sou safada?

Felipe: — Adoro esse seu lado.

Ana: — Amor... hoje eu vou na casa da Paula.

Felipe: — É? Mas esse é momento de falar da sua irmã? Kkkkk

Senti ele enfiar mais forte de uma vez e saiu um gemido que não era planejado.

Ana: — Aaaain, Felipe! Cuidado, mo. Kkkkk

Felipe: — Foi mal, amor. Kkkkk é que você me deixa louco.

Ele me puxou pra mais perto, colou meu corpo no dele, começou a me beijar no pescoço enquanto metia — devagar, com aquela calma irritante que ele tem quando sabe que tá me deixando louca. Apertou meus peitos com as duas mãos e eu inclinei a cabeça pra trás apoiando no ombro dele.

Ana: — Ai, amor... assim... isso me deixa satisfeita.

Fiz uma pausa proposital, aquela safadeza que eu sei que funciona nele.

Ana: — Vou pra longe de casa hoje. Muitos homens vão me olhar, sabia?

Tapa na bunda.

Felipe: — É? E o que a puta da minha esposa vai fazer quando eles olharem pra ela?

Ana: — Ai, amooor... kkkkk não é culpa deles, tadinhoss. Sua mulher que gosta de ser safada. Acho que vou levantar minha saia pra eles.

Ele tirou a rola de uma vez e me forçou a me abaixar — safado ficou com medo de gozar antes da hora, kkkkk. Peguei a rola dele com as duas mãos e comecei a mamar, alternando entre pegar tudo e soltar devagar, olhando pra cima pra ele enquanto provocava.

Ana: — Você sabe que sou safada, Fe. Vou estar longe de casa, e se aparecer um homem do nada?

Felipe: — O... o que você vai fazer?

Ana: — Ai, Fe, não sei... kkkkk. Acho que por instinto vou dar uma reboladinha pra ele ver que tá lidando com uma vadia liberada pelo corninho dela, amor.

Plaf.

Tapa no rosto. Forte.

Continuei batendo pra ele enquanto ele me xingava baixinho — e quando ele gozou foi forte, apoiando a mão na parede pra não cair. Fiquei de pé, me encostei nele e ficamos parados assim por uns segundos, o chuveiro ainda caindo nas costas dos dois.

Depois ele me ajudou a me limpar, eu ajudei ele, saímos enrolados na toalha nos beijando. Ele me jogou na cama e veio por cima — mas o despertador tocou na hora errada.

Felipe: — Merda. Kkkkk

Ana: — Ei. Isso fica pra mais tarde, tá?

Felipe: — Ok. Kkkkk

Enquanto ele se arrumava, me perguntou:

Felipe: — Era só fantasia ou você pretende ficar com alguém nessa ida à casa da sua irmã?

Era uma pergunta normal entre nós. Já fazia um tempo que eu não saía com outro homem, e a gente nunca deixou de conversar sobre isso abertamente.

A verdade é que eu gostava — não vou fingir que não. O prazer existia, e eu sabia que o Fe também curtia. Mas aos poucos fui percebendo que o que me dava tesão na situação era mais a dinâmica do que os homens em si. Nenhum deles chegava perto do que eu tinha com ele. E em algum momento eu comecei a sentir que essas aventuras estavam pesando mais do que valiam — pra mim, pra ele, pra nós dois. Então parei. Não por pressão, não por obrigação. Por escolha mesmo.

Ana: — Não, amor. Era só fantasia. Não tenho intenção de voltar com aquilo, pelo menos não agora. A não ser que você queira muito — é o caso?

Felipe: — Não... Sinceramente? Gostei dessa pausa também. Focar mais em nós dois. E agora na casa dos seus pais, não quero dar motivo pra desconfiança do seu pai.

Ana: — Concordo. Então no nosso tempo, quando for bom pra nós dois a gente volta a se aventurar. E nem adianta disfarçar — sei que me ver com outros não é a única coisa que você gosta nisso. Kkkkk

Felipe: — Kkkkk verdade. Mas você não curte me ver com outras.

Ana: — Não mesmo. Kkkkk Mas é o justo — se eu ficar com alguém, você também tem esse direito, amor.

Felipe: — Sim. Mas olha, já vou. Se cuida. Depois me conta o que deu com sua irmã.

Ana: — Tá bom, lindo.

Ele me beijou e saiu.

Me arrumei com calma — e diferente do que falei lá no chuveiro pra provocar ele, me vesti bem comportada. Desde que casei troquei o guarda-roupa. Não foi ninguém que mandou, foi escolha minha. Sei o que uma fofoca mal contada pode fazer, aprendi isso do jeito difícil. Quero fazer tudo certo agora.

Desci e minha mãe já estava pronta me esperando na sala.

Carla: — Você demorou, Ana.

Falou séria. Sem o "filha", sem o sorriso.

Ana: — Desculpa, mãe. As roupas ainda estão nas caixas, tive que procurar tudo.

Carla: — Sei...

Esse "sei" dela disse mais do que qualquer frase inteira. Conheço minha mãe. Peguei a chave da caminhonete do meu pai e saímos — eu dirigi porque ela tem pavor de volante desde sempre, kkkkk, mulher que enfrenta qualquer coisa na vida mas não uma estrada.

Alguns minutos em silêncio, aí ela falou:

Carla: — Ana, preciso te dizer uma coisa. Você tem que respeitar minha casa e a do seu pai.

Ana: — Ué, o que eu fiz?

Carla: — Não se faça de desentendida, menina. Dava pra ouvir você gemendo o corredor todo. Subi pra me arrumar e tive que pegar a roupa e descer de volta porque não conseguia ficar lá em cima.

Vixe. Pelo menos foi só os barulhos que ela ouviu, kkkkk.

Ana: — Desculpa, mãe. Sério. Não sabia que estava tão alto...

Carla: — Olha, nem eu nem seu pai somos inocentes. Sabemos que vocês são casados e que... fazem essas coisas. Mas espero um pouco mais de cuidado da sua parte. E se seu pai ouvisse?

Ana: — Mãe, o papai não ia falar nada. Ele ia ficar vermelho e mandar a senhora vir conversar comigo. Kkkkk

Carla: — Hum... pior que é verdade. Kkkkk Olha, não estou dizendo pra se segurar demais — uma mulher casada tem que dar atenção ao marido, isso não se discute. Só tenta ser mais precavida, tá?

Ana: — Pode deixar. E desculpa de verdade, mãe.

Ela assentiu e ficou olhando a janela. Assunto encerrado.

---

A casa da Paula era em outra cidade — uma hora de estrada mais ou menos. Quando chegamos e eu vi aquela casa de novo, levei um susto de novo igual à primeira vez. Era enorme, bem cuidada, jardim arrumado. Batemos e ela veio atender, olhos arregalados de surpresa ao nos ver ali.

Paula: — O que vocês estão fazendo aqui?

Carla: — Você acha que ia nos contar aquilo e a gente não viria te ver, mocinha?

Paula: — Até onde eu sei, eu contei pra senhora, mãe. Só pra senhora.

Ana: — Para de drama, mana. Kkkkk

Abracei ela e dei um selinho na boca dela, como sempre fizemos desde pequenas — aquela coisa nossa, de irmã.

Ana: — Estamos aqui por você.

Ela ficou um segundo sem falar, aquele jeito dela de processar antes de reagir.

Paula: — Obrigada, Ana. Entrem — ele não está em casa. Na verdade nem dormiu aqui.

Entramos. A casa por dentro era ainda mais impressionante. Teto alto, mobília pesada, tudo no lugar. Minha mãe olhou em volta sem muito espanto — ela realmente não liga pra essas coisas.

Carla: — Bela casa, filha. Você que decorou?

Paula: — Não. A irmã do Bernardo é decoradora, ela fez praticamente tudo.

Ana: — Claro. Algo tão bom não viria de você. Kkkkk

Paula: — Cala a boca, vadia. Eu não moro num cubículo. Kkkkk

Ana: — Não, mas eu tenho um bom marido...

Paula: — Isso você tem.

Ela falou sem ironia. Pausou, olhou pro chão, e quando levantou os olhos estavam marejados.

Paula: — Você mora numa casa menor e tem um homem que te ama e te cuida. E eu moro nessa mansão e sou vazia. Sem amor, sem carinho, sem cuidado. Sozinha dentro de tudo isso.

A gente ficou em silêncio. Minha mãe não disse nada — só ficou olhando pra ela com aquele jeito que ela tem, de quem está presente de verdade.

Paula continuou, a voz um pouco mais dura agora, aquela dureza que ela usa quando está tentando não desmontar de vez:

Paula: — Você traiu seu marido da pior forma possível, com um amigo dele. Ele não só te perdoou como te trata como uma princesa. Eu fiz tudo certo desde o começo. Devotei minha vida a esse casamento. E minha recompensa é isso.

Ela levantou uma sacolinha cheia de cartelas de remédio.

Paula: — Ansiedade. Toda vez que ele chega em casa fico assim — ansiosa esperando pra ver se ele vai me tratar bem ou vai me culpar de novo. Isso porque? Porque fiz tudo certo.

Carla: — Paula... filha, por que não falou comigo antes? Por que deixou chegar nisso?

Paula: — Pra quê, mãe? A senhora vai me curar? Vai resolver o problema? Não. Só vai me olhar com pena, igual tá fazendo agora.

Carla não respondeu. Deixou a filha falar.

Paula chorou de verdade dessa vez — sem esconder, sem tentar segurar. Era a primeira vez na vida que eu via minha irmã assim. Paula não chora. Paula resolve. Ver ela daquele jeito foi pesado de um jeito que não sei descrever.

Ana: — Ei. Eu tenho uma ideia, tá? Me ouve.

Paula: — Se for sobre o exame, não vou fazer.

Ana: — Eu sei. Mas e se você fingir que vai fazer? Fala pro Bernardo que vão marcar os exames numa clínica perto da casa de mãe. Fica com a gente uns dias — uma semana, duas. Sai desse ambiente, respira, pensa com mais calma.

Carla: — É isso, filha. Às vezes a gente precisa sair do núcleo do problema pra conseguir enxergar ele direito. Lá você tem tempo, tem nós duas com você.

Paula ficou em silêncio por um tempo. Eu deixei.

Paula: — Eu até aceitaria... mas a casa já está cheia, mãe.

Ana: — Para. A gente dorme juntas no quarto de hóspedes.

Paula: — E seu marido?

Ana: — A gente trouxe nosso colchão. Ele dorme nele no chão do quarto enquanto a gente fica com a cama.

Paula: — Ele não vai se importar?

Carla: — Não, amor. O Felipe é um bom rapaz. Se você tivesse convivido mais com ele não estaria nem perguntando isso. Kkkkk

Ana: — É de boa, mana. Você precisa disso. Sair dessa pressão um pouco.

Ela ficou olhando pra nós duas. Aquele silêncio dela antes de ceder — conheço esse silêncio.

Paula: — Vocês têm razão. Ok. Aceito. Vou falar com o Bernardo que vou fazer tratamento na clínica perto de casa, mãe. Ele não vai ligar muito — já não para aqui de qualquer jeito.

Carla: — Que bom, filha. Já estava me preparando pra te arrastar à força. Kkkkk

Paula: — Kkkkk sem drama, gente. Eu não estou tão forte quanto antes, mas ainda estou de pé. Ana — só me promete uma coisa. Se der qualquer problema com seu marido por causa da minha presença, você me avisa. Não quero ser um incômodo.

Ana: — Relaxa. Se a gente quiser fuder eu te expulso do quarto antes. Kkkkk

Paula: — Ah, e não vai me deixar assistir? O que ele tem, pau pequeno?

Ana: — Nada! Tem um pirocão. Cuidado que você não se aguenta, vadia.

Carla: — Ana! Paula!!!

Ana e Paula: — Desculpaaaaaa! Kkkkk

Carla: — Deus... o que vai ser da minha casa.

Mas ela estava sorrindo. Pequeno, discreto — o sorriso dela quando está aliviada mas não quer parecer. Minha mãe do jeito dela.

Fiz o caminho de volta pensando em tudo. Na Paula chegando. No Fe dividindo o quarto com a gente. Naquele arranjo todo, ter minha irmã ali poderia ser legal kkkk.

Não sei bem o que me passou pela cabeça naquele momento — uma coisa rápida, sem forma definida ainda.

Só sei que aquela semana ia ser interessante.

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