Meu nome é Daniel. Hoje tenho 36 anos, mas nessa história eu tinha 18. Morava com meus pais em Presidente Prudente, naquele calor que já começa a apertar logo cedo. Sempre fui grande: 1,83 de altura, 110 quilos. Branco, corpudo, com o corpo macio que depois, com a idade, virou barba e pelos no peito de urso. Naquela época, já era um rapaz largo, ombros de nadador parado, coxas grossas. Os pelos começavam a aparecer — um ralo no peito que eu achava que me entregava como mais velho do que era.
Eu namorava uma menina da escola, mas havia uma coisa que não cabia em lugar nenhum: uma vontade de me entregar, de ser tomado por um homem. Nos chats da UOL, explorava esse lado no sigilo, com medo de que alguém descobrisse.
Carlos. Foi o nome que ele deu naquela conversa rápida do chat. Uns 40 anos, moreno, cabelo preto e liso, olhos castanhos escuros. Era mais baixo que eu — devia ter 1,75 — mas também era gordinho, todo peludo. Pelos nos braços, no peito que apareciam na gola aberta da camisa polo, nas pernas grossas. Era casado, disse como se fosse uma garantia: "tô na mesma que você, só querendo uma experiência sem compromisso."
No chat, foi direto. Sabia o que queria. Me chamou de "novinho" e perguntou se eu já tinha dado. Quando disse que não, respondeu: "então você vai lembrar de mim pra sempre."
Combinamos que viria na manhã seguinte, por volta das dez, quando meus pais estivessem no trabalho. Disse para eu não me preocupar: viria com uma pasta preta, e se por acaso algum vizinho ou meu pai voltasse, diria que era técnico de TI vindo formatar o computador.
A casa era simples, com um quintal que fervia no sol. Lá dentro, o ventilador de teto do quarto só empurrava o ar quente. Arrumei tudo: tirei as coisas da mesa, passei um pano. Tomei banho, passei desodorante, escovei os dentes três vezes. Meu coração batia tão forte que eu sentia a cabeça pulsando.
Dez horas. O interfone tocou.
Quando abri o portão, o calor bateu no meu rosto. Ele estava lá, com a pasta preta, camisa polo azul marinho, calça jeans escura. Olhou para mim de cima a baixo, demorou no meu peito, nas minhas pernas.
— Daniel? — perguntou, com a voz grossa.
— Isso.
Entrou sem cumprimentar direito, já passando na minha frente como se conhecesse a casa. Fechou o portão sozinho, colocou a mão nas minhas costas e me empurrou levemente em direção ao corredor.
— Onde é seu quarto? — perguntou, já olhando para os cômodos.
— No fundo — respondi, a voz saindo mais fina do que eu queria.
Ele me guiou pelo braço, como se já soubesse o caminho. Meu quarto estava arrumado, a cama de solteiro feita com lençóis limpos, o ventilador ligado no máximo, mas o ar continuava pesado — aquele calor de Presidente Prudente que já vinha quente desde as nove. Ele largou a pasta no chão, perto da mesa do computador, e olhou para a cama, depois para mim.
— Gostei de você. Maior do que imaginei.
E então me agarrou.
Foi um movimento brusco: uma mão na minha nuca, a outra apertando minha cintura. A barba dele raspou na minha bochecha, a boca veio com força, o beijo era molhado e cheio de língua. Correspondi sem saber direito, as mãos tremendo. Ele cheirava a suor e fumaça — um cheiro forte, de homem mesmo. Me recuou até a cama, empurrando para eu sentar na borda. Começou a abrir minha bermuda, mas eu, num impulso que saiu de algum lugar que nem eu conhecia, coloquei a mão no peito dele.
— Deixa eu… — murmurei, a boca seca.
Ele parou, arqueou a sobrancelha, soltou um sorriso.
— Quer mamar? Então mama.
Desabotoou a calça jeans com calma, olhando nos meus olhos. Eu estava de joelhos no chão antes mesmo de pensar. O chão frio contrastava com o calor do meu corpo. Ele puxou a cueca e o pau saltou para fora, já duro.
Nunca tinha visto um tão perto. Devia ter uns dezessete centímetros, mas o que me pegou foi a grossura: uma circunferência que fez minha mão fechar inteira sem sobrar espaço. A cabeça era roxa, brilhando de pré-gozo. Pelos pretos e crespos na base, o cheiro forte de suor e pele — um cheiro que me subiu pelo nariz e me deixou tonto.
Olhei para cima. Ele me observava com uma expressão de expectativa, os braços cruzados. Segurei a base com uma mão, senti o peso, a dureza. Abri a boca e encaixei a cabeça nos lábios.
O gosto era salgado, forte. Tentei descer, mas não conseguia passar da metade. O pau preenchia minha boca por completo, as bochechas estufavam. Comecei a fazer um vai-e-vem, chupando a cabeça com a língua, lambendo o freio, tentando imitar o que via em vídeos.
Ele colocou a mão na minha nuca.
— Mais fundo — disse, a voz grossa.
Apertou, empurrando minha cabeça para baixo. O pau bateu no fundo da minha garganta e eu engasguei na hora. Meus olhos marejaram, tive que puxar o ar pelo nariz, mas ele não soltou. Ficou com a mão ali, firme, me forçando a descer.
— Relaxa a garganta.
Tentei. Respirei pelo nariz, forcei os músculos a ceder. Ele foi descendo centímetro por centímetro, eu sentindo a pressão na garganta, um reflexo de ânsia que vinha e eu engolia para conter. Engasguei de novo, cuspi escorrendo pelo canto da boca, mas ele não parou. Quando finalmente encostou os pelos da base no meu nariz, minha visão estava embaçada de lágrimas.
— Isso — ele sussurrou. — Agora você tá aprendendo.
Tirou quase todo, deixou só a cabeça, e empurrou de novo. Dessa vez consegui um pouco mais, mas ainda engasgava a cada duas ou três estocadas. O som era molhado, barulhento, misturado com o chiado do ventilador. Eu babava inteiro, o pau dele brilhava de saliva, e ele guiava meu ritmo com a mão na minha cabeça.
— Quero que você engole tudo quando eu gozar — disse, com a respiração alterada. — Mas antes vou te comer.
Ele me levantou pela nuca, me jogou na cama de costas. Abriu minha bermuda e cueca de uma vez, mas não se preocupou com meu pau — que estava latejando, encostado na barriga. Me virou de bruços com um só movimento, puxou meu quadril para cima, deixando meus joelhos apoiados no colchão.
Fiquei de quatro, o rosto afundado no travesseiro, sentindo o olhar dele nas minhas costas. Espalhou minhas nádegas com as duas mãos, cuspiu no meu cu. A saliva escorreu quente, e ele esfregou a cabeça do pau por cima, fazendo pressão.
— Primeira vez? — perguntou, mesmo sabendo a resposta.
— É — murmurei contra o travesseiro.
— Vai doer um pouco. Depois passa.
A primeira tentativa foi só a cabeça. Mesmo com a saliva, a dor veio aguda, um ardor que me fez arquear as costas. Ele segurou firme na minha cintura, esperou uns segundos.
— Relaxa, senão não vai.
Respirei fundo, tentei soltar o corpo. Ele foi entrando devagar, centímetro por centímetro, e eu sentia cada milímetro daquela grossura me abrindo. Mordi o travesseiro para não gritar. A dor era uma queimação que irradiava para o baixo ventre, uma sensação de preenchimento bruto que parecia não ter fim.
Quando encostou os pelos na minha bunda, parou. Eu tremia inteiro, suando. Ele esperou, com a mão nas minhas costas.
— Pronto — disse. — A pior parte passou.
Começou a se movimentar. Devagar no começo, puxando quase todo e entrando de novo, cada vez um pouco mais fundo. Aos poucos, a dor foi dando lugar a uma pressão constante, um incômodo que vinha lá de dentro, mas que começava a se misturar com outra coisa — um calor que se espalhava pela minha barriga, uma sensação de estar completamente exposto, dominado.
Ele acelerou. As estocadas ficaram mais fortes, mais certeiras, a cama rangendo no ritmo. Uma das mãos apertava meu ombro, a outra minha cintura, me puxando contra o pau a cada investida. O som era úmido — pele batendo em pele — misturado com minha respiração ofegante e os gemidos baixos que ele soltava.
— Porra, que cu apertado — gemia entre dentes. — Novinho é outra coisa.
Me puxou pelos cabelos, fez arquear minhas costas ainda mais, mudando o ângulo. A profundidade aumentou, e eu senti uma pontada diferente, algo mais intenso, que me fez gemer alto sem querer.
— Achou o lugar, hein? — riu, mas a risada se perdeu num gemido.
Continuou me comendo com força, sem pressa de acabar. Deve ter levado uns dez minutos, talvez mais — eu já tinha perdido a noção do tempo. Meu pau batia solto contra o colchão, escorrendo, mas eu não tocava, não queria tocar. Queria só sentir ele dentro de mim, me abrindo, me preenchendo.
Quando começou a aumentar o ritmo, eu soube que estava perto. A respiração ficou mais pesada, os gemidos mais presos.
— Vou gozar dentro — avisou, a voz trêmula. — Quer?
— Quero — respondi sem pensar, num fio de voz.
Enterrou fundo, com força, e ficou. Eu senti o pau pulsando dentro de mim, um a um os jorros quentes escorrendo por dentro, uma sensação molhada e escorregadia que me fez arfar. Ele ficou encaixado por alguns segundos, ofegando, o corpo inteiro pesado nas minhas costas.
Depois, saiu. Ouvi o barulho do pau saindo, e imediatamente senti o gozo escorrendo pelas minhas coxas, quente, descendo devagar.
Ele se afastou, ajeitando a calça. Eu continuei de quatro na cama, sem conseguir me mexer, sentindo o líquido escorrendo, o cu latejando e aberto. Ele me olhou, secou o suor da testa com o braço e disse:
— Vem.
Levantou a camisa, tirou, ficou só de calça. Eu desci da cama com as pernas bambas, o gozo escorrendo pelas coxas internas. Ele me levou pelo braço até o banheiro, abriu o registro do box, puxou a cortina de plástico.
— Entra.
Entrei. O chão frio do box contrastava com o calor do meu corpo. Ele ficou na minha frente, olhou nos meus olhos e disse:
— Abre a boca.
Abri. Ele segurou o pau, ainda meio duro, e mirou. O jato de urina veio quente, forte — primeiro no meu queixo, depois na minha boca. Fechei os olhos na força do impacto, engoli o que consegui, senti escorrer pelo pescoço, pelo peito. O cheiro era forte, ácido. Ele continuou por alguns segundos, apontando o pau para meu rosto, minha nuca, meus ombros. Depois, balançou o pau, guardou e deu descarga.
— Você é um bom menino — disse, sem sorrir. — Vai ficar nosso segredo.
Ele saiu do banheiro, pegou a pasta no quarto e foi embora sem olhar para trás.
Fiquei dentro do box, ouvindo o portão abrir e fechar. O som do carro ligando, o barulho do motor sumindo na rua. Só então fechei o registro. Meu corpo inteiro tremia.
Não gozei. Meu pau estava mole, colado na coxa, sujo de urina e gozo que escorria. Fiquei parado, sentindo o líquido escorrendo pelas pernas, aquela sensação de algo escorrendo de dentro de mim.
Só então, debaixo da água fria, enfiei dois dedos no cu. Senti o gozo dele ainda quente, escorregadio. Tirei, vi o líquido escorrendo pelos meus dedos, e foi só então, com a outra mão no meu pau, que me masturbei rápido, quase brutal, gozando em espasmos silenciosos contra a parede do box.
A água lavou tudo. Fiquei lá por muito tempo, até a água ficar fria de verdade. Depois me enxuguei, arrumei a casa, abri as janelas para sair o cheiro.
Passei o resto do dia sentindo a dor no cu, o incômodo de ter sido aberto pela primeira vez, e um gosto na boca que não saía por mais que eu escovasse os dentes.