Dois dias se passaram desde o churrasco, mas o clima entre nós não esfriou um grau sequer. As mensagens no WhatsApp foram o combustível; cada foto de lingerie que ela mandava, com a legenda "doida pra sentir você me marcando", fazia meu sangue latejar sob a pele. Minha resposta era sempre o xeque-mate: "Ansioso para perfurar você".
Eu estava no estúdio, organizando as agulhas descartáveis sobre a bancada de inox, quando o sino da porta avisou que o mundo lá fora tinha acabado de parar.
Larissa entrou com a confiança de quem sabia que era a dona do espetáculo. O vestido preto era de um tecido fino, que brilhava sob as luzes de LED do estúdio, abraçando cada curva daquele quadril pesado e marcando o balanço farto dos seios a cada passo.
Eu não parei o que estava fazendo. Continuei de costas, sentindo o perfume doce dela engolir o cheiro de álcool e antisséptico do ambiente.
— Oi, primo. Vim ser marcada como você me prometeu — a voz dela saiu baixa, vibrando nas minhas costas
Virei-me devagar, encostando o quadril na bancada e cruzando os braços, deixando as tatuagens dos meus bíceps em evidência. Medi-a de cima a baixo, sem pressa. O vestido era curto o suficiente para mostrar que aquelas coxas grossas não teriam descanso hoje
— Demorou, Larissa. Achei que tinha perdido a coragem no caminho — provoquei, mantendo o rosto sério
— Coragem é o que não me falta, Micael, e sabemos muito bem disso
Ela caminhou em direção à maca de couro preto no centro da sala. O jeito que ela andava, com aquele quadril largo balançando de um lado para o outro, era um convite silencioso. Ela parou ao lado da maca e me olhou por cima do ombro, desafiadora
— Pode sentar, o palco é seu — eu disse, aproximando-me e puxando o mocho (o banco de tatuador) para perto. — Esse vestido te deixou muito bonita. Valorizou o que você tem de melhor
Ela sentou-se na borda da maca, o couro rangendo sob o peso do seu corpo farto. Com uma lentidão calculada, ela inclinou o tronco para trás, apoiando os cotovelos no estofado, e descruzou as pernas. O vestido subiu até o limite, revelando a vastidão das coxas claras e o vazio absoluto por baixo. Ela não estava usando calcinha. A fenda carnuda, já brilhando de antecipação, estava ali, exposta sob a luz fria da minha luminária de foco
O contraste era brutal: a minha luva de látex preta, estalando enquanto eu a calçava, contra a pele alva e macia da minha própria prima
— Escolhi esse vestido justamente para facilitar o acesso da agulha dentro de mim— ela sussurrou, abrindo um pouco mais as pernas, entregando o mapa do tesouro para quem sabia exatamente como navegar
Liguei a máquina. O zumbido agudo preencheu a sala, isolando a gente do resto do mundo. Aproximei a mão daquela "greta" que ela tinha me mostrado no banheiro dias atrás, mas que agora era toda minha, sem interrupções
— A primeira marcação vai ser com a agulha, Larissa — murmurei, sentindo o calor que subia dela. — Mas a segunda... a segunda vai ser tão profunda que você vai carregar meu rastro muito depois da tinta secar
Eu não ia apenas fazer um desenho; eu ia mapear cada curva daquele corpo com a minha tinta. O projeto era ambicioso: um fechamento que começava no topo do quadril, abraçando a fartura da bunda, e descia pela coxa pesada até o joelho.
Aproximei a luminária, o foco de luz branca fazendo a pele clara de Larissa brilhar. Com o bico da máquina carregado de preto, comecei pelas mandalas no centro da coxa.
O zumbido da agulha era a única música no estúdio. Minha mão esquerda, firme e enluvada, precisava esticar a pele dela para o traço sair perfeito. Era um trabalho de paciência: eu sentia o calor que emanava daquelas coxas grossas e o tremor leve que percorria o corpo dela a cada vez que a agulha perfurava a derme.
— Aguenta firme, Larissa. A sua florzinha precisa ser bem trabalhada— murmurei, mantendo o rosto a poucos centímetros da sua intimidade, enquanto trabalhava nas pétalas que subiam em direção ao glúteo
O contraste era hipnotizante. O traço fino e detalhado das flores e o rosto feminino tatuado no meio da coxa pareciam ganhar vida sobre aquela carne macia. Enquanto eu sombreava as mandalas, o suor dela começava a brilhar sob a luz, misturando-se ao excesso de tinta que eu limpava com o papel toalha em movimentos lentos e circulares
Cada vez que eu precisava tatuar a parte mais alta, perto do quadril, meus dedos cravavam na lateral daquela abundância para manter o equilíbrio. Larissa soltava gemidos curtos, uma mistura de dor e prazer, as mãos apertando o couro da maca enquanto observava o próprio corpo ser transformado pelas minhas mãos
Eu não tinha pressa. Sabia que, para cada flor que eu terminava, um novo nível de intimidade se criava entre nós. Eu estava selando a nossa história naquela pele, deixando uma marca que nem o tempo, nem qualquer outro homem, seria capaz de apagar
— Ficou perfeito — eu disse, desligando a máquina e observando o resultado. A perna dela agora era uma obra de arte, marcada pelo sangue, pelo suor e pela minha vontade
A tatuagem estava pronta, brilhando sob uma fina camada de pomada que deixava as cores mais vivas contra a pele clara. Afastei o mocho, limpei as mãos e suspirei, admirando o trabalho
— Levanta, Larissa. Dá o show — ordenei, batendo com vontade no contorno daquela coxa grossa, sentindo a vibração da carne macia sob a minha palma. Ela soltou um riso anasalado, uma provocação pura, e deslizou da maca com uma lentidão que testava a minha paciência
Ela se descolou da maca com um som úmido, o couro largando a pele das suas coxas. Larissa caminhou até o espelho de moldura pesada, mas não foi com timidez. Ela foi com a postura de quem sabe que cada quilo ali era puro magnetismo
Parada na frente do reflexo, ela segurou as alças do vestido. Com um movimento lento, deixou o tecido escorregar, revelando por completo a "gordelicia" que ela é. O vestido caiu e ela ficou ali, nua, girando o corpo devagar para observar como a tatuagem abraçava a curva imensa do seu quadril e sumia na dobra generosa entre a coxa e a bunda.
Ela amava o que via. Passou as mãos pelas próprias curvas, apertando a carne macia da cintura, fazendo questão de destacar como o quadril largo e a barriga levemente saltada criavam um desenho que nenhuma dieta seria capaz de replicar. Ela não era apenas uma mulher bonita; ela era um monumento de fartura
— Olha isso, Micael... — ela sussurrou, passando a mão pela tatuagem e subindo até apertar o próprio seio pesado, que transbordava entre os dedos. — Você deixou esse "rabão" que você tanto olhava no churrasco ainda mais perigoso
Ela se virou de frente para o espelho, mas seus olhos, carregados de uma malícia pesada, encontraram os meus pelo reflexo. Ela sabia o efeito que causava. Larissa estufou o peito, deixando a coluna arquear para destacar o tamanho do seu busto e a largura do quadril, exibindo-se como uma mercadoria de luxo que só eu tinha o código para acessar
— Você está muito quieto aí atrás, primo... — ela disse, balançando o quadril e começando a caminhar de volta para mim
Ela parou na minha frente e segurou a gola da minha camiseta preta, puxando-me para perto até que o meu jeans roçasse na pele quente do seu baixo ventre
— Eu vi como você me olhava enquanto a agulha batia. Você quer ser o dono dessa arte toda, não quer? — ela provocou, deslizando as mãos pelo meu peito, sentindo a firmeza dos meus músculos sob o tecido da camiseta. — Não aguento mais esse jogo, só quero você dentro de mim
Ela deu as costas para mim, apoiando os cotovelos na bancada de inox. A visão era um absurdo: as costas largas descendo para uma cintura que sumia diante da imensidão dos glúteos, agora adornados pelas mandalas e flores. Ela empinou aquela abundância com força, olhando para trás por cima do ombro, com um sorriso de quem sabia que tinha o controle absoluto da situação
— Desta vez é só botar dentro de mim, ninguém vai atrapalhar
Eu não precisei que ela falasse duas vezes. No momento em que ela se apoiou na bancada de inox e empinou aquela abundância na minha direção, o jogo de palavras acabou. Abri o cinto com um estalo seco e deixei o jeans descer o suficiente.
Meu membro saltou, latejando, já completamente rígido pelo tempo que passei tatuando aquela pele quente.
Segurei firme na cintura dela, enterrando os dedos na carne macia do quadril, e a puxei contra mim. O choque foi imediato: o gelado do metal da bancada no ventre dela e o calor bruto do meu corpo nas suas costas. Larissa soltou um suspiro agudo, mas eu não dei tempo para ela respirar.
Encaixei a cabeça na entrada daquela fenda encharcada e, com um empurrão decidido, entrei de uma vez. Senti o aperto daquela intimidade me esmagando e se moldando pela primeira vez para um pênis, tendo a pressão que só quem lida com uma mulher farta daquele jeito conhece. Ela arqueou a coluna, a cabeça jogada para trás, enquanto eu impunha um ritmo pesado, sem cerimônia.
O som no estúdio agora era outro: o impacto seco do meu quadril batendo naquela montanha de carne e o rangido da bancada de inox sob o peso dela. Cada estocada fazia as flores e mandalas que eu acabei de tatuar tremerem na coxa dela.
Larissa se agarrava na borda do metal, as mãos tremendo, enquanto eu aumentava a força do tranco. Eu via o suor brilhando nas costas dela e sentia o pulsar apertado lá dentro, me avisando que ela estava no limite. Não demorou muito para ela travar, as pernas grossas tremendo e um gemido rouco escapando entre os dentes.
Eu segurei o peso dela com força, sentindo a descarga quente me envolver por completo, Larissa travou por completo. O corpo farto dela arqueou contra o inox frio da bancada, e eu senti as contrações violentas lá dentro me apertando com uma força que quase me fez perder o controle. Os dedos dela estavam cravados na borda do metal, as unhas raspando o material, enquanto ela soltava um gemido longo, rouco, entregando tudo o que tinha guardado desde o churrasco.
O suor escorria pelas costas dela, misturando-se à pomada da tatuagem nova, e o tremor nas pernas grossas denunciava que ela tinha chegado ao limite.
Eu continuei ali, imóvel por alguns segundos, sentindo o pulsar daquela intimidade me envolver enquanto ela desabava. Mas, para mim, aquilo era só o aquecimento.
Meu membro continuava rígido, latejando dentro dela com pressão. Eu não tinha chegado nem perto do meu topo; o tesão acumulado de dois dias de mensagens e horas de agulha batendo naquela pele clara exigia muito mais do que um único round
— Já cansou, Larissa? — sussurrei no ouvido dela, sentindo o cheiro de sexo e suor que exalava daquela nuca quente.— Respira fundo e relaxa. Eu ainda não terminei de usar você
Ela tentou responder com um murmúrio fraco, o corpo mole pendurado na bancada, mas eu não dei trégua. Com um movimento decidido, tirei-me de dentro dela, o som úmido ecoando no estúdio vazio, Larissa soltou um suspiro de alívio que durou pouco.
Segurei firme na cintura dela, enterrando os dedos na carne macia do quadril, e a girei de frente para mim. O rosto dela estava corado, os olhos semicerrados, e a fenda carnuda brilhava, encharcada pelo nosso suor e pelo desejo que ainda queimava.
Eu não queria mais a bancada gelada. Eu queria a maca de couro preto, onde a arte tinha sido feita.
Empurrei-a suavemente em direção à maca, e ela cambaleou, as pernas grossas ainda fracas pelo orgasmo. Larissa sentou-se na borda, o couro rangendo sob o peso do seu corpo farto. Mas eu não a queria sentada
— Deita. De barriga pra cima. Quero ver essa obra de arte inteira — ordenei, com um tom que não admitia contestação
Ela obedeceu, deitando-se na maca e apoiando o tronco nos cotovelos. A visão era um absurdo: as coxas vastas se abrindo para revelar o núcleo úmido, e a tatuagem de mandalas e flores subindo pela lateral da sua anca, parecendo ganhar vida sobre a pele alva e macia.
Com o tronco curvado e a barriga em evidência, ela se exibia como uma mercadoria cara, uma tela que nasceu limpa só para esperar a minha tinta e o meu tranco. Eu olhava para aquela fartura e sentia o prazer de ser o único com o código para invadir e bagunçar cada centímetro daquele corpo que eu acabei de assinar como meu
Aproximei-me, segurei uma das suas pernas grossas e a apoiei no meu ombro, expondo ainda mais a intimidade que eu acabava de batizar. O contraste era brutal: meu abdômen tatuado e negro, contra a nudez monumental da minha própria prima.
— Eu vi como você se exibia no espelho, Larissa... — provoquei, passando a mão pela tatuagem e descendo até a entrada da fenda úmida. — Você ama ser essa "gordelícia" farta que enlouquece qualquer homem. Mas agora, você vai ser só minha.
Encaixei-me de volta, sentindo a pressão deliciosa daquela intimidade me envolver novamente. Mas, desta vez, o ângulo era diferente. Eu podia ver o rosto dela, a forma como os olhos dela dilatavam a cada estocada, e como as mandalas na coxa dela tremiam a cada tranco seco que eu impunha
Eu não tinha pressa, mas tinha força. Cada impacto fazia o couro da maca reclamar num som abafado, ritmando a minha dominância sobre aquele corpo que eu tinha acabado de marcar com sangue, suor e tinta.
Continuava empurrando pra dentro minha rola, aquela buceta se moldava pra ficar no formato exato pra mim, minha prima suspirava de maneira forte, cada estocada mostrava o desespero dela, aquela fenda recém inaugurada que ainda estava sensível, continuava sendo maltratada
Eu via no rosto dela que a dor da virgindade já tinha sido enterrada por uma avalanche de prazer que ela nem sabia que existia, o barulho do couro acompanhava cada estocada seca que eu dava naquela mulher monumental
Senti o momento em que o corpo dela se preparou para o próximo ápice. As coxas grossas travaram no meu quadril, os dedos dela se enterraram no meu braço tatuado e ela soltou um grito abafado contra o meu peito. Eu não segurei. Afundei o máximo que pude, sentindo o calor dela me abraçar, e descarreguei tudo ali dentro, inundando aquela fenda que eu tinha acabado de inaugurar
Ficamos ali, colados, sentindo o pulsar um do outro. Mas, para a surpresa dela — e até um pouco da minha —, eu não amoleci. O contato da pele dela, o cheiro de tinta e sexo, e a visão daquela perna pesada aberta no meu ombro me mantiveram no topo. Eu continuava rígido lá dentro, pulsando, pronto para cobrar o resto da dívida.
Larissa abriu os olhos, piscando devagar, com um sorriso exausto.
— Micael... você não... — ela começou, sentindo que eu ainda preenchia cada espaço dela.
— Eu disse que a noite era longa, Larissa. E eu ainda não terminei de apreciar a vista — respondi, dando um beijo estalado no pescoço dela antes de me afastar
Puxei-a da maca com um movimento só, deixando-a de pé, mas com as pernas ainda bambas. Ela cambaleou e se apoiou no espelho de corpo inteiro. A visão era o que eu precisava para o desfecho: ela nua, de costas para o reflexo, com a tatuagem nova brilhando sob a luz e o meu rastro escorrendo pelas coxas claras
Girei-a de costas para o vidro e a fiz apoiar as mãos na moldura pesada
— Olha para você, Larissa. Olha o que eu fiz com esse seu corpo farto — ordenei, ficando logo atrás dela
Pelo reflexo do espelho, nossos olhos se cruzaram. Eu via a satisfação dela em se ver naquela posição, exibindo a imensidão do quadril e a retaguarda adornada pelas mandalas que eu tinha acabado de traçar. Mas eu não queria apenas olhar; eu queria o contato total, pele com pele, sem o frio do vidro entre nós
— Vem cá, Larissa. Quero sentir o peso desse seu corpo todo em cima de mim — ordenei, puxando-a de volta para o centro do estúdio
Sentei-me no mocho, o banco de couro sem encosto, e a guiei para que ela montasse no meu colo, de frente para mim. Ela hesitou por um segundo, sentindo a perna tatuada ainda sensível, mas o desejo de me ter por inteiro falou mais alto. Larissa passou as coxas fartas por cima das minhas, abraçando a minha cintura com aquela abundância de carne macia, e se deixou descer devagar
O encaixe foi absurdo. Com ela sentada sobre mim, a gravidade fazia todo o trabalho; eu sentia cada curva do seu baixo ventre pressionada contra o meu abdômen, e os seios pesados dela esmagados contra o meu peito. Segurei firme na base daquela fartura, minhas mãos sumindo na largura do seu quadril, e comecei a ditar o ritmo de baixo para cima
— Olha para mim, Larissa. Não fecha os olhos — eu disse, a voz grossa, enquanto sentia o calor dela me envolver por completo
Ela cravou as unhas nos meus ombros, arqueando a coluna e deixando a cabeça pender para trás. O estúdio estava em silêncio, exceto pelo som das nossas respirações pesadas e o estalo da pele se chocando a cada movimento dela no meu colo. Eu via o suor brotando no colo dela e o brilho da pomada na tatuagem nova, que agora parecia pulsar junto com o nosso sangue
A tensão foi subindo até ficar insuportável. Eu sentia Larissa travar as coxas em volta de mim, as unhas dela quase furando a minha pele, e o pulsar lá dentro ficando tão apertado que eu sabia que o tempo estava acabando
— Agora, Micael... agora! — ela implorou, a voz falhando
Eu a puxei para mais perto, colando nossos rostos, e dei as últimas estocadas com toda a força que eu tinha guardado. Senti a descarga dela me inundar no mesmo instante em que eu perdia o controle, descarregando tudo o que restava ali dentro.
Ficamos ali, travados, um nó de carne, suor e tinta, enquanto o estúdio voltava a ter ar. Larissa desabou o rosto no meu ombro, o corpo monumental finalmente relaxando sobre o meu. Eu continuei segurando aquela imensidão, sentindo o coração dela bater contra o meu peito no mesmo ritmo acelerado
A promessa do churrasco não era mais uma promessa; era um fato marcado na pele e na memória de nós dois. Mas, enquanto eu sentia o calor dela diminuir e a respiração voltar ao normal, eu sabia que aquela fenda que eu tinha acabado de inaugurar não ficaria muito tempo sem a minha visita. O estúdio virou o nosso quartel-general. Duas, três vezes por semana, a desculpa era sempre a mesma: "preciso retocar a cor" ou "vamos planejar o próximo desenho"
A Larissa tomou gosto pela coisa. Ela aprendeu a usar aquele corpo farto para me dominar na maca, e eu aprendi que cada centímetro daquelas coxas grossas era o meu território particular
O que eu não esperava era que a cumplicidade da minha Tia Samantha fosse além de apenas "dar uma força" acobertando as nossas saídas. Ela sempre soube de tudo, desde o primeiro olhar na churrasqueira.
A verdade é que a maçã não cai longe da árvore, Samantha sempre soube ler meus olhos e, pelo que percebi nos jantares que vieram depois, o sangue daquela família é todo feito da mesma labareda e da mesma fartura
Larissa virou freguesa de carteirinha do estúdio. O que começou com uma sessão de tatuagem virou nossa rotina sagrada; ela aprendeu a amar o peso do próprio corpo sob o meu comando, e eu aprendi que nunca vou me cansar de mapear aquelas curvas monumentais, mas o jogo não para nela.
Sinto o olhar da Samantha mudando a cada vez que ela passa para buscar a filha. É um olhar de quem reconhece o rastro de satisfação no rosto da Larissa e, lá no fundo, deseja a mesma marcação, me mandando mensagens no WhatsApp "só não esquece de mim"
Pelos sorrisos de canto de boca que trocamos quando a Larissa vira as costas, eu já entendi o recado: não vai demorar muito para a maca do meu estúdio ficar pequena. O plano agora é só esperar o momento certo para colocar mãe e filha lado a lado, unindo a experiência de uma com a fome da outra. Se uma dessas mulheres já era um tranco absurdo, ter as duas entregues à minha vontade vai ser o desfecho que essa linhagem sempre mereceu.
