Os dias depois que Lucas foi embora pro outro estado foram estranhos. A casa ficou silenciosa demais. Eu, sozinha aos 56 anos, corpo que ainda lateja mesmo sem ninguém pra tocar. Acordava de manhã com a buceta úmida, lembrando da cena que vi no notebook dele: eu de bruços na cama, só de fio dental, ele se masturbando ao lado, pau grosso pulsando, jatos de porra grossa caindo no chão. Assisti aquilo tantas vezes que já sabia cada gemido abafado, cada tremor na mão dele. Gozava forte na cama dele, squirrando tanto que molhava o lençol inteiro, depois trocava tudo antes que ele voltasse (mas ele nunca voltou).
Eu não falava nada. Ele também não. Mas o segredo ficou pairando, como um cheiro que não sai do quarto.
Lucas me ligava de vez em quando. Conversas normais: “Como tá a casa, mãe?”, “Tá tudo bem aí?”, “Saudade”. Eu respondia com voz calma, mas por dentro o calor subia. Quando desligava, eu ia pro quarto dele – que ainda tinha cheiro dele – e abria a gaveta onde ele guardava as coisas. Encontrei uma calcinha minha, preta de renda, que eu tinha deixado no cesto meses antes. Estava lá, dobrada, com uma mancha seca no fundo, endurecida. Levei ao nariz: o cheiro forte da porra dele misturado com o meu, aquele aroma de buceta madura e esperma fresco que me fez o clitóris inchar na hora. Tirei a roupa, deitei na cama dele, abri as pernas e enfiei dois dedos na buceta enquanto cheirava a calcinha. Gozei rápido, forte, imaginando que ele ainda estava ali, olhando.
Depois disso, comecei a jogar o jogo sozinha.
Eu sabia que ele tinha acesso remoto ao computador antigo que deixei no quarto dele. Também descobri que ele se correspondia comigo por email, usando um endereço falso com nome de mulher, se passando por uma sexóloga especializada em mulheres acima dos 50. Ela apareceu duas semanas após Lucas se mudar, com mensagens de apoio e conselhos. A princípio eu nem respondia, mas as mensagens eram insistentes e vinham com anexos. Num deles, li relatos de “voluntárias” que pareciam copiados da nossa vida: mulheres sendo espiadas no banho, calcinhas sujas de esperma, acordando com a calcinha molhada de porra quente e se sentindo excitadas em vez de revoltadas. Os detalhes eram ricos demais pra ser coincidência.
Resolvi responder. Nas trocas de email, ela mandava fotos de outras mulheres maduras – as mesmas que vi no notebook dele, semi-nuas ou em cenas explícitas. Foi aí que tive certeza: era ele, se escondendo atrás de uma identidade falsa. Em vez de confrontar, dei vazão. Ela me convenceu a mandar fotos íntimas minhas (de calcinha molhada, de bruços na cama, bunda empinada) em troca de vídeos de casais fazendo sexo. Fui entrando nessa nova fantasia, mandando mais e mais, sentindo o clitóris latejar cada vez que clicava em “enviar”.
Às vezes eu ligava a webcam do notebook (sem som, sem luz), deitava na cama dele de bruços, só de calcinha, fingindo dormir. Empinava a bunda um pouco mais, deixava o fio dental enfiado entre as nádegas, a buceta marcada no tecido fino. Eu sabia que ele podia estar vendo do outro estado. Às vezes me tocava devagar, dedos brincando no clitóris por cima da calcinha, gemendo baixinho. Depois tirava a calcinha molhada, deixava jogada na cama dele, e ia dormir.
Dias depois, ele me ligava. Voz um pouco rouca, como se tivesse acabado de gozar. “Mãe, comprei uma coisa pra casa, vou mandar entregar”. Eu dizia “obrigada, filho”. Quando a encomenda chegava, era uma caixa pequena. Dentro: três calcinhas novas, pretas de renda, modelo asa delta, do tipo que eu gosto – comportadas, mas sensuais, que marcam a bundinha madura. Ele mandou um bilhete curto: “Pra você usar. Beijo”.
Eu sorri sozinha. Coloquei uma delas na hora. O tecido fino roçando na buceta peludinha, na bunda. Fui pra cama dele, deitei de bruços, empinei a bunda pro teto, e comecei a me tocar devagar. Webcam ligada, sem saber se ele tava vendo. Gozei forte, squirrando na calcinha nova, molhando tudo. Depois tirei ela, deixei manchada de squirt e de creme, e guardei na gaveta dele, como se fosse acidental.
Semanas depois, ele veio passar um fim de semana. Chegou na sexta à noite. Abraço apertado, beijo na bochecha, cheiro dele me deixando tonta. Conversamos na sala, normal. À noite, ele foi pro quarto dele. Eu fui pro meu.
Deixei a porta semi-aberta. Tirei a camisola, fiquei só de calcinha (uma das que ele mandou), deitei de bruços, luz do abajur baixa. Fingi dormir.
Ouvi passos leves no corredor. Ele parou na porta. Respirou pesado. Entrou devagar. Ficou a uns 50 cm da cama. Eu senti o ar mudar, o calor dele perto. Ele não tocou. Só ficou ali, respirando. Ouvi o zíper baixando, o pau saindo, a mão subindo e descendo devagar. O cheiro de porra fresca começou a subir. Ele gozou baixo, gemendo abafado, jatos quentes caindo no chão ao lado da cama. Depois saiu.
De manhã, levantei cedo. No chão do quarto dele, mais uma mancha seca. Peguei a calcinha que eu tinha deixado na gaveta, a manchada de squirt. Levei ao nariz: o cheiro dele misturado com o meu. Gozei de novo, sozinha, pensando que ele tinha visto tudo. Fui tomar um banho e quando fui jogar a calcinha no cesto, vi que a do dia anterior não estava mais lá.
Nunca falamos nada. Ele voltou pro outro estado. Dias depois, nas conversas por email com a “sexóloga”, ela me pediu um vídeo meu me masturbando. Respondi que mandaria se recebesse um vídeo de um homem se masturbando. Logo chegou: ele sem mostrar o rosto, pau grosso pulsando, a calcinha preta asa delta enrolada no pau, jatos grossos de porra enchendo o tecido que tinha sumido do meu cesto. Pude ver a porra escorrendo devagar pela renda, marcando o fundo onde eu tinha deixado meu cheiro de buceta molhada.
As calcinhas novas continuam chegando. E eu continuo deixando elas sujas pra ele.
O segredo segue vivo.
E o tesão... só aumenta.