O tempo passou, e a rotina mudou pra não levantar suspeita. Rogério começou a ficar mais atento — perguntava por que eu saía tanto, por que chegava com o rosto corado, por que às vezes andava estranho. Marcinho percebeu. Ele não era burro. Decidiu que a gente ia se encontrar só uma vez por semana: todo sábado, quando Rogério ia pro grupo de homens da igreja de manhã e ficava o dia inteiro no almoço de confraternização depois. Era o dia perfeito. Eu tinha a casa vazia, a obra parava aos sábados, e Marcinho podia me levar pro terreno ou — depois de um tempo — pra uma casinha velha que o dono da obra emprestava pros pedreiros descansarem no fim de semana.
Aquele sábado foi o primeiro em que ele decidiu “ir além”. Não era mais só foda bruta, xingamento, dupla penetração com o Diego. Era o dia que ele queria me quebrar de verdade, me fazer sentir o quanto eu tinha virado dele. E eu… eu deixei.
Ele me mandou chegar às 9h em ponto. Eu fui. Vestida como ele ordenou: vestido florido simples por cima, mas sem nada por baixo, salto baixo (pra não fazer barulho), cabelo preso num rabo de cavalo alto. Entrei no terreno e ele já estava esperando na casinha — uma construção pequena de tijolo aparente, com um quarto apertado, colchão no chão, uma cadeira velha e umas cordas penduradas no teto.
— Tira tudo. Agora.
Eu tirei. Fiquei nua na frente dele, tremendo de frio e expectativa. Ele me olhou devagar, circulando como predador.
— De joelhos. Mãos atrás das costas.
Eu obedeci. Ele pegou as cordas — grossas, ásperas, de sisal. Começou a amarrar meus pulsos juntos atrás das costas, apertando o suficiente pra marcar a pele. Depois passou a corda por cima dos ombros, cruzou entre os seios, apertou os mamilos com os nós até eu gemer de dor. Continuou: amarrou os tornozelos juntos, me deixou de joelhos, imobilizada.
— Hoje você não fala a menos que eu pergunte. Se gemer alto demais, eu amordaço. Entendeu, cadela?
Eu assenti. Ele pegou um pano velho e enfiou na minha boca mesmo assim — não pra calar de verdade, mas pra me lembrar quem mandava. Depois amarrou uma venda preta nos meus olhos. Escuridão total.
Senti ele se afastar. Ouvi passos, o som de algo sendo arrastado. Depois silêncio. Meu coração batia forte, o corpo inteiro arrepiado. Eu não sabia o que vinha, mas já estava molhada só de imaginar.
Ele voltou. Senti o couro de um cinto roçando na minha coxa. O primeiro golpe veio nas nádegas — forte, seco, ecoando no quarto pequeno. Eu arqueei as costas, mordi o pano na boca. Outro golpe. Outro. Ele não parava: alternava entre as nádegas, as costas das coxas, a parte interna. Cada chicotada deixava a pele ardendo, vermelha, sensível. A dor era aguda, mas logo virava calor, um formigamento que descia direto pro clitóris.
— Tá gostando, né, sua masoquista de merda? — ele sussurrou, voz rouca. — Olha como você treme.
Ele parou os golpes. Senti os dedos dele entre minhas pernas — escorregando fácil na umidade. Dois dedos entraram na buceta, depois no cu, abrindo, preparando. Eu gemia abafado no pano.
Depois veio algo novo: um plug anal maior que os que ele usava antes. Ele cuspiu, empurrou devagar. Doeu na entrada, esticou até o limite, mas quando passou o anel, o peso dentro de mim me fez gemer alto. Ele riu.
— Isso… agora você fica cheia enquanto eu te uso.
Ele me deitou de barriga pra baixo no colchão, bunda empinada, plug no lugar. Continuou o castigo: palmadas com a mão aberta, depois com o cinto de novo. Cada golpe fazia o plug se mexer dentro de mim, estimulando pontos que eu nem sabia que tinha. Eu gozei assim — sem toque no clitóris, só com a dor e o preenchimento. Corpo convulsionando, baba escorrendo do pano na boca, lágrimas molhando a venda.
Ele tirou o plug devagar, me virou de costas, abriu minhas pernas amarradas o máximo que dava. Tirou a venda primeiro. Eu pisquei, olhos vermelhos, vendo ele nu, pau duro, olhos escuros de tesão.
— Agora a parte que você vai amar odiar.
Ele se posicionou em cima de mim, pau na mão. Cuspiu na minha cara de novo — hábito dele. Depois mirou mais alto.
— Abre a boca, cadela. Hoje você vira meu mictório.
Eu hesitei um segundo. Ele apertou meu queixo, forçou a boca aberta.
O jato veio quente, forte, amarelo. Acertou primeiro na testa, escorreu pelo nariz, pelos olhos, pela boca aberta. O gosto era salgado, amargo, quente. Ele mirou na boca, enchendo até transbordar, pingando no pescoço, nos seios. Eu engoli por reflexo — parte dele, parte porque não tinha escolha. O resto escorria pelo corpo, molhando o colchão, misturando com meu suor e a baba.
Ele mijou até o fim, sacudindo o pau pra pingar as últimas gotas na minha cara. Depois se abaixou, lambeu o próprio mijo do meu rosto devagar, beijando minha boca suja.
— Boa menina… engoliu tudinho. Tá vendo? Você ama ser tratada como lixo.
Ele me desamarrou devagar, mas não me deixou levantar. Me fodeu ali mesmo, no colchão molhado de urina e tesão: primeiro na buceta, depois no cu, alternando, me fazendo gozar mais duas vezes enquanto me xingava de “puta mijada”, “cadela fedida”. Quando gozou, foi na minha boca de novo — misturando com o resto do mijo.
O dia inteiro foi assim: pausas pra eu respirar, beber água (que ele me dava na boca como se eu fosse animal), mais cordas, mais palmadas, mais plug, mais xingamentos. Ele me usou em todas as posições que quis, sempre me lembrando que eu era dele, que eu amava aquilo, que eu nunca ia escapar.
Às 18h, quando o sol já baixava, ele me limpou com um pano úmido (o único gesto quase carinhoso do dia), me vestiu de novo, me deu um tapa leve na bunda.
— Próximo sábado, mesma hora. E traz uma coleira. Quero te passear pelo terreno como a cadela que você é.
Eu saí dali mancando um pouco, corpo marcado de vermelho, cheiro de urina ainda na pele apesar da limpeza rápida, rosto inchado de tanto chorar e gozar.
Mas quando cheguei em casa, tranquei a porta do banheiro, me olhei no espelho — marcas nas coxas, pescoço avermelhado, olhos brilhando — e me toquei devagar, revivendo cada segundo.
Porque ele tinha razão.
Eu amei. Cada humilhação, cada dor, cada gota.
E eu já estava contando os dias pro próximo sábado.