Meu vizinho viril - parte 03

Um conto erótico de Anônimo Romântico
Categoria: Gay
Contém 1474 palavras
Data: 21/03/2026 16:19:51
Assuntos: Gay

...Eu estava em estado de choque, mas fui aos poucos retornando a mim mesmo. A situação não poderia piorar daquele ponto em diante, disso eu tinha ciência. Eu precisava racionalizar e agir da melhor maneira e ir embora dali. Aos poucos, a respiração que há um minuto era rarefeita, voltava ao normal. A minha tremedeira e aquela súbita fraqueza nas pernas foram passando aos poucos. Finalmente, eu conseguia retomar o controle da situação, do meu próprio corpo. Então, soltei a mão dele do meu braço, dizendo:

—Olha, Fabiano... — suspirei, completamente desconcertado — Eu peço desculpas pelo incômodo. Na verdade, não sei o que me deu, mas eu prometo que não se repetirá. Não queria chateá-lo nem nada do tipo. É só que... — dei uma pausa, procurando as palavras certas. Ele continuou em silêncio. Prossegui:

—Eu preciso ir embora, está bem? Preciso me secar, antes que pegue um resfriado. Estou todo molhado da chuva e...

Não pude concluir minha fala. Antes que eu percebesse, com a mão no meu pescoço, ele me prensou contra a parede de sua sala. Ficamos cara a cara. Podia sentir sua respiração forte contra meu rosto. Seu olhar indecifrável sobre mim me fizeram encolher, como que um animalzinho indefeso. Por um instante fiquei confuso, mas isso não impediu a explosão de tesão que corroía meu interior. Senti a protuberância dele encostando meu quadril. Era dura feito pedra! Quase desfaleci ali mesmo, em seus braços. Será que eu estava sonhando? Voltei a atenção para seu rosto e ele me encarava. Seu apetite libidinoso queimava. Podia ver claramente as chamas desse desejo cintilarem através de suas pupilas dilatadas. Esse momento olho no olho durou pouquíssimo. Quando dei por mim, já estava sendo devorado por sua boca, em beijos ardentes e violentos. Enquanto ainda apertava meu pescoço, segurando minha cabeça contra a parede, sem que eu tivesse chance alguma de resistência ou pudesse me esquivar, Fabiano forçava sua língua contra a minha. Seu beijo era indômito e imoral, carregava um furor inominável. Ele vandalizava minha boca na mais pura selvageria e apetência, enquanto me apertava ainda mais contra a parede. Eu estava completamente em suas mãos e a sensação de o pertencer me consumiu ainda mais em luxúria. Eu retribui toda sua voracidade com mais intensidade. Naquela noite eu seria dele.

Sua língua não se deteve apenas na minha boca. Ele logo começou a dar pequenas mordiscadas e chupadas no meu lábio, bochecha, pescoço e orelha. Sentia sua saliva por toda extensão da minha face. Ele me possuía com voracidade. Não havia lei que o pudesse parar. Sem tardar, enquanto ainda me subjugava, começou a tirar nossas roupas e forçou meus ombros para baixo, ao que entendi exatamente seu intento. Eu o daria tudo o que quisesse. Seu caralho era enorme! Colossal, farto, roliço, grosso e longo. Repleto de veias saltadas, com a cabeça rosada e babona. O corpo do seu pau era ligeiramente mais grosso que a glande. Era um caralho imponente. Parecia ter sido esculpido. Tinha pêlos por toda a virilha, desgrenhados e desordenados e que emanavam aquele cheiro de Homem! Cheiro de virilidade, de masculinidade! Pura testosterona e pujança de Macho. Ah! No estado em que estava não sabia se era possível enlouquecer mais ainda, mas o estímulo dessa visão misturada ao olfato me deixaram ainda mais ensandecido. Eu estava em êxtase. Eu não queria mais nada e nem ninguém. Ardorosamente, traguei a rola dele e fui até o talo! Chupei como se fosse minha última noite de vida neste mundo. Eu daria a ele o melhor boquete. Senti suas bolas baterem no meu queixo e a cabeça do seu pau se chocando contra minha faringe. Ele começou e emitir sons ininteligíveis, entre gemidos e grunhidos. Senti todo seu corpo enrijecer. Ele estava em transe! Eu não parei. Não pararia! Continuei o chupando impetuosamente, cada vez mais rápida e freneticamente! Eu o levaria ao céu esta noite!

Em vão ele relutou, porém não conseguiu refrear-se: seu jato farto, branco e viscoso já inundava minha boca. Podia sentir seu sêmen quente, espesso e adocicado esguichando e preenchendo minha garganta, à medida que seu pinto pulsava e bombeava compulsiva e copiosamente toda sua porra dentro de mim. Embora eu tentasse e quisesse desesperadamente, não fui capaz de sugar tudo. Era tanto. À minha revelia, seu gozo escorria para fora da minha boca, tamanha a quantidade de esperma que ele jorrara! Ao mesmo tempo, ele convulsionava loucamente, estremecia e urrava de prazer, invadido pelas ondas orgásticas que o consumiam nesta hora. Seus pés distendiam, seus dedos se retraíam apertando contra o chão que nos sustentava e sua panturrilha se estirava rijamente com o restante de seus músculos, ao passo que ele abraçava e empurrava brutalmente minha nuca contra seu próprio corpo. Esse frenesi durou alguns minutos. Desta vez, foram suas pernas que bambearam e falharam, levando-o a cair de joelhos e fazendo com que ficássemos frente a frente um com o outro. Seu olhar era vacilante conquanto firme, acompanhado de uma respiração ofegante e desordenada. Ele estava completamente suado. A vermelhidão pungente que atravessava o bronze de sua pele não escondia a agitação e adrenalina que bailavam em sua corrente sanguínea.

Mesmo nesse momento de aparente fragilidade, quando estava tentando se recuperar daquele flagrante avassalador que o arrebatara há pouco, ele ainda exalava virilidade e masculinidade. Uma robustez quase que infame, inefável. Era dele. Indissociável. Sua aura era a de um Macho Alfa, estivador, daqueles à moda antiga, que eu já pensava estar extinto há tempos. Ele expirava dominância e autoridade. Eu o obedeceria. Oh, como eu queria aquele Homem!

Eu custei a acreditar que aquilo realmente acontecera, porém precisei dissipar esses devaneios e tentei me levantar, mas fui impedido. Ele novamente me segurou com suas mãos fortes e perguntou:

—Aonde você vai? — perguntou-me resoluto.

—Érr... — gaguejei — eu, eu preciso ir... — soltei em tom desgostoso.

Não havia mais nada a fazer ali, pensara eu com meus botões. Ele já havia conseguido o que queria. Eu tinha proporcionado a ele talvez a melhor gozada de sua vida — pelo menos era o que eu queria acreditar. Eu também estava satisfeito. Aquela experiência tinha sido o mais próximo que eu chegara do paraíso. Foi sublime. Eu me sentia radiante pelo fato de poder tê-lo servido. Eu achava que aquele era o fim, muito embora eu não quisesse que o fosse. Felizmente, fui surpreendido:

—Fica.

Um silêncio se instalou. Eu não sabia o que dizer.

Ele continuou:

—Por que ir embora agora? — perguntou-me, lançando um olhar inquisitivo.

Engoli seco. Não tinha como responder a ele o que pensara até meio minuto atrás. Não queria o ofender e muito menos que ele formasse uma opinião errada a meu respeito. Eu não era do tipo promíscuo, mas também não havia lastro ou intimidade suficientes que me convidassem a ficar. Embora eu ainda não tivesse gozado, eu sequer cogitara que ele me faria gozar. Eu pretendia fazer isso mais tarde, em casa, rememorando tudo o que acabara de viver. Então, o que faríamos depois, caso eu ficasse? Eu não queria ser um estorvo, principalmente numa noite de grande tormenta. Para mim, foi muito simples concluir que já chegara o momento de eu me retirar e não o aborrecer prolongando minha presença. Tudo isso rodava na minha mente e eu ainda não chegara a uma resposta. Droga! Eu precisava dizer algo...

—É que eu não quero te incomodar. Você deve estar cansado... Aliás, eu preciso tomar um banho, tirar a água de chuva do corpo, do contrário vou resfriar. — soltei com o que deveria ser um esboço de sorriso sem graça.

—Nós ainda não acabamos. — devolveu ele.

—Não acabamos? — arqueei as sobrancelhas e fiz uma cara de espanto.

Ele me puxou para si, contra seu peito e, nesse momento, senti-me afagado. Suspirei de emoção. Aquilo me derreteu. Ele não me deixaria ir embora dali. E eu não queria ir embora. Meus olhos marejaram. Havia muito tempo que não tinha um contato tão íntimo com alguém, não no sentido carnal, mas sentimental. Estar em meio aos braços de um homem como ele, sentir seu calor e os seus pêlos roçarem minha pele. Sua respiração tão próxima, ao pé do meu ouvido. Seu hálito me inebriava. Seu cheiro me embriagava. Eu estava adicto por ele.

Enquanto isso, chovia aos cântaros lá fora. Mas nada disso importava. Eu estava protegido, nos braços do Homem que eu tanta desejava. Isso gritava mais do que qualquer outra coisa. Outra vez, as borboletas no meu estômago sacolejavam. Eu sabia o que estava por vir e a ideia disso me deixava ainda mais fraco, vulnerável e entregue a ele. Eu estava completa e incondicionalmente rendido a ele. Não havia mais solução para mim. E embora isso me assustasse, uma súbita fagulha de felicidade me atravessou. O que seria isso? Eu ainda não sabia, mas faríamos mágica naquela noite.

Continua...

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Foto de perfil genéricaAnônimo RomânticoContos: 3Seguidores: 6Seguindo: 4Mensagem Um sonhador acordado. Gosto de histórias picantes, mas com tom de romance. Tento escrever histórias baseadas nas minhas experiências pessoais misturadas com ficção e o desejo do que gostaria que houvesse.

Comentários

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Que delícia, tomara que ele seja devorado! Faça capítulos maiores por favorrrr

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