Enrabei meu treinador nos jogos universitários

Um conto erótico de André Martins
Categoria: Gay
Contém 4569 palavras
Data: 21/03/2026 14:13:36
Última revisão: 21/03/2026 14:14:33

Tirando as provas da faculdade e as disputas com os amigos do quartel, eu nunca tinha participado de uma competição oficial de natação antes. Confesso que me senti ansioso, mas não foi aquela ansiedade de preocupação, era uma ansiedade de euforia, tá ligado? De não saber o que me esperava e nem como seria. Uma mistura de animação com curiosidade que me deixou vibrando por dentro e sorridente por fora.

Aterrizamos em Brasília numa manhã quente de sexta-feira, eu, minha ficante Isadora, o professor de natação Hércules e nossos colegas nadadores e nadadoras. Seguimos pro Centro Olímpico da UnB, tomamos café e depois fomos pro pátio interno, onde a maior parte da galera improvisou acampamento e armou um monte de barraca pra passar o fim de semana.

O primeiro dia dos Jogos Universitários não teve disputa, foi basicamente a chegada de todo mundo. Universitários, professores, atletas, instrutores, técnicos da comissão, funcionários, times de várias atléticas, tudo junto e misturado, a UnB ficou lotada. Rolou apresentação, abertura oficial dos jogos e um grande evento comemorativo, além de, claro, aquela resenha esperta pra geral entrosar e fazer amizade com as outras universidades.

Não demorou até alguém montar o som, soltar o funk carioca em Brasília e a “isoporzinho” virar uma grande chopada improvisada no pátio externo da UnB, com a galera em clima de Jogos Universitários e começando a encher a cara logo após o meio-dia.

Eu e Isadora não estávamos 100% desde a vez que contei da minha curiosidade de fazer sexo anal e ela ficou bolada, me chamou de viado. Logo eu, que sempre comi a buceta dela e enchi de leite do jeito que ela gosta, chamado de viado. Mereço, né? Enfim... Fiquei de ego meio ferido? Fiquei, confesso. Só que a viagem e a euforia dos jogos fizeram a gente se aproximar de novo, daí acabamo trocando ideia na resenha e, talvez por efeito da bebida, demos uns beijos despretensiosos, sem intenção de voltar a ficar sério.

- Diga lá, princesa e príncipe do baile. Tão gostando da festa? – o professor Hércules, que também era meu treinador, apareceu no meio de nós.

- Tudo na paz, mestre. – falei.

- Tô adorando, fessor, só tô achando o tempo abafado aqui, não circula vento. – Isadora respondeu se abanando.

- É, Brasília é quente mesmo. Dá licença aqui um minuto, moleque. – ele tomou o copão de uísque com energético da minha mão e me impediu de beber. – Amanhã tu tem prova e não pode ficar de ressaca, escutou? Sem noção.

- Ih, a lá! Qual é, professor, vai ficar regulando? Nem tô bêbado ainda, pô.

- E nem vai ficar, Renan. Te orienta, tu é atleta. Se liga, hein. – o coroa apontou na minha cara e falou sério, sem risinho.

Essa atitude era parte de seu jeito rigoroso e metódico de exercer a profissão. O cara me treinou por meses até chegar naquele fim de semana, então eu realmente não podia encher a cara num dia e comprometer meu desempenho no dia seguinte, por isso Hércules bebeu meu copo, enxugou a boca e voltou a dar sermão.

- Eu e os dirigentes tamo hospedado nesse hotel logo aqui do lado, parece que fecharam o andar inteiro pra equipe do Fundão. Teu nome tá na lista do quarto.

- Como assim meu nome tá na lista? Eu não paguei nada, não mandei botarem meu nome. Mal pisei em Brasília e já tô devendo, é isso? – já bateu aquele nervoso.

- Não expliquei que tá tudo pago, que eu paguei a porra toda? Relaxa, garotão. Ouve. Teu nome tá na lista. Vê se não passa o dia bebendo e volta tarde, beleza? – ele falou e se preparou pra sair.

- Saquei. Mas tipo, eu sou obrigado a dormir no hotel?

Minha pergunta fez Hércules parar de andar, dar meia volta e me encarar. Ele me olhou com aquele semblante rígido de quem não gostou do que ouviu, depois cruzou os braços, respirou fundo, encheu o peitoral de ar e rebateu.

- Vai dormir aonde, moleque, posso saber?

- Pensei em ficar por aqui mesmo. Desenrolar qualquer barraca dessas aí e dormir.

- Nesse chão duro? Eu tô há meses acompanhando teu progresso, Renan, tu não muda. Até a cara que você faz quando não quer falar a verdade muda, filhão. Desembucha, manda a real. – ele circulou ao meu redor, como se me analisasse.

- Pô, professor... – cocei a cabeça, pensei e acabei falando. – Pensei em dormir aqui com a gata hoje. Dar aquela namorada, ficar aliviado pra amanhã.

Hércules riu, alisou a careca, a barba, olhou pra trás de mim, apontou com os olhos e tornou a me olhar.

- Aquela gata ali?

Virei na direção apontada e lá estava Isadora dançando funk com as mãos nos joelhos, a bunda empinada pra trás e sendo encoxada por um maluco alto, forte e loiro que eu não reconheci de imediato. Essa cena fez o sangue borbulhar e eu fechar as mãos, daí Hércules apertou meu pescoço e insistiu.

- Me escuta, Renan. Eu preciso de você inteiro. Se chegar na prova amanhã e tu vacilar, tudo que a gente treinou esses meses todos vai direto pro ralo da piscina. Vem comigo, vamo pro hotel, tu toma um banho de espuma, relaxa, faço até massagem pra ajudar a eliminar o álcool, se for o caso. – ele pressionou meus ombros e eu automaticamente me lembrei das cenas que presenciei na madrugada antes da viagem, lá no quarto dele.

A sensação do toque no meu trapézio se misturou com a raiva que senti vendo Isadora se atracar com o loiro musculoso. Dois extremos se fundiram e minha única reação foi a de tirar a mão do Hércules de mim.

- Mané massagem, Hércules. Quero é buceta e isso tu não tem como me dar. Só buceta vai me relaxar pra amanhã. Se adianta, vou ficar aqui mesmo.

- Beleza. Mas boa sorte com a tua princesa, príncipe. Vai precisar... – ele debochou e apontou pro pátio.

Olhei pra trás e flagrei Isadora e o fortão se beijando de língua, tudo que eu não precisava ver. O coroa saiu e me deixou sozinho, eu senti as veias ferverem de raiva e o álcool na corrente sanguínea deu a fagulha que eu tanto precisava pra tomar atitude. Atravessei o pátio num pulo, entrei no meio dos dois, separei Isadora do filho da puta e falei grosso.

- Que porra é essa?! Tá pegando minha mina, seu cuzão!?

- F-F-Foi mal, Renan!

- EDUARDO!? SEU FURA OLHO DO CARALHO, PERDEU A NOÇÃO!? – me exaltei.

Eduardo, também conhecido por Dudu, era da nossa atlética, lutava judô e eu quase não o reconheci sem o típico quimono de luta que ele adorava ostentar pelos corredores da EEFD.

- Não sabia que tu e Isa tavam namorando, ela não falou! Só chegou aqui me agarrando e-

- CALA BOCA, PORRA! FURA OLHO!

- Quem disse que eu sou tua, Renan?! – Isadora retrucou. – Me respeita que eu sou feminista e não tenho dono! Você não é meu pai, eu pego quem eu quiser!

- Ah, agora vai pagar de feminista? Me chamou de viado e quer bancar a progressista, Isadora? Faça-me o favor, né! Hehehe! – respondi com ironia.

O que me pega na Isadora é que ela sempre teve esse jeito dissimulado e meio marrentinho de ser, nunca foi dessas minas sem graça que vivem pra agradar. E ali, no meio do tumulto, ela segurou meu braço e falou baixinho no meu ouvido.

- Se você é meu macho mesmo, então prova. Quero ver se tem coragem de me defender desse covarde do Dudu.

- Te defender? O que o Dudu fez contigo?

- Ele me beijou sem permissão. – a cretina mentiu na cara de pau, até riu.

- Que mentirosa! Tu que me chamou, garota, para de ser sonsa! – nem Eduardo entendeu o que tava acontecendo. – Juro, mano, ela que chegou em mim! Geral aqui viu! Veio dançando e me agarrou, porra!

- Isadora, Isadora... Tu não vale nada. – sussurrei.

- Vai lá, mozão. Protege sua mulher. – ela lambeu meu beiço.

- Tu mexeu com a minha mina, Eduardo?! – cresci pra cima dele, mesmo sabendo que era mentira dela.

- Pera aí, amigão, não fiz nada! Não quero me meter em encrenc-

- Então rala, porra! Some, mete o pé! – fingi que ia avançar, o loiro saiu correndo e sumiu no meio do povo.

Limpei as mãos, a sem vergonha se jogou no meu colo e não escondeu o risinho cínico de boa mentirosa.

- Ah, meu príncipe... O que eu faria sem você, Renan? Vem cá, vem. – e me beijou com vontade.

Eu sabia que ela era esse tipo de garota esperta e isso me atrai até hoje, não é à toa que somos casados e Isadora é mãe da nossa filha. O foda é que naquela época eu era um iludido apaixonado que comia na mão dela, então quase sempre comprava os barulhos da morena sem nem querer saber se ela estava certa ou errada.

No fim das contas, quem quebrava a cara era eu, porque a Isa tirava proveito e depois me largava de mão. Nesse dia mesmo ela fez isso. Demos uns beijos depois da confusão que ela própria criou, eu me animei e achei que fôssemos ficar juntos pelo resto da tarde, mas a sonsa inventou de sair pra beber com os amigos do judô e ainda retomou o papo com o trouxa do Eduardo.

Como eu disse, eu comia muito na mão da morena e acho que isso só mudou quando nossa filhota nasceu. Depois que a Isadora saiu do pátio, eu passei a tarde conversando com o pessoal da atlética do meu curso, trocando ideia com as veteranas e tentando descolar uns amassos, mas as únicas coisas que consegui foi encher a cara e ficar doidão.

O céu escureceu, o relógio deu nove da noite, um calorão do caralho e eu sem blusa, suado, indócil por buceta e inquieto na porta da barraca da Isa, esperando ela voltar do rolé com a galera do judô. A gente só foi se encontrar às dez, quando eu já tava pra lá de torto, ela altinha de caipirinha e cheias de marcas de chupão no pescoço.

- Posso saber aonde a senhora tava? – cobrei.

- Ah, Renan, não começa. Já falei que você não é meu pai, para de ser macho tóxico. – ela retrucou sem me olhar.

- Só sirvo na hora que tu quer dispensar o Eduardo, né? Aí tu me usa, eu expulso ele e tu fica livre. Depois vai lá e se engraça com ele de novo. Vou te falar? Otário sou eu. Eu que sou burrão de ainda tentar alguma parada séria contigo, valeu?

- É. Você e ele têm isso em comum.

- Isso o quê?

- Vocês são dois escravoceta. Basta ter buceta que cês viram dois cachorrinhos obedientes, só falta eu mandar deitar e rolar no chão.

- Tá certo. E pensar que eu achei que fosse dormir aqui contigo. Onde eu tava com a cabeça? Sou um trouxa mesmo.

- Nunca que eu vou dormir com um cara que só sabe falar de comer meu cu! Eu não sou doida.

- Meu Deus, Isadora, cismou com isso! Esquece essa ideia, porra! Até eu já esqueci e tu não! A bebida deve ter afetado teu cérebro, só pode! Né possível! – me estressei legal.

- Não tem como esquecer que eu transei com viado, Renan!

- Vai começar com esse papo torto de me chamar de viado? Tá ligada que eu como tua buceta pra caralho, porra, se orienta! Tu não é feminista? Nunca vi feminista preconceituosa!

Ela não respondeu, só me olhou de baixo a cima, abriu o zíper da barraca e me encarou antes de entrar.

- Quer saber de uma coisa, Renan? Eduardo é mó otário, mas pelo menos ele não tem esses fetiche estranho de incubado. Ele sim gosta de buceta de verdade. Quando eu lembro que deixei você me comer dá até um... Sei lá, me vem um negócio, um... – de repente ela pôs a cara pra fora da barraca, fez cara de nojo e danou a vomitar cachaça no chão do pátio.

- Tsc tsc tsc... Isso que dá encher a cara e perder a dignidade. Eu devia ficar aqui e te ajudar, mas tomei vergonha e vou te abandonar. Chama lá o cachorro do Eduardo pra ajudar.

- Quem disse que eu preciso de você? Some. Xô! Me deixa em paz.

Minha cabeça entrou em parafuso, o corpo chegou no auge da ebulição e mais uma vez eu borbulhei de raiva, doido pra socar a mão na parede e aliviar o estresse. Comecei o dia pensando em provas de natação e buceta, encerrei a noite bêbado e de saco cheio, fulo da vida e necessitado de um escape, algo em que eu pudesse descontar. A matemática aconteceu mentalmente e sem eu me dar conta, meu corpo parou na recepção do hotel e o atendente me olhou com cara de dúvida.

- Boa noite, senhor, posso ajudar? O senhor já é hóspede?

- Acho que meu nome tá reservado num quarto aqui, não tenho certeza.

Informei nome, mostrei a identidade, ele liberou a passagem e indicou o caminho do elevador. Subi sem pensar muito, caminhei apressado até a porta, toquei duas vezes e ninguém atendeu. O coração veio na boca, a carne tremeu, toquei mais três vezes e finalmente ouvi a resposta lá de dentro.

- Calma, já vou! Já vou, tô indo... Tô chegando, Renan. – ele sabia quem era antes mesmo de abrir a porta.

- Como tu sabe que sou eu?

- Ora, porra... Que treinador não conhece o próprio atleta? Não existe, existe? – Hércules cruzou os braços, depois abriu e me deu um abraço. – Vem, moleque, entra. Vou cuidar de tu. Pela cara...

- Ah, tô na merda. Licença.

- Fica à vontade, o quarto é nosso.

Eu tava tão bolado e torto que nem fiz cama no chão e nem nada, só me joguei na cama, deitei largadão e ele ficou me olhando, sem saber por onde começar.

- Ô, moleque, essa cama é minha.

- Era. Agora é nossa. – bati do lado, mandei Hércules sentar e ele sentou, mas primeiro buscou café e paçoca pra mim.

- Toma. Pra ajudar a diluir o álcool.

- Valeu. Só tu mesmo pra cuidar de mim, professor.

- Tô aqui... – ele pegou minhas pernas e pôs no colo, removeu meus tênis e não teve nojo de massagear meus pés nas meias suadas. – Dá o papo, Renan. Brigou com a princesa por causa do quê?

- O de sempre. Cansei, chega. Antes era só a questão do sexo, agora virou uma bola de neve eu e Isadora. Acabou mesmo.

- Relacionamento é foda, moleque... Eu e Mauro também não tamo numa boa.

- Não tão? Tem certeza? Depois do que eu vi na tua casa ontem... – lembrei do soca-soca violento no quarto do Hércules e meu pé contraiu nas mãos dele, cheguei a ficar arrepiado.

- Ah, filhão, aquilo que tu viu foi... Uma tentativa de reconciliação, vamos dizer assim.

- Porra, tentativa?! Imagina quando fizerem as pazes mesmo, a cama desmonta! Heheheh. – não resisti, o álcool foi mais forte.

- Beheheh! É que eu gosto MUITO do que eu faço. Sou profissional em todas as áreas, Renan. Da piscina à cama. Comigo é serviço completo. – o coroa amassou a sola do meu pé, alisou meu calcanhar, tornozelo e panturrilha, como se quisesse sentir a tração da musculatura. – Mas vamo falar de você, garotão. Tu e Isadora empacaram?

- Empacamo. Depois que eu falei do meu fetiche pra ela, Isadora nunca mais me viu como homem.

- Fetiche?

- É, professor. É que eu tô com tesão de fazer uma coisa que nunca fiz antes, mas ela não topou e me chamou de viado. Te contei, lembra?

- Lembro mais ou menos. Que coisa é essa que tu tanto quer fazer?

- Comer cu, professor. Sou doidinho pra sentir um cu escorregando na minha pica, sem sacanagem. – fui o mais sincero possível, sincero até demais.

Minha mão apertou a pica, o tesão do dia aflorou e os dedos do Hércules pressionando minha perna se encarregaram do resto da catarse. Enquanto me apertava, ele abriu a boca e me pôs contra a parede.

- De novo isso de comer cu!? Tu não sai dessa onda de sexo anal, moleque! Supera, porra! Como que viciou nisso? Do nada?

A pergunta que ele fez abriu um milhão de portas nos meus pensamentos. Primeiro lembrei da vez que senti cãibra após o treino, Hércules me ajudou na massagem e esbarrou o dedo no meu saco na sunga; depois, veio a cena dele tomando banho no vestiário do clube, lavando o rabão e fazendo meu pau chorar; por fim, a madrugada antes da viagem, na qual eu flagrei meu treinador tomando no cu e sendo feito de égua pelo marido.

- Explica, Renan, quero saber. Quando que tu virou esse maluco tarado em cu? Não sabia que você era galudo assim, não. – ele insistiu na pergunta, subiu as mãos e dessa vez pressionou minhas coxas.

A resposta veio na ponta da língua. Eu sabia exatamente onde, quando, como e com quem desenvolvi essa tara irracional de querer comer cu. Dia e noite sendo bombardeado por um par de glúteos maiores que os de uma cavala, convivendo semanalmente com um homem cujo rabo era do tamanho de uma caçamba e, ainda por cima, sentindo o toque desse cara no meu corpo.

- Eu...

A pergunta do Hércules tinha uma única resposta, e ela estava bem diante dos meus olhos.

- Comecei a ficar curioso nessa coisa de anal por causa de... – precisei respirar fundo, talvez por nunca ter feito algo assim antes.

Ele percebeu minha hesitação, apertou meu pescoço, como sempre fazia, e me olhou no fundo dos olhos.

- Se não quiser responder, tudo bem. Mas eu sou teu professor e treinador, moleque. É minha obrigação te deixar bem. Tem alguma coisa que eu possa fazer pra ajudar? Se tiver, é só dizer.

- Tu quer me ajudar, fessor? Tipo, ajudar mesmo? De verdade...?

- Lógico. A prova é amanhã e tu tem que tá relaxado, aliviado, de corpo leve pra deslizar na piscina. Se tem alguma coisa que eu possa fazer... Qualquer coisa, qualquer coisa mesmo... – Hércules alisou meu ombro e fez as palavras emergirem da minha boca.

- Tem sim. Tem uma parada que tu pode fazer...

Fechei os olhos e não pensei em mais nada. De verdade, nada mesmo. A mente ficou branca, vazia, minha mão desceu na calça, eu abri o zíper e relaxei na cama. A próxima sensação foi do hálito quente cercando meu volume, a mordida no talo da pica mole e a sugada que ganhei na cabeça do caralho.

Nem olhei, apenas recostei o corpo, abri as pernas e me permiti ser mergulhado na mucosa babada, quente e escorregadia do céu da boca do Hércules. Ele iniciou engolindo a jeba mole, me ganhou fácil na chupada aveludada e eu não resisti ao escorregar da língua na uretra, no freio e na ponta da glande, endureci em papo de meio minuto. Minha pica virou poste dando luz já na goela do filho da puta, porém nem engasgado ele pausou o bola gato.

- Porra, moleque, achei que tu nunca fosse pedir.

- Coroa filho da puta. Fala não, só chupa. Dá a mamada que tu sempre quis, aproveita que hoje eu tô facinho. Mmm!

- Não sou filho da puta, sou respeitador, é diferente. Não posso simplesmente me meter no relacionamento dos outros, concorda? Ainda mais que tu é meu aluno, meu atleta.

- E daí? Que se foda, eu e Isadora não temo mais nada. Mama, quero papo não. – dei com a rola na cara dele, o sem vergonha chupou e achou graça.

- Tá nervosinho? O príncipe tá na seca, aposto.

- Tu não tem que apostar, tu tem é que mamar. Me deixou galudo desde o dia da massagem, fessor. Tô maluco pra comer tua bunda desde aquela vez da cãibra, lembra? Que tu ficou peladão no vestiário?

- Lembro. E ontem, gostou do show que eu dei com o maridão?

- Tu sabia que eu ia ver, né? Cínico do caralho, armou pra me deixar tarado. Viadinho, isso que tu é! Ainda pergunta como que eu virei viciado em cu, até parece que não sabe a resposta. Cala boca e chupa! – botei caceta na boca, joguei na garganta e só sosseguei com o som do gargarejo até as bolas.

O culpado de eu querer comer cu? Hércules. O criador da minha tara incorrigível em sexo anal? Hércules. A razão de eu quase ter enchido o ralo do vestiário do clube com mingau grosso? Hércules. E já que a culpa era toda dele, chegou a hora de acertamos as contas. Ele tinha que pagar e ia pagar caro!

- ENGOLE, ISSO! AAARGH! – subi o corpo na cama, joguei na garganta e ele lacrimejou.

- GHHHR! GHHHR! – o cretino mordeu o talo do meu cacete, se manteve preso e colou o nariz na pentelhada sem pensar duas vezes.

- FILHO DA PUTA, MANÉ! GOSTA MUITO, Ó! SSSS!

A cama chegou a ranger com a guinada que eu dei contra o rosto dele. Deu pra sentir a cabeça penetrar na maciez da goela, a ponto de eu esticar o corpo conforme as amídalas engraxaram meu caralho. Não teve como ser menos intenso, afinal foi o momento onde criador e criatura se reuniram em torno da obra que os uniu: o fetiche.

- Aproveita que eu esqueci que sou hétero, vai? Puta! FFFF! Vou fingir que tu é minha namoradinha hoje, posso?

- Não, negativo. Namoradinha é a Isadora, eu sou amante. Quero ser a puta, nada de amorzinho comigo.

- Ah, quer? – dei mais pinotadas na garganta, fiz de propósito. – Então bora botar chifre no corno do teu marido! FFFF!

- Fala direito do Mau-

- Ssssh! – garganta de novo, tirei o corpo da cama pra fuder o crânio dele e nem assim ele desistiu de suportar minha ressaca.

Provei da experiência oral de um viadão de 40 e tantos anos e viajei muito no céu da boca. Só Deus sabe o tesão que me abateu ao visitar a mesma quentura que o marido do Hércules e outros homens visitaram ao longo das décadas. Era boca profissional, engasgo cinco estrelas, minha bola esquerda chegou a entrar junto com a piroca e o careca chorou, ficou vermelho pra dar conta.

- SSSSS! Se mamando é assim, imagina dando o cu!

- Vai querer cuzinho, moleque? Chegou agora no assunto e já tá falando desse jeito, cheio de autoridade? Quem tu pensa que é? – ele me desafiou.

- Eu sou o aluno que vai encher teu cuzinho de leite e fazer teu marido de corno, escutou? – apontei o dedo na cara dele, falei em tom de ditador e botei pra gargarejar de novo.

- GLOGH, GLOGH, GLOGH... – Hércules me olhou com cara de pidão e eu delirei socando na goela.

O que eu fiz com a garganta dele, nunca fiz com qualquer mulher na vida, nem com a minha atual esposa ou com as putas que comi quando era mais novo. Teve momentos que eu achei que tava pegando pesado e sendo bruto demais, daí dei uma reduzida e aliviei a pressão, mas ele pôs minhas mãos de volta na cabeça, pediu tapa na cara, cuspe na boca e ganhou até o mijão que tava acumulado na bexiga.

- Tem nojo não, fessor?

- O dia que eu sentir nojo do teu mijo, moleque, pode mandar me internar. Hehehe! Até teu chulé eu cheiro quando tu tira o tênis no vestiário.

- Caô? Filha da puta!

- Juro pra tu. Nunca reparou nas tuas meias reviradas no chão? Sou eu. Hehehe. Me amarro, ó. – ele farejou minha axila esquerda, inalou dentro do meu Reebok e pagou boquete sentindo o cheirão do chulé.

Eu nunca tinha visto fetiches desse tipo e confesso que bateu meio que nojo, mas logo em seguida veio aquele tesão cavalar e a piroca disparou no teto, justamente por eu não conhecer essa área do sexo entre homens.

O que o Hércules fez nessa noite foi provar que não tinha nojo de absolutamente nada em mim, só por eu ser homem e ele ser puta de macho, por isso tomou socada na boca, bolada no queixo, cuspe na língua e mijão. Desse dia em diante, passei a enxerga-lo com outros olhos e descobri o famoso universo do macho no macho, que até então era desconhecido pra mim.

- Tanto tempo que eu quero uma atenção dessas e tu se fazendo de sonso do meu lado, hein. Eu falando da tua mulher e tu fingindo que gosta de buceta, seu vacilão do caralho.

- Tenta entender, moleque. Se eu te contasse tudo desde o começo, a gente provavelmente não estaria aqui agora. O Renan daquela época não ia com a minha cara, ou tu esqueceu que me olhava torto?

- É... Tem razão. Eu olhava atravessado porque tu gostava de se exibir pras aluninhas.

- Ah, gostava sim. Até parece. Hehehe! Se você disser que eu olho pros alunos, aí sim vou concordar contigo. Sempre te olhei, garoto. Ou tu acha que te usei como exemplo nas aulas à toa? Foi difícil chamar tua atenção.

- Mas chamou. Não queria mamar? Mama aí, chupa essa porra. Abre a boca e engole meu saco, quero ver se não tem nojo mesmo. – dei a ordem e ele acatou de imediato, não perdeu tempo.

Tem noção do poder que o cara ganha quando descobre que existe submissão desse nível? Tudo que eu queria fazer com a Isadora e sofria na mão dela, o Hércules se predispôs a fazer por mim sem estresse, sem irritação, sem briga. Só por prazer, só por eu ser macho e ele se sentir no dever de aliviar macho.

- Eu que vou fazer prova contigo hoje, e vai ser oral! SSSS! – abracei a careca dele, forcei cintura e vi mais de 22cm de giromba sumirem na goela.

Por segundos, o mundo se resumiu ao latejar do meu pau em meio ao calor úmido e aveludado da garganta do meu treinador. As veias inflaram, meu suor pingou na cara dele e nada nos separou, um grudado no outro.

- Mmm! Piruzão grosso, do jeito que imaginei.

- Tu fica pensando em mim, coroa?

- Até quando transo com meu marido. É tortura passar o dia do teu lado e você de sunga pra cima e pra baixo, Renan. Fico perdido, sem brincadeira.

- Fica perdido não, pode se achar na minha rola. Sei que tu gosta, mama ela toda. FFFF! Isso, baba nela!

Quando eu não segurava na nuca, o safado abraçava minha cintura e ele próprio fazia o trabalho de se engasgar até o talo na vareta, com os beiços fechados nos meus pentelhos. Eu ferroava pra frente e pra trás pra garantir que tava fudendo bem a garganta dele, caiu baba nos lençóis e as molas da cama vibraram no vai e vem do meu quadril.

- GRRRR! TU NEM LIGA DE EU TE FUDER BRUTO ASSIM, ARROMBADO! – meti chumbo grosso.

- Já expliquei, garotão! Mmm... Sou teu treinador, minha função é garantir que você dê seu melhor na piscina.

- Até se eu precisar de sexo, fessor?

- Se é disso que tu precisa, então... Sim. Eu faço.

- Show. Bom saber... Tu quer me aliviar mesmo? Tipo, de verdade?

- Quero. Quero você de saco vazio, que assim tu não afunda na hora da prova. O que eu tenho que fazer pra você descarregar o tanque?

- Fica de quatro pra mim. – mandei na lata.

O vacilão virou de costas, empinou de quatro que nem égua e eu encaralhei feroz, trinquei feito aço quando vi o cuzinho lisinho e rosado piscando no meio dos pelos escuros. Não pensei duas vezes, (...)

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