Após um jantar de comemoração, por um contrato fechado.
Renata chegou em casa pouco depois das 23h. O elevador privativo subiu em silêncio, o único som era o clique ritmado dos saltos Louboutin So Kate contra o piso espelhado. O vestido de cetim vinho ainda colava no corpo como uma segunda pele, o tecido roçando os mamilos bicudos a cada respiração. Ela sentia o calor entre as coxas desde o momento em que Paulo havia dito, com aquela voz grave e calma:
— Boa noite, Renata. Foi um prazer.
A frase era educada. O tom, porém, carregava peso. Como se ele soubesse exatamente o que provocava.
A porta do apartamento se abriu. Luzes dimerizadas acenderam automaticamente, aroma de jasmim e baunilha flutuando no ar. Ela largou a bolsa Hermès no braço do sofá, tirou os brincos de diamante e os jogou na tigela de cristal sem cuidado. Caminhou descalça até o quarto principal os saltos ficaram abandonados no corredor, um raro sinal de descontrole.
Parou diante do espelho de corpo inteiro. Olhou-se devagar.
Cabelo longo ondulado ligeiramente bagunçado pelo vento da noite. Olhos mel brilhando com algo faminto. Boca entreaberta. Desabotoou o vestido com dedos lentos, deixando-o escorregar pelos ombros. Ficou apenas de calcinha fio-dental preta e sutiã combinando La Perla. A renda fina mal cobria os mamilos endurecidos, a calcinha já estava úmida no centro, tecido colado aos lábios inchados.
Sentou na beira da cama king size, abriu as coxas grossas. A barriga lisa tremia levemente de expectativa. Passou as unhas vermelhas-escuras pelos mamilos por cima da renda — choque elétrico desceu direto até o clitóris. Gemido baixo escapou.
Fechou os olhos.
E o viu.
Paulo de pé à sua frente, 1,90 m de altura, camisa social desabotoada no primeiro botão, barba alinhada emoldurando o maxilar quadrado. Olhos escuros fixos nela, avaliadores, dominantes. Voz grossa ecoando no quarto imaginário:
— De joelhos, Renata.
Na fantasia, ela obedecia imediatamente. Caía de joelhos no tapete macio. Ele abria a calça devagar, libertando o pau grosso, reto, veias salientes, cabeça brilhando de pré-gozo. Segurava a nuca dela com uma mão grande, entrava na boca dela sem pressa. Fodia devagar no começo, deixando-a sentir o peso, o gosto salgado, depois mais fundo, controlando o ritmo. Renata chupava com vontade, língua rodopiando na glande, garganta relaxando para recebê-lo inteiro. Ele gemia baixo, som grave que reverberava no peito dela.
Na realidade, ela afastou a calcinha para o lado. Dois dedos entraram fácil estava encharcada. Bombeou devagar, polegar circulando o clitóris em movimentos apertados. Imaginou Paulo virando-a de quatro na cama, empinando o bumbum grande e malhado, separando as nádegas com mãos firmes. Entrando de uma vez, fundo, esticando-a deliciosamente. Estocadas lentas, profundas, cada uma acertando o ponto exato. Uma mão no cabelo dela, puxando para trás, forçando-a a arquear as costas. A outra mão apertando o quadril, marcando a pele bronzeada.
— Você é minha putinha agora — ele diria no ouvido dela, voz rouca. — Goza só quando eu mandar.
Renata acelerou os dedos. Três agora, entrando e saindo rápido, buceta fazendo barulho molhado. Mamilos latejando, barriga contraindo. Quadris subindo da cama em busca de mais fricção.
Imaginou-o virando-a de costas, erguendo as pernas dela sobre os ombros largos, fodendo forte enquanto olhava nos olhos mel dela. O pau acertando fundo a cada estocada, clitóris roçando na base grossa. Ele apertando os mamilos bicudos entre os dedos, rolando, puxando de leve.
— Goza pra mim. Goza pensando no meu pau te enchendo.
O orgasmo veio violento. Corpo arqueado, pernas abertas, pés flexionados, unhas cravadas no lençol. Jorro quente escorrendo pelos dedos, molhando o pulso, pingando no colchão. Gritou o nome dele baixo, repetidas vezes enquanto as contrações a atravessavam.
Ficou ofegante, pernas trêmulas, corpo suado e mole. O cheiro de sexo impregnou o quarto. Pela primeira vez em anos, não sentiu a urgência de levantar e arrumar tudo. Apenas rolou para o lado, puxou o lençol sobre o corpo nu e dormiu profundamente, com o gosto imaginário dele ainda na boca.
No dia seguinte, acordou às 6h30 com o alarme suave. O corpo ainda carregava a lembrança do prazer da noite anterior uma leve dor deliciosa entre as coxas, mamilos sensíveis ao menor toque do lençol.
Levantou determinada.
Hoje seria diferente.
Tomou banho demorado, água quente escorrendo pela pele bronzeada. Depilou-se com cuidado, deixou a pele macia como seda. Escolheu a lingerie com precisão cirúrgica, conjunto Agent Provocateur preto sutiã push-up que erguia os seios médios, deixando os mamilos bicudos quase visíveis sob a renda, calcinha brasileira que realçava o bumbum grande e redondo, cinta-liga fina segurando meias 7/8 de seda preta. Tudo caro, secreto, feito para ser sentido por ela… e, quem sabe, descoberto por ele.
Vestiu um tailleur Chanel bege claro saia lápis na altura do joelho com fenda discreta na frente, blazer ajustado que marcava a cintura fina e os quadris largos. Camisa de seda branca por baixo, dois botões abertos revelando o colo bronzeado e o início do decote. Maquiagem impecável, base glowy, olhos esfumados em tons quentes, batom vermelho-escuro matte que fazia a boca parecer ainda mais carnuda.
Perfume: Tom Ford Black Orchid intenso, oriental, com notas de trufa, patchouli e baunilha preta. Pulverizou no pescoço, nos pulsos, na nuca, entre os seios, na parte interna das coxas. Queria que o cheiro ficasse no ar quando passasse perto dele.
Sapatos, os melhores que tinha Louboutin So Kate de verniz preto, 12 cm de salto fino, bico alongado, sola vermelha brilhante. Cada passo ecoaria autoridade… e sensualidade.
Chegou ao escritório da Horizonte Capital às 8h45. Paulo já estava lá terno cinza-escuro impecável, camisa branca, gravata fina azul-marinho, barba alinhada, postura ereta na cadeira da sala de reuniões. Quando ela entrou, ele ergueu os olhos escuros por um segundo. Não sorriu. Apenas observou devagar, deliberado. Renata sentiu o calor subir pelo pescoço, mas manteve o queixo erguido, caminhou até sua cadeira com passos lentos, o clique dos saltos ecoando no silêncio.
Durante a reunião, ela mal conseguia se concentrar. Olhava para as mãos grandes dele segurando a caneta, para o maxilar quadrado quando ele falava com voz firme, para o jeito como os músculos do antebraço se moviam sob a manga dobrada. Fantasiava sem parar: ele a puxando para a sala vazia ao lado, encostando-a na parede, levantando a saia, rasgando a calcinha, entrando nela sem aviso enquanto tapava a boca dela com a mão para abafar os gemidos.
Ele permanecia sério, focado, respondendo perguntas com precisão cirúrgica. Não dava nenhum sinal. Mas, em certo momento, quando todos estavam distraídos com os slides, os olhos dele encontraram os dela por cima da mesa. Ficaram fixos por três segundos longos demais. Renata mordeu o lábio inferior sem perceber. Ele desviou o olhar primeiro, mas o canto da boca subiu num sorriso mínimo, quase imperceptível.
O dia passou em câmera lenta. Renata acompanhava cada movimento dele, quando ele se levantava para pegar café, quando cruzava os braços e os músculos do peito marcavam a camisa, quando passava a mão na barba pensativo. Cada detalhe alimentava a fogueira que queimava baixo na barriga dela.
Às 18h20, a reunião terminou. Todos começaram a se despedir. Paulo ficou por último, organizando papéis com calma deliberada. Quando Renata passou perto dele para pegar sua bolsa, ele falou baixo, só para ela:
— Renata.
Ela parou. Virou-se devagar.
— Sim?
— Gostaria de tomar um drink comigo? Agora. No Le Jazz, na rua Augusta. Bar tranquilo. — Pausa curta. — Só nós dois.
O coração dela disparou.
— Claro. Eu aceito.
Ele assentiu, como se fosse o esperado.
— Vejo você lá em 20 minutos.
O Le Jazz era um bar de elite no subsolo de um prédio antigo, iluminação baixa, jazz ao vivo suave, sofás de veludo vermelho, drinks caros servidos em taças pesadas. Renata chegou primeiro, escolheu uma mesa no canto mais reservado. Cruzou as pernas, a fenda da saia revelando a coxa bronzeada e a meia 7/8. Pediu um Negroni. Bebeu devagar, sentindo o gim aquecer o peito.
Paulo chegou pontual. Sentou à frente dela sem pressa. Pediu um whisky puro, sem gelo. Olhou-a nos olhos por longos segundos antes de falar.
— Você está linda hoje.
— Obrigada.
Silêncio confortável. Dois drinks depois, Renata estava soltinha bochechas coradas, riso fácil, corpo relaxado no sofá. O álcool soltava a língua, mas não o controle. Paulo bebia devagar, mantinha o olhar fixo nela.
Ele se inclinou para frente, cotovelos na mesa, voz baixa e direta:
— Renata. Seja franca comigo. O que você quer comigo?
Ela engoliu em seco. Sentiu o rosto queimar. Baixou os olhos por um instante, depois ergueu-os de novo, corada, envergonhada, mas decidida.
— Quero… que você me domine. Que tire o controle de mim. Que me faça obedecer. Que me use como quiser. Que me mostre o que é não precisar decidir nada… só sentir.
As palavras saíram baixas, quase um sussurro. Ela mordeu o lábio, esperando julgamento.
Paulo não riu. Não se surpreendeu. Apenas observou-a com aqueles olhos escuros que pareciam enxergar através dela.
Ele se levantou devagar, contornou a mesa, parou ao lado dela. Inclinou-se, boca perto do ouvido dela, voz grave roçando a pele:
— Se é isso que você quer… vamos. Terá início hoje.
Estendeu a mão.
Renata colocou a dela na dele, sentindo o calor da palma grossa envolver seus dedos.
Levantou-se, pernas trêmulas de expectativa.
E seguiu-o para fora do bar, sabendo que, a partir daquela noite, nada seria como antes.