Capítulo 2: Entre Tiros e Gemidos: O Pecado com Minha Irmã no Colchão de Palha

Um conto erótico de Raimundo
Categoria: Heterossexual
Contém 2527 palavras
Data: 21/03/2026 13:43:16

A saída do galpão foi um exercício de paciência. Esperei até que a lua fosse encoberta por uma nuvem passageira para manobrar a Hilux sem ligar os faróis. O terreno era acidentado, cheio de pedras soltas e tocos de jurema que batiam no assoalho blindado, produzindo sons que pareciam explosões no silêncio da noite.

— "Raimundo, a gente não pode amanhecer aqui," — a voz de Lúcia cortou o escuro, baixa e estratégica. Ela estava sentada no banco da frente, com a lanterna do celular virada para baixo, iluminando apenas o necessário para checar o mapa de papel que meu pai sempre guardava no porta-luvas. — "O Delegado conhece esses setores. Se ele não nos achou na estrada, vai mandar bater em cada galpão até a fronteira."

— "Tem uma casa de apoio a trinta quilômetros daqui, entrando pela trilha do Riacho Seco," — respondi, mantendo os olhos fixos na trilha quase invisível.

— "É de um antigo informante do meu pai, um homem que deve a vida a ele. Se o velho não o entregou em vinte anos, não vai ser agora."

No banco de trás, Sônia soltou um suspiro de alívio, mas não se moveu da posição onde estava, debruçada entre os bancos. O calor do corpo dela irradiava para o meu ombro. — "Então vamos logo. Ficar aqui parada me deixa com os nervos à flor da pele," — murmurou ela. Senti os dedos dela roçarem de leve na minha nuca, um gesto que poderia ser de cansaço, mas que carregava uma eletricidade que me fez travar o maxilar.

Eu dirigia com os sentidos em alerta máximo. Cada sombra de mandacaru parecia uma emboscada. Lúcia mantinha o .38 no colo, os dedos tamborilando no metal frio com uma impaciência que eu nunca tinha visto nela. O poder estava vago, e o vácuo que o meu pai deixou estava sendo preenchido por uma tensão que ia muito além da guerra contra o Delegado.

Chegamos à casa de apoio por volta das três da manhã. Era uma construção de alvenaria simples, escondida atrás de um paredão de pedras. O informante, um velho de poucas palavras chamado de Zé da prata, apenas indicou a entrada e sumiu na escuridão para vigiar a trilha.

Trancamos a porta por dentro. O ambiente era apertado, iluminado apenas por uma lamparina de querosene que jogava sombras gigantescas nas paredes de barro. O cansaço finalmente bateu, mas com ele veio o desconforto da proximidade forçada. Havia apenas um quarto pequeno com uma rede e um colchão de palha no chão.

Lúcia tirou a camisa de seda, ficando apenas de lingerie preta para tentar aplacar o calor sufocante do quarto sem ventilação. Ela se sentou na rede, observando-me enquanto eu conferia o pente do fuzil sobre a mesa de madeira. Sônia, no canto oposto, tirou as botas e a regata, ficando apenas com um top curto que marcava sua respiração ainda acelerada.

O quarto era pequeno demais para nós três. O silêncio daquela casa, no meio do nada, parecia gritar as perguntas que nenhum de nós tinha coragem de fazer. Éramos os últimos dos Lira, e ali, naquela noite de cão, o perigo lá fora era a única coisa que ainda nos mantinha dentro das regras.

O silêncio da casa de apoio foi quebrado pelo chiado metálico de um rádio de pilha. Girei o seletor até que uma voz fanhosa emergiu:

"...perseguição cinematográfica na BR-232 termina em tiroteio. A Secretaria de Segurança confirmou que o alvo era a família Lira. A Polícia Civil isolou a área e busca por Raimundo Lira e as mulheres da família. Informações de bastidores indicam que forças-tarefa estão sendo montadas para fechar as saídas do Estado..."

Desliguei o rádio. Olhei para Lúcia. O nome "Delegado" não foi citado, mas não precisava.

— "A polícia oficial está fazendo o barulho, mas é o desgraçado do Delegado que está soprando no ouvido deles," — rosnei, sentindo o peso do fuzil sobre a mesa. — "Ele foi expulso da corporação, mas deixou raízes. Ele sabe quais delegados são compráveis e quais investigadores ainda devem favores a ele. Ele está usando a máquina do Estado como se ainda tivesse o distintivo, só para fazer o trabalho sujo dele."

— "Ele quer o trono que era do seu pai, Raimundo," — Lúcia disse, a voz baixa, mas cortante. Ela estava sentada na rede, a lingerie preta moldando o corpo maduro enquanto ela limpava o suor do colo com um lenço. — "Ele acha que, ocupando a nossa fazenda em Araripina, ele herdou o negócio. Ele esquece que o império dos Lira não é feito de paredes, é feito de rotas e contatos."

— "E nossos homens, Raimundo?" — Sônia perguntou, sentando-se no colchão de palha. A luz da lamparina fazia sombras longas nas suas pernas douradas e no top que subia e descia com a respiração. — "Onde está o Jurandir? O Ceará? Os cinquenta homens que juraram lealdade ao meu pai?"

— "Dispersos," — respondi, apoiando os cotovelos nos joelhos. — "No momento em que o velho caiu e o Delegado — com aquela pose de aliado traíra — mandou os capangas dele tomarem a sede, a maioria correu para o mato. Quem é leal está escondido, esperando um sinal. Mas não podemos chamá-los agora. Se um for pego e 'rachar' no interrogatório, o Delegado chega em nós em uma hora."

Sônia se inclinou para frente, os olhos brilhando. — "Ele quer o que está guardado no Sítio Olho d'Água. Ele sabe que o mapa físico das rotas transfronteiriças e os cadernos com os contatos criptografados dos fornecedores de armas estão enterrados lá, a sete palmas. Só nós três sabemos o ponto exato daquele cofre de aço."

Aquele era o nosso "seguro de vida". Enterrado em uma propriedade pequena, comprada em nome de laranjas há dez anos, onde ninguém desconfiaria.

— "A gente precisa de aliados," — Lúcia interveio, levantando-se da rede. O movimento fez o quadril largo balançar de leve, e ela caminhou até a mesa, parando ao meu lado. — "O Coronel de Petrolina ainda deve favores ao seu pai. Ele tem armamento pesado e um exército particular. Se chegarmos até ele com a garantia das rotas de fuzis paraguaios, ele nos dá o suporte para retomar a fazenda e apagar o Delegado de uma vez por todas."

— "É um risco," — sentenciei, sentindo o cheiro do perfume de Sônia e o calor de Lúcia ao meu lado. — "Se o Coronel sentir cheiro de fraqueza, ele nos engole vivos."

— "Ele não vai sentir fraqueza," — Sônia disse, levantando-se também e parando do meu outro lado, o braço dela roçando levemente no meu. — "Porque ele vai ver que o Raimundo assumiu o ferro. E que nós duas estamos com ele. Juntos, os Lira são indestrutíveis."

O quarto parecia ter encolhido. Éramos nós três contra o mundo, planejando uma guerra em uma casa de barro enquanto o rádio anunciava a nossa caçada. O plano estava traçado: Recuperar o 'tesouro' no Olho d'Água e depois seguir para Petrolina.

— "Amanhã, ao anoitecer, saímos," — ordenei, sentindo o peso da liderança. — "O Delegado vai descobrir que é mais fácil prender um fantasma do que segurar um Lira ferido."

A lamparina de querosene foi apagada, mergulhando o quarto pequeno numa escuridão quase total, quebrada apenas pelos fiapos de luar que filtravam pelas frestas da porta de madeira carcomida. O cheiro de barro úmido e o calor abafado do quarto sem ventilação pareciam fechar o cerco ao nosso redor.

Lúcia ajeitou-se na rede, o ranger das cordas no gancho de ferro ecoando como um aviso no silêncio. Ouvi o roçar do lençol e o suspiro pesado dela quando o luto e o cansaço finalmente venceram a tensão. Minha madrasta, a mente estratégica do clã Lira, agora dormia, com o .38 engatilhado sob o travesseiro improvisado, a poucos metros de nós.

Eu e Sônia dividíamos o colchão de palha no chão, o espaço minúsculo nos forçando a uma proximidade perigosa. Eu estava deitado de costas, com o fuzil ao meu lado, a respiração lenta tentando acalmar os batimentos cardíacos que insistiam em acelerar. Sônia estava deitada de lado, de frente para mim, a respiração dela quente e ritmada roçando no meu braço nu. O perfume doce dela, agora misturado ao cheiro metálico de pólvora e ao suor da pele dourada de sol, inundava a cabine improvisada.

A madrugada avançava, e o silêncio da caatinga era total, quebrado apenas pelo ranger ocasional da rede de Lúcia. Eu sentia cada centímetro do corpo de Sônia ao meu lado, o calor que emanava dela parecendo queimar a palha do colchão. Eu sabia que ela estava acordada.

— "Raimundo..." — a voz dela emergiu num sussurro quase inaudível, tão baixo que parecia um segredo que a noite tentava guardar.

Eu não respondi, mas travei o maxilar, o coração martelando contra as costelas. Senti a mão dela deslizar lentamente pelo meu braço, os dedos finos e macios traçando a linha do meu tríceps com uma delicadeza que eu nunca tinha sentido nela. O toque era como brasa na pele bronzeada pelo sol do sertão.

Sônia se inclinou para frente, o corpo jovem e flexível colando no meu flanco. O top preto dela roçou no meu peito nu, e o bico do seio firme, endurecido pela adrenalina e pelo frio súbito da noite, pressionou meu músculo. A perna torneada dela, livre sob o short jeans curtíssimo, subiu e se acomodou sobre as minhas pernas, prendendo-me naquele colchão de palha.

— "Eu tô com medo..." — ela sussurrou de novo, a voz rouca, o rosto a poucos centímetros do meu. Pela luz tênue do luar, vi o brilho malicioso e desesperado nos olhos castanhos dela. — "...e eu nunca senti tanta vontade de estar viva."

O medo da morte e a sede de viver eram a mesma coisa naquela noite. Eu era o irmão mais velho, o "ferro" da família, mas ali, no escuro, eu era apenas um Lira ferido, buscando conforto na única coisa que ainda era nossa.

Levei a mão ao rosto dela, os dedos calejados pelo manuseio de armas traçando a linha do maxilar delicado. Ela não recuou; pelo contrário, inclinou a cabeça, aceitando o toque com um suspiro que parecia uma rendição. Senti os lábios dela, carnudos e úmidos, roçarem nos meus, um beijo rápido, furtivo, com gosto de perigo e tabu.

A barreira da moralidade, que o meu pai sempre manteve sob rédea curta na fazenda em Araripina, agora parecia fumaça. Eu a puxei para mais perto, o fuzil entre nós esquecido, enquanto o calor dos nossos corpos se fundia num beijo desesperado, profundo, que selava um pacto silencioso de sangue e desejo. Naquele quarto de barro, cercados por inimigos e carregando o peso de um império ruído, os Lira estavam, pela primeira vez, quebrando suas próprias regras.

A mão de Sônia, que antes apenas tateava meu braço, desceu com uma audácia que me fez perder o fôlego. Seus dedos pequenos mas firmes deslizaram por baixo do elástico da minha calça de sarja, encontrando o que a adrenalina da luta e o calor daquela proximidade já haviam despertado. No escuro, o volume do meu pau, latejante e enorme, preenchia a palma da mão dela, que o envolveu com uma curiosidade faminta. Ela começou um movimento lento, ritmado, o calor da pele dela fundindo-se ao meu enquanto o colchão de palha rangia sob nosso peso.

Eu soltei um suspiro abafado contra o pescoço dela, minha mão livre subindo até encontrar o top preto que a apertava. Com um movimento bruto, puxei o tecido para cima, libertando os seios pequenos e firmes que pareciam brilhar sob o fio de luar. Meus lábios abandonaram os dela para descer até aquela pele quente; abocanhei um dos bicos, sentindo-o duro e excitado contra minha língua. Sônia arqueou as costas, abafando um gemido no meu ombro enquanto sua outra mão mergulhava entre as próprias pernas.

— "Raimundo..." — ela arquejou, o quadril movendo-se contra o meu.

Minha mão desceu, ignorando o perigo de estarmos a poucos metros da rede de Lúcia. Meus dedos mergulharam por baixo do short jeans curto, encontrando o tecido fino da calcinha já encharcado. Afastei a renda para o lado e senti a buceta dela, úmida, quente e pulsante. Comecei a massagear o clitóris com a ponta do polegar, enquanto ela acelerava o movimento da mão no meu pau, subindo e descendo com uma urgência que me fazia ver estrelas. O cheiro de sexo iminente agora competia com o de pólvora no quarto.

Estávamos no limite, os corpos suados e entrelaçados em um ritmo perigoso, quando o silêncio da madrugada foi brutalmente cortado.

POW!

Um tiro de aviso ecoou do lado de fora, vindo da direção onde Zé da Prata vigiava. O som metálico de um motor se aproximando pela trilha de cascalho fez o chão tremer levemente.

Lúcia deu um salto da rede, o .38 já em punho antes mesmo de os pés tocarem o chão. Ela não acendeu a luz, mas o ranger da rede e o som do cão da arma sendo puxado foram como um balde de água gelada.

— "Raimundo! Sônia! Levantem agora!" — a voz de Lúcia chicoteou no escuro, carregada de autoridade tática, sem notar — ou fingindo não notar — que estávamos colados um no outro no colchão. — "Eles nos acharam. Zé deu o sinal. Peguem o ferro!"

Em um segundo, o desejo foi substituído pelo puro instinto de sobrevivência. Sônia puxou a regata para baixo e agarrou a submetralhadora, os olhos ainda dilatados mas focados no combate. Eu me levantei, sentindo o sangue ainda quente nas veias, e empunhei o fuzil, sentindo o peso familiar da arma no meu colo. A moralidade voltava a ser uma barreira de chumbo, mas o gosto de Sônia ainda estava na minha boca.

— "Pela porta dos fundos!" — ordenei, chutando a trava da mesa. — "Vão para a Hilux. Eu cubro vocês!"

O som de galhos secos estalando sob botas pesadas indicava que o cerco estava se fechando. O luar, que antes parecia um aliado, agora desenhava nossos vultos contra as paredes de barro da casa. Lúcia não olhou para trás; ela já era uma sombra letal movendo-se em direção à saída, a autoridade do meu pai emanando de cada gesto seu.

Sônia passou por mim como um relâmpago, o cano frio da submetralhadora esbarrando no meu braço nu por um segundo — um lembrete gelado do calor que tínhamos acabado de interromper. Seus olhos encontraram os meus na penumbra, e ali não havia mais medo, apenas a promessa silenciosa de que a conta daquela madrugada ainda seria paga.

— "Vai, Raimundo! Agora!" — o sussurro de Lúcia foi um chicote no escuro.

Puxei o ferrolho do fuzil, o clique metálico ecoando como um veredito final. O motor da Hilux, escondido sob a ramagem de juazeiro, era nosso único bilhete de volta para o inferno. Enquanto eu tomava posição atrás do mureto de pedra, vendo os feixes de lanternas táticas cortarem a neblina da caatinga a poucos metros, percebi que o Delegado tinha cometido o erro de nos caçar em terreno aberto.

Na Rota do Ferro, quem manda é quem conhece o espinho. O primeiro disparo iluminou a noite, e eu soube, naquele instante, que nada seria como antes. A guerra estava apenas começando, e o que restava da nossa sanidade ficaria para trás, junto com os escombros daquela casa.

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