Amália não era uma mulher nobre, nem possuía grande riqueza. Era apenas uma feirante, que vendia frutas junto com sua mãe. Orgulhava-se disso. Sempre discreta, modesta, com um sorriso tímido, mas simpática quando fazia amizade. Todos gostavam dela, e muitos desejavam-na, principalmente os homens que passavam pela feira. As outras feirantes sentiam inveja de Amália, pois ela conseguia mais fregueses do que elas. Mais do que isso a inveja por ser a plebeia mais linda daquele reino.
Amália era noiva de Virgílio, um comerciante local, que ia visitá-la todos os dias na feira.
— Preciso falar contigo! — disse Virgílio.
— Agora não, Virgílio, estou trabalhando. — respondeu Amália, desviando o olhar.
— Quero saber se vamos nos ver hoje à noite.
— Hoje à noite não! — disse Amália, assustada.
— Por que não?
— Minha mãe vai fazer um jantar só com a família… Agora deixa eu trabalhar, a gente se vê amanhã de manhã.
Naquela mesma noite, Virgílio quis preparar uma surpresa para sua amada. Foi até a casa dela, e quem abriu a porta foi Constância, mãe de Amália.
— O que faz aqui, Virgílio?
— Vim fazer uma surpresa para Amália. Sei que estão jantando em família, mas podia chamá-la?
— Pensei que ela estivesse com você.
— Não, ela não está comigo.
— A última vez que a vi foi na feira. Ela até pediu que eu fosse mais cedo para casa, que fecharia a barraca. Talvez ela ainda esteja na feira.
— Não tem mais ninguém lá.
— Estranho… Amália nunca foi de fazer isso.
— Não se preocupe, vou encontrá-la.
Virgílio ficou preocupado com sua amada. Ela poderia estar perdida em algum lugar, em algum beco da cidade. Pior que isso, uma moça tão bonita e frágil como ela seria presa fácil pra qualquer criminosos.
Enquanto isso, não muito distante dali, Amália entrou em um pequeno bordel. Mas o que uma mulher como ela, respeitada e de família, fazia num lugar tão sujo? A resposta não agradaria a todos.
— Que bom que veio, Amália. Os clientes estão esperando por você — disse a dona do estabelecimento, Naomi.
— Desculpe o atraso, vou me arrumar. Mande o primeiro cliente para o quarto.
Amália seguiu para o quarto, tirou suas roupas comuns e vestiu o traje provocante de prostituta. Sentou-se na cama e levantou ligeiramente o vestido, mostrando suas pernas firmes e robustas. Logo o primeiro cliente chegou.
Era um homem alto, aparentando quarenta e poucos anos, magro, um comerciante que gastou toda a economia da semana para passar a noite com Amália.
— Vem, não tenha medo. Eu não mordo — disse ela, com um sorriso provocante.
— Esse dinheiro era pra comprar leite e alimentar os meus filhos, mas eu quero dá esse dinheiro a você e der uma noite de prazer inesquecível.
— Ah que fofo, vem, eu irei cuidar de você. Irei de fazer sentir especial.
Homem caiu na cama já despido vendo aquela puta ruiva dançar pra ele sensualmente. Aos poucos ela se despia. Mostrou seus volumosos seios que balançava a cada dança. Seus pequenos mamilos rosados já estavam bem durinho. Ela finalmente tirar os pedaços de panos que guardava a intimidade.
Amália dançou como se fosse uma musa, uma deusa da sensualidade. Requebrando cada quadris num movimento hipnotizantes. Ela virou de costa hipnotizando-o com a bunda que não parava se movimenta.
Ela aproximou dele e ele apalpou firme aquela enorme nádega na qual encheu a mão num enorme tapa.
- Ai, só isso? tapa fraco. Vai amis forte.
Novamente ele deu e dessa vez o tapa deixou marca. A puta deu um suspiro ofegante sentindo aquela tapa forte. O homem puxou ela pra cama e tentou roubar um beijo naquela pequena boca rosa.
— Calma, sabe as regras. Nada de beijos — disse ela, tentando evitar qualquer toque em seus labios como se um beijo fosse a pior coisa do mundo.
Amália desceu a mão e bateu uma punheta com força até o homem gozar. Gozou tão rápido que aquela diversão não durou muito tempo.
— Ah, que pena, acabou tão cedo. Não fique triste, acontece. Pode vim próxima vez. Eu, sua putinha ruiva estará de esperando.
— Sim, eu irei vim. Vou novamente economizar bastante dinheiro. Adeus, meu amor....
Aquela puta ruiva sabia seduzir seus clientes e fazer eles repetir mais e mais como se fosse um parque de diversão. Mas atrás daquela sensualidade e sorriso amoroso escondia o cansaço e uma certa humilhação. Ela fazia aquilo não por gosto e prazer e sim por necessidade. Afinal é graça aquele trabalho de puta que ela conseguia dar uma boa vida aos seus pais, uma boa casa, boa comida, e ainda sobrava dinheiro pra seu casamento.
Nem tudo são prazeres. Como ela entendia muitos clientes sempre tinha um que passava dos limites.
— Vai, deixa eu comer o teu cuzinho.
— Não, você já sabe as regras. Nada de cu. — respondeu Amália, mantendo o controle.
— Que puta é essa que não libera o cu? Vai logo, me dá o teu cuzinho…
Ela se levantou irritada, ajeitando a camisola.
— Vá, saia daqui. Já falei que não dou o meu cu. Se quiser, pode ir para a cama com outra puta que faça isso. Eu não faço.
— Desde quando puta tem vontade própria? Muito abusada para o meu gosto.
— Sair daqui! — respondeu Amália, firme.
O homem não gostou do tom dela. Sentiu extremamente ofendido. Deu um tapa em seu rosto, derrubando-a na cama.
— Olha aqui, sua vaca! Quem é você para gritar comigo? Eu sou um comerciante respeitado e pai de família. Nenhuma puta me humilhar assim... Eu só saio daqui depois de comer esse seu cu! — rugiu ele, pulando sobre ela e tentando puxar a bunda.
— Não, não… meu cu não… — choramingou Amália, tentando proteger-se, mas era em vão. O homem era duas vezes maior e muito mais forte que ela. Ela ficou presa, a cabeça pressionada contra o travesseiro, a bunda empinada, desesperando-se ao sentir algo duro encostar nela.
Rápida, ergueu a mão e tocou no pequeno sino que sempre carregava, chamando ajuda.
Em instantes, alguns homens altos, os seguranças do bordel, entraram. Pegaram o cliente e o arrastaram para fora do quarto.
— Me solte! Eu quero comer o cu dessa puta… cu dela é tão rosinha... por favor... eu quero tanto o cu dela... — gritou ele, furioso.
Naomi chegou logo em seguida, encontrando Amália quase em lágrimas.
— Aconteceu de novo! — disse ela, preocupada.
— Já perdi a conta… Sabe que estou aqui para ajudar minha família. Não sou puta de verdade. — Amália soluçava, abraçando-se a Naomi.
— Amália, você é uma puta. Não dá o cu não te faz menos puta. Mas aqui todas são livres pra seguir. Realmente quer essa vida?
— Sabe que eu preciso desse dinheiro. Mas eu não irei dar o meu cu. Dou a buceta, posso fazer uma boa mamada, qualquer coisa menos o meu cu. O cu é sagrado, e só dou o meu cuzinho por meu noivo.
Enquanto isso, Virgílio, que passava pelo local, percebeu a movimentação estranha na frente do bordel e caminhou até lá, preocupado com o que poderia ter acontecido com sua amada.
— Eu vou voltar, e vou foder o cu rosa dessa putinha ruiva! — gritou o homem bêbado, saindo do local.
Virgílio achou aquilo estranho e decidiu entrar no bordel. Caminhou pelo meio da multidão, desviando-se de mulheres seminuas que dançavam, enquanto rapazes bêbados atiravam moedas e notas para as prostitutas.
— Faz tempo que não aparece por aqui. Vai querer beber, Virgílio? — perguntou o homem do balcão, observando-o com curiosidade.
— Não, estou procurando a minha amada.
— Tem certeza de que este é o lugar certo? — perguntou o homem do balcão, desconfiado.
— Desculpe a pergunta, mas… quantas vocês têm de puta ruiva?
— Como assim? — ele franziu o cenho.
— Acabei de ouvir do homem bêbado que foi expulso daqui. Ele falou uma tal puta ruiva...
O homem ficou pálido. Ele conhecia a “puta ruiva” de que Virgílio falava e sabia que o jovem não iria gostar nada de descobrir a verdade.
— Sinto muito, mas aqui nunca houve nenhuma puta ruiva. Acho que o homem bebeu demais e acabou confundindo a cor do cabelo.
— É, deve ser… Além mais porque diabo eu estou procurando minha amada num bordel? realmente não faz sentido. Amália e uma moça de família. Ela nunca pisaria o pé num lugar tão sujo como esse. Ela não iria dar esse desgosto pra os pais e nem pra mim. — respondeu Virgílio, desconfiado.
Virgílio saiu do bordel, sentindo um aperto no peito. A noite ia terminando, e Amália já voltava para casa, dessa vez mais cedo para que sua mãe não se preocupasse. Enquanto caminhava, ela ensaiava uma desculpa plausível para justificar o atraso.
O que Amália não sabia era que estava sendo observada. Virgílio a seguia à distância, o rosto pálido, os olhos fixos nela.
— Então a minha suspeita virou realidade... a tal puta ruiva na verdade é... minha Amália. — murmurou ele, surpreso, quase sussurrando para si mesmo. — Veja só… a moça de família não é tão de família assim. Todo mundo tem segredos, mas eu não imaginava que esse seria o dela... minha querida Amália não é uma pura... é uma PUTA!!!
Virgílio começou a chorar e controlar a raiva que sentia. Seu corpo encheu de cólera. Mas se acalmou. Ele tinha agora a faca e o queijo e iria saber usar aquela informação no momento certo.