Ele me arrastou mais pra dentro da lona, onde a luz do sol mal entrava, só filtrada em raios dourados que cortavam a poeira no ar. O chão era irregular, terra batida misturada com pedaços de tijolo e cimento seco. Eu ainda tremia do orgasmo na mão dele, da garganta profunda, do gozo que engoli sem escolha. Meu rosto estava uma bagunça: baba seca, cuspe, lágrimas, rímel borrado que eu nem usava direito. Mas ele nem ligava pra isso. Olhava pra mim como se eu fosse um objeto que ele tinha acabado de conquistar.
— Tira a calcinha, Clara. Agora.
Eu hesitei de novo, mas só por um segundo. Minhas mãos subiram trêmulas pela saia, puxaram a calcinha encharcada pelas coxas. Ela caiu nos tornozelos, pesada de umidade. Eu saí dela, deixando-a ali no chão como prova do quanto eu estava entregue.
Ele me virou de costas, empurrou meu tronco pra frente até eu me apoiar numa pilha baixa de sacos de cimento. A saia subiu sozinha, expondo minha bunda inteira. Ele deu um tapa forte na nádega direita — o som ecoou seco no terreno vazio. Eu soltei um gritinho abafado.
— Abre as pernas, vadia. Mostra esse cuzinho que nunca ninguém tocou direito.
Eu obedeci. Abri as pernas o quanto dava, sentindo o ar quente bater na pele exposta. Meu cu piscava de nervoso, de vergonha, de expectativa. Ele cuspiu na mão, passou saliva grossa entre minhas nádegas, esfregando devagar no anel apertado. Um dedo entrou sem aviso, seco o suficiente pra doer um pouco, mas eu mordi o lábio e não reclamei.
— Tá vendo? — ele murmurou, enfiando mais fundo. — Vagabunda certinha, casada, crente… mas o cu dela tá implorando pra ser fodido. Aposto que o maridinho nunca chegou nem perto disso, né?
Eu neguei com a cabeça, fraca. Ele riu.
— Claro que não. Ele te come de ladinho, missionário, com luz apagada. Mas eu… eu vou te abrir inteira.
Ele tirou o dedo, cuspiu de novo — dessa vez direto no meu cu —, e posicionou a cabeça do pau ali. Grossa, quente, latejando. Eu prendi a respiração.
— Relaxa, sua putinha. Se resistir vai doer mais.
Ele empurrou devagar no começo, só a cabeça forçando a entrada. Eu gemi alto, dor misturada com um prazer estranho, proibido. Meu corpo resistia, apertava, mas ele não parou. Segurou meus quadris com força, unhas cravando na carne, e empurrou mais fundo. Centímetro por centímetro, até metade do pau estar dentro do meu cu.
— Caralho… que cu apertado… — grunhiu. — Vagabunda tinha que tomar no cu mesmo. É onde putas como você merecem ser fodidas.
Ele começou a meter devagar, saindo quase todo e voltando com mais força a cada estocada. A dor inicial foi virando um calor intenso, um preenchimento que me fazia ver estrelas. Eu gemia baixo, contínuo, as mãos apertando os sacos de cimento pra não cair. Meu cu se acostumava, relaxava aos poucos, e o prazer crescia como uma onda.
Ele acelerou. Batia forte agora, a virilha dele colidindo contra minhas nádegas, o som molhado da saliva e da minha própria umidade ecoando. Uma mão subiu pro meu cabelo, puxou o coque pra trás, obrigando minha cabeça pra cima.
— Fala, Clara. Fala que gosta de tomar no cu.
Eu balancei a cabeça, lágrimas escorrendo de novo. Não ia falar. Nunca ia admitir.
Ele deu outro tapa na bunda, mais forte.
— Fala, porra! Ou eu paro e te deixo aqui com o cu ardendo e sem gozar.
Silêncio. Eu mordia o lábio até sangrar.
Ele riu, sádico.
— Tá bom… então aguenta.
Ele meteu com tudo, até o talo, e ficou lá, pulsando dentro de mim. Depois começou a bombar rápido, sem piedade. Cada estocada acertava um ponto que eu nem sabia que existia. Meu clitóris latejava sem ser tocado, minha buceta escorria pelas coxas, pingando no chão. Eu estava louca, alucinada, o corpo inteiro em chamas.
— Isso… goza no meu pau no seu cu, sua cadela hipócrita. Goza sabendo que é uma puta de verdade agora.
Eu não aguentei. O orgasmo veio violento, diferente de tudo que já senti. Meu cu apertou em volta dele como um torno, pernas tremendo, visão branca. Eu gemi alto demais, quase um grito, corpo convulsionando contra os sacos de cimento. Ele não parou — continuou fodendo através do meu gozo, prolongando cada espasmo.
Quando eu estava mole, quase desmaiando, ele saiu de repente, virou meu corpo de frente e gozou na minha cara de novo. Jatos quentes, grossos, acertando bochecha, nariz, boca aberta de tanto gemer. Ele esfregou a cabeça do pau nos meus lábios, limpando o resto.
— Engole o que sobrou — ordenou.
Eu engoli. Sem pensar. Sem resistir.
Ele se ajeitou na calça, me olhou de cima a baixo: saia amassada, blusa grudada de suor e baba, rosto coberto de porra, cu ardendo e latejando.
— Boa menina — disse, quase carinhoso. — Amanhã tem mais. E você vai vir atrás de mim sem eu precisar mandar.
Eu não respondi. Só fiquei ali, ofegante, suja, destruída e… viva de um jeito que nunca estive.
Ele saiu primeiro, me deixando sozinha atrás da lona.
Eu me abaixei devagar, peguei a calcinha do chão e guardei no bolso da saia. Não vesti. Caminhei pra casa com o sêmen secando no rosto, o cu dolorido a cada passo, e um sorriso que eu nem percebi que estava no canto da boca.
Porque ele tinha razão.
Eu ia voltar. Amanhã. E depois. E depois