Aceitei o desafio de deixar os caras gozarem em mim

Da série Helena
Um conto erótico de Helena
Categoria: Heterossexual
Contém 801 palavras
Data: 18/02/2026 02:04:45

O relógio na parede da sala marcava pouco mais de dez da noite, mas o silêncio do apartamento parecia dilatado, um desses vazios que a gente tenta preencher com o próprio fôlego. Eu me chamo Helena, completei dezoito anos há alguns meses. Estou com meu namorado de dezenove anos desde o penúltimo ano do colégio. Ele é a definição de "bom rapaz": doce, fiel, fofo, do tipo que manda mensagens de boa noite como quem faz uma oração e planeja passeios de domingo com a namorada.

No último fim de semana, porém, o destino resolveu pregar uma peça. Fomos convidados para uma festa na casa de amigos que conhecíamos desde os tempos do colégio. Ele tinha que trabalhar cedo; mas eu queria muito ir. “Tudo bem, amor”, ele disse, “Vai lá, você está com saudades do pessoal. Aproveita. Me manda uma mensagem quando chegar em casa, sabe que eu fico preocupado”. “Só uns drinques e já volto”, prometi.

A festa era na casa de uma das meninas. Tinha muita gente. Um drinque, dois drinques, conversa vem, conversa vai; três drinques, e algumas brincadeirinhas; quatro drinques, eu já estava altinha; alguém propôs jogarmos "Verdade ou Consequência", todos gostaram da ideia. Do quinto drinque em diante eu perdi as contas, e também a noção.

O jogo de "Verdade ou Consequência" na hidromassagem do quintal ficou pesado rápido. O álcool já tinha dissolvido minha prudência, deixando apenas a carne exposta. Minha vez. Consequência: faça topless. Onde eu estava com a cabeça? Tirei blusa e o sutiã depois de uma gritaria do pessoal. O peito nu, sob o luar e os olhos gulosos, já era uma rendição. Minha vez de novo, mas aí veio outro desafio: "Antes do jogo acabar, ajoelhe-se sem blusa no centro e deixe quem quiser gozar em você".

O grupo entrou em transe. O mundo ao redor parou, restando apenas o som da água borbulhando e o meu coração. Eu deveria ter levantado, recolhido minha dignidade e ido embora. Mas o álcool era um mestre cruel, e o desejo de ser vista, de ser o objeto absoluto de um desejo coletivo, era uma droga mais forte que o gim. Fui até o centro e me ajoelhei.

Não precisei falar mais nada. Vieram os rapazes. Nove homens. O primeiro aproximou-se, a respiração pesada. Senti o jato quente, denso, atingir meus seios, a viscosidade escorrendo pela pele fria da noite era um choque elétrico. O segundo mirou o rosto: bochecha, o canto dos lábios, o gosto salgado invadindo a boca conforme eu puxava o ar. Outros vieram em procissão. Testa, nariz, o pescoço onde o líquido descia em filetes mornos, o abdômen, as coxas. Eu tinha porra grudada nos meus cílios. Eu tinha porra escorrendo por toda parte, sentia o gosto quando eu respirava; o cheiro era forte, salgado. Minha buceta latejou o tempo todo; eu estava por um fio só pela humilhação. Não me toquei, mas me senti a maior vadia do mundo..

Quando o último terminou, houve aplausos. Alguém me estendeu uma toalha, um gesto de cavalheirismo tardio e irônico. Limpei o rosto às pressas, e uma das meninas me levou até o banheiro. Tomei um banho frio, rápido, sem sabão suficiente para apagar a marca, Vesti a minha blusa, peguei o que ainda restava em mim, e dirigi para casa sentindo a umidade pegajosa entre as pernas e sob o tecido.

Não foi "sexo", mas deixar nove caras me cobrirem de porra enquanto ele dormia tranquilo na casa dele? Eu traí o meu namorado. O ápice foi viciante — ser usada, degradada, o centro das atenções — mas a culpa é esmagadora.

Eu me odeio por cada segundo daquela cena. E me odeio ainda mais porque, no silêncio do meu quarto, a lembrança daquela humilhação é a única coisa que ainda me faz sentir viva. A lembrança daquela viscosidade esfriando na pele disparou um curto-circuito entre as minhas pernas. Enfiei os dedos em mim com uma urgência violenta, buscando o rastro do cheiro salgado que ainda parecia impregnado nos meus poros. Cada estocada era um flash da humilhação: o coro de vozes, o calor dos jatos, os nove rostos pairando sobre o meu. O prazer veio como uma descarga elétrica, um gozo bruto e convulsivo que me fez arquear as costas e abafar um grito no travesseiro, deixando meu corpo trêmulo e mergulhado em um suor frio de autodesprezo.

Ainda ofegante, com os dedos sujos de mim mesma, peguei o celular. A luz da tela feriu meus olhos enquanto eu digitava para o meu namorado, o único que me amava com pureza: "Oi, meu amor... Cheguei. Estou sentindo tanto a sua falta. Você é o homem da minha vida, nunca esquece disso. Te amo." Enviei, bloqueei a tela e desabei no choro, encerrando ali a minha primeira noite como uma farsa completa.

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Comentários

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Hummm... Interessante para o início de uma boa aventura e descobertas!!! 👏👏👏✨✨✨

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