Ricardo estava sentado no escritório que antes pertencia à falecida esposa. O cheiro de tabaco barato impregnava as cortinas de veludo. Ele não usava terno; estava de regata e botas sujas sobre a mesa de mogno.
— Sentem-se, bonecas — Ricardo ordenou, apontando para duas banquetas baixas em frente à mesa.
Léo e Gui entraram trêmulos. O luto ainda estava fresco, mas o medo de Ricardo era maior que a dor.
— Ricardo, a gente queria saber sobre as nossas contas, o testamento... — Léo começou, mas foi silenciado pelo estrondo da mão de Ricardo batendo na mesa.
— O testamento diz que eu sou o administrador de tudo até vocês fazerem 30 anos. E o que eu decidi é que vocês gastaram demais a vida toda. A fonte secou. A partir de hoje, se quiserem comer ou dormir sob este teto, vão ter que produzir.
— A gente pode procurar estágio, eu faço Direito... — Gui sugeriu, com a voz embargada.
Ricardo soltou uma gargalhada cruel. Ele levantou-se, contornou a mesa e parou atrás dos dois, segurando-os pelos ombros com uma força esmagadora.
— Direito? Estágio? Vocês não servem nem pra carregar saco de cimento com esses bracinhos de moça. Mas vocês têm algo que o mercado lá fora valoriza... Essa pele branca, esses rabos grandes que vocês herdaram da mãe...
Ele puxou Léo pelo cabelo, forçando-o a olhar para o espelho da sala.
— Vocês não são herdeiros. São mercadoria. Hoje à noite, eu mesmo vou levar vocês pro centro. Tem uns amigos meus, caminhoneiros e seguranças, que pagariam bem pra usar uns "anjinhos" de Alphaville como vocês.
A Quebra Inicial
Ricardo os obrigou a tirar as roupas de marca e vestir peças de couro sintético baratas e curtas que ele mesmo comprara.
— Se não voltarem com pelo menos dois mil cada um, não entram pra dentro. E se tentarem fugir, eu caço vocês e quebro cada osso desses corpos bonitos.
Ele os jogou na caçamba da caminhonete velha, cobrindo-os com uma lona suja. Os herdeiros de uma das maiores fortunas do país agora eram apenas carne a ser vendida na beira da estrada, sob o comando de um homem que os tratava pior do que animais
O ar noturno da rodovia era frio, mas o suor que escorria pelas costas de Léo e Gui era de puro pânico. Ricardo dirigia a caminhonete com uma mão no volante e a outra segurando uma lata de cerveja, rindo da desgraça dos enteados que via pelo retrovisor.
Ele estacionou em um posto de gasolina de beira de estrada, um lugar decadente, iluminado por lâmpadas de neon piscantes e frequentado por homens de olhar pesado e mãos sujas de graxa.
— Desçam, suas cadelinhas de luxo! — Ricardo gritou, batendo na lateral da caminhonete.
Os dois herdeiros saltaram da caçamba, tentando se cobrir com os braços. A roupa que Ricardo os obrigara a usar era um insulto: shorts de couro tão curtos que revelavam as polpas das nádegas avantajadas e regatas de rede que não escondiam absolutamente nada de seus corpos brancos e depilados.
O Exibicionismo Vulgar
Ricardo agarrou Gui pelo braço e o puxou para perto de um grupo de caminhoneiros que descansava perto das bombas.
— Olhem só o que eu trouxe para vocês hoje, rapazes — Ricardo anunciou, a voz ecoando com autoridade e escárnio. — Carne fresca de Alphaville. Nunca viram o sol, nunca sentiram o peso de um trabalho de verdade. Mas garanto que sabem rebolar como ninguém.
Um homem alto, com o rosto marcado por cicatrizes e cheirando a óleo diesel, aproximou-se de Léo. Ele passou a mão bruta pela bochecha do rapaz, descendo até o pescoço.
— Quanto por esse aqui, Ricardo? — o homem perguntou, com um sorriso lúbrico.
— Cinquenta reais a meia hora, mas se quiser levar para trás da carreta e ser bruto, são cem — Ricardo respondeu, pegando o maço de notas que o homem estendeu sem sequer olhar para o rosto de Léo. — Vai, Léo. Mostra para ele que o dinheiro do papai acabou e agora você tem que ralar para o seu novo dono.
A Primeira Venda
Léo olhou para o irmão, as lágrimas escorrendo, mas viu que Gui já estava sendo cercado por outros dois homens. Ricardo deu um tapa forte no traseiro de Léo, empurrando-o na direção do caminhoneiro.
— Não me olhe com essa cara de choro! Se eu ouvir que você não serviu direito, a surra em casa vai ser com a fivela do cinto!
Léo foi arrastado para a escuridão entre as carretas estacionadas. Ele sentia o cheiro do homem, a força desproporcional e o medo de que sua vida anterior — de faculdades caras, viagens para a Europa e festas exclusivas — tivesse sido enterrada junto com sua mãe.
Enquanto isso, Ricardo encostava na caminhonete, contando as primeiras notas de cem. Ele observava Gui ser forçado a se ajoelhar ali mesmo, no asfalto sujo do posto, para satisfazer um dos clientes sob a luz dos holofotes.
— Isso mesmo, herdeiros... — Ricardo murmurou, tragando o charuto. — Trabalhem para o papai. Quero ver cada centavo que vocês custaram sendo pago com o suor dessa pele de seda.
A noite estava apenas começando, e a dignidade dos herdeiros de Alphaville estava sendo esmagada a cada nota amassada que entrava no bolso do padrasto.
Léo foi arrastado para a escuridão entre duas carretas, o cheiro de diesel e corpos masculinos impregnando o ar. O caminhoneiro, um brutamontes de 1,90m e barriga protuberante, sorria com dentes amarelados.
— Então você é o anjinho de Alphaville, né? — o homem rosnou, apertando o braço de Léo com força até os dedos ficarem brancos. — Vamos ver se essa pele de moça é tão boa quanto o Ricardo disse.
Ele jogou Léo contra a lateral da carreta, forçando o corpo esguio do herdeiro contra o metal frio e enferrujado.
— Tira essa porra de roupa. Quero ver essa bunda que o padrasto tanto elogia.
Léo, trêmulo, tentou se desvencilhar, mas o homem era muito forte. Rasgando a regata de rede, o caminhoneiro expôs o tronco branco e liso do rapaz.
— Sem frescura. Você não é mais playboy. É carne. E carne obedece.
O homem forçou Léo a se curvar, apoiando as mãos no metal sujo. A bermuda de couro foi puxada para baixo com um rasgo, expondo as nádegas brancas e arredondadas que a vida de luxo havia moldado.
— É pra isso que serve essa bunda, garoto. Pra ser usada. E hoje, ela é minha.
Ele abriu a braguilha, e o que saltou para fora foi um monstro de 27cm, grosso e curvado, pulsando com uma vida própria. O tamanho era um soco no estômago de Léo, que sentiu o estômago revirar. O pavor de ser completamente dominado tomou conta de cada fibra de seu ser.
— Olha bem pra ele, princesinha. Esse é o seu novo rei. Vai lamber essa porra até ele ficar dura como rocha.
Léo foi obrigado a se ajoelhar no asfalto sujo e beijar a cabeça do membro, sentindo o sabor de suor e algo metálico. O caminhoneiro não tinha paciência. Ele agarrou o cabelo de Léo e enfiou a virilidade na garganta do rapaz, forçando-o a engasgar.
— Engole tudo, sua puta! É pra isso que serve essa boquinha de rico!
Os movimentos eram violentos e sem carinho. O homem batia com a virilha nas costas de Léo, forçando a boca do herdeiro a ir cada vez mais fundo, até que o rapaz sentia a garganta rasgar e o corpo inteiro tremer.
A Marcação
Depois de torturar a garganta de Léo por alguns minutos, o caminhoneiro puxou o rapaz para cima novamente, empurrando-o de bruços contra a carreta. Léo sentiu as calças serem completamente arrancadas e suas nádegas expostas e vulneráveis.
— Agora vamos ver se essa bunda de madame aguenta o tranco. — O homem pegou um pote de graxa de motor e esparramou nas mãos, lambuzando as nádegas de Léo com o líquido oleoso e fedorento. — Vai ser brutal. Você vai aprender o que é ser um homem de verdade. E depois vai me implorar por mais.
A penetração foi um inferno de dor e humilhação. Léo gritou, mas o som foi abafado pela risada do caminhoneiro e pelo barulho do posto. O homem não se importava com os gemidos de dor; ele empurrava com força, rasgando o corpo de Léo sem dó, marcando o herdeiro de Alphaville com sua força bruta.
— É isso aí, viadinho! Chora! Cada lágrima sua é um pingo de prazer pra mim. E amanhã você vai voltar pra cá, e vai ser ainda pior.
O homem descarregou sua fúria e seu prazer dentro de Léo, marcando o corpo do herdeiro com seu sêmen e sua brutalidade. Quando terminou, ele o jogou de lado como um boneco quebrado.
— Levanta e me espera na caminhonete do Ricardo. E limpa essa sujeira. Não quero vestígios meus na sua bunda.
Léo, com as pernas bambas e o corpo em chamas de dor e humilhação, rastejou até a beira da estrada, as lágrimas se misturando à graxa e ao sêmen em suas coxas. Ele olhou para o posto e viu Gui em uma situação semelhante, com outro homem, sob a luz fria do neon.
O mundo havia desabado. Ele não era mais Léo, o herdeiro de Alphaville. Ele era apenas um corpo, uma mercadoria, à espera do próximo cliente.
Enquanto Léo era arrastado para as carretas, Gui ficou paralisado, tremendo tanto que seus dentes batiam. Ricardo, encostado na caminhonete com uma expressão de tédio cruel, apontou para um grupo de três mecânicos que limpavam as mãos em panos imundos.
— Aquele ali, rapazes. É o caçula. Mais apertado, mais chorão e, se bobear, mais puta que o irmão — Ricardo anunciou, recebendo um maço de notas amassadas de um dos homens, um sujeito baixo, troncudo e com um cheiro insuportável de cigarro e suor rançoso.
O homem, chamado apenas de "Vulcão" pelos colegas, agarrou Gui pela nuca com uma mão calejada e o jogou sobre um pneu de trator que estava jogado no chão, atrás da oficina do posto.
— Não... por favor... eu faço qualquer coisa, eu trabalho na oficina, eu limpo o chão... — Gui implorava, as lágrimas sujando seu rosto delicado de "menino de prédio".
— Mas você VAI limpar o chão, boneca. Com os seus joelhos — Vulcão rosnou. Ele chutou a parte de trás dos joelhos de Gui, fazendo-o desabar sobre a borracha áspera do pneu. — Ricardo disse que vocês custam caro. Quero ver se o investimento vale a pena.
A Oferta do Caçula
Vulcão não perdeu tempo com preliminares. Ele arrancou o short de couro de Gui com tanta violência que o zíper arranhou a coxa branca do rapaz. O que se viu foi a pele mais macia da mansão de Alphaville exposta à crueza daquela oficina.
— Puta merda... olha o tamanho desse rabo — outro mecânico comentou, aproximando-se para observar. — É desperdício deixar só pro Vulcão.
— Paguem o Ricardo e venham também. Ele aceita tudo — Vulcão riu, enquanto abria a calça de brim suja.
O que saiu dali foi uma visão de pesadelo para o jovem Gui: um membro de 27cm, escuro, carregado de veias saltadas e com uma grossura que parecia impossível para o corpo franzino do rapaz.
— Abre essa boquinha de herdeiro, agora! — Vulcão comandou, segurando o rosto de Gui com as duas mãos e forçando a entrada.
Gui engasgou violentamente. O tamanho era tão desproporcional que ele sentia o ar faltar, as lágrimas saltando dos olhos enquanto a haste bruta batia no fundo de sua garganta. Não havia pausa. Vulcão usava a boca do rapaz como um objeto qualquer, movendo a cabeça de Gui com força, sem se importar se ele estava sufocando.
A Violência Mecânica
Cansado da boca, Vulcão virou Gui de costas sobre o pneu. Ele não usou lubrificante, apenas cuspiu com nojo sobre a entrada estreita e virginal do rapaz.
— Segura o pneu, princesinha. Vai ser um passeio inesquecível.
A primeira estocada foi um grito que se perdeu no barulho dos caminhões na rodovia. Gui sentiu como se estivesse sendo partido ao meio. Os 27cm entravam rasgando, sem qualquer consideração pela elasticidade do rapaz. A dor era uma agulha quente queimando suas entranhas.
— Isso! Grita! Grita pro seu padrasto ouvir que você finalmente virou homem! — Vulcão batia com as mãos pesadas nas nádegas de Gui, deixando marcas de dedos pretas de graxa sobre a pele alva.
Os outros dois homens não esperaram. Enquanto Vulcão destruía o rapaz por trás, outro se posicionou na frente, forçando Gui a continuar o serviço oral, e o terceiro apertava o pescoço do rapaz, limitando sua respiração para aumentar o pânico.
Gui estava sendo usado em três frentes, reduzido a uma massa de carne trêmula e suja. O herdeiro de 19 anos, que antes reclamava da temperatura do ar-condicionado, agora sentia o sêmen quente e o suor de três desconhecidos se misturarem sobre seu corpo.
Quando o "serviço" terminou, os homens o deixaram jogado sobre o pneu, como um resto de lixo industrial. Vulcão limpou-se na regata de marca de Gui e jogou uma nota de dez reais sobre o rapaz.
— Gorjeta pela performance, boneca. Ricardo está esperando.
Gui tentou se levantar, mas suas pernas falharam. Ele sentia o fluido escorrendo por suas pernas, a ardência insuportável e a alma completamente quebrada. Ele rastejou até a luz, onde viu Léo, igualmente destruído. Eles não eram mais irmãos. Eram apenas os herdeiros da submissão.
Ricardo estava encostado no capô da caminhonete, terminando de contar o maço de notas que recebera dos caminhoneiros e mecânicos. Ele usava um palito de dentes e tinha um sorriso de satisfação que gelava o sangue dos irmãos. Quando Léo e Gui se aproximaram, rastejando e tentando se apoiar um no outro, Ricardo nem sequer se moveu para ajudá-los.
— Olha só... rendeu mais do que eu esperava — Ricardo comentou, batendo o maço de dinheiro contra a palma da mão. — Setecentos do Léo, quase mil do caçula... vocês são minas de ouro, porra.
Léo tentou subir na caçamba, com o corpo tremendo e as pernas manchadas de graxa e fluidos, mas Ricardo desferiu um chute na lateral do veículo, fazendo um barulho metálico ensurdecedor que fez os dois recuarem.
— Opa, opa! Onde pensam que vão? — Ricardo guardou o dinheiro no bolso e entrou na cabine, ligando o motor barulhento. — Eu não vou sujar os meus bancos de couro com esse mijo e esse óleo que vocês estão exalando. Vocês estão imundos. Cheiram a lixo.
— Ricardo... por favor... a gente não consegue andar... — Gui soluçou, caindo de joelhos no asfalto áspero. A dor interna era como se houvesse brasas dentro dele.
— Aprendam a primeira regra da casa: Quem não produz luxo, não desfruta de luxo. — Ricardo apontou para a estrada escura que levava de volta ao condomínio de luxo, a quilômetros dali. — Tirem o que sobrou dessas roupas. Agora. Quero vocês só de cueca. Quero que cada motorista que passar por essa estrada veja o que sobrou dos herdeiros de Alphaville.
A Caminhada da Vergonha
Sob o comando brutal, Léo e Gui despiram os trapos que restavam. Ficaram apenas de cuecas brancas de marca, agora cinzentas de sujeira. A pele de porcelana deles brilhava sob a luz da lua, mas as marcas roxas nos braços, pescoços e coxas contavam a história da última hora.
— Vocês têm duas horas para chegar na mansão. Se eu chegar lá e o portão estiver fechado, dormem no jardim com os cachorros — Ricardo acelerou, jogando uma nuvem de fumaça preta de diesel sobre os dois. — E não pensem em pedir ajuda. Todo mundo nessa região sabe que vocês agora são MEUS. E ninguém mexe no que é do Ricardo.
Ele arrancou com a caminhonete, deixando os dois sozinhos na beira da rodovia. O silêncio da noite era cortado apenas pelo som dos soluços de Gui e pelo barulho dos carros que passavam em alta velocidade, os faróis iluminando por breves segundos os corpos humilhados dos dois irmãos.
Léo, tentando manter o que restava de sua dignidade, estendeu a mão para o irmão mais novo.
— Levanta, Gui... a gente precisa andar. Se a gente não chegar... ele mata a gente.
Eles começaram a caminhar pelo acostamento, descalços, sentindo as pedras cortarem seus pés e o vento frio castigar a pele sensível. A cada passo, a dor da penetração brutal que sofreram latejava, lembrando-os de que a vida de festas e conforto morrera.