Verão no Sítio (Capítulo 18)

Da série Verão no Sítio
Um conto erótico de Hot♡
Categoria: Homossexual
Contém 905 palavras
Data: 17/02/2026 10:20:25
Assuntos: Gay, Homossexual

“Amor”

A véspera de Natal de 2020 caiu numa quinta-feira. O sítio estava diferente: luzes pisca-pisca baratas enroladas na varanda, uma árvore pequena de pinheiro falso na sala (comprada na cidadezinha, porque plantar uma de verdade levaria anos), enfeites improvisados com fitas vermelhas e sininhos que tilintavam ao vento. O cheiro de peru assado misturava-se com o de pinho artificial e jabuticaba madura que ainda restava no pomar.

Tiago acordou cedo, como sempre. Daniel ainda dormia, braço jogado sobre o travesseiro dele, rosto relaxado. Tiago sorriu, beijou a testa dele de leve e saiu do quarto na ponta dos pés.

Na cozinha, preparou o café da manhã de Natal: pão de queijo quentinho (receita que ele aprendeu com a mãe por ligação semanas antes), ovos mexidos, frutas cortadas em formato de árvore (ideia boba que viu no celular), suco de laranja fresco. Colocou tudo numa bandeja e levou para o quarto.

Daniel acordou com o cheiro. Abriu os olhos devagar, viu Tiago parado na porta com a bandeja, vestindo só uma cueca boxer vermelha com estampa de rena (presente que Daniel tinha dado na semana anterior, rindo até doer a barriga).

— Bom dia, Papai Noel — Tiago disse, voz baixa e maliciosa.

Daniel se sentou na cama, lençol caindo até a cintura, sorriso lento se abrindo.

— Tu é a rena mais gostosa que eu já vi.

Tiago colocou a bandeja na mesinha de cabeceira e subiu na cama, sentando no colo de Daniel. As renas no tecido da cueca pareciam dançar com o movimento. Daniel passou as mãos pelas coxas dele, subindo até a bunda, apertando por cima da cueca.

— Feliz Natal, amor — murmurou Daniel, puxando-o para um beijo lento.

O beijo começou carinhoso, mas logo ganhou fome. Línguas se encontrando, dentes roçando lábios. Daniel tirou a própria cueca primeiro, depois puxou a de Tiago devagar, deixando o pau dele livre, já duro contra a barriga. As mãos grandes exploraram o corpo macio, apertando os mamilos até ficarem duros, descendo pela barriga, envolvendo o pau de Tiago e masturbando devagar.

Tiago gemeu na boca dele, quadris se movendo para frente.

— Quero cavalgada hoje — sussurrou. — Quero montar em ti de rena.

Daniel riu rouco contra a boca dele.

— Então monta, minha rena safada.

Daniel se deitou de costas, pau grosso apontando para cima, 20 centímetros pulsando. Tiago pegou o lubrificante na cabeceira, passou generoso no pau de Daniel e depois na própria entrada. Posicionou-se de frente, joelhos dos dois lados dos quadris largos, mãos apoiadas no peito definido.

Desceu devagar. A cabeça entrou, esticando. Tiago gemeu alto, cabeça jogada para trás, a cueca com estampa de rena jogada no chão agora. Daniel segurou os quadris dele, ajudando a descer centímetro por centímetro até estar todo dentro, quadris colados.

— Porra… tu aperta tão gostoso… — Daniel gemeu, olhos semicerrados.

Tiago começou a subir e descer devagar. Primeiro ritmado, sentindo cada veia pulsar dentro dele. Depois acelerou, quadris girando, batendo forte na base. Daniel segurava a bunda dele, abrindo mais, estocando para cima para encontrar cada descida.

Tiago masturbava o próprio pau ao mesmo tempo, mão rápida, gemendo rouco. O prazer subia rápido, concentrado na próstata sendo acertada sem parar.

— Daniel… eu… vou gozar…

— Goza no meu rosto, vai… goza na cara do teu Papai Noel…

Tiago acelerou mais. Subia e descia forte, pau pulsando na mão. Gozou alto, jatos brancos espirrando no rosto de Daniel — primeiro na bochecha, depois na boca aberta, no queixo. Daniel lambeu o que pôde, gemendo grave, estocando fundo enquanto Tiago tremia em cima dele.

Quando os espasmos passaram, Daniel virou os dois de repente. Ficou por cima, estocando forte, rápido. Tiago envolveu as pernas na cintura dele, unhas cravadas nas costas largas.

— Goza dentro… enche meu cu de presente de Natal…

Daniel estocou fundo uma última vez, gozando forte dentro dele. Jatos quentes enchendo o cu, pulsando, escorrendo quando ele continuou mexendo devagar. Gozou na barriga de Tiago — saiu do cu ainda gozando, jatos grossos acertando a barriga macia, o umbigo, misturando-se com o sêmen que Tiago tinha deixado no próprio abdômen.

Eles caíram lado a lado, ofegantes, suados, rindo baixo entre beijos bagunçados.

Daniel limpou o rosto com o lençol, depois o de Tiago, depois o sêmen na barriga dele com carinho.

— Melhor Natal da minha vida — murmurou.

Tiago se aninhou no peito dele, mão traçando a aliança de prata no dedo de Daniel.

— O meu também. E vai ter muitos outros.

Eles ficaram ali por horas. A chuva fina de verão batia no telhado, o peru assava devagar no forno, a cadela Mel latia no quintal perseguindo borboletas imaginárias. A casa cheirava a Natal, a sexo, a amor.

Mais tarde, eles se vestiram (Daniel de Papai Noel improvisado com boné vermelho e barba falsa de algodão que caiu na primeira risada), Tiago de rena com chifrinhos de feltro. Jantaram na varanda sob as luzes pisca-pisca, brindaram com vinho barato, trocaram presentes simples: um livro de poesia para Tiago, uma ferramenta nova para Daniel.

Quando a meia-noite chegou, deitaram na rede da varanda, enrolados num cobertor, olhando as estrelas.

— Ano novo vem aí — Daniel disse, beijando a testa dele.

— E a gente vai passar juntos. Todo ano. Pra sempre.

Daniel apertou o abraço.

— Pra sempre.

E assim terminava o primeiro Natal deles como um casal de verdade.

Não foi perfeito. A família ainda estava distante, a cidadezinha ainda cochichava, o dinheiro ainda era contado com cuidado.

Mas era deles.

E isso bastava.

Fim.

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Ah, o amor é a salvação do mundo. Sem amor, o que seria de nós. Lindo conto, Hot.

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