Trabalho de Faculdade na Casa das Colegas Alternativas - Parte 2

Um conto erótico de Noite
Categoria: Heterossexual
Contém 3661 palavras
Data: 17/02/2026 09:39:20

Quatro dias se passaram desde aquela noite do apagão, e o grupo do trabalho parecia ter voltado ao normal, ou pelo menos fingia que sim. As partes foram enviadas uma após a outra, eu mandei a minha revisada na segunda, com tudo organizado em tópicos e referências perfeitas. Amanda mandou os slides na terça, cheios de transições exageradas e fontes coloridas. Anabella entregou a dela na quarta, curta, com uns errinhos de digitação que davam pra consertar em cinco minutos. Ninguém tocou no assunto da reunião anterior, como se tivesse sido um sonho coletivo.

Na quinta à tarde, o grupo apitou de novo.

Amanda escreveu "Ei pessoal, vamos nos reunir sábado pra terminar o trabalho, kk? Juntar tudo, revisar junto, ensaiar a apresentação. 15h na república, cerveja gelada na geladeira."

Eu respondi na hora "Tô dentro."

Amanda demorou uns minutos, mas quando respondeu foi direto.

"Não posso, amiga. Vou na casa de um boy sábado. Faz você e o Henrique, vocês se viram bem, né? 😏"

Anabella mandou um emoji de olhos revirando e escreveu "tá bom, traidora rsrs". O grupo ficou quieto.

Quase no mesmo segundo, meu privado piscou. Era ela.

Anabella escreveu "Vamos terminar seu trabalho comigo. Sexta, aqui na república. Só eu e você. Amanda vai pro rolê dela., a casa fica vazia. Traga o notebook… eu cuido do resto. 🔥"

Meu coração acelerou só de ler. Respondi sem pensar.

Eu escrevi "Que horas?"

Anabella escreveu "15h. Não atrasa, virginiano.”

A sexta chegou arrastada. Passei o dia inteiro distraído, respondendo e-mails do estágio no automático, o cérebro preso na mensagem dela. Tomei banho duas vezes, uma de manhã e outra à noite, passei perfume que nem uso direito, vesti uma camisa preta simples e jeans escuro. Coloquei o notebook na mochila junto com o pen drive, um carregador extra e, no fundo do bolso, um pacote de camisinha que comprei no mercado do caminho.

Cheguei na república às 14:58. A rua estava quieta, só o som distante de um carro passando. Toquei a campainha e ouvi passos leves do outro lado. A porta abriu devagar.

Anabella estava ali, descalça, usando uma regata cinza larga que caía solta até o meio da coxa, sem nada por baixo. O tecido fino marcava os mamilos endurecidos, o cabelo preto solto molhado como se tivesse acabado de sair do banho. Ela sorriu devagar, os olhos amendoados brilhando na luz fraca do corredor.

"Chegou cedo. Gosto disso."

Ela me puxou pra dentro pela camisa, fechou a porta com o calcanhar e me encostou na parede da entrada. O beijo veio imediato, quente, com língua explorando a minha boca enquanto o corpo dela colava no meu. Senti a buceta nua roçando de leve na minha coxa por baixo da regata, já quente e úmida.

"Sentiu minha falta, virginiano?"

Ela mordeu meu lábio inferior de leve, as mãos descendo pelo meu peito até apertar o volume da calça.

"Pior que eu senti. Pensei em você o dia inteiro."

Anabella segurou minha mão com firmeza, os dedos entrelaçados nos meus, e começou a me puxar devagar pelo corredor escuro da república. "Vem comigo", murmurou ela, a voz baixa e rouca, quase um segredo.

Subimos a escada de madeira velha que rangia a cada degrau, o som ecoando na casa vazia, enquanto eu sentia o calor da palma dela contra a minha e o perfume doce misturado ao cheiro de pele limpa.

No topo, ela abriu a porta do quarto com o ombro, sem soltar minha mão. O ambiente era completamente diferente do resto da casa bagunçada: paredes cobertas de tapeçarias coloridas com mandalas gigantes em tons de roxo, azul e dourado, algumas penduradas tortas, outras coladas direto na parede. No canto, incensos acesos soltavam fumaça fina que subia preguiçosa, enchendo o ar com aroma pesado de sândalo e lavanda.

Uma Alexa preta brilhava na mesinha de cabeceira, tocando uma música de spa suave, com sons de água correndo, sinos tibetanos e um violoncelo distante que parecia flutuar. A cama desarrumada tinha lençóis estampados de folhas tropicais, travesseiros jogados e uma colcha jogada de qualquer jeito.

No chão, um tapete felpudo roxo, velas apagadas espalhadas em pratinhos e um espelho grande encostado na parede refletindo a luz amarelada do abajur. Ela fechou a porta atrás de nós com um clique suave e virou-se pra mim, os olhos brilhando na penumbra. "Aqui ninguém interrompe."

Anabella se aproximou devagar, ainda segurando minha mão, e parou bem na minha frente, os olhos fixos nos meus na penumbra do quarto. O incenso subia em espirais lentas entre nós, misturando-se ao som suave da música de spa que preenchia o ar.

"Gostei da nossa bagunça outro dia", murmurou ela, a voz baixa e calma, quase sussurrada. "Mas fiquei com vontade de algo só nos dois. Gostei da sua energia."

Eu sorri, sentindo o calor subir pelo peito, e respondi sem pensar muito.

"Você é muito gostosa, Anabella. Sério, não consigo parar de pensar em você desde aquela noite."

Ela balançou a cabeça devagar, um sorriso pequeno e paciente nos lábios, e apertou minha mão de leve.

"Não é sobre isso, Henrique. Não é só sobre ser gostosa ou sobre o tesão cru. É sobre energia mesmo. A sua vibra diferente... limpa, organizada, mas com uma intensidade guardada. Tipo uma chama que tá esperando o vento certo pra virar fogo de verdade."

Ela soltou minha mão e foi até a cama, sentando na beirada com as pernas cruzadas, a regata subindo um pouco nas coxas. A tatuagem rendada na barriga apareceu sutil na luz do abajur.

"Eu adoro tantra", continuou ela, olhando pra mim com uma tranquilidade que contrastava com o fogo da outra noite. "Não é só sexo prolongado ou coisa de Kama Sutra de revista. É sobre conexão real, sobre circular a energia em vez de só explodir ela de uma vez. A putaria do outro dia foi incrível, quente pra caralho, mas... não me satisfaz de verdade. Foi como queimar tudo de uma vez, gozar rápido e depois sentir um vazio. Eu quero algo mais lento, mais profundo. Quero sentir a energia subindo pela coluna, circulando entre a gente, sem pressa pra acabar. Quero que a gente se olhe nos olhos enquanto constrói isso juntos, até o prazer vir como uma onda que não para."

Ela estendeu a mão de novo, convidando-me pra sentar ao lado dela na cama.

"Vem cá. Vamos ver se a gente consegue fazer diferente hoje."

Eu estava achando aquilo meio estranho, muito diferente do meu mundo. Tudo ali, o incenso pesado, a música suave de sinos e água correndo na Alexa, as mandalas nas paredes, as palavras dela sobre energia e tantra, parecia saído de um universo paralelo ao meu. Meu corpo ainda tenso, o pau latejando na calça desde o beijo na entrada, mas a cabeça girando com a lentidão que ela impunha.

Anabella percebeu meu desconforto e sorriu com paciência, aproximando-se mais. Ela começou a desabotoar minha camisa devagar, um botão de cada vez, os dedos quentes roçando minha pele.

"Relaxa, Henrique. Respira fundo comigo. Inspira pelo nariz... expira pela boca. Deixa a energia fluir, não resiste."

Eu obedeci sem saber direito por quê, inspirando o ar carregado de sândalo enquanto ela terminava de abrir a camisa e a deslizava pelos meus ombros, deixando-a cair no tapete roxo.

Ela me guiou gentilmente pra deitar de costas na cama desarrumada, os lençóis de folhas tropicais frios contra minhas costas nuas. A música ambiente continuava baixa, um fluxo constante de violoncelo e gotas d'água que parecia acalmar o batimento acelerado do meu coração.

Ela ficou nua, a lubrificação fazia brilhar a buceta depilada, a tatuagem rendada sutil na luz do abajur. Subiu na cama e se sentou de lado ao meu lado, primeiro com as mãos nos meus ombros.

"Vou começar com uma massagem tantrica básica. O objetivo não é excitar rápido, é despertar a energia kundalini devagar, fazer ela subir pela coluna em vez de explodir no pau logo de cara."

Ela pressionou as palmas quentes nos meus ombros, circulando devagar com movimentos amplos, descendo pelos braços até as mãos, depois voltando pros ombros e pro peito. Os dedos traçavam linhas leves, quase sem pressão, só o calor da pele dela contra a minha.

"Quando eu toco aqui no peito, tô ativando o chakra do coração. É onde a gente guarda emoção, conexão. Respira junto comigo, sente o ar entrando e saindo, sincroniza com o meu ritmo."

Eu fechei os olhos por um instante, tentando seguir, o peito subindo e descendo no mesmo compasso que o dela. Ela desceu as mãos pro meu abdômen, pressionando com as bases das palmas em círculos lentos ao redor do umbigo, subindo e descendo em movimentos ritmados, como se desenhasse espirais invisíveis na minha pele.

"Aqui é o chakra do plexo solar. Controle, poder pessoal. Você é virginiano, né? Organizado, controlador... mas agora deixa ir. Deixa a energia circular, não segura."

O toque dela era firme mas suave, nunca apressado. Ela se inclinou mais, os peitos roçando de leve no meu braço enquanto as mãos desciam pros lados do meu corpo, massageando as costelas, depois voltando pro centro. O pau pulsava forte na calça, mas ela ignorava por enquanto, focando no abdômen, nas coxas por cima da calça, apertando devagar os músculos tensos.

"Agora as pernas. A energia sexual começa nos pés e sobe. Quando a gente retarda, ela não vaza rápido. Fica mais intensa, mais profunda."

Ela massageou minhas coxas por cima do jeans, subindo devagar até a virilha, mas sem tocar o pau ainda. Os polegares pressionavam a parte interna das coxas, circulando perto da base, o calor irradiando pro meu saco. Meu corpo inteiro arrepiava, o tesão crescendo em ondas lentas, quase dolorosas de tão contidas.

Ela se posicionou entre minhas pernas abertas, ajoelhando no colchão, eu via nitidamente os lábios inchados. Desabotoou minha calça com calma, desceu o zíper centímetro por centímetro, puxou a calça e a cueca juntas até os tornozelos. Meu pau saltou livre, duro, latejando, a cabeça brilhando de pré-gozo.

"Vamos retardar o orgasmo o máximo possível", sussurrou ela, os olhos fixos nos meus. "Hoje não é sobre gozar rápido. É sobre sentir tudo, construir a onda até ela ser insuportável de tão boa. Confia em mim."

Ela envolveu a base do pau com uma mão quente, sem apertar, só segurando, o polegar traçando círculos leves na glande sem estimular direto. A outra mão massageava minhas bolas devagar, rolando-as com delicadeza, como se acordasse algo adormecido.

"Respira fundo. Sente a energia subindo da base da coluna... não solta ainda. Deixa ela circular entre a gente."

O toque era mínimo, o tesão explodia em camadas, diferente de tudo que eu conhecia, lento, profundo, quase místico, como se o prazer não estivesse só no pau, mas em todo o corpo, na respiração, no olhar dela fixo no meu. Muito diferente. Muito mais intenso.

Anabella intensificou a massagem sem perder o ritmo lento, mas agora com mais pressão e intenção, como se cada toque fosse calculado para construir camadas sobre camadas de energia. As mãos deslizavam com mais firmeza pela base do pau, subindo até a glande em movimentos longos e contínuos, parando sempre no limite exato onde o corpo tremia, depois voltando devagar, repetindo o ciclo dezenas de vezes. Minutos se arrastavam, pareciam horas, enquanto o quarto se enchia só do som da nossa respiração sincronizada, dos sinos tibetanos distantes na Alexa e do meu próprio coração batendo forte contra as costelas.

O pré-gozo escorria constante, formando fios viscosos que ela espalhava com o polegar, sem nunca acelerar, só mantendo o pau inchado, pulsante, no limiar constante de um orgasmo que nunca chegava.

Ela se inclinou mais perto, o corpo nu roçando o meu de leve, os mamilos endurecidos traçando linhas quentes no meu peito enquanto continuava o movimento ritmado com as duas mãos, uma girando na base, a outra subindo e descendo com pressão crescente, apertando justo o suficiente pra fazer a energia subir como fogo líquido pela coluna.

"Agora sim, Henrique... isso é sexo tântrico de verdade", sussurrou ela, a voz rouca e baixa, quase hipnótica. "Não é foder rápido pra gozar e acabar. É transar com a energia inteira do corpo. O pau fica duro o tempo todo, mas o prazer não explode, ele circula. Sobe pelo períneo, pela coluna, chega na nuca, desce de novo pros chakras inferiores, e volta pro pau como uma onda que não quebra. Quando a gente finalmente solta, não é só uma gozada... é o corpo inteiro gozando, em ondas que duram minutos, às vezes mais. Sem perda de energia, sem vazio depois. Só mais conexão, mais fogo."

Ela parou o movimento por segundos eternos, só segurando firme na base, deixando o pau latejar no ar enquanto me olhava nos olhos, respirando fundo junto comigo.

"Eu posso te levar até o ponto de orgasmo seco várias vezes... gozar sem ejacular, só sentir a contração interna, a energia explodindo pra dentro em vez de pra fora. Quer tentar? Confia em mim e não solta ainda. Deixa eu te mostrar como o prazer pode ser infinito."

Ela retomou o movimento, agora com um pouco mais de velocidade controlada, as mãos trabalhando em conjunto, uma massageando as bolas com rotação suave enquanto a outra subia e descia o pau inteiro, parando sempre que meu corpo se tensionava demais, prolongando o tormento delicioso por mais minutos intermináveis. O corpo inteiro suava, tremia, mas o orgasmo ficava ali, suspenso, crescendo como uma tempestade que ela se recusava a deixar cair. Muito diferente. Muito mais intenso.

Depois de minutos que pareciam eternos de massagem intensa e controlada, Anabella pareceu sentir a mudança no ar, meu corpo inteiro tremendo no limite, a energia que ela tanto falava circulando como um rio prestes a transbordar.

Sem uma palavra, ela virou o jogo com uma graça natural, os olhos ainda fixos nos meus, mas agora sem explicações místicas, só o instinto guiando. Ela se levantou devagar, nua e brilhante de suor, e me puxou pra sentar na cama, as costas apoiadas na cabeceira. Subiu no meu colo com lentidão deliberada, as pernas cruzadas ao redor da minha cintura na posição de lótus, os calcanhares apoiados nas minhas coxas, os corpos colados peito a peito, buceta quente roçando a base do pau latejante.

Ela não falava mais nada, o negócio tinha passado a ser natural, puro fluxo. Com uma respiração profunda e sincronizada, ela ergueu o quadril de leve, posicionando a entrada da buceta depilada e encharcada bem na glande inchada, os lábios inchados se abrindo devagar como pétalas úmidas ao redor da cabeça, o calor viscoso envolvendo centímetro por centímetro enquanto ela descia sem pressa.

Senti a buceta apertada e quente engolindo o pau inteiro, as paredes internas pulsando em contrações sutis, como se massageassem de dentro pra fora, o clitóris inchado roçando na base do meu pau a cada movimento mínimo. Nossos quadris se encaixaram perfeitos, ela rebolando devagar em círculos lentos, sem estocadas fortes, só o balanço ritmado que fazia o pau deslizar fundo e sair quase até a ponta, repetindo em ondas que construíam o prazer sem explodir.

Os peitos dela colados no meu, mamilos endurecidos traçando linhas no meu peito, respirações misturadas, olhares travados, tudo natural, sem palavras, só o tantra virando sexo puro, a energia circulando entre nós como uma corrente elétrica que não parava.

Anabella começou a gemer baixo, quase inaudível no início, um som gutural que subia do fundo da garganta e vibrava contra meu peito colado no dela. Não eram palavras mais, nem explicações tântricas, só respiração entrecortada, suspiros roucos que escapavam a cada rotação lenta dos quadris. Seus olhos, antes tão focados e calmos, agora estavam semicerrados, pupilas dilatadas, perdidos em algum lugar além da razão. O corpo dela tremia inteiro, suor escorrendo devagar pelo vale entre os peitos, pingando quente no meu abdômen enquanto ela rebolava mais fundo, mais apertado, a buceta contraindo em espasmos involuntários ao redor do pau inteiro, como se tentasse sugar tudo pra dentro sem nunca deixar escapar.

Cada movimento circular era uma tortura deliciosa, ela subia devagar até a glande quase sair, os lábios inchados se abrindo e fechando em volta da cabeça sensível, depois descia com um gemido longo e trêmulo, engolindo tudo de novo até a base, o clitóris duro roçando forte contra mim, enviando choques elétricos que faziam meu pau pulsar violentamente dentro dela.

Os gemidos dela cresciam, viravam roncos baixos, quase animais, o corpo arqueando pra trás de repente, os seios balançando livres na frente do meu rosto, mamilos rosados e duros implorando por toque. Eu não resisti e levei as mãos aos quadris dela, apertando a carne macia com força, guiando o ritmo sem acelerar, só aprofundando cada descida, sentindo as paredes internas se contraírem mais forte, mais molhadas, o líquido quente escorrendo pelas minhas bolas e molhando os lençóis.

Ela jogou a cabeça pra trás, o cabelo preto grudado no pescoço suado, e soltou um gemido alto, quebrado, que ecoou no quarto como um grito abafado. "Ahh... porra...", a primeira palavra racional em minutos, mas saiu rouca, desesperada, como se a voz dela também tivesse perdido o controle.

Os quadris aceleraram só um pouco, ainda lentos o suficiente pro tantra, mas agora carregados de urgência crua, cada rebolada fazia o pau bater fundo no colo do útero, arrancando dela um tremor violento, os músculos da buceta apertando em ondas ritmadas que pareciam querer me espremer até o limite. O prazer subia em espirais insuportáveis, meu corpo inteiro tenso, o orgasmo pairando ali, tão perto que eu sentia as contrações internas dela me puxando pro abismo junto.

Ela cravou as unhas nas minhas costas, arranhando devagar enquanto gemia sem parar, o som molhado da penetração misturando-se aos sinos tibetanos distantes, o incenso tornando o ar denso e quente, tudo pulsando no mesmo ritmo selvagem e contido ao mesmo tempo.

Os gemidos dela viraram um mantra quebrado, repetitivo, quase hipnótico.

"hmm... ahh... hmm..."

Enquanto o corpo se movia sozinho, perdido no fluxo, na tensão que crescia sem alívio, cada segundo esticando o prazer até virar algo quase doloroso de tão bom. Ela apertou os olhos, mordeu o lábio inferior até ficar vermelho, e o corpo inteiro convulsionou numa onda lenta, profunda, ela estava gozando, tremendo e apertando ao redor de mim em contrações intermináveis.

De repente, o limite se quebrou. Anabella apertou os quadris com força uma última vez, os gemidos dela virando um grito rouco e contínuo enquanto a buceta se contraía em espasmos violentos ao meu redor, me levando junto. Gozei dentro dela com uma intensidade que nunca senti antes, o orgasmo mais forte da minha vida, jorrando em ondas grossas e quentes, pulsando fundo no colo do útero dela por longos segundos que pareciam não acabar nunca.

Meu corpo inteiro convulsionou, a visão embaçada, o prazer subindo pela coluna em choques elétricos que duraram minutos inteiros, ecoando em cada músculo, cada nervo, sem o vazio que vinha depois das gozadas rápidas de antes. Ficamos colados, tremendo juntos, respirações entrecortadas misturadas no ar pesado de incenso, o pau ainda latejando dentro dela enquanto o orgasmo se prolongava em réplicas suaves e intermináveis.

Após minutos de silêncio absoluto Anabella quebrou o silêncio com a voz rouca e preguiçosa, ainda sentada no meu colo, o pau amolecendo devagar dentro dela.

"O que achou? Aposto que nunca fez nada parecido."

Eu ri baixo, o peito subindo e descendo devagar, sentindo os últimos tremores do orgasmo ecoarem no corpo inteiro.

"Adorei. Sério, em nenhum sonho imaginava que aquilo existisse. Foi... diferente de tudo."

Ela sorriu devagar, passando os dedos leves pelo meu peito suado, traçando linhas preguiçosas.

"Nossa energia funciona bem juntas, Henrique. Não é algo romântico, de namorados, nada disso. É só a vibração que combina, a sua limpa, organizada, guardada... e a minha mais fluida, mais aberta. Quando elas se encontram assim, sem pressa, o prazer vira algo maior, circula, não vaza. É por isso que durou tanto e foi tão forte. Energia pura, sem rótulo."

Eu ri de novo, balançando a cabeça, ainda meio zonzo.

"Não sei o que é isso tudo de energia, mas foi incrível. Tipo, incrível mesmo."

Ela deu de ombros, ainda sorrindo, e se inclinou pra beijar meu ombro de leve.

"Eu gosto também do sexo mais cru, igual fizemos com a Amanda outro dia. Aquela bagunça quente, rápida, gozada forte e acabou. É gostoso pra caralho. Mas o que me satisfaz de verdade é isso aqui, lento, profundo, sem fim. Quando a gente se conecta assim, o corpo inteiro goza, não só o pau ou a buceta."

A conversa fluiu casual, como se nada tivesse acontecido de extraordinário. Falamos da apresentação na segunda "a gente junta os slides amanhã, revisa rápido e pronto", ela disse, rindo. "Luiz que se foda, nem apareceu." Depois de um tempo, levantei devagar, vesti a roupa amassada, dei um beijo na testa dela e saí pela escada rangente, o corpo mole, o cheiro de incenso grudado na pele.

Cheguei em casa, joguei a mochila no canto e deitei na cama ainda sentindo os ecos do orgasmo. O celular vibrou no grupo do trabalho.

Amanda escreveu "E aí, como foi a sessão de trabalho tântrico de vocês dois? 😏 Terminou o PPT ou só a energia?"

Eu dei uma risada alta no quarto vazio, digitando rápido. Elas não escondiam nada uma da outra, eram cúmplices desde o começo. Foi armação delas, sim.

Eu escrevi "Terminou tudo. PPT pronto pra segunda. Energia... digamos que fluiu bem rsrs"

Na segunda-feira de manhã, antes da apresentação, o grupo do trabalho apitou cedo, enquanto eu ainda tomava café no apartamento.

Anabella escreveu: "Galera, apresentação hoje às 14h. Vamos arrasar e depois comemorar de verdade. Ideias pro depois?"

Eu escrevi: "Tô ansioso pra apresentação, mas sim, comemoração depois é essencial. Repúblicas, barzinho, ou direto na casa de vocês? rs"

Amanda escreveu: "Direto na república, óbvio. Eu tenho uma surpresa preparada pros dois. Nada de trabalho depois das 16h. Só diversão."

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