Martha Privada de Seus Sentidos

Um conto erótico de Freud Sincero
Categoria: Heterossexual
Contém 2700 palavras
Data: 17/02/2026 07:26:27

Martha e eu temos um diário. Um acervo vasto e íntimo onde registramos nossas aventuras, das mais simples às mais complexas. De vez em quando, selecionamos uma história especial, um daqueles momentos que definiram nossa trajetória, para compartilhar com vocês aqui. Este é um desses clássicos.

Tudo começou com um pedido simples depois de um dia terrível: uma massagem. Mas, para nós, cuidar um do outro raramente é um ato simples. É uma arte. Envolve entrega, confiança e, por vezes, a subversão dos sentidos.

O que acontece quando você se entrega completamente, privado de um dos seus sentidos mais básicos, confiando apenas no toque e na intenção do outro? Esta história é sobre isso. Sobre o que Martha pediu e o que ela realmente precisava.

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Mais um dia normal no escritório. Era isso o que Martha pensa, até que as coisas começam a acontecer.

Primeiro, ligação do chefe:

-Martha, pare tudo que está fazendo e atualize a apresentação sobre o projeto. Tenho reunião com a diretoria amanhã e falaremos disso.

-Chefe, estou trabalhando nas demandas que me pediu semana passada. Paro com elas?

-Elas também são importantes. Se organize aí para entregar as demandas e a apresentação. Posso contar com você?

-Sim, chefe. Pode.

Lá se foi meu almoço com Freud, pensa ela ao desligar. Mandou mensagem para ele, prostituta da vida com a ligação que acabara de receber.

Logo depois, trabalhando na apresentação, escutou a gritaria vinda do balcão de atendimento. Vai até lá e a cliente está alterada:

-É esse sistema de vocês que é uma porcaria! Vou processar todo mundo aqui!

A atendente, já nervosa e a ponto de chorar, é socorrida por Martha:

-Desculpe, meu nome é Martha e sou a responsável aqui. Posso ajudar? O que está acontecendo?

-Estou tentando pagar e essa incompetente não consegue passar o meu cartão! Que empresa é essa?!

-Desculpe, eu faço isso para você.

Martha coloca a mão no ombro da atendente, um código combinado entre elas para que a atendente se retire de cena. Martha assume o atendimento:

-São cento e quarenta reais, é isso, né?! A senhora vai pagar no débito ou no crédito.

-No crédito! Não vou dar dinheiro vivo para vocês de jeito nenhum!

Martha sorri, inicia a transação de pagamento e entrega a maquininha de cartão para a cliente. Ela insere, digita a senha e a mensagem de transação negada aparece na tela. A cliente não deixa barato:

-Eu falei que esse sistema de vocês é uma merda! Foi a mesma coisa com ela!

Experiente, Martha liga para a operadora de cartão da cliente. Depois de vários menus automáticos, chega a uma atendente:

-Estou com uma cliente de vocês aqui e aconteceu um problema na transação dela. Vou passar o telefone para ela. Você pode confirmar com ela se a transação foi cancelada ou não?

A contragosto, a cliente passa suas informações para a atendente ao telefone e, minutos depois, descobre que seu limite de crédito já tinha sido todo usado. Mesmo assim, não se deu por vencida:

-Esse sistema de vocês nem para dar a mensagem direito presta, né?! Nunca mais volto aqui!

Sorrindo por fora e imaginando crueldades impublicáveis por dentro, Martha se desculpa mais uma vez, agradece e se despede da cliente, que sai batendo a porta.

Depois de acolher a atendente e ter certeza que ela estava em condições de voltar ao trabalho, Martha retoma a preparação da apresentação.

Algumas horas depois, sem ter almoçado, termina a apresentação. Agora é hora de trabalhar nas outras demandas da chefia. Mal começa a fazer isso e é interrompida por uma ligação da área de Recursos Humanos da matriz:

-Martha, tudo bem? Aqui é a Camila, do RH. Você pode falar?

-Oi, Camila. Estou bem ocupada aqui. É urgente?!

-Na verdade é sim, Martha. É uma denúncia.

-Denúncia? Como assim?!

-Alguém da sua equipe te denunciou por discriminação.

-Como assim?! O que é isso?!

-Vou ler o relato aqui: “Ela cumprimentou as duas outras atendentes com beijos e abraços, falou com elas como se fossem grandes amigas e quando chegou na minha vez, apenas me estendeu a mão, deu bom dia e perguntou como eu estava. Claramente fez isso pois eu sou diferente das outras”.

-Camila, esse relato é da nova funcionária. Ela tem uma semana conosco. As outras atendentes que ela menciona trabalham comigo há mais de dez anos. Eu apenas respeitei o espaço dela, pois ainda não sei como ela gosta de ser tratada. É sério isso?!

-Martha, é sim. Estou te avisando pois pela nova política precisamos levar adiante todas as denúncias. Haverá uma sindicância, vão ouvir você, ela e as demais funcionárias.

-Camila, estamos na última semana do mês mais movimentado do ano. Isso vai afetar nosso clima e atrapalhar nosso trabalho. Não podemos fazer isso daqui duas semanas?

-Não, Martha. Temos que fazer imediatamente. Amanhã alguém da nossa equipe estará aí, para ouvir as pessoas.

Ainda sem acreditar no que acabara de ouvir, Martha retoma o trabalho. Não conseguia manter a concentração e se dá uma pausa de dez minutos para relaxar. Vai para o banheiro e leva o celular. De lá, manda uma mensagem para o Freud:

Querido, estou tendo um dia infernal aqui. Vou precisar de uma massagem quando chegar.

Vê que ele está digitando a resposta e então percebe que sua bateria está acabando. Nem dá tempo de ver a mensagem dele de volta. Ela curte aquele silêncio no banheiro mais alguns minutos e então volta para sua mesa. Uma vez lá, nem se preocupa em colocar o celular para carregar, e foca nas atividades que ainda tem que fazer.

O relógio já marca as sete da noite quando ela termina. Fecha sua sala, cumprimenta a atendente do turno da noite e segue para seu carro. Não vê a hora de chegar em casa e receber a massagem que pediu ao Freud.

O trânsito está lento e ela leva quase trinta minutos até chegar em casa, um trajeto em que normalmente não gasta mais de dez minutos. Isso só faz aumentar seu estresse. Estaciona, pega suas coisas e sobe pelo elevador.

Quando abre a porta do apartamento, tudo está escuro, exceto o pequeno abajur sobre o aparador ao lado da porta. Ao fundo, um jazz suave toca, parecendo vir do quarto. Sobre o móvel, uma taça de vinho e um bilhete. Ela deixa suas coisas sobre o móvel, pega a taça de vinho e lê o bilhete auxiliada pela luz do abajur. É do Freud:

“Querida, preparei seu banho e mais algumas coisas para você. Tome a taça, vá para o chuveiro, tome seu banho com o tempo que precisar e depois vá para o quarto. Estarei te esperando lá. Não acenda as luzes.”

Martha sorri, feliz com a surpresa, e segue as ordens do bilhete. Tateando pelo corredor, entra na suíte e percebe que é dali que vem a música. Também sente o aroma de seu incenso preferido e nota que o quarto está mergulhado na escuridão. Entra no banheiro da suíte, segurando a taça, e encontra ali outra caixa de som, com a mesma música do quarto. Duas velas iluminam o banheiro, suficientes para o banho sem que ela acenda as luzes. Sobre a pia, a garrafa de vinho em um balde de gelo.

Ela se despe e vai para o chuveiro. Deixa a água morna tocar seu corpo, enquanto segura a taça de vinho nas mãos. Tomar banho sozinha, com música e vinho é um hábito que ela usa para relaxar. Fica feliz ao perceber que Freud se atentou a isso. A seleção de músicas, agora um jazz mais rápido, também é do seu agrado.

Toma o banho com calma e com tudo que tinha direito: lava os cabelos, bebe mais duas taças de vinho, se lava e se enxágua inúmeras vezes, se seca com a toalha felpuda, sentindo ela acariciar seu corpo, seca os cabelos com o secador e quando está se preparando para sair do banheiro, vê um envelope passar por baixo da porta. Abre e, mesmo com dificuldades para ler no escuro, recebe novas instruções:

“Querida, na última gaveta do armário do banheiro está uma venda. Quando estiver pronta, apague as velas, coloque a venda sobre seus olhos e abra a porta. Deixe o resto comigo. Ah, sim: eu fiz voto de silêncio hoje e não falarei nada.”

Martha sorri, sentindo-se cuidada. Usar a venda, a tira da zona de conforto, mas está disposta a correr o risco. Ela sente que precisa daquilo, depois do dia infernal no trabalho.

Pega a venda, ajusta sobre o rosto, apaga as velas, tapa os olhos com a venda e abre a porta. Logo é conduzida para a cama. O quarto está com uma temperatura muito agradável, a cama com lençóis novos, macia e convidativa, e o aroma do incenso toma conta do ambiente. Apenas o silêncio a incomoda e ela tenta quebrar essa regra:

-Freud, que delícia de surpresa. O que vai fazer comigo agora?

Sem obter resposta, percebe que ele se manterá firme ao voto de silêncio. Bem, que assim seja. Ela é colocada na cama, de bruços, com seu travesseiro preferido ao seu alcance. Sente as mãos dele acariciando seus cabelos e relaxa deitada ali, totalmente exposta. A música, de novo um jazz mais calmo, está mais alta e é o único som que ela consegue ouvir.

Ele acaricia suas costas, sua bunda e suas pernas. Depois volta para seus cabelos e faz alguns minutos de um cafuné gostoso. Relaxada, Martha sente o ambiente em toda sua plenitude: a música dançando em seus ouvidos, o toque macio do lençol e de suas mãos nos seus cabelos, o aroma do incenso e o frescor da temperatura. Mesmo com as vendas, fecha os olhos e aproveita aqueles minutos. Sentindo o efeito das taças de vinho, percebe-se totalmente em paz.

Já está em um estágio de pré-sono quando sente as mãos oleosas tocarem suas costas. O cheiro do óleo de amêndoas entra pelo seu nariz. Ele começa a massagem na base das costas, com as mãos espalmadas, tocando forte seu cóccix e subindo ao longo de sua espinha. São vários minutos desses movimentos, às vezes com as mãos espalmadas, outras vezes com os dedos pressionando os pontos de maior tensão.

-Hum, que gostoso, Freud. Que delícia! Estou adorando.

Não ouve nenhum comentário dele, que continua, agora chegando aos seus ombros, pescoço e nuca. Lá se vão outros tantos minutos nessa área, sempre com as mãos lambuzadas com o óleo de amêndoas.

Martha está relaxada, apenas curtindo as sensações que dominam seu corpo. Ele muda a massagem para a bunda dela. Aperta de várias maneiras, mas sem provocações. Ele ainda não começou o golpe, ela pensa, enquanto sente o toque firme e macio de suas mãos.

Agora o alvo são suas pernas, com movimentos firmes ao longo das coxas e panturrilhas. E então os pés, que recebem um tratamento especial, com cada um deles sendo massageado cuidadosamente por mais de dez minutos.

Martha fica sonolenta quando ele termina com seus pés e a deixa deitada de bruços por um ou dois minutos. E então ela sente ele tocar suas pernas levemente com os dedos, aliás, com as unhas. Começou o golpe, ela pensa.

Basta esse pensamento para o sono ir embora e o tesão tomar conta. Ela já conhece o ritual e sabe o que vem pela frente. A dúvida é quanto tempo levará até que ele enfie seu pau duro na boceta molhada dela. É sempre uma briga: ela querendo isso o quanto antes, ele a torturando, prolongando até que ela se desespere. Hoje, eu vou esperar, ela pensa. E se prepara para isso.

Ele continua com os toques, agora pela parte interna de suas pernas, depois passando para a lateral do seu tronco, tocando seus seios levemente, passando pelo pescoço e nuca. Ele faz esse trajeto, indo e voltando, várias e várias vezes.

Então ele a puxa e faz com que ela se deite de frente. Já é um movimento conhecido e ela segue seu comando rapidamente. Agora é a melhor parte, ela pensa.

Ele mantém os toques leves com os dedos. Agora a sequência é: mãos, braços, pescoço, seios, barriga, lateral externa nas pernas, pés, lateral interna das pernas, barriga, seios, pescoço, braços e de volta às mãos.

Esse ritual se repete indefinidamente, com toques mais sutis ou mais firmes, e evitando seus mamilos e sua buceta, que está ensopada. Martha respira cada vez mais alto, sentindo seu tesão num crescente. Seus mamilos estão duríssimos e ela só pensa em tê-lo dentro de si.

-Freud, que delícia. Enfia seu pau em mim logo, vai!

Nada. Silêncio absoluto. Os movimentos continuam. E aos poucos, cada vez que passa perto, seus dedos se aproximam mais e mais de seus mamilos e de sua buceta. Martha começa a arquear o corpo na cama, apertando o lençol com suas mãos e esfregando uma perna na outra, enquanto pede sem parar:

-Me come, Freud. Quero seu pau! Enfia em mim! Eu quero gozar!

Ele para praticamente todo o contato com ela e usando apenas o dedo indicador, toca seu clitóris que está intumescido. Toca de leve, passando o dedo de baixo para cima, quase sem tocar. Ela treme. E grita:

-PUTAQUEPARIU! Que delícia!

Mesmo sem ouvir, sente uma risada de satisfação dele, que continua com os movimentos leves com o dedo. Para ela, era uma tortura sem fim. O movimento está muito gostoso e excitante, mas não é o suficiente para ela chegar ao orgasmo. Ele sabe disso.

Minutos se passam. Ele, com o mesmo movimento, Ela, se contorcendo sobre a cama. Até que aos poucos ele vai aumentando a intensidade do toque. Aquilo é novo. Nas outras vezes, nessa hora ele a penetrava e lhe dava um orgasmo intenso e arrebatador com seu pau dentro dela.

Dessa vez é diferente. Ele acelera os movimentos, para cima e para baixo, acompanhado de círculos e movimentos laterais, sempre reagindo às reações dela. Martha não resiste:

-Eu vou gozar! Eu vou gozar! EU TÔ GOZANDO! PUTAQUEPARIU! EU TÔ GOZANDO!!!!

Martha fecha as pernas, prendendo a mão dele entre elas, corpo arqueado, para a frase no meio e sente seu corpo tremer todo, sob os efeitos daquele orgasmo arrebatador.

Quando a tremedeira para, ela se deixa cair na cama. Ele tira as mãos, acaricia seu rosto e faz menção de tirar a venda, no que é impedida por ele, que segura suas mãos e as coloca ao lado do seu corpo. Ele começa um cafuné com uma mão, enquanto acaricia seu rosto e seu corpo com a outra. Martha relaxa com aquele toque e, sob o efeito de tudo que aconteceu, cai no sono.

Quando acorda, ainda está com a venda. Tira e encontra o quarto escuro. Acende a luz do abajur ao lado da cama e Freud não está ali. O chama:

-Freud, cadê você?! Venha aqui, querido.

Sem respostas, ela se levanta e o procura pela casa, sem encontrá-lo. Já preocupada, acessa o celular. Está descarregado, ainda. Coloca-o no carregador e o liga. Então, fica assustada com a mensagem que recebeu dele às cinco da tarde:

“Martha, tentei te ligar e caiu na caixa postal. Recebi uma ligação do projeto de São Paulo e eles precisam de mim lá amanhã cedo. Estou a caminho do aeroporto e pego o voo das dezoito e trinta. Me ligue quando puder. Deixei uma surpresa para seu banho em casa. Espero que goste.”

-Como assim, diz ela em voz alta…

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“Como assim…”. Se você, assim como Martha, terminou este conto com essa pergunta na boca e uma sensação de vertigem, então você sentiu exatamente o que eu queria.

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Foto de perfil de Freud SinceroFreud SinceroContos: 34Seguidores: 3Seguindo: 27Mensagem O Freud Sincero. Autor do blog Aventuras de Freud e Martha. Aqui na Casa dos Contos, publico uma Seleção Especial dos nossos clássicos e rapidinhas. O Diário Oficial, com a cronologia completa, centenas de aventuras e os relatos inéditos da semana (sem censura), é exclusivo do nosso site. Acesse aventurasdefreudemartha.com/casa para destravar a coleção total gratuitamente.

Comentários

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Excelente conto!

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Obrigado, Daniel. Seus contos também são ótimos. Já seguindo, para ler todos depois.

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