A beleza dela é algo natural, que o tempo apenas refinou, ignorando os calendários. Ela estava no quarto, cumprindo seu ritual de se vestir para uma consulta médica, mas com a praticidade de quem já emenda o compromisso com a academia. Optou por uma calça legging preta, daquelas de tecido justo e brilhante. E, como faz quase sempre — um segredo nosso que me excita só de pensar —, vestiu a calça sem nada por baixo. A pele nua deslizou diretamente contra a lycra.
A camiseta que ela escolheu inicialmente era um pouco curta. Ao se olhar no espelho, ela franziu a testa.
— Não gosto de ficar com a buceta à mostra — disse ela, com aquela naturalidade desarmante.
Trocou a peça por uma camisa mais longa, que cobria o quadril, e tudo se resolveu socialmente. Mas o "estrago" na minha mente já estava feito.
Realmente, a calça estava marcando cada detalhe. Era uma visão hipnotizante. Apesar de mais de meio século vivido com uma elegância ímpar, ela preserva uma intimidade invejável: os grandes lábios são lindos, desenhados e lisos como os de uma adolescente. Quando ela se aproximou de mim para ajeitar a roupa, não resisti. Levantei levemente a barra da camisa dela, apenas para ter o privilégio de ver aquela silhueta paralela, pressionada e moldada pelo tecido elástico que lutava para conter sua anatomia.
De imediato, o presente desapareceu. Fui tomado por um turbilhão de memórias, tragado para um dos nossos momentos mais incríveis.
Fechei os olhos e, num piscar, não estávamos mais prestes a sair. Eu fui transportado de volta para a cama dela. A luz era suave, o quarto silencioso. Foi uma tarde muito especial. Ela estava deitada nua, relaxada, com um lençol branco cobrindo apenas parcialmente seu corpo, deixando à mostra curvas que eu conheço de cor. Sentei-me ao seu lado, na beirada do colchão. Não precisávamos de palavras; falamos tudo o que sentíamos naquele momento apenas com o olhar, uma conexão profunda que antecede o toque.
Então, nos beijamos. Começou devagar, mas logo fomos tomados por um entusiasmo voraz, uma paixão que reacende a cada toque. Minha boca desceu pelo pescoço dela até encontrar seus mamilos, que já estavam rígidos, denunciando seu desejo. Ela soltou um suspiro longo de prazer, arqueando as costas, e esse som foi o convite para que minha boca passasse a percorrer cada centímetro de sua pele.
Deslizei para baixo, acomodando-me entre suas coxas abertas. Por alguns instantes, apenas admirei seu magnífico monte de Vênus, uma obra de arte que eu tinha o prazer de idolatrar. Quase imediatamente, colei minha boca nela. Beijei seus grandes lábios com devoção, sentindo o calor emanar dali, enquanto minha língua, ágil e firme, procurava seu clitóris.
Eu sentia o corpo dela arrepiar por inteiro sob o meu toque, sua respiração descompassada preenchendo o quarto. A penetrei devagar com meu polegar, criando um ritmo, enquanto minha língua continuava o trabalho incansável de massagear seu clitóris, alternando pressões e velocidades. A mão dela buscou minha cabeça, dedos entrelaçados nos meus cabelos, guiando-me, enquanto ela soltava pequenos gemidos que ecoavam como música para mim.
Agora ela rebolava contra a minha boca, buscando mais contato, e eu a sentia cada vez mais úmida, cada vez mais excitada. Percebi que ela estava no limite. Então, com a audácia que a nossa intimidade permite, usei outro dedo para penetrar seu cuzinho. O choque de prazer foi imediato. Nesse momento, ela perdeu o controle, a voz falhou e ela gritou entre gemidos arrastados:
— Ai, Zé...
E gozou longamente, tremendo em minha boca, entregue, perfeita.