O Corrupto e a Esposa Exemplar. Cap. 6

Um conto erótico de Dr.jakyll6
Categoria: Heterossexual
Contém 3950 palavras
Data: 15/02/2026 14:57:44

Saí do banheiro pelada. O soutien ficou no chão. Meus seios balançavam soltos, a bunda ainda marcada dos tapas de Valério, a pele quente do banho. Renato estava em pé, com olhar em choque.

Olhei para ele. Meu marido. Lindo. Correto. O homem que eu amava.

O pau dele. Normal. Proporcional. Bonitinho.

A puta dentro de mim sorriu, lembrando dos 28 centímetros de Valério. Da grossura. Do peso. Da cabeça roxa pulsando na minha frente.

Empurrei ele na cama. Ele levantou os olhos, surpreso.

— Bella?

Não respondi. Subi na cama. Ele abriu a boca pra falar, mas eu não deixei. Enfiei minha língua na boca dele, selvagem, mordendo o lábio, sentindo o gosto.

Ele me empurrou, ofegante.

— O que é isso? O que tá acontecendo com você?

— Nada. Só quero você.

— Você tá diferente. Tá estranha. Não parece você.

Puxei o cabelo dele com força. Ele gemeu, surpreso.

— Diferente como?

— Não sei... mais agressiva... mais... não parece a Bella que eu conheço.

— E se for eu? E se essa sempre foi eu, e você nunca viu?

Ele balançou a cabeça, confuso. Eu estava mostrando minha outra face pra ele.

— Não, a Bella que eu conheço é doce, é carinhosa, é... perfeita. A mulher que eu escolhi pra casar, pra ter filhos, pra construir uma vida.

— E você nunca quis que eu fosse mais? Nunca imaginou nada diferente?

Ele hesitou. O pau endureceu.

— Responde.

— Bella...— sussurrou.

— Você gosta do que vê amor?

— Claro que sim, você é linda, uma perfeição, mas nunca imaginei que...

— Não imaginou o que?

— Que gostasse disso também...

— Disso o que Renato, desembucha.

— De ser mais ousada, mais erótica, mais safada...

Sorri. A puta dentro de mim vibrou.

— Então hoje você vai ter o que nunca imaginou.

Ele me olhou, confuso, com medo, com tesão.

— Mas eu não sei se... não sei se é certo. Não sei se é isso que eu quero de verdade.

— CALA A BOCA.

Ele calou.

— Hoje eu vou mandar. Você vai obedecer. Se não gostar, a gente para. Mas se gostar... você obedece até o fim.

— E se eu não gostar?

— Vai gostar. Seu pau já tá duro. Seu corpo já respondeu. Sua mente que tá confusa.

Ele olhou pra baixo, viu que era verdade.

— Então deita de bruços.

Ele hesitou.

— Bella, espera. Vamos conversar.

— DEITA.

— Não é assim. A gente precisa conversar antes de...

Bati na cara dele.

Não foi forte. Foi um tapa seco, rápido, que fez ele parar de falar na hora.

Os olhos dele se arregalaram. Me olhou como se visse uma desconhecida.

— Você... você me bateu.

— Bati.

— Por quê?

— Porque você não calou a boca quando eu mandei.

Ele ficou em silêncio, processando.

— Agora deita.

Ele deitou. De bruços, o rosto virado pro lado, me olhando com uma mistura de medo e fascínio.

Sentei nas costas dele. Passei a mão pelas costas, pela bunda, pelas coxas.

— Você tem um corpo bonito, sabia?

— Obrigado.

— Cala a boca. Não pedi sua opinião.

Ele ficou em silêncio. Obediente.

— Gostou de levar ordem?

Ele não respondeu.

— RESPONDE.

— Gostei — sussurrou.

— Mais alto.

— GOSTEI.

— Gostou de levar tapa?

Ele hesitou.

— RESPONDE.

— Gostei — a voz falhou.

— Gostou de verdade?

— Sim.

— Então hoje você vai aprender a gostar ainda mais.

Desci, virei ele de frente. Olhei pro pau dele. Normal. Proporcional. Médio.

— Seu pau é bonito.

— Obrigado.

— Mas é pequeno.

Ele se arrepiou. O corpo inteiro tenso.

— O quê?

— Pequeno. Médio. Normal. Não tem nada de especial.

— Bella, isso é... por que você tá falando isso? Por que está me humilhando?

— Porque eu quero. Afinal é verdade. Você sabe que é verdade. Já pensou nisso? Já pensou se eu queria mais?

Ele ficou em silêncio, os olhos arregalados.

— Responde.

— Não... não penso nisso.

— Mente.

— Não minto.

— Então me diz: você nunca se comparou? Nunca pensou que podia ser maior?

Ele desviou o olhar.

— Já — sussurrou.

— Já o quê?

— Já pensei. Uma vez ou outra. Mas nunca liguei.

— Mentira de novo. Você liga. Todo homem liga.

— Por que você tá fazendo isso, Bella?

— Porque eu quero que você me conheça. E quero conhecer você. De verdade.

— Eu te conheço.

— Não. Você conhece a esposa exemplar. A certinha. A que nunca derruba a xícara. — Passei a mão no rosto dele. — Mas eu tenho outras partes. Partes que você nunca viu.

— Que partes?

— Partes que gostam de coisas erradas. Partes que gostam de mandar. Partes que gostam de ver você confuso, com medo, com tesão.

Ele engoliu seco.

— E você quer ver essas partes?

— Quero — ele respondeu, sem pensar.

— Então deixa eu mostrar.

Peguei a mão dele. Coloquei no meu peito.

— Sente. Meu coração tá batendo forte. Acelerado. Por quê?

— Por quê?

— Porque eu tô com tesão. Tô com tesão de ver você assim. Confuso. Perdido. Meu.

— Seu?

— Meu. Você é meu. Meu marido. Meu homem. Meu brinquedo.

— Brinquedo?

— Brinquedo. Hoje você é meu brinquedo. Amanhã você volta a ser meu marido. Mas hoje... hoje você faz o que eu mandar.

Ele pensou. O pau pulsou.

— E se eu não quiser?

— Quer. Seu pau já respondeu.

— Mas minha cabeça...

— Sua cabeça vai aprender. Vai aprender que pode ser bom. Que pode ser gostoso. Que não tem nada de errado em ser dominado pela própria mulher.

— Nunca pensei nisso.

— Pois pensa agora.

Puxei ele pelo cabelo. Encostei a boca no ouvido dele.

— Eu vou te dominar, Renato. Vou fazer você gemer, chorar, gozar. E você vai adorar.

Ele gemeu. Baixinho. Eu estava em êxtase.

— Agora me chupa.

— O quê?

— ME CHUPA.

Ele desceu. A língua encontrou minha buceta. Lambeu, chupou, mordiscou. Eu gemia, puxando o cabelo dele.

— ISSO! ASSIM! ME CHUPA QUE NEM PUTINHO!

Ele acelerou a língua. Gozei na boca dele.

— Agora pode me comer. Vem fazer seu filho.

Ele subiu, me penetrou, começou a meter. Lento. Doce. Do jeito dele.

— Não. Mais forte.

Ele acelerou.

— Mais rápido.

Obedeceu.

— Mais fundo.

Enfiou até o talo.

— ISSO! ASSIM! ME COME!

Ele metia forte, a cama rangendo.

— Olha pra mim meu puto. Olha pra sua dona.

Ele obedeceu.

— Quem sou eu?

— Minha esposa.

— E QUEM MAIS?

— Minha... minha...

— MINHA O QUÊ?

— Minha dona — sussurrou.

— ISSO! E VOCÊ?

— Seu marido.

— E O QUE MAIS?

— Seu... seu...

— SEU O QUÊ? FALA PUTO!

— Seu brinquedo!

— ISSO! MEU BRINQUEDO! E VOU BRINCAR COM VOCÊ HOJE.

Olhei pro pau dele de novo. Normal. Pequeno perto do outro.

— Sabia que tem pau maior que o seu por aí?

Provoqueu. Ele parou. Me olhou, confuso.

— O quê?

— CONTINUA METENDO PUTINHO.

Ele obedeceu, mas o olhar mudou.

— Tem homem por aí com pau muito maior que o seu. Muito mais grosso. Muito mais fundo.

— Bella, por que você...

— CALA A BOCA E ME COME. OBEDECE TUA PUTA.

Ele metia, mas agora com raiva. Com tesão. Com confusão.

— Imagina se eu fosse dar pra um desses. Imagina se eu fosse sentir um pau de verdade.

— NÃO FALA ISSO.

— POR QUE NÃO? TÁ COM CIÚMES?

Ele apertou minha cintura com força.

— Você é minha esposa.

— SOU SUA ESPOSA. MAS MINHA BUCETA É MINHA.

Ele gemeu, confuso.

— Imagina se eu engravidasse de outro. Se eu tivesse um filho de um macho de verdade.

— PELO AMOR DE DEUS, BELLA. PARA COM ISSO.

— Por quê? Tá doendo?

— Tá. Tá doendo ouvir isso.

— Mas seu pau não tá doendo. Seu pau tá mais duro que nunca.

Ele olhou pra baixo. Era verdade.

— Viu? Seu corpo gosta. Sua mente que não aceita.

— Não é assim. Não pode ser.

— Pode. É assim que funciona. A mente tem medo. O corpo não. O corpo quer. O corpo sente.

— Eu não quero sentir isso.

— Já sente. Já tá sentindo. Só não quer admitir.

Ele fechou os olhos. Continuou metendo. Mais rápido. Mais forte.

— Abre os olhos. Olha pra mim.

Ele abriu.

— Você é meu marido. O homem que eu amo. O pai dos meus filhos.

— E o que mais?

— E você é meu corno.

— O QUE?!

— MEU CORNOOO!

Me soltei totalmente. Ele incrédulo.

— Para com isso Bella, o que você tá falando!

— É SIM. TODO MARIDO DE PUTA É CORNO. E VOCÊ É MEU CORNO.

— PARA COM ISSO.

— POR QUÊ? DÓI OUVIR? DÓI SABER QUE SUA ESPOSA É PUTA?

— DÓI.

— MAS SEU PAU TÁ DURO. SEU PAU TÁ PEDINDO PRA GOZAR.

Ele apertou os olhos de novo. Tentando se controlar.

— GOZA. GOZA PENSANDO NISSO. HOJE VOCÊ É MEU BRINQUEDO E EU CRIO A FANTASIO QUE EU QUISER. GOZA QUE NEM CORNO VAI.

— NÃO VOU GOZAR.

— VAI SIM. VAI GOZAR QUE NEM O CORNO QUE VOCÊ É.

— NÃO SOU CORNO!

— É SIM! E VOCÊ ADORA! ADORA SABER QUE SUA ESPOSA É PUTA! ADORA IMAGINAR ELA DANDO PRA MACHO DE VERDADE!

— NÃO ADORO!

— ADORA SIM! SEU PAU TÁ PULSANDO! TÁ QUASE GOZANDO!

Ele tremeu. O pau pulsou.

— GOZA! GOZA PRA MIM! VAI SEU FILHO DA PUTA! ME ENGRAVIDA CORNO!

Ele gozou com um grito, me enchendo de porra, o corpo inteiro tremendo, desabando em cima de mim.

Ficamos ofegantes. Eu olhando pro teto. Ele me olhando, os olhos vermelhos, perdidos.

— Por que você fez isso? Porque me chamou daquilo?— ele perguntou, a voz falhando.

— Porque eu preciso que você me entenda.

— Entender o quê?

— Quem eu sou. O que eu tô sentindo. O que tem acontecido comigo.

— O que tem acontecido com você?

Sentei na cama, puxei ele para perto.

— Eu passei a vida inteira sendo o que esperavam de mim. A filha perfeita. A aluna aplicada. A esposa exemplar. A professora de etiqueta.

— E isso é ruim?

— Não é ruim. É só uma parte. Mas eu enterrei a outra parte. A parte que sente tesão, que quer mandar, que quer ser dominadora. Que quer sentir coisas... diferentes.

— Por que você enterrou?

— Porque minha mãe me ensinou que isso é errado. Que mulher direita não sente essas coisas. Que é pecado. Que é coisa de vagabunda.

Ele segurou minha mão.

— Você não é vagabunda.

— Eu sei. Mas também não sou só certinha. Sou as duas. E se eu continuar fingindo que a outra não existe, eu vou enlouquecer.

— Você me traiu? Me fez corno?

— Obvio que não meu amor. Eu apenas quero apimentar as coisas, ser alguém diferente. Você não vê? Não vê como eu mudei? Como eu tô diferente?

— Vejo.

— E você não quer saber por quê?

— Quero.

— Porque eu descobri essa parte de mim. E ela precisa viver. Precisa sair. Precisa ser aceita.

— Aceita por quem?

— Por você. Pelo homem que eu amo. Pelo pai dos meus filhos.

Ele ficou em silêncio.

— Eu preciso que você me aceite inteira, Renato. Não só a metade certinha. A outra também. A que gosta de mandar. A que gosta de te ver submisso. A que gosta de palavras pesadas.

Ele respirou fundo.

— E se eu não gostar?

— Você gosta. Seu corpo gosta. Sua mente que ainda tá presa.

— Minha mente não tá presa.

— Tá. Tá presa no que é certo, no que é moral, no que sua mãe te ensinou. Mas seu corpo já se libertou.

Ele pensou.

— E você? Como descobriu isso?

— Aos poucos. Me permitindo sentir. Me permitindo pensar. Me permitindo imaginar.

— Imaginar o quê?

— Imaginar você assim. Submisso. Meu. Me chamando de puta. Me fodendo.

Ele gemeu baixo. Seu pau estava duro de novo.

— Viu? Só de ouvir, seu corpo já responde.

Ele desviou o olhar.

— Então deixa seu corpo sentir. Deixa sua mente aprender. Aos poucos.

— Como?

— A gente continua. Hoje. Amanhã. Sempre que você quiser. E quando doer, a gente conversa. Quando for demais, a gente para. Mas quando for bom, a gente continua.

— E vai ser bom?

— Já tá sendo. Você não gozou?

— Gozei.

— Gozou muito?

— Muito.

— Então já é bom. Só falta sua cabeça aceitar.

Ele me puxou para perto.

— Te amo, Bella. Mesmo sendo louca.

— Te amo, Renato. Mesmo sendo sua puta.

Ele riu. Meio sem graça, mas riu.

— Quer fazer de novo?

— Agora?

— Agora. Mas mais leve. Sem palavras pesadas.

— Combinado.

Ele me beijou. Dessa vez, doce. Devagar.

Mas a puta dentro de mim não queria doce.

Empurrei ele. Virei ele de bruços.

— Agora você vai aprender o que é uma lição de verdade.

Minha mão subiu e desceu na bunda dele. Forte.

PAH

— Primeiro tapa — pensei, enquanto minha mão marcava a pele dele. — Isso é por você ter me subestimado. Por pensar que eu era só a esposa certinha, a que obedece, a que nunca vai querer mais.

Ele gemeu.

PAH

— Segundo. — Meu pensamento continuava, quente, confuso. — Isso é por você nunca ter procurado essa parte de mim. Por ter se contentado com a metade que eu mostrava.

A pele ficou vermelha.

PAH

— Terceiro. — Eu gostava daquilo. Gostava de ver ele assim, submisso, entregue. Era diferente de Valério. Valério dominava. Renato se entregava. Os dois me davam coisas diferentes. — Isso é por você não ter gostado de eu te chamar de corno.

Ele gemia, rebolava. Será que Renato também escondia algo dentro dele?

PAH

— Quarto. — Lembrei de Valério, dos tapas dele, das marcas na minha bunda. Agora era eu quem marcava. Era eu quem dominava. Era um poder novo, estranho, viciante. — Isso é por você ser meu. Só meu.

PAH, PAH, PAH,

— Quinto, sexto, sétimo. — Renato era diferente. Mais mole, mais entregue. Valério era duro, brutal. Os dois me completavam de jeitos opostos. — Isso é por você ser bonzinho. Por você ser doce. Por você ser o pai dos meus filhos.

PAH, PAH, PAH

— Oito, Nove e Dez. — Minha mão doía de tanto bater, mas eu não queria parar. Ver a pele dele vermelha, ouvir os gemidos dele, sentir o poder nas minhas mãos... era bom. Era muito bom. — Isso é por você estar gemendo igual um putinho safado.

A bunda dele estava marcada, quente, pulsando. Ele gemia, ofegante, as mãos apertando os lençóis.

Virei ele de frente. Meu corpo sobre o dele. Olhos nos olhos.

— Agora me come.

Ele me penetrou com uma força que eu nunca vi. Metia em mim como se fosse a última vez. A cama rangia, batia na parede. Eu gritava, puxava o cabelo dele.

— ISSO! ASSIM! ME COME!

Ele metia forte, rápido, selvagem.

— ME COME, RENATO! ME COME QUE NEM MACHO!

— PUTA! — ele gritou.

— ISSO! ME CHAMA DE PUTA!

— PUTA!

— MAIS!

— PUTA! PUTA! PUTA!

— VOU GOZAR! VOU GOZAR NO PAU DO MEU MARIDO!

— GOZA! GOZA PRA MIM!

Ele gozou primeiro, gritando meu nome. Eu gozei junto, sentindo cada jorro dentro de mim.

Caímos exaustos, suados, ofegantes, os corpos colados.

Ele me olhou.

— Você é louca.

— Sua louca.

— Pode ser sempre assim?

— Pode. Sempre que você quiser.

— Eu quero. Toda noite.

— Combinado.

Deitei a cabeça no peito dele. A esposa certinha sorriu.

A puta também. Lembrando de Valério. Aprendendo com ele. Usando o que aprendi. E descobrindo um novo poder, um novo prazer, um novo lado de mim.

E feliz que meu marido, aos poucos, estava aceitando.

---

Os dias seguintes foram estranhamente calmos. Acordei na sexta com o corpo dolorido, mas satisfeito. Renato já tinha saído para trabalhar, e a casa estava silenciosa. Tomei banho, vesti uma roupa normal — calça social bege, blusa de seda branca, salto baixo — e fui dar minhas aulas no Liceu. As meninas me olhavam com admiração, anotando cada palavra sobre etiqueta e comportamento. A esposa exemplar estava de volta.

Mas algo tinha mudado.

No fim da tarde, depois das aulas, fui até uma loja que eu nunca tive coragem de entrar. Ficava numa rua afastada do centro, vitrine escura, sem nome na porta. Lá dentro, cabides de roupas que eu só tinha visto em filmes. Seda, renda, couro. Cores vibrantes. Transparências.

Passei uma hora experimentando.

Saí de lá com quatro sacolas.

Em casa, tranquei a porta do quarto. Tirei as etiquetas uma por uma, com a cerimônia de quem prepara uma vestimenta sagrada.

Um vestido vermelho, curtíssimo, de seda, com alças finas e decote nas costas até o cóccix. Quando me virei de lado no espelho, a barra mal cobria a bunda. A lingerie aparecia por baixo.

Uma saia de couro preta, justa, que subia até o meio da coxa. Uma blusa de seda creme, transparente, que mostrava tudo por baixo.

Um conjunto de lingerie branca, mas não como as outras. Esse era mais ousado. Sutiã com aberturas nos mamilos. Calcinha fio dental com uma fenda frontal, deixando tudo exposto.

Outro conjunto, preto, ainda mais vulgar. Tiras finas, quase nada de tecido. Uma peça que mais parecia uma coleira.

Sapatos novos. Scarpins de salto agulha, 15 centímetros, com tiras que subiam pelas pernas.

Experimentei tudo. Uma peça de cada vez. Me olhei no espelho por horas. A mulher que me encarava de volta não era mais a esposa exemplar. Não era mais a professora de etiqueta. Não era mais a filha da mãe rígida.

Era outra. Mais puta. Mais livre. Mais eu.

No sábado de manhã, acordei antes de Renato. Abri o guarda-roupa novo. Escolhi um vestido curto, preto, de alças finas, que mal cobria a bunda. Coloquei por cima da lingerie branca, a mais ousada, com aberturas nos mamilos. Passei batom vermelho. Salto alto.

Desci para a cozinha.

Ele estava na sala, lendo o jornal no celular, de óculos, o cabelo ainda bagunçado do sono. Olhou para mim quando entrei.

— Que isso, Bella?

— Café da manhã — respondi, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Comecei a preparar as torradas, o café, as frutas. A cada movimento, o vestido subia. Primeiro a renda da calcinha apareceu, vermelha, fina. Depois um pedaço da bunda. Depois quase toda a coxa.

Ele não conseguiu continuar lendo.

— Você tá fazendo de propósito? — a voz dele saiu rouca.

— Fazendo o quê?

— Isso. Me provocando.

Virei devagar, mostrei a bunda inteira por um segundo.

— Tô só fazendo café.

Ele se levantou, veio na minha direção. Me puxou para o colo na bancada da cozinha.

— Você tá diferente.

— Tô.

— E eu tô gostando.

Beijou meu pescoço, minhas costas, desceu a alça do vestido. A lingerie branca apareceu, os mamilos já duros, expostos pelas aberturas.

— Isso é novo?

— Comprei ontem.

— Pra mim?

— Pra mim. Mas você pode ver.

Ele me comeu ali mesmo, na bancada da cozinha. O vestido subiu, a lingeria ficou exposta, os mamilos roçando no peito dele. Gozei gritando, ele gozou junto.

Depois, rimos.

— Assim você me mata — ele disse.

— Mas você morre feliz.

— Muito feliz.

No domingo, resolvi ir além. Escolhi a saia de couro preta, justa, subindo no meio da coxa. A blusa transparente por cima, mostrando o conjunto preto novo, de tiras finas. Salto alto. Batom vermelho.

Fomos almoçar na casa da minha mãe.

Ela me olhou de cima a baixo assim que entrei. O nariz franziu, os olhos apertaram.

— Isso é roupa de ir à igreja, Isabella?

— Não, mamãe. É roupa de almoçar na casa da minha mãe.

— Você tá... diferente.

— Tô. E tô feliz.

Ela não respondeu. Passou o almoço inteiro me olhando com cara de desaprovação, mas eu não liguei. Pensei nela, naquela noite, na revista, na mão entre as pernas, nas palavras dela ecoando por 19 anos. Sua vagabunda.

Agora eu era vagabunda. E estava tudo bem.

No caminho de volta, Renato não tirou a mão da minha coxa.

— Sua mãe quase teve um treco.

— Eu sei.

— Você fez de propósito?

— Fiz.

— Por quê?

— Porque eu quis.

Ele sorriu. Me puxou para perto.

— Tô amando essa nova você.

— Ainda nem viu tudo.

---

Naquela noite, deitada ao lado dele, depois de mais uma sessão intensa de sexo, fiquei olhando para o teto.

Ele dormia. Roncava baixo, satisfeito. O corpo dele ainda estava quente contra o meu.

Mas minha mente estava longe.

Pensei em Valério. No cheiro dele. Na voz rouca. Nas mãos grandes e ásperas. Nos 28 centímetros pulsando na minha frente.

Senti falta.

Foi estranho. Renato estava ali, tinha me fodido com uma vontade que eu nunca vi nele. Tinha me chamado de puta, tinha batido na minha bunda, tinha feito tudo que eu pedi.

Mas não era a mesma coisa.

Faltava alguma coisa. Faltava a brutalidade. Faltava a dominância. Faltava aquele olhar de quem não pede, de quem simplesmente toma.

Fechei os olhos. Tentei dormir.

Não consegui.

---

Na segunda-feira, acordei com uma decisão. Meu guarda-roupa precisava mudar.

Passei a manhã separando roupas. As calças sociais, as blusas de seda comportadas, os vestidos longos. Tudo que lembrava a Isabella antiga foi para um saco, doação.

No lugar, coloquei as saias mais curtas, os vestidos mais justos, as blusas com decote. Lingeries novas, de diferentes tipos, uma mais ousada que a outra, ocuparam duas gavetas inteiras.

A esposa exemplar estava sumindo.

A puta estava assumindo.

Fui trabalhar de saia curta e camisa branca decotada. O crucifixo no pescoço.

No Liceu, as meninas me olharam diferente. As professoras cochicharam. A diretora me chamou na sala.

— Isabella, você está... diferente.

— Estou. Problema?

— Não, não. Só... as roupas...

— São novas. Está na moda.

Ela não insistiu. Mas eu vi o olhar dela, o mesmo da minha mãe. Desaprovação. Medo. Inveja.

Durante a aula, me peguei pensando em Valério de novo.

No meio da explicação sobre etiqueta à mesa, veio a imagem dele sentado no sofá, de cueca, cerveja na mão, me olhando com aquele sorriso de canto. Minha voz falhou por um segundo. As meninas nem perceberam.

Na hora do intervalo, me tranquei no banheiro. Passei a mão entre as pernas por cima da saia. Estava molhada. Só de pensar nele.

— Merda — sussurrei.

Lavei o rosto. Passei batom de novo. Voltei para a aula.

À noite, Renato chegou e me encontrou de lingerie lilás na sala, lendo um livro. A nova, de tiras, quase nada de tecido. Ele parou na porta.

— Que isso?

— Tô esperando você.

— Assim?

— Assim.

Ele me comeu no sofá, no chão, na cama. Três vezes. Gozamos até não aguentar mais.

Enquanto ele metia em mim, fechei os olhos. Tentei estar ali, com ele, no momento. Mas a imagem que vinha era outra. O corpo era outro. As mãos eram outras.

Gozei pensando em Valério.

Depois, deitados, ele me perguntou:

— O que aconteceu com você?

— Aconteceu que eu descobri quem sou.

— E quem é você?

— Sua esposa. Sua puta. A mãe dos seus filhos. E a mulher que vai visitar o vizinho amanhã.

Ele ficou em silêncio. Processando.

— O que? Você tá brincando comigo né?

— Haha óbvio meu amor, gosto de te provocar. Acostumasse.

Ele me puxou para perto.

— Te amo, Bella. Mesmo sendo louca.

— Te amo, Renato. Seu putinho.

Rimos. Depois dormimos.

Mas eu não dormi. Fiquei acordada, olhando o teto, contando as horas.

Terça. Amanhã. 28 centímetros.

A buceta pulsou.

---

Na terça de manhã, acordei antes dele. Tomei banho demorado, passei perfume nos pulsos, atrás dos joelhos, entre os seios. Abri o guarda-roupa.

A lingerie lilás que usei com Renato. Tiras finas, quase nada de tecido. A calcinha fio dental com fenda frontal, deixando tudo à mostra.

Por cima, o vestido vermelho. Curtíssimo. Seda. Alças finas. Decote nas costas até o cóccix. A barra mal cobria a bunda. A cada movimento, a lingerie aparecia.

Meias arrastão pretas. Finas, delicadas, a trama aberta mostrando a pele por baixo. Subiram pelas pernas, encontraram a liga da calcinha.

Sapatos novos. Scarpins de salto agulha, 15 centímetros, com tiras que subiam pelas pernas, fechando com fivelas.

Batom vermelho. Duas camadas. Cabelo solto, escovado até brilhar. Perfume forte, de almíscar e couro.

Me olhei no espelho.

A mulher que me encarava de volta não era a esposa exemplar. Não era a professora de etiqueta. Não era a filha da mãe rígida.

Era a puta mais linda que eu já vi.

Ela estava indo encontrar o macho dela.

Atravessei o jardim. O vestido subia a cada passo. A grama molhada molhava as tiras dos sapatos. A lingerie aparecia por baixo da seda vermelha.

A porta dos fundos estava entreaberta.

Entrei. Ansiosa. Só escutei a voz de Valério me observando.

— A puta veio dessa vez.

Minha buceto molhou, hoje eu teria esse pau.

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Comentários

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Excelente conto!

A puta tá dominando tudo

Se duvidar vai sobrar até pro Valério.

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Ainda não sei o que esse conto significa so imagino uma degradação total do casal

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