Minha língua não pediu licença; ela pediu morada.
O primeiro contato com a intimidade de Ayandara foi um choque térmico e sensorial. Ela era quente, absurdamente úmida e tinha um gosto que misturava a acidez natural do corpo com o doce do óleo de karité. Não era gosto de "fruta", como dizem nos livros ruins. Era gosto de mulher. De fêmea. De vida.
Afundei meu rosto em seu baixo ventre, roçando a bochecha naqueles pelos escuros e aparados que eu havia admirado segundos antes, sentindo a textura real de quem não esconde o que é. Com os polegares, afastei os lábios da buceta dela, revelando seu interior. Eram lábios grossos, de um tom púrpura profundo, que despertaram um animal selvagem em mim. O caminho estava aberto para eu profanar aquele altar com a devoção que ele exigia.
Ela arqueou as costas, os calcanhares fincando no colchão, e um gemido rouco rasgou o silêncio do quarto.
— Isso... — ela rosnou, as mãos descendo para agarrar minha cabeça, guiando, empurrando. — Bebe tudo, Malik. Não deixa cair uma gota.
Eu obedeci. Minha língua trabalhava em movimentos longos, subindo do períneo até o clitóris inchado, que pulsava contra a minha boca como um segundo coração. Sentia o corpo dela vibrar, os pelos roçando meu nariz e o gozo dela começando a se espalhar pelo meu rosto. As coxas grossas tremiam contra minhas orelhas. A cada lambida, eu "lia" uma página daquela história: a cicatriz pequena na virilha, a textura da pele interna, a força com que ela contraía os músculos.
— Porra... você tem a língua pesada... — ela ofegou, o quadril começando a ditar um ritmo, buscando mais pressão.
Eu não parei. Chupei o clitóris com força, criando um vácuo, enquanto dois dedos meus entravam nela, buscando o ponto exato que a faria transbordar. Ela era apertada, uma luva de veludo quente que abraçava meus dedos e parecia implorar para ser preenchida.
Ayandara estava perto. O cheiro de sexo ficou forte,impregnando o ar.
Mas ela me parou.
Com uma força surpreendente, ela puxou meu cabelo, me obrigando a levantar o rosto. A buceta dela brilhava, encharcada de saliva e lubrificação. Ela me olhou, os olhos turvos, a boca inchada.
— Chega de preliminar — ela decretou, a voz falha. — Eu quero sentir você. Inteiro. Agora.
Ergui o olhar, sorrindo com malícia, embriagado pelo mel dela. Pela primeira vez, ousei desrespeitar minha Rainha. Olhei para a fenda dela, vertendo gozo, tão próxima de atingir o ápice, e decidi que a ordem estava errada.
Mergulhei de volta.
Me joguei com a boca em sua buceta, ignorando o comando. Incrédula com a afronta, mas entregue ao prazer, ela jogou a cabeça para trás. Sua resistência durou segundos. Ayandara gemeu copiosamente, as pernas travando ao redor da minha cabeça, enquanto meus lábios se inundavam com o gozo dela.
Bebi tudo.
Com o corpo dela ainda tremendo os espasmos finais, levantei-me. Meus joelhos doíam do chão duro, mas a adrenalina mascarava tudo. Subi na cama, ficando de quatro sobre ela.
A visão era a de um naufrágio perfeito: Ayandara aberta, exposta, os seios subindo e descendo rápido, a pele suada brilhando na penumbra.
Meu pau latejava, a cabeça melada de pré-gozo, chorando de vontade. Inclinei-me sobre ela. Beijei seu pescoço, sentindo o pulso acelerado, e então subi para a boca. Atrevi-me a beijá-la com a língua encharcada pelo próprio gozo dela, dividindo o sabor da nossa luxúria.
Enquanto nossas bocas se devoravam, minha mão guiou meu pau para a entrada da buceta dela. Eu estava impaciente. Ela me olhou, direto na alma, e naquele segundo eu soube: ela seria minha mulher.
Eu não queria apenas transar. Eu queria invadir. Queria tomar.
Posicionei a cabeça do meu pau na entrada, escorregando na umidade que eu mesmo havia provocado e bebido.
— Olha pra mim — ela ordenou, num fio de voz.
Eu olhei. Encarei os olhos da Rainha.
— Entra.
Empurrei.
A sensação foi de rasgar o universo ao meio. Ela era justa, quente, acolhedora. Deslizei para dentro dela devagar, sentindo as paredes vaginais me abraçarem, me sugarem. Quando entrei tudo, até a base bater nas nádegas dela, soltei um gemido que veio da alma.
— Caralho, Ayandara...
Ela fechou os olhos e mordeu o lábio com força.
— É isso... — ela sussurrou. — O encaixe.
Comecei a me mover. Primeiro devagar, reconhecendo o terreno, sentindo o atrito delicioso das nossas peles. O suor começou a brotar, misturando nossos cheiros. Mas Ayandara não queria devagar.
Ela laçou minhas costas com as pernas, travando os tornozelos nos meus rins, e puxou.
— Fode, Malik. Cadê o Rei? — ela desafiou, cravando as unhas nas minhas costas. — Me mostra a força que você disse que tinha.
O desafio foi o gatilho. Perdi a polidez. Acelerei o ritmo, estocando com força, ouvindo o som obsceno de pele batendo contra pele, o clap-clap molhado que ecoava pelo quarto. Eu batia fundo, tocando o colo do útero dela, e a cada estocada ela gemia alto, sem se preocupar com a casa, com o filho, com o mundo.
— Isso! Soca... soca fundo!
O quarto virou uma estufa. O cheiro de sexo, de manteiga de karité e de suor virou uma névoa. Eu via os seios dela balançando com o impacto, as estrias da barriga esticando e relaxando. Inclinei-me e abocanhei um mamilo, mordendo de leve, enquanto continuava a martelar dentro dela.
Ela gozou de novo. Senti as contrações dela apertarem meu pau como um torniquete. Ela gritou meu nome, o corpo arqueando, as unhas rasgando minha pele.
— Malik!
A visão dela se desmanchando em prazer foi demais para mim. O controle que eu mantive desde a estrada se rompeu. Aumentei a velocidade, impiedoso, buscando meu próprio alívio.
— Eu vou gozar, preta... eu vou encher você...
Dei mais três estocadas brutais, segurando o quadril dela com força para que ela não fugisse, e me desmanchei dentro dela. O gozo veio violento, uma onda elétrica que me fez tremer dos pés à cabeça, soltando um urro abafado no pescoço dela, bombeando tudo o que eu tinha guardado para ela.
Caí sobre ela, exausto, ofegante, nossos corpos colados pelo suor, o coração batendo tão forte que parecia um só.
O silêncio voltou ao quarto, mas agora era um silêncio úmido, pesado e sagrado.
Ayandara passava a mão nas minhas costas, acalmando a respiração. Ela beijou meu ombro, sentindo o gosto do próprio suor na minha pele.
— Você aguentou... — ela sussurrou, a voz rouca, satisfeita. — Bem-vindo ao reinado, garoto.