A mansão Harrington erguia-se como um monstro de pedra gótica no coração das colinas de Yorkshire, suas torres perfurando o céu plúmbeo da Inglaterra vitoriana. Para lá, Lady Eleanor, uma recém-casada de beleza etérea, havia viajado com seu marido, o jovem Sir Reginald Harrington, um homem de saúde frágil cujos toques eram raros e frios como o mármore dos corredores. Aos 21 anos, Eleanor possuía uma beleza que a todos impressionava: alta, de pernas longas e esculpidas por anos de cavalgadas selvagens, quadris largos que ondulavam sob as saias pesadas, cintura fina acentuada pelo corset, seios cheios e altos que pressionavam o tecido das camisolas como frutos maduros implorando por colheita. Sua pele era de um branco perolado, quase translúcido sob a luz da lua, e os longos cabelos loiros cascateavam em cachos dourados até a curva das costas, emoldurando olhos azuis profundos que guardavam uma fome secreta, nunca saciada pelo marido distante.
O casamento havia sido arranjado, uma união de conveniência entre famílias nobres, e Reginald, com sua constituição frágil e maneiras distantes, mal tocara sua esposa desde a noite de núpcias. A mansão do sogro, isolada e cercada por florestas antigas, era um refúgio para a lua de mel, mas Eleanor sentia-se aprisionada. Rumores sussurrados pelos criados falavam de uma maldição ancestral naquelas colinas: uma besta que vagava nas noites de lua cheia, devorando ovelhas e, diziam alguns, almas perdidas. Lord Harrington, o sogro, um homem recluso e de modos rústicos, descartava tais histórias como folclore camponês, mas seus olhos escuros carregavam um segredo que Eleanor pressentia.
Naquela noite de lua cheia, o disco prateado pendia baixo, inchado e pulsante, como se o próprio céu desejasse. Reginald dormia profundamente no quarto conjugal, exausto pela viagem e pela formalidade do casamento. Eleanor, inquieta, o calor subindo por sua pele apesar do ar gelado, vestiu apenas uma camisola de seda branca fina, quase transparente, que roçava seus mamilos endurecidos e delineava as curvas suaves de seu sexo sob o tecido. Descalça, saiu para os jardins, depois para o bosque adjacente, atraída por um uivo baixo e gutural que vibrava em seu ventre como uma carícia proibida.
O ar estava denso, úmido, carregado do cheiro de terra molhada e musgo. Ela avançou entre as árvores retorcidas, o robe de seda escorregando dos ombros, expondo a clavícula delicada e o vale entre os seios. Então, das sombras, ele surgiu. A besta era colossal, mais de dois metros de altura, pelagem negra e espessa que brilhava como óleo sob a lua. Músculos cordados rolavam sob a pele, ombros largos, braços grossos terminando em garras curvas e pretas. Seus olhos ardiam vermelho-sangue, presas longas gotejando saliva que caía em fios prateados. Ele rosnou, um som que fez o chão tremer, e avançou com a intenção clara de rasgá-la em pedaços.
Eleanor recuou, o coração martelando, as costas batendo contra o tronco áspero de um carvalho antigo. “Não... afaste-se”, sussurrou, voz trêmula, mas os olhos fixos nele, fascinados apesar do terror. Ela tentou gritar por socorro, mas o medo era tamanho que o grito ficou preso em sua garganta. A criatura parou a centímetros dela, farejando o ar. O aroma dela – jasmim, suor fresco, o almíscar sutil da excitação que ela negava – invadiu suas narinas. A fome de sangue cedeu lugar a outra, mais antiga, mais selvagem. Seus olhos vermelhos dilataram-se, o membro já ereto e grotescamente grosso emergindo da pelagem, veias pulsantes, a glande inchada e úmida brilhando à luz lunar.
Com um rugido lascivo, ele a agarrou. Garras rasgaram a camisola de cima a baixo, expondo-a completamente: seios fartos balançando livres, mamilos rosados endurecidos pelo frio e pelo medo, ventre plano descendo para o triângulo dourado entre as coxas longas e firmes. Eleanor gritou, empurrando o peito peludo com as mãos delicadas, unhas cravando na carne dura. Mas ele a ergueu como se ela não pesasse nada, pressionando-a contra a árvore, as garras fixando-se em suas coxas para abri-las.
“Por favor... não...”, implorou ela, lágrimas escorrendo pelas faces, mas seu corpo traía-a: os mamilos latejavam, o sexo já úmido, inchado, traindo um desejo inexplicável que a visão do enorme pênis da criatura despertara e que o terror não conseguia apagar.
A besta lambeu seu pescoço, língua áspera e quente traçando uma trilha de fogo até o lóbulo da orelha, mordiscando levemente sem ferir, enviando arrepios que faziam seus seios se arrepiarem. Ele inalou profundamente o perfume de sua pele, rosnando baixo enquanto sua boca desceu para os seios, lambendo círculos amplos ao redor dos mamilos antes de sugá-los com força, alternando entre um e outro, dentes roçando a carne sensível. Eleanor arqueou as costas involuntariamente, um gemido escapando apesar da resistência, suas mãos ainda empurrando, mas com menos força, os dedos se enredando na pelagem espessa.
Então, com um impulso brutal, penetrou-a. O membro enorme forçou caminho, esticando-a ao limite, uma mistura lancinante de dor e plenitude que arrancou um grito rouco de seus lábios. Eleanor debateu-se, mas cada movimento só o afundava mais fundo, a fricção áspera da pelagem contra seu clitóris sensível enviando choques de prazer indesejado. Ele a fodia com estocadas profundas e lentas no início, saboreando cada centímetro, o corpo imenso pressionando-a contra a casca áspera da árvore, que arranhava suas costas nuas, adicionando uma camada de dor erótica ao ato.
Minutos se estenderam como horas sob a lua impassível. A besta variava o ritmo: estocadas rápidas e superficiais que faziam seu clitóris pulsar com cada roçada, depois profundas e lentas, preenchendo-a completamente, o saco pesado batendo ritmicamente contra sua carne. Eleanor choramingava, a dor inicial se dissipando em um calor líquido que se espalhava de seu ventre para os membros. Seus quadris começaram a se mover contra a vontade, erguendo-se timidamente para encontrar as investidas, o prazer crescendo como uma maré traiçoeira. “Não... pare... ah...”, murmurava ela, mas suas pernas longas se enrolavam ao redor da cintura peluda dele, puxando-o mais fundo, os calcanhares cravando nas costas musculosas.
A criatura, sentindo a mudança, rosnou de satisfação e a virou de costas contra a árvore, erguendo uma de suas pernas para penetrá-la por trás. Agora, as garras seguravam seus quadris largos, guiando os movimentos, enquanto sua língua lambia a nuca exposta, descendo pela espinha em lambidas longas e quentes. Eleanor apoiou as mãos no tronco, unhas cravando na casca, gemendo alto enquanto o ângulo novo permitia que ele atingisse pontos profundos dentro dela, cada estocada enviando ondas de êxtase que faziam seus joelhos fraquejarem. O suor escorria por sua pele perolada, misturando-se ao orvalho da noite, e seus seios balançavam com cada impulso, mamilos roçando o ar frio, intensificando a sensação.
Eles continuaram assim por um tempo que parecia eterno, o lobisomem incansável, variando posições: ele a deitou no chão úmido de folhas, montando-a de frente, os olhos vermelhos fixos nos dela enquanto lambia seus lábios entreabertos, forçando-a a provar o gosto selvagem de sua saliva. Eleanor, agora mais rendida, beijava de volta timidamente, sua língua dançando com a áspera dele, mãos explorando o peito peludo, sentindo os músculos contraírem sob seus toques. O prazer a consumia; ela gozou pela primeira vez assim, um orgasmo que a fez arquear o corpo inteiro, paredes internas contraindo ao redor do membro grosso, leite quente escorrendo por suas coxas, misturando-se ao sêmen pré-ejaculatório dele.
Mas a besta não parava. Ele a virou de quatro, garras cravadas no solo ao lado de suas mãos, penetrando-a com força renovada, o ritmo agora frenético, o som molhado de carne contra carne ecoando na floresta. Eleanor gritava de prazer, o segundo orgasmo construindo-se rapidamente, seus cabelos loiros colando no rosto suado, quadris empurrando para trás para encontrá-lo. “Mais... Deus, mais...”, sussurrava ela, a resistência completamente quebrada, substituída por uma luxúria voraz que igualava a dele.
O lobisomem, absorto no prazer que sentia – o aperto quente e pulsante ao seu redor, os gemidos dela como música primal – rosnava baixo, os movimentos perdendo um pouco da ferocidade inicial, tornando-se mais ritmados, quase submissos ao prazer compartilhado. Foi nesse momento, após o que pareciam horas de êxtase prolongado, com suor e fluidos cobrindo seus corpos, que Eleanor sentiu a oportunidade. Com um empurrão surpreendente de força, ela o rolou para o chão, montando-o enfim. Suas coxas fortes apertavam os flancos peludos, unhas cravando em seu peito, marcando-o enquanto ela cavalgava devagar no início, saboreando cada centímetro grosso que a preenchia, depois mais rápido, mais selvagem. Seus quadris giravam em círculos lentos, moendo o clitóris contra a base do membro dele, gemendo alto, sem pudor. “Agora você é meu...”, murmurava ela, voz rouca de luxúria, seios balançando hipnoticamente, cabelos chicoteando o ar.
A besta gemia como um animal ferido de prazer, submisso sob ela, as garras cravadas no solo em vez de na carne dela, olhos vermelhos nublados de êxtase. Eleanor acelerou, levando-os a um terceiro clímax compartilhado, seu orgasmo explodindo em ondas que a faziam tremer, contraindo ao redor dele até que ele não aguentasse mais. Rugindo, ejaculou profusamente dentro dela, jorrando golfadas quentes e abundantes, enchendo-a até transbordar, o sêmen grosso escorrendo pelas suas pernas longas e brilhando à luz da lua.
No pico do êxtase, o corpo dele começou a mudar: pelagem retraindo, ossos estalando, o focinho encurtando. Antes que Eleanor pudesse ver o rosto humano emergindo, ele se debateu, rosnando em pânico, e fugiu para as sombras, deixando apenas um rastro de pegadas e o eco de um uivo agonizante.
Eleanor caiu de joelhos no chão frio, nua, o corpo reluzente de suor e sêmen, seios arfando, sexo latejando ainda com os ecos do prazer. Culpa a invadiu como veneno: ela era uma esposa, uma lady, e acabara de se entregar a uma fera das trevas. Medo a gelou: e se a maldição a tocasse agora? Mas entrelaçado a tudo isso, ardia um desejo insaciável, uma fome que fazia sua mão deslizar entre as coxas, dedos mergulhando no creme misturado, revivendo cada estocada, cada lambida.
Ela ergueu os olhos para a lua, lábios entreabertos, um sorriso trêmulo e pecaminoso curvando-se. Sabia que voltaria à floresta na próxima lua cheia. E que, dessa vez, não fugiria.
Continua...