O primeiro dia na faculdade de Direito foi uma experiência surreal. Eu caminhava pelos corredores da universidade cercado de pessoas que discutiam ética, justiça e moralidade, enquanto eu carregava no corpo o cansaço de uma semana de excessos. Durante a aula de Teoria do Estado, meu celular vibrou. Sob a carteira, vi a mensagem de Mariana. Era uma foto dela no banheiro da PUC, com a saia levantada e sem calcinha, exibindo sua intimidade úmida com a legenda: "Pensando em como você vai me devorar quando chegar em casa, doutor".
Senti meu sangue ferver. Respondi rapidamente: "Guarda isso pra mim, porque hoje eu não vou ter piedade". Meus pensamentos eram um campo de batalha; a luxúria que Mariana despertava em mim era uma droga que me desconectava de qualquer senso de dever.
No intervalo, conheci algumas pessoas, e uma garota em particular me chamou a atenção: Vitória. Ela era uma morena deslumbrante, de traços finos, cabelos escuros que caíam em ondas pelos ombros e olhos amendoados que pareciam ler minha alma. Ela era inteligente, falava com uma clareza que me impressionou e tinha um sorriso que, por um segundo, me fez esquecer o abismo em que eu estava metido. Ela era linda, legal e exalava uma pureza que eu já não possuía mais.
Cheguei em casa no final da tarde e Mariana já me esperava no sofá.
— E aí, como foi o primeiro dia do meu advogado favorito? — perguntou ela, com aquele tom de voz que misturava interesse e posse.
— Foi bom. Conheci um pessoal legal... e uma garota, a Vitória. Ela é incrível, Mariana. Muito bonita e parece ser muito inteligente também — respondi, sem medir as palavras, talvez querendo testar o terreno.
O sorriso de Mariana desapareceu instantaneamente. Seus olhos escureceram e uma tensão gélida tomou conta da sala. Sem dizer uma palavra, ela se levantou, caminhou até o quarto dela e bateu a porta. Fui atrás, sentindo o clima pesado. Ao entrar, ela explodiu em uma crise de ciúmes.
— Vitória? Sério, João? Bastou um dia naquela faculdade pra você já estar encantadinho por uma morena qualquer? — ela sibilou, vindo para cima de mim. — Você acha que ela vai te dar o que eu te dou? Você acha que ela conhece o seu lado podre como eu conheço?
Eu sorri, sentindo o poder da provocação. Peguei-a pela cintura, puxando-a para perto.
— Está com ciúmes, Mariana? — sussurrei no ouvido dela. — Relaxa. Ela pode ser bonita, mas ninguém me faz perder a cabeça como você. Mas confesso... o jeito que ela me olhou me deixou curioso.
Mariana soltou um rosnado de frustração e me beijou com uma fúria selvagem, como se quisesse marcar território na minha boca. Ela se livrou das roupas em segundos e me empurrou para a cama. O sexo que se seguiu foi agressivo, movido pela possessividade dela. Eu a provoquei o tempo todo, sussurrando como a Vitória era elegante enquanto eu enfiava meu pau nela com força, fazendo-a gemer alto para abafar o nome da outra.
Eu a virei de bruços, puxando seu cabelo com uma mão enquanto a outra apertava sua coxa, penetrando-a com estocadas secas e profundas. Mariana enterrava o rosto no travesseiro para não gritar, o corpo tremendo sob o meu controle. Ela se virou, puxando-me para cima dela, cruzando as pernas nas minhas costas e me implorando com o olhar.
— Eu sou a única, João! Diz que eu sou a única! — ela gritava, cavalgando em mim com desespero, sentando com toda a força enquanto seus seios balançavam freneticamente. Eu a segurava pelos quadris, sentindo a umidade dela transbordar a cada impacto.
Eu estava entregue ao prazer, com as mãos apertando a bunda dela, quando o impensável aconteceu. A porta do quarto, que achávamos ter trancado, se abriu de uma vez.
Ana Beatriz estava parada no batente. O choque no rosto dela foi tão profundo que ela pareceu perder o ar. Mariana congelou sobre mim, nua, meu pau ainda enterrado nela, enquanto o silêncio do quarto era cortado apenas pela nossa respiração ofegante. O pânico nos atingiu como uma descarga elétrica.
— Meu Deus... — Ana sussurrou, a voz trêmula de horror. — Mas o que... o que é isso?!
Eu tentei me cobrir, mas o terror me paralisou. Mariana escorregou de cima de mim, encolhendo-se na beira da cama com o rosto pálido.
— Explicar o quê?! Que vocês são dois animais? — Ela gritou baixo, a voz embargada. — Eu desconfiei, eu rezei para estar errada, mas ver isso... com meus próprios olhos... É uma abominação! Vocês perderam completamente a noção do que é certo e errado? Vocês são irmãos, pelo amor de Deus! Isso é um crime moral, é doentio!
— Ana, por favor, não conta para a mamãe... — Mariana implorou, começando a chorar.
— Não conta para a mamãe? — Ana Beatriz riu, uma risada amarga. — Vocês têm ideia do que isso faria com ela? Ela já foi destruída pelo papai, e agora o "filha de ouro" e o caçula se tornam amantes debaixo do teto dela? Isso mataria a nossa mãe, Mariana! Mataria! Eu não vou contar apenas por ela, porque eu não vou ser a pessoa que vai enterrar a sanidade da minha mãe.
Ela apontou o dedo para nós dois, a voz agora gélida e autoritária.
— Vistam-se agora! Coloquem a porra da roupa antes que a mamãe abra a porta da sala! Ela já mandou mensagem dizendo que está chegando. Se ela pegar vocês assim, a vida dessa família acaba hoje!
Mariana e eu saltamos da cama, catando as roupas pelo chão com as mãos trêmulas.
— Mas entendam bem — continuou Ana, enquanto eu fechava o zíper da bermuda em pânico. — Isso acaba aqui. Agora. Eu vou vigiar cada suspiro de vocês. Se eu notar um olhar atravessado, um toque, ou se eu ouvir qualquer ruído vindo desse quarto... eu juro que coloco os dois na rua. Vocês me dão nojo.
Ela saiu do quarto como um furacão. Nos dias seguintes, o apartamento se transformou em uma prisão. Sob a vigilância implacável de Ana Beatriz, mal conseguíamos trocar uma palavra. Ela nos seguia com os olhos, transformando nosso lar em um lugar de silêncio e repressão.
No final daquela semana, cheguei da faculdade mais tarde. O apartamento estava mergulhado em um silêncio incomum. Ao passar pelo corredor, ouvi um som de choro vindo do quarto de Ana Beatriz. A porta estava entreaberta. Entrei devagar e a vi sentada na cama, com o rosto inchado e em prantos. A "sentinela" da moralidade estava desmoronada.
— Ana? O que houve? — perguntei, aproximando-me com cautela.
Ela levantou os olhos marejados, a máscara de advogada séria completamente quebrada.
— O Marcelo... ele terminou comigo, João. Por telefone... — ela soluçou, abraçando as próprias pernas. — Ele disse que eu sou fria, que sou intocável demais... eu estou sozinha, João. Todo mundo vai embora...
Fiquei parado ali, vendo a irmã que me julgava com tanto asco agora vulnerável e destruída, enquanto o perfume importado, um floral amadeirado caro e seco que era a marca registrada dela, misturava-se ao cheiro do seu desespero, preenchendo o quarto.
