**CAPÍTULO 1**
Tá bom, essa vai ser longa então fica comigo! Tudo começou quando eu estava de férias com minha amiga na beira da piscina do hotel…
"Você tá de brincadeira, né?" eu disse, me sentando um pouco, algumas gotas da minha caipirinha derramando na borda do copo. Caiu no meu biquíni e eu limpei com o dedo, lambendo o líquido adocicado com a língua. "Aquele cara ali?"
"Sim," Júlia disse com um sorriso. "Você não acha ele gato?"
Eu olhei mais de perto pra ele.
"Bom, sim. É óbvio que ele é gato," eu disse cautelosamente. "Só não achei que fosse seu tipo." Eu tentei ler o livro dobrado na mão dele, mas o título tava pequeno demais pra eu ver dessa distância. Entre a gente, a piscina brilhava num azul turquesa, cercada por guarda-sóis brancos e espreguiçadeiras vazias. A gente tava no hotel há três dias, tempo suficiente pra alguns dos funcionários começarem a nos cumprimentar pelo nome, mas não tempo suficiente pra sentir aquela saudade de casa inevitável que vem com uma viagem longa. "Só tô surpresa que *você* acha ele gato. Ele parece meio nerd demais pro seu gosto…"
"E daí?" ela deu de ombros, se recostando na cadeira, esticando as pernas e mexendo os dedos dos pés. "Você não pode ficar com todos os nerds pra você, Sara!"
"Ei. Você pode ficar com qualquer cara que quiser, deixa os nerds pra mim!" eu protestei, sentindo uma pontada de ciúmes do corpinho pequeno da Júlia, barriga chapada e bundinha perfeita.
Júlia riu. "Ah, qualé. Você se vira bem também…"
"Talvez," eu dei de ombros, sabendo que ela tava certa, sabendo que eu fui abençoada em outros departamentos. Júlia tomou um gole do drink, espiando por cima dos óculos escuros o cara do outro lado da piscina.
"Ele é tipo, estranhamente gato, sabe. Tipo, ele nem sabe que é gato. Ele tá ali sentado lendo poesia ou sei lá o quê e não faz ideia de que eu tô aqui pensando em sentar na cara dele."
"Júlia!"
"O quê?" ela riu. "Tô com tesão! Faz um tempão!"
"Bom…é, eu também na verdade," eu admiti.
"Então você *com certeza* reparou nele. Eu sei qual é o seu tipo…"
Eu hesitei, passando o dedo na borda do meu copo. Ela tava certa, claro. Eu reparei nele ontem, no mesmo lugar do outro lado da piscina, digitando num notebookzinho sem camisa.
"Meu Deus, você reparou nele, não foi?"
"Quer dizer…ele tá por aí," eu murmurei, tentando parecer casual.
Ela sorriu, cutucando meu braço. "Você tá vermelha."
"É queimadura de sol!" eu ri.
"Sei," ela disse, se sentando e amarrando o cabelo num coque, revelando a curva suave do pescoço. "Então qual de nós duas você acha que ele ia querer?"
Eu olhei pro corpo dela, brilhando levemente na luz do sol. Ah, Júlia. Ela era tão gostosa sem esforço nenhum. Tão casualmente sensual. Eu vi ela tomar um gole da caipirinha e, porra, até o jeito que ela *engolia* parecia sensual.
"Essa não é uma pergunta justa," eu disse finalmente.
"Por que não?"
"Porque a gente não faz ideia do tipo de coisa que ele curte…"
"Verdade…" ela disse, a voz distante enquanto continuava olhando pra ele. Ela virou pra mim de repente e olhou pro meu biquíni. "Mas se ele curte peitos enormes então acho que você já ganhou."
"Ei," eu disse, segurando contra o peito. "Isso é maldade!"
"Ah, relaxa," ela disse. "Eu mataria pra ter peitos como os seus."
"É, bom, você *pensa* isso, mas espera até você estar na quinta roupa e perceber que não consegue achar nada que não te faça parecer uma vagabunda total. Eu preferia ser sarada e bronzeada que nem você!"
"Ah para, você fica gostosa em tudo. Deve ser terrível!"
Eu abri a boca pra protestar, mas Júlia me dispensou com um gesto.
"Tanto faz. Acho que a gente devia ir descobrir."
"Descobrir o quê?"
"Que tipo de coisa ele curte..."
Eu olhei pra ela por um momento, depois pro cara. Eu senti um frio nervoso no estômago. "Mas a gente tá de férias. E não somos exatamente adolescentes mais…"
"E daí?" Júlia disse, se sentando, animada com o próprio plano. "Férias é pra ser divertido! E a gente pode não ser adolescente, mas também não somos velhas. Você é gostosa. Eu sou gostosa. Vamos dar em cima dele um pouco e ver qual de nós duas ele curte? A gente podia fazer tipo uma competiçãozinha amigável? Primeira a transar com ele ganha?"
"Isso é idiota," eu disse, mas por um segundo eu imaginei; cada uma de nós de um lado dele, a mão dela no ombro, minha mão no peito, nossos peitos pressionados contra ele, a calcinha da Júlia caída nos tornozelos, as duas implorando pra ele comer a gente primeiro. Eu balancei a cabeça. "Além do mais, talvez ele não goste de *nenhuma* de nós!"
"Isso é heresia." Ela revirou os olhos. "Ele é um *cara*, Sara."
Eu mastiguei meu canudinho. "E se ele tiver namorada?"
Júlia jogou a cabeça pra trás e soltou um suspiro exasperado. "Então espero que pelo bem dela ela esteja fazendo tudo que precisa fazer pra manter ele fiel..."
Eu continuei olhando pra ele, vendo ele virar a página do livro. Ele era bem gato mesmo, eu tinha que admitir. E realmente *tinha* sido um tempão desde que eu tinha transado. A ideia de sentir um par de mãos nos meus quadris, me guiando gentilmente de volta pra cima delas, minhas pernas se abrindo…
Mas não. Me colocar contra a Júlia não era uma batalha que eu tinha certeza que podia ganhar. Era divertido fantasiar, mas–
Júlia se levantou, o corpo sarado e os peitinhos durinhos bloqueando o sol.
"Foda-se. Se você não quer brincar então tanto faz. Mas eu vou falar com ele…"
"Espera…" eu disse, mas Júlia só sorriu e me mandou um beijo, virando e contornando a piscina com o drink.
Conforme ela andava até ele, os quadris se moviam do jeito que sempre se moviam quando ela queria atenção; devagar, suave, balançando de um lado pro outro a cada passo. Ela tava usando um biquíni fio dental, e eu podia ver cada ondulação perfeita da bunda conforme ela se afastava, os lacinhos nos quadris implorando pra serem puxados e libertados.
Eu balancei a cabeça e afundei de volta na espreguiçadeira, tentando parecer casual, tipo que eu não tava olhando, mexendo no resto da caipirinha derretida no meu copo e rolando o feed no celular. Mas meus olhos continuavam voltando pra beira da piscina onde ela tinha parado, bem do lado da cadeira dele.
Ele olhou pra cima quando ela falou, uma expressão de surpresa no rosto, e eu imediatamente senti uma onda de ciúmes. Ela apontou pra cadeira do lado, o cabelo caindo sobre um ombro conforme ela fazia isso. Um gesto calculado, mas efetivo. Ele acenou (quem não acenaria?) e ela sentou, posicionando a bunda de um jeito que acentuava a forma natural do corpo, as costas arqueadas e os quadris largos.
Ela tava linda.
O zumbido das caixas de som na beira da piscina e a conversa do bar tornavam impossível ouvir o que eles tavam dizendo, mas eu conseguia ler a linguagem corporal dela a quilômetros de distância, e ela tava dando todos aqueles sinais pequenininhos que dizem, *você pode olhar pra mim se quiser. Tá tudo bem. Na verdade, talvez eu até goste*.
O coitado não sabia o que tinha acertado ele. Eu podia ver na forma como os ombros ficaram tensos; no jeito que a mão pairava meio sem jeito sobre o livro no colo; no jeito que ele tentava olhar pra qualquer lugar menos pro reflexo cintilante da piscina na parte de baixo dos peitos dela. Ele era *tão* diferente do tipo de cara que a Júlia normalmente ia atrás, e quase me deu vontade de proteger ele, de maternar ele, de segurar ele perto e…bom…
…foder ele até ele não aguentar mais.
Ele disse alguma coisa então, algo que fez ela rir, e ele sorriu de verdade pela primeira vez. Ele ficou ainda mais bonito agora que tava relaxado. Caramba. Júlia colocou o drink na mesinha do lado da cadeira, se inclinando levemente pra frente conforme fazia isso. Eu mordi meu canudinho.
Tinha sido meses desde que eu tinha transado, eu me lembrei.
*Meses.*
Por um segundo eu imaginei que era eu ali em vez dela. Uma toalha jogada casualmente em volta da cintura, fingindo que eu tava só sendo simpática. Eu faria alguma piadinha besta sobre o calor ou drinks ou sei lá alguma bobagem assim, e ele olharia pra cima pra mim com aquela mesma incerteza tímida conforme eu deixasse minha toalha abrir, mostrando pra ele meu peitão quase descoberto, molhado com uma mistura de suor e protetor, o tecido do biquíni esticando embaixo dos meus bicos duros.
Em vez disso, eu só fiquei ali sentada, fingindo que não tava observando cada movimento. Ele riu de novo e ela riu também, esticando o braço e colocando a mão no joelho conforme fazia isso, os peitos balançando conforme ela ria, perto o suficiente pra ele poder ter esticado o braço e agarrado se ele tivesse coragem, perto o suficiente que por trás da escuridão dos óculos escuros, ele com certeza tava olhando pra eles. Eu senti outra torção de ciúmes no estômago e uma pontada de excitação num lugar mais baixo.
Foda-se.
A competição tava começando.
[Como sempre, me avisa se vocês curtiram isso e eu posto mais]
