Ana Lídia entrou naquela cozinha ainda fingindo que estava ali por causa do prato.
Mas o corpo dela já tinha outra intenção.
O calor do ambiente colava o vestido na pele morena. O tecido marcava os seios cheios, firmes sob o sutiã rendado que ela jurava usar só para si mesma. Os quadris largos desenhavam uma silhueta impossível de ignorar. Coxas grossas, torneadas, que se tocavam quando ela se movia.
Ela sabia o efeito que causava.
O chef de 49 anos se aproximou primeiro. Seguro. Olhar lento percorrendo cada curva sem pressa.
O mais novo fechou a porta atrás dela.
O som metálico ecoou fundo.
— O que exatamente não te agradou? — o mais velho perguntou, mas os olhos estavam no decote.
Ana Lídia cruzou os braços, fazendo os seios comprimirem ainda mais.
— Faltou intensidade.
O mais novo se aproximou por trás. O corpo dele quase encostando. Ela sentiu antes mesmo do toque. A respiração quente roçando sua nuca.
O mais velho deslizou a mão pela lateral do corpo dela. Da cintura até o quadril. Apertou levemente.
Ela não recuou.
O mais novo finalmente encostou. As mãos firmes segurando a cintura dela por trás. O corpo dele pressionando, deixando claro o quanto estava interessado.
Ana Lídia soltou o primeiro suspiro.
O mais velho aproximou o rosto do dela.
— Você entra na cozinha de dois homens… vestida assim… e espera o quê?
Ela segurou a camisa dele com força.
— Que resolvam meu problema.
O beijo veio bruto. Boca contra boca. Línguas se encontrando com urgência. Nada delicado.
Enquanto isso, o mais novo deslizou as mãos pelas curvas dela, apertando o quadril, subindo até os seios, sentindo o volume cheio sob o tecido. Ela arqueou as costas, empurrando-se contra ele.
O vestido começou a subir lentamente pelas mãos dele, revelando mais pele morena, quente, arrepiada.
O mais velho desceu a boca pelo pescoço dela, mordendo de leve. A mão dele apertou um dos seios agora com mais firmeza, sentindo o peso na palma.
Ana Lídia gemeu baixo.
Não era mais reclamação. Era entrega.
O mais novo virou-a de frente para a bancada e a pressionou contra o aço frio. A diferença de temperatura fez o corpo dela tremer.
O mais velho puxou o vestido dela para cima, deixando as coxas expostas. Mãos grandes explorando cada curva, apertando, deslizando.
Ela estava molhada de calor. De desejo. De anos reprimidos.
O mais novo segurou firme os quadris dela por trás, pressionando o corpo contra o dela de forma clara, direta. Ela sentia o volume, a intenção.
O mais velho levantou o queixo dela.
— Ainda é a santa da igreja?
Ela respondeu puxando-o para outro beijo, mais profundo, mais obsceno.
As mãos deles percorriam sem pudor. Coxas abertas pela própria vontade dela. Corpo se movendo no ritmo que os dois impunham.
Ela estava completamente entregue.
O mais novo segurou o cabelo encaracolado dela, puxando levemente para trás enquanto a pressionava contra a bancada. O mais velho descia os beijos pelo corpo, marcando território.
A cozinha abafava os gemidos dela.
Os movimentos ficaram mais intensos. Mais ritmados. Mais quentes.
Ana Lídia segurava a bancada com força, sentindo cada investida, cada toque firme, cada respiração pesada atrás dela.
O prazer crescia rápido. Irreversível.
Ela tentou segurar.
Não conseguiu.
O corpo dela tremeu inteiro quando o clímax veio forte, profundo, arrancando dela um gemido que ela tentou morder para conter.
Ficou ali, ofegante, entre os dois.
Suada.
Satisfeita.
O mais velho passou a mão pelo quadril dela uma última vez.
O mais novo beijou o ombro moreno.
Ela desceu da bancada devagar. Ajustou o vestido. Arrumou os cabelos.
Pegou o crucifixo no peito.
Olhou para eles com um sorriso que não tinha nada de santa.
— Agora sim… foi intenso.
Foi isso, mas na verdade eles me comeram, fui o prato principal deitada na mesa enquanto meteram o tempero na minha xoxotinha molhada e pelada, a verdade é que eu chupava a rola do novinho e o velho metia forte.
Meu marido frouxo olhava do lado do batente da porta e não falava nada, minha primeira história verdadeira em forma de conto, virão outras.
E saiu.