Branca entrou no quarto tentando mostrar uma surpresa casual.
"Você por aqui? Bem que eu ouvi um barulho."
Laura continuou emburrada e calada, fingindo procurar algo na gaveta da cômoda.
"Aconteceu alguma coisa?"
Branca testou a prima, mas continou sem resposta. As duas se olharam, olhar curto, sairam faíscas dos olhos de Laura. A prima percebeu que a outra viu o que aconteceu.
"Nada. Não aconteceu nada. O que é que podia acontecer?"
"Não entendi."
A resposta vaga fez Laura perder o controle, a voz ficou alterada.
"Cínica! É o que você é."
"Eu! Mas o que foi que eu fiz?"
Laura parou de frente mostrando um sorriso sarcástico, nervosa, puta da vida, a boca espumando. Branca instintiva deu um passo a trás. Sentiu um frio na coluna, o coração acelerou, mas continuou firme como se fosse inocente.
"O que foi aquilo com o meu pai! Aqui, na nossa casa."
"Eu não sei do que você está falando, garota!"
"Fingida! Mentirosa, fingida!"
Branca franziu a testa, não conseguia pensar em nada. Começou a ficar arrependida, mais ainda com a bronca que ia levar da mãe a hora que Laura contasse. E a tia? Melhor nem pensar.
A estridência de Laura foi aumentando, erguendo o dedo e se aproximando. Falou bufando tudo o que lhe vinha à cabeça.
"Você não vale nada garota, nada! Que merda!"
"Calma Lau! Aconteceu o que eu podia fazer?"
Não era isso o que Branca queria falar, mas não tinha mais volta, saiu sem querer. Piorou, Laura ferveu como uma chaleira.
"O que podia fazer? Podia ter dado no pé, não ficar atentando o homem."
"Ele é que deu encima de mim, ele. Seu pai é que um..."
"Um o quê? Fala, fala se tem coragem. Lambisgoia!"
As duas foram elevando as vozes, se enfrentando. Branca não era de levar desaforo pra casa e a Laura ultrajada. A traição parecia que era com ela e não com a mãe.
"Você mesma disse que eles estavam brigados. Nem se falavam."
"E isso te dá o direito de dar encima do pai! Garota, você é muito cara de pau pro meu gosto. Porra, que mulher vagabunda que você é."
"E teu pai é um santo. Passou dias me azarando, falando besteiras, me atentando. E a culpa é só minha?"
"Sua sim! Seu tio, porra! Fingisse que não era com você. Me contasse, que eu dava um jeito. Mas que merda!"
Virou e fechou a gaveta da cômoda com força.
"Mas eu falei, disse que seu pai estava estranho. Você é que não quis entender."
"E esse shortinho apertado, com os peitos quase de fora? Você não queria nada, foi só coincidência. Sei!"
Branca mordeu os lábios, esboçou um sorriso de menina assanhada. Colocou as duas mãos na cabeça e enrolou os cabelos num coque. Tudo para ganhar tempo e pesar se valia a pena confessar. Laura sabia, sabia que ela era fissurada em homens mais velhos.
"Seu pai é muito... ah! É muito atraente o que eu posso fazer? Você sabe que eu gosto. Aconteceu, juro que não acontece mais. Prometo."
"Vagabunda!"
As duas tão próximas, os rostos quase colados. Branca ameaçou abrir a boca, mas a outra falou antes.
"Piranha. Piranha, vadia. Vai ter troco, pode apostar."
"Você não vai contar pra tia, vai? Olha a merda que você vai fazer, isso sim vai acabar com o casamento dos seus pais."
Laurinha saboreando o olhar assustada de Branca. O ponto fraco era a tia Carla.
"Eu devia contar é pra sua mãe. Aliás acho que vou, vou sim. Tia Carla vai te arrancar o coro. Bem feito pra você, bem feito!"
"Não, pra mamãe não. Eu faço qualquer coisa. O que você quiser?"
"Eu devia dar pro seu pai. Devia mesmo, só pra você ver como é bom ser enganada. Pilantra!"
Branca não disse nada, só riu olhando para o teto, tentando evitar o olhar da prima.
"Que foi garota?"
"Nada, só que ele não é o seu tipo. Você não gosta de homens mais velhos."
"E nem teria jeito, tia Carla deu um pé na bunda do seu pai e não foi à toa. Mas quem herda não rouba, você saiu igualzinha a ele."
Branca deu de ombros, melhor não provocar, a raiva da prima começava a diminuir. Vai que aquilo ficasse só na ameaça.
"Mas se você quiser eu até ajudo. Arranjo um encontro entre vocês."
"Eu hein, garota! Ficou louca?"
Ficaram em silêncio um instante. Laura franzido a testa, Branca mostrando um jeito mais meigo, fingindo examinar o teto, mas ambas se avaliando. Laura começando a achar graça naquela conversa enviesada.
"Além do mais, tio Douglas é muito feio, nossa!"
Branca mostrou a língua, um ar de asco como resposta.
"Como se o seu fosse lindo."
"E não é? Tanto que você deu pra ele. Quem é que estava louca no meu pai? Acha que eu não vi você outro dia. Não parava de comer o homem com os olhos. Não é à toa que ele resolveu dar de cima da bruaca. Também dando mole igual uma piranha de esquina."
Ficaram de novo se enfrentando, foi virando um joguinho entre as duas. Uma troca de farpas e as indiretas, mas não era só isso, Laura abriu um sorriso, gostou da ideia. Por que não? Tinha lá suas vantagens, sempre quis, mas nunca teve coragem de confessar.
Ainda mais ela mesma não sabia muito bem porque achava atraente a amiga esquisita da Branca. Uma negrinha assanhada com ares de quem tinha o rei na barriga. Detestava a sirigaita, mas era atraente ainda mais com aquele detalhe especial.
"Eu quero a sua amiga, a Virgínia. Não é a sua melhor amiga?"
"Virgínia!"
Branca ficou surpresa com a proposta.
"Não sabia que você gostava. Nunca te vi interessada numa mulher?"
Laura fez cara de entediada, nervosa, não queria mais discussão.
"Mas é o que eu quero. Ou ela, ou eu conto pra tia."
"Vocês duas não se gostam. O que deu em você garota? Além disso, a Vi prefere outras coisas. Coisas da profissão, você não é o tipo de cliente que ela atende. Escolhe outra."
"Se vira garota, convence, paga, se for o caso prende. É ela ou você tá ferrada."
Branca tossiu e riu, era simplesmente estúpido aquilo. Tanta coisa pra Laura pedir e o que ela queria era ficar com a Vi. Justo Virgínia que detestava a prima.
Bateram de leve na porta, duas batidas curtas. O suficiente para Laura saber quem era.
"Que foi pai?"
A porta abriu tímida, quase nada, mal se via a mão de um homem na maçaneta.
"Oi filha! É só pra avisar que eu vou dar uma saidinha rápida. Se sua mãe aparecer diz que eu já volto."
Houve um silêncio mais longo. As duas garotas se encarando. Laura exibindo um sorriso sórdido, já soltando Branca um desconforto.
"Tá certo pai, eu aviso."
"Então eu tô indo. Tchau!"
"Tchau."
"Tchau tio Wagner."
"Tchau... Branca."
A voz masculina quase não saiu, parecia assustada. A porta fechou num estrondo, ouviu-se os passos do homem descendo as escadas.
"Tio Wagner! Porque não mandou um beijo? Depois de, de fuder com o sujeito, nada mais natural. Beijos tio. Eu mereço!"
"Para Laura! Não é nada disso. Foi um erro, acontece com todo mundo. Não vai acontecer mais, juro."
"Mesmo assim eu ainda quero a sua amiguinha, peladinha na cama. Eu quero ver o que a esnobe tem que atrai tanto homem. Já provou?"
"Eu! Que isso garota, não é o meu tipo. Mais estranho ainda ser o seu. Nunca te vi interessada. Achei que você gostasse de homens."
"Ela não é uma profissional do ramo? Porque não eu? Pagando elas fazem tudo, não fazem?"
"Você vai pagar?"
"Eu não, tu garota. Contrata e avisa que eu quero serviço completo."
"Vai acabar com as minhas economias. Eu ia viajar pra Salvador no Carnaval. Virgínia é cara."
"Se vira, quem mandou não pensar nas consequências. Senão eu vou ser obrigada, a você sabe, contar tudo pra tia. E se eu contar é claro que a mãe vai ficar sabendo."
"Quem vai ficar com os pais separados vai ser você."
"Mas a culpa vai ser sua. Pensa bem, melhor o quê? Gastar sua grana com a garota lá, ou deixar todo mundo saber que a Branca não passa de uma vagabunda. Que surpresa, não?"
Branca mordeu os lábios pensando no que fazer. Pior, tinha que convencer a Vi de aceitar um programa justo com a Lau. As duas se odiavam, ainda mais Virgínia. Não queria ver a prima nem pintada de ouro, muito menos num dos seus programas.
"Tá, eu vou ver o que eu posso fazer."
"Ver não, ou consegue, ou eu conto. Você que sabe."
***
Branca sentou no banco da mesa da lanchonete com um copo de cerveja enorme. Virgínia fez o mesmo sentando de frente e colocando uma bandeja com sanduíche e batatas.
Olhos cor de mel, cabelos cacheados bem curtos, as bochechas salientes. Os seios perfeitos, os ombros largos. Virginia abriu um sorriso simpático mostrando os dentes alinhados contrastando com a pele escura. Era alguns anos mais velha que Branca. Se conheceram quando Branca entrou para a mesma faculdade de engenharia.
Se tornaram unha e carne. Uma amizade que não podia ser abalada por nada, pelo menos era o que Branca pensava até o domingo passado.
"Então, o que é que você queria falar comigo? Me deixou curiosa garota."
"Aconteceu."
Branca falou e escondeu o riso atrás do copo de cerveja. Virgínia parou tentando advinhar o que era. Foi aos poucos abrindo um sorriso.
"O Wagner, seu tio?"
"Ele mesmo e eu não fiz nada, ele é que deu mole e aí..."
"Mole?"
Riram juntas limpando os beiços com os guardanapos.
"Então você merece um brinde garota."
"Tim tim!"
"Eu quero detalhes. Como era?"
"Grande, nossa como era grande."
"Mas o seu tio é muito descarado. Vi ele só aquela vez na festa do aniversário. O homem não parava de te secar. Não sei como sua tia não desconfiava?"
Branca balançou a cabeça como se duvidasse.
"Minha tia se faz de besta pra viver, sabe que o tio é um cafajeste, se pudesse comia até a mãe."
"Nossa! Que isso, um garanhão, mas conta como foi?"
"Você acredita que ele me perguntou se eu queria deitar no colo dele? Velho safado! Só nós na casa e ele aproveitou, mas também..."
Virginia parou de comer quando viu o riso maroto estampado no rosto da amiga.
"Aí conta! O que foi que você fez?"
"Quem disse que eu fiz alguma coisa, ele é que um tarado."
"Desembucha garota. Também o que?"
"Coloquei aquele meu calção, o jeans amarrotado, lembra?"
"Claro que lembro. Deixa a xereca apetitosa e a homarada babando. Você também não presta não é Branca?"
"Háháhá! Não fala assim da minha bucetinha. Eu sou uma garota de família, uma filha bem comportada."
"Se eu contasse a metade do que eu sei de você daria um livro de sacanagem."
"Olha só quem fala! A profissional aqui é você, eu sou apenas uma amadora."
Virginia segurou a última batata com a ponta dos dedos.
"Todas são profissionais querida. Umas ganham a vida trepando, as outras se casam."
"Pois eu não quero saber de casar, homens me cansam a paciência. A não ser quando ficam de pau duro na minha frente."
"E ele gozou, gozou dentro de você?"
Branca deu outro gole no copo e apenas balançou a cabeça. Um sorriso devasso foi surgindo aos poucos.
"Sua louca!"
"Tomei a pílula depois. Bom mesmo foi ouvir ele gemendo enquanto me comia. Me deixou com os peitos machucados."
"Nossa! Que animal, bem que você desconfiava, não era?"
"Pena que..., minha prima apareceu e aí a coisa fedeu."
"Sério! Na hora 'h'?"
"Quase, mas também não deu um escândalo. Só entrou e subiu pro quarto."
"Como é o nome dela mesmo, Letícia?"
"Laura, ficou puta comigo. Achei que dava pra levar na conversa, mas a garota quis me esfolar."
Branca ficou com um ar pensativo. Virgínia enrugou a testa achando estranho.
"Ela ameaçou contar pra sua tia."
"Pior, contar pra minha mãe. Vai ser uma merda. Dona Carla me deserda."
"E aí? Que merda! E agora?"
Branca respirou fundo e olhou na direção das mãos juntas sobre a mesa. Virgínia pressentiu que havia perigo no ar, mas não tinha como escapar. Esperou o olhar de Branca e o que ela tinha a dizer.
"A guria fez uma proposta. Ou o que ela quer, ou ela conta. Fazer o quê?"
"E o que é que ela quer?"
"Você."
Branca riu apreciando o olhar congelado, a boca se abrindo da negra gostosa. Virgínia foi ficando branca.
"E o que eu tenho a ver com isso? Você faz suas merdas e eu é que tenho que limpar? Vocês que são brancos, vocês que se entendam. Tô fora!"
Ficaram em silêncio um momento. Virgínia ofendida comendo o sanduíche. Branca pensando no que falar, sabia que a reação seria essa, o jeito era esperar a temperatura esfriar.
"Além disso, mulher não é o meu negócio, prefiro homens. Pagam mais caro e me deixam com mais tesão."
"Achei que você topasse. Não é só mais um cliente?"
"Você sabe que não! Ainda mais com a chata da sua prima. Você lembra o que ela me falou na festa. Só não dei uns sopapos por causa da sua mãe. Afinal foi na casa dela."
"Me ajuda vai, se não for isso Lau joga tudo no ventilador."
"Arranja outra, tem tantas por aí. Eu não sou a única no mercado."
"Mas ela não quer. Só topa se for com você. Sei lá porque também, até agora não entendi. Ela não gosta de você."
"Eu sei porque, conheço muito bem o tipo. Odeia pretos, ainda mais gente como eu, mas no fundo, no fundo quer experimentar. Saber como é? Gente falsa, curiosa e racistinha como a sua prima é o que não falta."
"Não é a primeira vez que insinua que ficou interessada em você, mesmo depois da briga."
"Além do mais uma antipática."
"Mas não sei se é racista, fresca sim, se acha a mais esperta."
"Mas é, eu sei muito bem o que ela quis dizer quando fez a piada. Toda racista é no fundo uma mal amada. Conheço muitos, mas pelo menos me pagam e bem. Não fosse isso quem disse que eu pagava a facul e ainda ajudava lá em casa."
Branca mordeu os lábios, fez cara de desanimada. Ela estava, mas também sabia que Virgínia tinha o coração mole. Um pouco de encenação talvez ajudasse, inclusive no preço.
"Aí meu Deus! Que saco! Quanto que a guria está disposta a pagar. Custa 500 a hora, ainda mais pra ela."
"Pagar!"
"E você ainda quer que saia de graça? É o meu trabalho, eu devia receber com adicional de insalubridade."
"Eu, eu não sei. Não pensamos nisso na hora. Vou ter que ver."
"Pois veja, sem grana, sem foda."
"Quanto tempo normalmente dura, você sabe?"
"Umas três, quatro horas. Depende da grana do cliente e do meu tesão no sujeito."
"Tudo isso?"
"Mais o jantar, as bebidas e o motel. Essas coisas são caras e eu nem sou das mais procuradas."
"Minha nossa. E se fosse umas duas horas, sem jantar? Quanto fica?"
"Mil reais in cash."
"Seiscentos. Preciso de grana pra viajar. Me ajuda."
"Oitocentos e isso porque é pra você. E da próxima vez não trepe com ninguém da família. Vai por mim, experiência própria."
"Fechado."
"Mas fique sabendo que vai ter troco. O troco que aquela guria sacana merece."
Branca riu imaginando o que seria.
***
Entraram as duas caminhando devagar. Virgínia nem tão produzida assim, afinal Laura não merecia ainda mais pelo preço. Com desconto e sem jantar. Também não fazia questão de jantar com aquela chata.
Já Laura olhando para o teto, um ar de curiosa com o local. Num vestido casual, nada muito sensual exceto pelos ombros à mostra, seus peitinhos visíveis sob o tecido semi transparente, um jeans meio surrado, mas os saltos brancos a deixavam mais interessante.
"Vem muito aqui?"
Virgínia caminhou num rebolado meio cansado até a beirada da cama. O som das botas pretas de bico fino batendonno chão.
"Pouco. Meus clientes preferem os mais refinados."
Deu uma espetada de leve, mas Laura se fez de desentendida. Sentou elegante na cama redonda cruzando as pernas como uma senhora bem comportada.
"Você trouxe o dinheiro?"
"Eu pago agora? Achei que, que só depois do serviço."
Laura esboçou um sorriso devolvendo a cutucada.
"Não é assim que funciona. Até porque eu tenho um compromisso, não posso demorar."
"Outro cliente? Achei que teria exclusividade."
Laura riu debochada. Virgínia ferveu no olhar. Arrependida por ter aceitado o acordo com Branca. Puta da vida querendo descontar na guria atrevida.
"Não pelo preço que você pagou, queridinha. Exclusividade custa mais caro."
Abriu um sorriso enquanto movia os dedos como se contasse dinheiro.
"Pix, cartão?"
"Grana. Branca não te avisou?"
Laura abriu a bolsa e mostrou as notas novas.
"Nem precisa contar."
Virginia mesmo assim examinou, enquanto olhava Laura com certo ar de repulsa. Respirou fundo e ordenou.
"De joelhos, anda! De joelhos."
"Seus clientes gostam disso?"
"Foi o combinado meu bem. Sua prima avisou que era o que queria. Duas horinhas de pura submissão."
"Comigo! Mas, mas..."
Laura parecia mais assustada do que arrependida. Será que ela tinha entendido errado o que Branca falou quando disse brincando que ela veria com quantos paus se faz uma canoa?
"Sem mas, sem um pio garota. Anda! Agora você é minha. Do jeito que os meus clientes mais gostam. Vou fazer gato e sapato de você."
Os olhos de Laura brilharam vendo o indicador da garota de programa apontando direto para o seu nariz. O olhar faiscante, o esgar de quem estava mesmo irritada com ela.
Riu, mas um riso acanhado. Ainda que os modos brutos da negra abusada excitasse. Sentiu a xaninha quente, pulsando dentro de jeans apertado. Mordeu os lábios e ajoelhou de frente para figura. O quadril da morena escura a um palmo de distância.
Virgínia segurou a jovem pelos cabelos, deu um passo e se esfregou no rosto da antipática.
"Cheira. É isso que você queria? O meu cheiro, cheiro de puta, cheiro de negra safada. Aproveita meu amor, não é pra muitos."
Continoun esfregando sentindo a face massageando o seu corpo. Rebolou como fazia com os homens. Sabia que excitava deixava os caras de pau duro, será que a xoxota da Laura molhaca?
"Não! Tira a mão garota. Põe só quando eu mandar!"
Puxou Laura pelos cabelos fazendo a cabeça dobrar sobre a nuca. Viu os peitinhos marcados na blusa folgada. Enfiou a mão por baixo e puxou o biquinho. Beliscou com vontade. Um seio perfeito que cabia na mão. Do tipo que a homarada adorava.
"Aaaiii! Machuca."
"Pra você aprender a me respeitar. Só faz o que eu mando. Agora vem, beija, aqui. Me chupa."
Laura foi esmagada contra a cintura da negra. Nojento, asqueroso, mas muito gostoso. Sentiu o cheiro característico, a umidade surgindo, sinal de que Virgínia estava gostando da brincadeira.
Sorriu olhando debaixo com os olhos de uma submissa. Beijou a saia preta. O coração palpitando e aquilo esquentando, molhando. Virgínia enfiou a mão por baixo da saia plissada e puxou. Se exibiu como sempre fazia aos machos. Mostrou toda sua potência, bateu de leve na testa da Laura.
A prima da Branca piscou encantada, ajoelhada como uma serva sentiu o cheiro viril Uma gota pingou no lábio e ela lambeu e gostou do sabor.
"Gostou? Agora engole. Aah! Isso, me engole toda menina. Me chupa putinha. Aaah!"
Virgínia moveu a cintura como se fodesse a boca. Laura engoliu, era grande, comprido, com as veias pulsando. A cabeça rombuda brilhava, o gosto de homem misturado com o perfume suave da Vi.
Aquilo pulsava na boca da Laura. Virgínia apertou a cabeça da jovem contra o quadril. Laura tremeu, mas engoliu tudo. A rola negra entrou pela garganta. Laurinha temeu desmaiar, a vista escureceu. Nenhum homem abusado dela assim. Era quase humilhante.
Asqueroso, nojento, mas muito, muito gostoso. Sorriu sentindo a textura da pele esticada do membro da Vi. Ser fudida como uma vagabunda na boca.O pau preto afundou até a garganta. Virgínia rebolando e batendo as bolas pesadas no queixo da Laura.
Os gemidos foram ficando altos, molhados, cada vez mais babados. Enquanto Virgínia comia a prima da Branca. A bucetinha pulsava de tesão, minava um sumo melado e denso. Ainda mais quando Virgínia falava numa voz arrastada.
"Isso garota, abre mais essa boca que eu te faço gozar sem nem te tocar. É isso que você queria? Curiosa de saber como seria, engolir a rola de uma mulher de verdade? Vai abre deixa fuder a garganta. Assim, assim, mais..."
Laura gemia e grunhia, o tronco preto ficando cada vez mais besuntado. Uma gosma começou a lambuzar seu rosto. A baba nojenta pingava no piso, na calça e na blusa. Os seios de menina antipática ficaram ainda mais à vista.
A bucetinha pulsava e melava. Laurinha foi ficando louca com a vagina queimando de tesão. Massageou a calça apertada se odiando por ter escolhido o jeans e não uma saia folgada.
Burra! Pensou apertando os dedos no tecido amarrotado e se tocando como podia.
"Vou te fuder gostoso garota. Vou ensinar o que ser comida de verdade. Vagabunda de uma figa. Tava curiosa, não tava? Saber o que é trepar como uma nega. Então toma, engole! Engole tudo, caralho!"
Os movimentos da Vi ficaram intensos, ela agarrada aos cabelos da sua serva. E o seu pau comendo a boca. Foi assim até aquilo sair gotejante, a baba pingando. Laura limpando e ofegando.
Os modos brutos deixaram Laurinha suada e descabelada, a maquiagem manchada. Mesmo assim ela segurou o tronco e punhetou Virgínia. Sabia que os homens amavam uma punheta com força.
A negra fechou os olhos saboreando os movimentos. Laura sabia como agradar. Movia com jeito alisando o ponto mais sensível na cabeça do pau.
"Me beija, me chupa. Sua puta! Isso... assim, assim. Vou te encher a cara de porra, fazer beber até a última gota."
"Eu quero dentro de mim. Por favor, por favor!"
Laura implorou sofrida. Virginia riu, uma risada descontrolada. Era para outra estar apavorada. Suplicando por uma fuga, mas não a prima da Branca era uma vadia maior do que ela esperava.
"A xoxota tá pegando fogo, é? Tá te deixando louca?"
"Muito, muito... faz."
"Faz o quê? "
Laura agarrou o cacete com as duas mãos. O olhar ansioso, o desejo estampado no rosto.
"Me come. Me come Virgínia."
Virgínia limpou uma gota longa no queixo da cliente. Passou o dedo no lábio da Laura e enfiou na boca.
"Vou comer sim, mas vou comer do jeito que os meus clientes mais gostam. Do jeito que uma racistinha como você merece."
"Eu não sou... você entendeu tudo errado."
"Shhp! Calada, eu sei o que você é, eu vi. Toda negra sabe como é. Esse olhar de desprezo, olhar de quem se acha superior. Nem precisava falar, mas você falou que eu ouvi."
"Não, juro que não!"
"Chega! Anda fica de pé."
Laura subi desajeitada, toda amarrotada e molhada.
"Agora despe."
A blusa saio no ato, a calça demorou mais.
"Que saco! Essa merda tá muito apertada."
"Talvez por que você tenha engordado meu bem?"
Laura fingiu que não ouvir, se despiu e se livrou dos saltos. Ficou ainda mais baixa do que Virgínia. Percebeu a outra admirando o seu corpo. Instintiva tampou a vulva, mas a outra estava interessada nos seio. A mão delicada acariciando os peitinhos dos mamilos rosados.
"Os seus são mais bonitos, eu acho."
Virgínia fechou a cara, achou desagradável o elogio. Desceu a outra mão e segurou os pentelhos da Laura. A pele sedosa, o monte mais duro.
Ficaram se encarando enquanto Virgínia examinava a vulva. Um dedo longo foi se enfiando no meio dos lábios, até encontrar o grelinho escondido. Virgínia brincou com a cerejinha da Lau. Depois foi enfiando os dedos na xaninha apertada.
"Hmm! Tô vendo que gostou de levar rola na cara. Ficou meladinha não foi? Gosta?"
Laura balançou um não meio intimidada.
"Aaah! Oooh!"
"Rebola, anda rebola. É assim que vocês gostam não é?"
"Aaah! Vi! Uuuh! Meu...!"
Era invasivo, abusado, atrevido, mas a xaninha da Lau suava nos dedos da negra. Virgínia era melhor que os homens.
"Eu quero, eu quero Vi."
A voz chorosa, o jeito sofrido. Laura tremendo de vontade.
"Tô vendo. Agora você está pronta. Pronta pra levar rola na bunda. Bem gostoso, bem no fundo..."
"No fundo?"
"Do jeito que os meus clientes mais querem. Não é isso que você queria, saber como era trepar com uma traveco num motel? É desse jeito garota. Rasgando o cu da moçada. Anda deita."
Virgínia se livrou da camisa rendada, desabotoou o sutiã branco meia taça. As tetas fartas pularam pra fora, os mamilos rendondos, as marcas do biquíni mínimo.
"Eles gostam!? Sério?"
Virginia exibiu um riso sarcástico, mordendo de leve o lábio e descendo o zíper da saia. Ficaram só as botas negras,
"É o que eles mais pedem. País de família, empresários, filhos, noivos. Será que o seu namorado não gosta?"
"Não! Acho que não."
"Duvido. E seu pai, será que já experimentou? Fala com ela, dá o meu celular."
Virgínia punhetava na frente da Laura. Desinibida, provocativa. Risonha antevendo a vingança.
"Anda, de joelhos na cama."
"Pelo menos um lubrificante?"
"E homem que é homem gosta de lubrificante. A seco mesmo é o que eles pedem. Pra arregaçar o botão dos caras, fazer aquilo virar uma flor.
"Anda garota! De quatro."
Laurinha se ajoelhou receosa na cama larga, nem de longe era o que esperava. Esperava por uma boa trepada, diferente, nova, talvez muito gostosa. Mas um anal com Virgínia, era mais do que ela queria. O cúmulo da humilhação.
"Empina essa bunda mulher. Deixa eu ver o cuzinho. Mostra, não fica com vergonha, todo mundo tem. Até as racistinhas como você."
Laura afastou as pernas e se permitiu ser olhada, tocada, explorada com os dedos longos da amiga da Branca.
"Huummm! Apertadinho, novinho assim, nunca comeram o seu?"
"Nunca, ninguém. Aah! Uuuh!"
"Aí pena de você! Não sabe o que está perdendo. Bom pra mim, adoro um cu virgem, mesmo sendo o seu."
"Aaaah! Devagar."
Laura sofrida e Virgínia passou um dedo molhado no ânus. E cuspiu, depois massageou girando, espalhando a saliva no cuzinho da Lau.
"Relaxa garota, é só um dedinho."
A ponta do dedo foi entrando, furando o cu da Laurinha.
"Dói! Dói..."
"Vai dizer que nunca enfiou um dedinho no cu?"
"Não!"
"Mentirosa! Eu sei que é mentira, todas fazem, todas gostam. Os homens adoram, sabia?"
"Aaah! Uuuh!"
"Isso. Rebola, rebola que melhora. Siririca, anda, siririca."
"O que você vai fazer?"
Sentiu Virgínia se ajoelhar por trás, sentiu o cacete preto massagear a bunda, passear nos lábios da xana.
"Espera!"
"Calma! Eu vou te montar, cavalgar como os homens fazem. É só relaxar."
Virgínia melou a pica no sumo doce da bucetinha depilada. Massageou Laurinha com a cabeça da rola e enfiou o tronco cabeçudo no buraquinho apertado.
"Jes...usss! Aah!"
"Não fica tensa, relaxa."
"É grande, grosso. Aaah!"
Virgínia sentou e montounnas ancas novinhas. A cabeça passou esfolando o botão da Lauringa. Os seios pensos da negra dançando nas costas e o cacete rasgandomas pregas do rabo.
"Caralho, Virgínia!"
"Adoro um cuzinho novo. São os melhores, sabia? O seu então, uuuh!"
Virgínia cavalgava como se estivesse montada numa potranca. Laurinha com os pés juntinhos enquanto seu cu ia sendo deflorado. Sentiu ela cada vez mais sendo invadida, consumida pela pica negra da amiga da prima.
"Caraca! Que cu gostoso menina, seu marido vai adorar. Vou deixar você pronta pra anal dos sonhos."
"Eu não tenho marido, é o meu namorado. Aah! Aaa! Cacete!"
Virgínia metendo com força, enfiado o pau preto na bundinha da Laura. O calor do cuzinho começou a queimar a cabeça do pau. Prefiria que fosse o contrário, mas nada melhor do que uma doce vingança.
Uma vingança esporrada na bunda, pra humilhar a facistinha da Laura.
"Aaah! Oooh! Uuuh!"
Os jatos fortes encheram o cu com uma porra cremosa. Nem mesmo Virgínia esperava que gozasse tanto. A garota de programa saiu e o botãozinho machucado cuspiu um pouco da porra. Um filete branco pingando na cama.
"Você nunca vai esquecer de mim, não é?"
Laura permaneceu quieta, bunda empinada, os pés juntinhos, de olhos fechados e a cabeça encostada na cama.
"Bom, meu bem, não posso esperar mais. Tenho um compromisso, preciso ganhar a vida. Você sabe. Gente pobre não pode perder tempo."
Virgínia falando se vestindo e Laura ainda ajoelhada na cama.
"Você não vem? Te levo em casa."
"Eu vou depois, pode, pode ir. Eu pego um uber."
"Você é que sabe."
***
Virginia parou o Honda num sinal de trânsito, foi quando o celular tocou. Ela colocou no viva voz e pfalou
"Oi Branca! Diga."
"Então? Fez?"
"Claro que sim. Laurinha adorou o programa que eu montei pra ela. Agora a sua prima viu o que é ser uma mulher. Uma putinha de verdade."
"Háháhá! Que foi que você fez garota?"
"O que ela merecia. Tomou na bunda de uma especialista."
"Sério! Achei que ia ser mais tradicional. Só na base da humilhação."
"Tradicional é a cabeça da minha rola. Ela levou o que precisava. Acho até que gostou, nem quis vir comigo. Ficou no motel."
"Serio! Abalou a garota. Nossa!"
"Nada que uma boa terapia não resolva."
"Pelo menos agora a dívida está paga."
"Paga mesmo, cada centavo, não tem do que reclamar. Até porque se resolver te ameaçar de novo pode jogar na cara da guria antipática que ela fez anal com uma trans."
"Pior do que fuder com tio, sei não?"
"Conhecendo a Laura, nunca mais vai tocar no assunto. Mas você me deve uma."
"Que isso nós te pagamos."
"Foi pouco, muito pouco pra aguentar sua prima por duas horas."
"E o que você quer?"
"Seu tio?"
"Ele não gosta."
"Como é que você sabe? A Laura também não gostava. E agora não quer saber de outra coisa."
"Você é muito malvada Virginia."
"Pior é que sou mesmo."
