Porra, Minha Esposa Descobriu Minha Traição E Agora Quer Fuder Com Os Meus Amigos Na Minha Frente: Parte 1

Da série Os Idiotas
Um conto erótico de idiocrassia
Categoria: Heterossexual
Contém 2168 palavras
Data: 12/02/2026 12:04:40

O banho tava quente, mas o sangue ia esfriar mais rápido que cerveja sem isopor.

Eu tava no chuveiro cantarolando, pensando na Carol, naquela bunda dela que eu ainda não tinha conseguido pegar direito, mas hoje eu ia convencer. Hoje eu ia usar a cartada forte, o argumento que sempre funciona com amante: esculachar a esposa. É foda, mas é verdade, cara, nenhuma mulher resiste a ouvir que a outra é chata, que não dá moral, que é travada na cama. Eu tinha preparado as mensagens direitinho na cabeça enquanto o shampoo escorria, me sentindo esperto pra caralho. Esperto. Essa é boa.

A Carla tava no quarto, devia tá arrumando a cama ou vendo essas séries bestas dela. Eu tava tranquilo, de boa, confiante demais. Aquele tipo de confiança que depois você olha pra trás e pensa: porra, como eu fui burro. Saí do banho, me enxuguei, coloquei a toalha na cintura, e quando abri a porta do banheiro, o ar mudou. Tava pesado. Elétrico. Daquele jeito que você sente quando sabe que se fodeu.

Ela tava de pé no centro do quarto, o meu iPhone preto na mão. A capinha de couro marrom que eu comprei no Shopping Leblon. O rosto dela tava pálido, mas não de tristeza. De raiva. Uma raiva branca, concentrada, perigosa. Os olhos amendoados, aqueles olhos que eu achava lindos quando a gente casou, agora pareciam duas facas afiadas. E eu era o alvo.

— Guilherme — ela falou, e a voz tava tão baixa que eu mal ouvi. — Você quer ler pra mim o que você mandou pra Carol do trabalho ontem de noite? Ou você quer que eu leia em voz alta, comentando cada mentirinha?

Meu estômago afundou. Eu sabia exatamente do que ela tava falando. Aquelas mensagens que eu mandei deitado na cama, enquanto ela dormia do meu lado. Cheirando o cabelo dela e digitando merda pro celular. Eu lembrei do texto, palavra por palavra. E o suor gelado começou a brotar nas costas.

— Carla, deixa eu explicar…

— Explicar o quê? — ela ergueu o celular, e a voz subiu, ganhou arestas cortantes que eu nunca tinha ouvido antes. — Explicar por que você falou pra sua putinha que eu sou "mó chata na cama"? Que eu "nunca deixei comer meu cu porque diz que dói demais e é nojento"? Que eu "não sei chupar direito, fico engasgando, fazendo frescura"?

Ela deu um passo na minha direção, e eu recuei instintivamente, a toalha quase caindo. Sentindo que tava nu não só de corpo, mas de alma, de dignidade, de tudo. Minha dignidade tinha ido embora e nem avisou.

— Você disse que eu "só deito lá e deixo", que eu sou "frígida", que comigo é "só aquela parada de rotina". Que a Carol é "puta de verdade", que "sabe dar o cu gostoso", que "chupa até o talo sem reclamar". Foi isso que você disse, Guilherme? Foi?

A voz dela tava tremendo agora, mas não de choro. De fúria. Eu vi as mensagens na minha cabeça, claras, nítidas:

*"Amor, a Carla é mó frescura. Ela nunca deixa comer o cuzinho dela, diz que é coisa de nojenta, que dói demais. Boquete ela faz mal feito, fica engasgando, não deixa foder a boca direito. Só quer de papai e mamãe, deitada esperando acabar. Com você é diferente, você é especial, sabe o que é prazer. Quero te arrombar o cu hoje, te fazer engasgar no meu pau…"*

Era mentira. Era tudo mentira escrota pra eu conseguir pegar a Carol, pra ela se sentir especial, única, melhor que a esposa. Mas na verdade, a Carla sempre deu o cu pra mim. Desde os vinte e um anos, quando a gente começou a namorar. Ela deitava de bruços, levantava a bunda, deixava eu abrir com a língua, com os dedos, com o pau. Doía no começo, ela gemia, mas ela deixava, pedia mais, gozava feito louca. Boquete ela fazia de olhos fechados, me olhando, deixava eu meter na garganta, engasgar, saliva escorrendo pelo queixo, ela gemendo abafada, curtindo. Ela era perfeita. E eu joguei isso fora, chamei ela de chata, de frígida, menti que ela não dava. Só pra comer uma vadia do escritório que provavelmente nem era metade do que eu inventei.

— Carla, eu tava… eu tava tentando impressionar ela, cara. Não é verdade, você sabe que não é… — eu gaguejava. Patético.

— Eu sei que não é verdade — ela cortou, e a voz saiu dura, perigosa. — Eu sei porque eu sempre dei meu cu pra você, Guilherme. Desde o primeiro ano. Eu deixava você arrombar, deixava você encher de porra, deixava você fazer o que quisesse. Eu chupava seu pau até você gozar duas vezes seguidas, deixava você meter na minha garganta, engasgar, escorrer baba. E você usou isso, usou a minha entrega, pra me esculachar com outra. Pra me humilhar.

Ela deu outro passo, e eu senti o cheiro dela. Perfume Chanel Nº 5 misturado com raiva, com calor corporal, com a sentença que ela já tinha redigido na cabeça.

— Você queria cu, Guilherme? Você queria boquete? Você queria uma puta que "sabe dar"? — ela sorriu, e aquele sorriso me assustou mais do que se ela tivesse com uma faca na mão. — Então você vai ter. Mas não comigo. E você vai ver o que você perdeu. Você vai ver eu sendo exatamente o que você disse que eu não era, só que com transmissão ao vivo.

— O que você quer dizer? — eu perguntei, a boca seca, o coração batendo descompassado.

— Quer dizer que daqui a pouco chega o Rafael, o Pedro e o Thiago. E você não vai cancelar. — Ela virou, indo pro closet, a voz flutuando pra trás. — Você vai receber seus amigos. E eu vou ser exatamente o que você disse que eu não sou. Vou ser a puta que "sabe dar". Só que não pra você. Pra eles. E você vai assistir, porque é o que você merece.

Eu fiquei parado, nu, a toalha caindo. Sentindo o pau murchando de medo mas estranhamente começando a endurecer de novo. Uma reação biológica traidora que me enojou. Era como se meu corpo tivesse traído meu cérebro. Ou será que foi o contrário? Porra, eu não sabia mais de nada.

Ela saiu do closet quinze minutos depois. E eu perdi o ar.

O vestido branco de linho, curto, decotado, sem sutiã. Os mamilos marcando o tecido. Sandália de salto agulha dourada que fazia as pernas parecerem intermináveis. O cabelo preto solto, brilhante, sedoso. O batom vermelho, aquele que eu amava ver borrado no meu pau, agora pintado de propósito. Ela tava linda. Perigosa. Uma deusa da vingança.

— Eu vou dar meu cu hoje, Guilherme — ela falou, ajeitando o vestido, olhando no espelho. — Vou dar pra três homens. Vou deixar eles arrombar, encher de porra, fazer o que quiserem. E você vai ver. Você vai ver eu sendo exatamente a puta que você disse que a Carol era. Só que ao vivo, sem cortes.

— Carla, não faz isso, eu te imploro… — eu implorei. Patético de novo.

— E sabe o que é melhor? — ela se virou, os olhos brilhando. — A minha buceta, essa que você disse que é "só deitada e deixa", essa que você humilhou… ela fica pra você. Só pra você. Ninguém mais encosta. É o único lugar que ainda é seu, Guilherme. O resto… o resto é dos seus amigos.

A lógica era distorcida, perfeita, cruel. Ela ia preservar a buceta como troféu irônico, enquanto dava tudo o que eu menti que ela não dava. Era uma tortura psicológica refinada. E eu tinha criado isso. Eu.

— Eles vão chegar às três — ela continuou, pegando a jarra de caipirinha que eu nem tinha visto ela preparar. — Você vai abrir a porta, vai receber eles, vai fingir que tá tudo suave. E eu… eu vou ser a esposa hospitaleira. A que serve bebida, sorri, e depois serve o cu de sobremesa. Sem frescura. Sem engasgo. Sem "ai, dói". Só a puta que você disse que a Carol é, mas que na verdade sempre fui eu, seu idiota.

Eu tava sem palavras. Literalmente. Minha boca abria e fechava, mas nada saía. Eu só conseguia pensar que daqui a pouco eu ia ter que cumprimentar o Rafael com aperto de mão, sabendo que essa mesma mão ia estar no cu da minha esposa em menos de meia hora. Absurdo. Real demais.

— Você tem certeza? — eu consegui finalmente arrancar da garganta. — Você vai fazer isso mesmo? Com os meus amigos?

— Com os seus amigos — ela confirmou, dando um gole na própria caipirinha, os olhos fixos nos meus. — Os mesmos que você disse que são "incapazes de encostar um dedo na sua esposa". Vamos testar, né, Guilherme? Quinze anos de amizade contra uma mulher disponível e gostosa. Aposto que a lealdade não aguenta nem o primeiro brinde.

Ela tava certa. Eu sabia que ela tava certa. O Rafael já olhava pra ela demais quando achava que eu não via. O Pedro fazia piadinha de duplo sentido que eu fingia não pegar. O Thiago… o Thiago era o tipo que não respeitava nada quando tava com tesão. Eu tinha jogado a minha esposa na jaula dos leões. E ainda tinha que assistir.

— E se eu cancelar? — eu arrisquei.

— Se você cancelar — ela deu um passo na minha direção, tocando meu rosto com a unha do polegar, arranhando leve, quase carinhoso, mas com olhos frios. — Eu mando as mensagens pra todo mundo. Pra sua mãe, pra sua irmã, pro seu chefe, pro grupo do WhatsApp do condomínio, pro grupo da firma. E depois eu peço divórcio, pego metade dessa cobertura que você demorou dez anos pra pagar, e ainda conto pra todo mundo que você é broxa e mentiroso. Escolhe: humilhação privada ou humilhação pública?

Eu engoli seco. A garganta fechada. Eu não tinha saída.

— Privada — eu sussurrei, derrotado.

— Ótimo — ela sorriu. — Então bota essa roupa e vai esperar na sala. E lembra: quando eles chegarem, você é o anfitrião. Sorri, oferece cerveja, fala de futebol. E fica de olho. Porque cada vez que você olhar pra mim, eu vou estar provando que você é o maior mentiroso do Rio de Janeiro.

Eu me vesti. Calça jeans, camisa polo da Lacoste, chinelo Havaianas. O uniforme do carioca de fim de semana que vai receber amigos pra cervejada. Não pra assistir a própria esposa sendo comida pelos melhores amigos. Eu olhei no espelho do banheiro. O rosto pálido, os olhos vermelhos, o cabelo ainda molhado do banho que começou essa merda toda.

Quando saí, ela tava na cozinha, curvada sobre a bancada de granito preto, propositalmente. O vestido subindo nas coxas, mostrando que não tava de calcinha. Ela sabia que eu tava olhando. Ela sabia de tudo.

— Quinze pras três — ela disse, sem virar. — Prepara o psicológico, Guilherme. E abre aquele uísque bom que você guardou. Se eles vão comer a sua esposa, o mínimo é oferecer bebida de qualidade. Até na desgraça tem que ter classe.

Eu fiquei na sala, sentado no sofá de couro, as pernas bambas, o coração batendo errado. Ouvi o som do mar lá fora, distante, calmo. Indiferente. A jarra de caipirinha tava na mesa de centro, gelada, perfeita. As cervejas tavam na geladeira. O carvão tava na churrasqueira da varanda, ainda apagado. Ninguém ia fazer churrasco. O fogo ia ser de outro tipo.

Ela entrou na sala, sentou na poltrona em frente ao sofá, cruzou as pernas. O vestido subindo mais ainda, mostrando tudo sem mostrar nada. Ela pegou o celular dela, olhou a tela, e sorriu.

— Acabaram de mandar mensagem — ela disse, olhando direto pros meus olhos. — Tão no elevador. Subindo.

O interfone tocou.

Era o começo do fim. Ou o fim do começo. Depende de qual lado você tá. E eu… eu tava do lado errado da história. Segurando a toalha molhada da minha própria traição. Prestes a abrir a porta pros meus amigos descobrirem que a "esposa chata e frígida" era na verdade uma mulher incrível na cama que eu simplesmente não soube valorizar. E agora ia provar isso na prática. Só que sem mim no elenco.

— Atende — ela ordenou, a voz baixa, sensual, fatal. — E sorri. Porque se você chorar agora, Guilherme, eu faço você assistir enquanto chupo eles até gozarem e depois te mando lamber a porra do chão. E a gente sabe que eu sei chupar muito bem, né? Apesar do que você inventou pra Carol.

Eu levantei, as pernas de gelatina. Fui até o interfone e apertei o botão com o dedo tremendo.

— Quem é? — eu falei, e a voz saiu fina, estranha.

— Coé, mermão! — a voz do Rafael veio lá de baixo, cheia de alegria. Alegria que ia durar pouco. Ou muito. Dependia do ponto de vista. — Abre aí que a gente vai fazer a festa hoje! Trazemos cerveja gelada e fome de churrasco!

Olhei pra Carla. Ela abriu as pernas levemente, só pra eu ver que tava molhada. Pronta. Excitada com a vingança. E não era pra mim.

— Abre — ela sussurrou. — O espetáculo começou.

[Parte 2…] EM BREVE!

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Comentários

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Apesar de estar completamente errado, ela erra muito mais querendo fazer mais que ele, uma vez que ela vai se entregar, e ele estava só na conquista, mediante o desejo de vingança dela, que diga-se de passagem, pelo andar da carruagem ela já estava querendo dar, só faltava o motivo.

Resta ao candidato a corno, abandonar a vadia.

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