Becca acordou cedo naquela manhã nublada e fria. Ela não conseguiu dormir direito por causa de um pesadelo que teve a madrugada toda. Quando chegou à cozinha, o seu pai colocou o café na mesa.
— Já acordou, filha?
— Não consegui dormir direito por causa do pesadelo que tive.
O pai deu um leve sorriso, tomando o seu leite e observando algo na blusa dela.
— Sei bem o sonho que teve. Está com os "faróis" acesos.
— Ah, não... isso é por causa do frio, pai.
— Então, me conte o seu sonho.
— Era um pesadelo, pai. E tinha você no sonho.
— Fiquei interessado. Conte tudo, filha. Não esconda nenhum detalhe
— disse ele, sentado na cadeira, tomando o seu leite matinal.
— Não sei como começar, mas vou direto ao ponto. Estávamos eu e você, sozinhos em casa, e de repente estávamos fazendo a mesma coisa daquele filme que assistimos ontem à noite. A gente repetia os mesmos diálogos. Depois nos beijamos, nos agarramos e fizemos amor...
Frank encheu o copo de leite e o tomou de uma só golada.
— Continua, filha...
— Depois, você puxou meus peitos e disse que estava com sede. Eu dei meus seios para o senhor mamar. E você mamava, chupava, saía leite dos meus seios... Você se lambuzava todo com o meu leite. E depois, acordei toda estranha. Acho que fiz xixi na cama pois eu acordei toda molhada.
Frank colocou o copo vazio na mesa, com a boca ainda suja de leite, olhando fixamente para a filha.
— Isso não foi um pesadelo, filha. Você teve um sonho erótico.
— Não sei se foi erótico, pai... Porque tinha o senhor.
— Ora, erotismo segue alguma regra moral? Tem gente que sonha com padre, com freiras, até com animais.
— Eca, pai!
— Ora, eu também acho nojento sonhar com padre. Um enorme pecado, mas fazer o quê? Não controlamos os fetiches estranhos das pessoas. Assim como o seu.
— Como assim, o meu?
— Ora, o seu fetiche por incesto.
— Ah, pai, eu não tenho fetiche nenhum com isso aí que você falou — disse ela, puxando o cabelo para trás da orelha, sem jeito.
— Tudo bem, é normal a negação. Ninguém admite isso abertamente.
— Pai, isso é muito estranho. Eu não tenho esse negócio de fetiche. Deus me livre eu me apaixonar pelo meu próprio pai!
Frank ficou parado por alguns segundos, com a expressão séria. Levantou-se e pôs o seu prato na pia.
— Tem razão, filha. Que coisa mais bizarra isso, não é? Filha se apaixonando por pai, pai apaixonado por filha...
— Sim, isso é algo que só existe na ficção. Em filmes, nos livros e até em sonhos. A realidade é algo complexo e estranho. Imagine se a gente fizesse aquilo que está nos livros, nos filmes e nos meus sonhos... Imagine se a gente se beijasse na boca, compartilhasse a saliva, você chupasse meus peitos querendo de alguma forma tirar leite. Ou eu, segurando o seu pau com força e o chupando cheia de tesão. Ou pior: eu, nua, cavalgando em cima do senhor, em cima da mesa, sentindo o seu pau entrando dentro da minha vagina e sentindo suas bolas duras batendo na minha bunda, gemendo louca de tesão, e de repente tenho um orgasmo forte e caio em seus braços, agarrados e suados. E depois? Viria a culpa, o mal-estar, a estranheza. Com certeza eu me sentiria mal e o senhor também. Você, para se afastar desse pecado, me mandaria de volta para a mãe e ficaríamos esse tempo todo longe, procurando alguma terapia para superar esse trauma. Realmente seria algo que a gente não queria... não é, pai... pai?
Frank ficou se tremendo todo na pia.
— Oh... sim, sim, filha... isso seria algo horrível. Bizarro demais. Ainda bem que tudo isso não passa de ficção... — disse Frank, andando de costas para a filha, indo até a sala.
— Onde vai, pai?
— Vou tomar banho, está muito calor aqui... — disse ele, com as mãos entre a virilha.
— Mas está fazendo muito frio, com certeza a água está gelada...
— Eu adoro tomar banho no frio...
Frank saiu para tomar banho e Becca ficou a tomar seu café.