A mesa estava posta. Ana Beatriz, tentando recuperar sua fachada de seriedade após o incidente no corredor, havia preparado um jantar simples. Minha mãe, Camila, chegou exausta, soltando os sapatos e sorrindo ao ver os três filhos reunidos. Para ela, aquele era o retrato da harmonia que ela tanto buscou. Para mim, era um campo minado.
O jantar foi uma tortura psicológica. Mariana sentou-se à minha frente, com um sorriso de canto que eu conhecia bem demais. Enquanto minha mãe falava sobre as dificuldades do mercado imobiliário e Ana comentava sobre um processo que estava lendo, senti algo roçando minha perna por baixo da mesa. Mariana havia tirado o chinelo. O pé dela subiu pela minha panturrilha, alcançando minha coxa com uma audácia que me fez engasgar com o suco.
— Tudo bem, João? — perguntou Camila, preocupada. — Você parece pálido.
— Só... o calor, mãe. O dia foi abafado — menti, enquanto o dedo dedão de Mariana pressionava o volume entre minhas pernas por cima do jeans.
— Ele deve estar ansioso com o Direito, mamãe — provocou Mariana, deslizando o pé com mais força, os olhos brilhando de malícia. — Sabe como é, o João gosta de... seguir as regras de perto agora.
Eu suava frio. Ana Beatriz me olhava de soslaio, talvez desconfiada, mas ainda mergulhada em seu próprio constrangimento. Eu mal conseguia levar o garfo à boca, paralisado pela audácia daquela garota que, minutos antes, estava gemendo meu nome.
A noite caiu pesada. Eu estava no meu quarto, tentando ler um manual de Introdução ao Estudo do Direito, mas as palavras dançavam na página. Acabei pegando no sono, apenas para ser despertado horas depois por uma sensação de calor úmido e uma pressão rítmica.
Abri os olhos no escuro. Mariana estava ajoelhada entre minhas pernas. Ela havia puxado meu pijama e trabalhava no meu pau com uma voracidade silenciosa. O som dos lábios dela estalando na minha pele e a sucção profunda me faziam arquear as costas no colchão.
— Eu quero o seu leite, João... agora — ela sussurrou, a voz suja, antes de voltar a me abocanhar até a base.
Ela subiu no meu corpo, sentando-se sobre minha barriga. Estava apenas com uma camisola de seda curta. O sexo que se seguiu foi uma dança de contenção. Eu a penetrei lentamente, sentindo o aperto úmido da sua buceta me acolhendo. Eu a segurava pelos quadris, ditando o ritmo enquanto ela rebolava com força, a camisola subindo e revelando seus seios fartos. Quando o ápice chegou, eu a puxei para um beijo profundo para abafar seus gemidos. Retirei-me dela no último segundo e gozei tudo na boca dela. Mariana engoliu cada gota, limpando os lábios com um olhar vitorioso.
Aquela foi apenas a primeira noite. A semana que precedeu o início das aulas transformou nosso apartamento em um cenário de libertinagem absoluta. Transamos todos os dias, em todos os horários possíveis.
Na terça, ela me pegou na cozinha às três da manhã. Ela se inclinou sobre o balcão, jogando a saia por cima das costas. Eu a possuí por trás, com as mãos apertando seus seios enquanto ouvíamos o silêncio mortal do corredor. O medo de ser pego pela Ana Beatriz tornava cada estocada mais intensa.
Na quarta, a audácia subiu de nível. Enquanto minha mãe assistia novela na sala e Ana Beatriz estava trancada estudando, Mariana me puxou para a área de serviço. Atrás da máquina de lavar, ela se ajoelhou e me chupou com uma pressa desesperada. Quando eu terminei na boca dela, ela sussurrou: "O seu gosto é o meu vício".
Na quinta, aproveitamos que Camila estava em um banho demorado. Transamos no sofá da sala, com a luz apagada. Eu a coloquei de quatro no estofado, segurando seu cabelo com uma mão e a outra tapando sua boca. Mariana revirava os olhos, pedindo entre dentes: "Me fode, João... me trata como sua puta".
Na sexta, a audácia dela atingiu o ápice do perigo. Minha mãe havia convidado uma vizinha para um café rápido na sala, e Ana Beatriz lia um livro na poltrona ao lado. Mariana me puxou para o corredor escuro que dava para a despensa, sob o pretexto de ajudá-la a buscar uns copos extras. Assim que fechamos a porta estreita, ela me prensou contra as prateleiras de mantimentos.
— Mariana, elas estão a cinco metros daqui... — sussurrei, sentindo o suor frio.
— Então é bom você ser bem silencioso — ela rebateu, abrindo o meu zíper com uma rapidez praticada.
Ela se ajoelhou no espaço minúsculo, o cheiro de café vindo da sala se misturando ao cheiro do sexo que já começava a exalar entre nós. Mariana me chupou com uma agressividade faminta, a garganta trabalhando fundo enquanto eu apertava as prateleiras para não soltar um gemido. Quando ela se levantou, levantou o vestido curto e montou em mim, prendendo as pernas na minha cintura enquanto eu a segurava contra a parede.
Eu a penetrava com estocadas curtas e rápidas, sentindo o calor sufocante da despensa. Ouvíamos as risadas da minha mãe e os comentários da Ana Beatriz logo ali, do outro lado da madeira fina. Mariana mordia o próprio lábio para não gritar, as unhas cravadas nos meus ombros, enquanto sua buceta contraía violentamente em volta de mim. Gozamos em um silêncio absoluto e agonizante, uma descarga de adrenalina que quase me fez perder os sentidos. Saímos de lá um de cada vez, recompondo as roupas e a fisionomia, enquanto o coração ainda martelava como uma britadeira.
No sábado, o risco foi extremo. Mariana me puxou para o banheiro social enquanto as outras estavam na sala conversando. O som da torneira aberta disfarçava nossos gemidos enquanto eu a possuía contra a porta, sentindo o coração sair pela boca a cada passo que ouvíamos no corredor.
No domingo, a despedida das férias foi no chuveiro. O som da água caindo camuflava nossas vozes. Eu a prensei contra o azulejo gelado, as pernas dela cruzadas nas minhas costas, enquanto a água morna lavava nossos corpos. Foi um sexo lento e exaustivo, uma entrega total antes da rotina voltar.
Minha mente era um caos de culpa e prazer. Eu olhava para os livros de Direito e me sentia um impostor. Mas a luxúria era uma droga. Mariana, que já cursava o 4º período de Psicologia na PUC, parecia se divertir destruindo minha sanidade. Ela voltaria para a rotina de faculdade na Gávea, enquanto eu começaria minha jornada no Direito.
— Amanhã o "doutor" começa as aulas — ela sussurrou no meu ouvido na noite de domingo, após mais uma rodada intensa no chão do meu quarto. — Vai conseguir olhar para o professor de Ética sem lembrar do gosto da sua irmã na sua língua?
Eu não respondi. O silêncio era a única coisa que me restava. Amanhã, segunda-feira, as aulas começariam. Mariana voltaria para seus estudos da mente humana, e eu, João Vítor, entraria em uma sala de aula carregando na pele e na alma o segredo de uma semana de puro e absoluto pecado.
