Corpos, Desejos e Silêncio... Historias que Nunca Ousamos Dizer. Capítulo 22 — Quando o juízo falha

Um conto erótico de Bernardo
Categoria: Gay
Contém 6328 palavras
Data: 11/02/2026 18:08:23

O ar na cozinha estava tão espesso que parecia possível cortá-lo com uma faca. Yan estava encurralado entre mim e Arthuro, e a pressão do corpo de Arthuro contra as costas dele era uma declaração de guerra sensorial.

​— Sai pra lá, Arthuro! Porra, com essa piroca dura aqui no meio das minhas costas, no meio da minha bunda? — Yan disparou, a voz oscilando entre o choque e uma risada nervosa, tentando se desvencilhar, mas sem realmente exercer força para isso.

​Eu assistia à cena com os olhos arregalados, o coração batendo na garganta. Ver Arthuro, meu melhor amigo — com quem eu tinha tido uma noite de entrega total poucas horas atrás —, sarrando abertamente o homem com quem eu estava ficando, me deixou em um estado de transe incrédulo. Eu soltei uma risada curta, fingida, tentando mascarar o turbilhão que sentia.

​— Ah, Yan! Vai dizer que tu não gosta, porra? — Arthuro rebateu, a voz rouca e carregada de uma malícia que eu conhecia bem. — Eu sei que tu gosta, caralho! Não tem nada não aqui, a gente é homem!

​Para minar qualquer dúvida, Arthuro levou a mão à própria bermuda, agarrando o volume rígido que se destacava no tecido. Ele apertou, mostrando que a ereção era real e pulsante, e deu uma estocada no ar.

— Tá duro mesmo, caralho! Quer ver? — ele provocou, já levando a mão ao botão da bermuda, ameaçando abri-la ali mesmo.

​— Opa, Arthuro! Já chega — interrompi, intervindo antes que a situação escalasse para algo que eu não conseguiria controlar. Dei um passo à frente e segurei firme no ombro dele, olhando-o bem nos olhos, tentando transmitir um sinal de "calma" que só nós dois entenderíamos. — Se ele quisesse ver alguma coisa, ele tem a minha e ele tem a dele também, tá bom? Menos, bem menos.

Arthuro recuou um milímetro, mas o sorriso de predador não saiu do seu rosto.

— Tá beleza, tá beleza... daqui a pouco vai recomeçar o jogo, mas não se disparem nessa agarração aí, cara. Vocês estão achando o quê? Que eu sou de ferro?

​— Ué — Yan retrucou, recuperando o fôlego enquanto pegava sua cerveja. — A gente está se pegando normal, é o que a gente faz. Eu só não imaginava que ver a gente aqui ia te deixar assim, né, Arthuro? Até porque...

​— Até porque o Arthuro não curte essas coisas, né? — completei rápido, tentando "proteger" o disfarce dele. — Não é, Arthuro?

​Arthuro pareceu recobrar a consciência por um segundo, pigarreando e ajeitando a postura, mas a eletricidade ainda emanava dele.

— É... é, mas mesmo assim, caralho! Tá achando o quê? Um cara solteiro vendo essa melação...

Entramos em uma zona de brincadeira rústica, aquela camaradagem masculina que esconde desejos profundos sob a capa da grosseria. Mas Arthuro não estava disposto a voltar ao normal. Ele desabotoou o resto da bermuda com um gesto brusco e a deixou cair no chão da sala, ficando apenas de cueca. Era uma cueca boxer preta, de algodão, que abraçava as coxas grossas e musculosas dele de um jeito que beirava o obsceno. O volume ali dentro não deixava margem para a imaginação; estava marcando tudo, imponente.

​— Ah, caralho! Tá calor mesmo, porra! Vou ficar à vontade — ele sentenciou, esticando os braços e exibindo a envergadura do peito largo.

​Yan olhou para ele, incrédulo mas divertido.

— Você não tem respeito mesmo pela casa dos outros, né?

​— Ah, Yan, deixa de de graça! A gente já fica até pelado nos boxes da academia, porra! A gente é parceiro de treino, não tem frescura. E o Bernardo nem se conta, né, Bêr? A gente é amigo de longa data, ele já viu tudo isso aqui — Arthuro disse, dando uma piscadela discreta para mim.

​— É... exatamente isso — concordei, sentindo minha boca secar.

​Arthuro voltou para o sofá, sentou-se com as pernas bem abertas, pegou mais um pedaço de pizza e deu um gole generoso na cerveja. Ele parecia um rei em seu domínio, o corpo seminú exalando uma masculinidade bruta.

— Porra, vocês também tinham que ficar à vontade, né? Só eu vou ficar assim? — Ele olhou para nós dois, que ainda estávamos de bermuda. — Bernardo, me acompanha, né? Tá calor pra cacete.

​Eu hesitei, olhando para Yan.

— Não, Arthuro... é que a gente não está em casa, né?

Yan, contagiado pelo clima de desinibição e talvez querendo competir com a presença física de Arthuro, deu de ombros.

— Não seja por isso então! Se é pra ficar à vontade, vamos ficar todos.

​Sem cerimônia, Yan também se livrou da bermuda. Ele também usava uma boxer preta, ressaltando o corpo atlético e bem cuidado. Eu respirei fundo. Se os dois estavam daquele jeito, eu não seria o único "vestido". Abri o zíper da minha bermuda e a deixei escorregar. Diferente deles, eu usava uma cueca slip, um modelo de praia mais cavado, também preto. O modelo realçava muito mais as minhas curvas e a minha própria excitação, que eu tentava disfarçar sem sucesso.

​No momento em que saí da bermuda, Arthuro soltou uma risada e, com a agilidade de quem não perde uma oportunidade, desferiu um tapa sonoro e firme na minha bunda. O estalo ecoou na sala e eu senti o calor da mão dele marcar a minha pele instantaneamente.

​— Porra, Arthuro! Que isso! — exclamei, sentindo o rosto queimar, metade por vergonha, metade pelo choque elétrico que aquele toque me causou na frente do Yan.

​Yan começou a rir alto, achando graça da minha reação.

— Ah, Bernardo, isso é normal dele! É mania de vestiário, o Arthuro é esse bicho bruto mesmo, não adianta.

Eu me sentei no sofá, tentando me recompor. Estávamos os três ali: seminus, de cuecas pretas, cercados por pizza, cerveja e a luz da TV que anunciava o início do segundo tempo. A respiração de todos estava pesada, e o cheiro de suor e desejo começou a se misturar ao aroma da comida. Os olhares cruzavam a sala como faíscas; Yan olhava para mim com carinho, mas seus olhos também viajam pelo corpo de Arthuro. Arthuro olhava para a TV, mas sua mão não parava de acariciar a própria coxa, bem perto do volume na cueca, e eu... eu estava no centro de um furacão, sentindo cada centímetro da minha pele vibrar com a presença daqueles dois homens.

​O segundo tempo estava começando, mas o verdadeiro jogo estava acontecendo ali, entre os toques casuais e a nudez compartilhada naquela sala.

O segundo tempo havia começado há apenas cinco minutos, mas a energia na sala era tão densa que o ar parecia vibrar. O cheiro de pizza, cerveja e o aroma dos nossos corpos seminus criavam um ambiente de vestiário misturado com um desejo perigoso. Arthuro, visivelmente inquieto com a adrenalina do jogo e com o que quer que estivesse passando por sua cabeça, levantou-se bruscamente.

​— Vou ao banheiro, rápido — ele anunciou, sem olhar para trás, a cueca boxer preta marcando cada músculo de suas coxas enquanto ele se afastava.

​Assim que a porta se fechou, Yan, que parecia estar apenas esperando por esse segundo de privacidade, deslizou pelo sofá até se colar em mim. Senti o calor da pele dele contra a minha, o peito atlético roçando no meu braço. Ele se inclinou e depositou um beijo úmido e demorado no meu pescoço, aspirando meu perfume com uma fome que me fez arrepiar.

​— Nossa... — Yan murmurou, a voz rouca. — O Arthuro está um gostoso, né? Caramba.

​Eu me virei para ele, tentando manter uma expressão neutra, embora meu coração estivesse acelerado.

— É... o Arthuro sempre foi um cara bonito, Yan — respondi, tentando ser pragmático. — Mas lembra que ele não gosta da mesma coisa que a gente, tá? Ele tem esse jeito bruto, brincalhão de academia, mas é bom a gente respeitar o espaço dele.

​Falei sério, tentando proteger o segredo da noite anterior e, ao mesmo tempo, testar até onde ia a percepção de Yan. Ele deu um sorriso de canto, os olhos brilhando com uma malícia suave.

— Não, foi só um elogio, nada demais. Quem eu quero mesmo... está bem aqui na minha frente.

​Yan não esperou resposta. Ele repousou a mão pesada e quente exatamente sobre a minha cueca slip, fechando os dedos com firmeza sobre o meu pau, que reagiu instantaneamente ao toque.

— Eu quero você, Bernardo — ele sibilou, puxando meu rosto para um beijo profundo.

Nossas línguas se encontraram com urgência. Eu me deixei levar, subindo sobre o corpo dele no sofá, nossas pernas se entrelaçando. O atrito das nossas cuecas criava uma eletricidade estática que parecia queimar.

— Calma... — eu balbuciei entre os beijos — o Arthuro vai voltar a qualquer momento.

​— Relaxa... — Yan respondeu, as mãos explorando minhas costas, descendo até a minha bunda.

​Estávamos naquele emaranhado de braços e pernas quando ouvi o som da porta do banheiro. Separamo-nos rapidamente, mas ainda estávamos próximos demais quando Arthuro apareceu na sala. Ele parou, observando a cena com as mãos nos quadris, o volume na sua cueca ainda mais evidente do que antes.

​— Porra, vocês também... vão prestar atenção no jogo! — Arthuro exclamou, embora houvesse um brilho diferente em seus olhos, algo que beirava a provocação.

​— Desculpa, Arthuro — eu disse, tentando rir para aliviar a tensão. — É que o Yan não consegue se controlar, né, Yan?

​— Ah, o Arthuro também não, porra! — Yan rebateu, apontando sem cerimônia para a virilha do meu amigo. — Tu viu o que ele fez na cozinha? E olha só como ele está agora. O pau tá quase saltando da cueca.

​— E daí? — eu intervim, rindo da situação absurda de estarmos os três ali, de cueca e excitados. — Você também está, Yan. E eu também. É normal, a gente bebeu, o clima está quente. Relaxa.

​Arthuro soltou uma risada rústica, sentando-se novamente no sofá, mas a inquietação dele era quase visível. Ele não parava de mexer as pernas, a mão subindo e descendo pela coxa.

— É, normal... bota esse jogo aí!

​De repente, o narrador gritou. O Flamengo tinha acabado de marcar o gol de empate. A sala explodiu. Pulamos do sofá simultaneamente, gritando e comemorando. No meio da euforia, eu e Arthuro nos abraçamos com força. Senti o peito dele esmagar o meu, o calor da pele suada fundindo-se à minha. Ele me apertou com uma intensidade que me tirou o fôlego e, num gesto rápido, sua mão desceu e apertou minha bunda com força sob a cueca slip.

​Yan viu. Ele estava logo ali, e o gesto de Arthuro não passou despercebido. Mas, em vez de ciúme, Yan pareceu entrar na onda. Ele nos envolveu em um abraço triplo, as mãos dele circulando nossas cinturas. O tempo pareceu congelar por um segundo: três homens seminus, abraçados e vibrando sob a luz da TV.

​— Parece que tem duas presas aqui... — Yan brincou, rindo no meu ouvido enquanto nos apertava. — Caíram direitinho na minha armadilha.

​— Como assim? — perguntei, rindo com ele.

​— Brincadeira, relaxa — ele respondeu, mas o olhar que ele trocou com Arthuro foi longo demais para ser apenas amigável.

​Sentamos novamente. Arthuro repousou a mão sobre a minha perna com uma naturalidade que beirava o possessivo. Yan se aproximou do meu outro lado e sussurrou:

— O Arthuro está muito mais solto hoje, né?

​— Como assim? — murmurei de volta. — Deve ser a cerveja.

​— Não é só isso... olha como ele está. Eu sei que ele é de boa, mas hoje ele está diferente. Mais entregue — Yan comentou, observando Arthuro no sofá.

​Antes que eu pudesse responder, o Flamengo fez o segundo gol, uma virada relâmpago. Arthuro deu um grito que parecia vir das entranhas e se jogou sobre nós, abraçando-nos novamente com uma força bruta.

— É O FLAMENGO, CARALHO! — ele berrava, rindo e distribuindo tapas nos nossos ombros.

Brindamos novamente, as latas batendo umas nas outras. O clima de celebração era o disfarce perfeito para a voltagem sexual que atingia o ápice. Com o jogo mais tranquilo agora, levantei-me para ir ao banheiro.

​— Vou lá rapidinho — avisei.

​Eu não percebi, mas Yan me seguiu no exato momento em que entrei no corredor. Arthuro ficou sozinho na sala, os olhos fixos na TV, mas a postura tensa. Quando eu ia fechar a porta do banheiro, a mão de Yan impediu.

​— Calma aí... deixa eu ir junto com você — ele disse, com um sorriso que prometia tudo.

​— Yan... — eu tentei protestar, mas ele já estava dentro do espaço pequeno, trancando a porta atrás de si.

​Eu precisava urinar. Com Yan me observando de perto, a centímetros de distância, eu tirei meu pau para fora da cueca slip. Ele estava rígido, latejante, a cabeça úmida e escura. Yan soltou um suspiro pesado, os olhos grudando na minha masculinidade exposta.

​— Puta que pariu, Bernardo... — ele murmurou, esticando a mão para encostar, os dedos roçando na pele sensível e quente. — Olha o tamanho disso. Olha como está pronto.

​Ficamos ali, naquele cubículo apertado, o som do jogo abafado do lado de fora, enquanto a mão de Yan começava a envolver o que eu tinha de mais íntimo, dando início a um jogo que não seria resolvido com gols, mas com a entrega total que estava prestes a acontecer.

O ar parecia ter acabado. Yan segurava meu pau com uma possessividade que me deixava sem fôlego, os olhos dele fixos nos meus, brilhando com uma urgência que eu conhecia bem.

​— Yan, não... não é o momento, cara — tentei protestar, embora minha voz saísse falha. — Eu preciso mijar, me deixa em paz.

​Ele soltou uma risada baixa, uma vibração que parecia ecoar nas paredes de azulejo.

— Aceita logo, Ber. Eu seguro para você, não tem problema nenhum.

​— Você está maluco? — retruquei, tentando me desvencilhar, mas sem muita força. — Me deixa fazer minhas necessidades em paz. Pensa um pouco, o Arthuro está logo ali fora... que coisa!

​Yan deu um passo atrás, mas não saiu do banheiro. Ele encostou-se na porta, cruzando os braços sobre o peito nu e definido, observando-me com uma intensidade analítica. Eu urinei sob o olhar dele, sentindo cada nervo do meu corpo tenso. Quando terminei e me limpei, encarei-o.

​— O que foi? Desculpa pelo jeito que eu falei, mas você é muito insistente, Yan.

​Ele se aproximou novamente, o calor do corpo dele invadindo meu espaço.

— Tá, desculpa. É que... eu pensei...

​— O que você pensou? — perguntei, sentindo a pressão dele contra mim.

​Yan não respondeu com palavras. Ele me segurou pela cintura e me beijou, um beijo carregado de uma fome que ele tentava esconder na sala.

— Pensei que a gente podia ter só esse momento aqui a dois. Uma coisa rápida, Bernardo.

​— Tá bom, Yan... — cedi, sentindo meu próprio desejo trair minha cautela.

​Começamos a nos beijar com voracidade. Ele deslizou a mão pela lateral da minha cueca slip, puxando meu pau para fora novamente.

— Deixa eu te chupar, vai ser rápido — ele implorou, os olhos brilhavam de tesão.

​— Não vai ser rápido, eu tenho certeza... — tentei rir, mas ele já estava se abaixando.

Yan ficou de joelhos no chão frio do banheiro. Ele passou a língua lenta e quente por toda a extensão do meu pau, saboreando cada centímetro antes de abocanhar tudo de uma vez. Eu soltei um gemido abafado, segurando os cabelos dele com força enquanto minhas costas batiam na parede.

— Ah, Yan... caralho... que saudade eu estava disso!

​Ele continuou o trabalho com uma perícia absurda, intercalando a sucção profunda com lambidas provocantes no meu saco. Eu fechei os olhos, entregue àquela sensação, o som do jogo lá fora tornando-se apenas um ruído de fundo. Yan se acomodou melhor, sentando-se em cima do vaso sanitário enquanto continuava me chupando de frente, sem tirar os olhos de mim.

​Foi então que o som seco da mão batendo na madeira da porta nos sobressaltou.

​— Porra, vocês estão aí? — A voz de Arthuro veio lá de fora, carregada de uma irritação que beirava a hostilidade. Antes que pudéssemos reagir, ele abriu a porta — Yan não tinha trancado. — Vocês estão se chupando, caralho? Me respeitem! Estão achando o quê?

Eu comecei a rir, uma reação nervosa ao absurdo da situação.

— Arthuro, é o Yan... ele não para!

​Yan tirou meu pau da boca, limpando o canto dos lábios com a língua em um gesto desafiador.

— Arthuro, relaxa. Vai assistir o jogo e deixa a gente em paz. O Bernardo está curtindo aqui, ele não está reclamando...

​Arthuro olhou para Yan com um desprezo mal disfarçado.

— Cala a boca, Yan. Bernardo, vem logo, vamos assistir o jogo — ele ordenou, pegando na minha mão e me puxando para fora do banheiro com uma força que não admitia réplicas.

​Yan ficou para trás por um segundo, limpando a boca e nos observando com um olhar analítico, quase sombrio. Voltamos para a sala e eu me sentei no sofá, bem próximo de Arthuro. O clima de amizade tinha sido substituído por uma tensão elétrica.

​— Também não tem por que você ficar bravo, Arthuro — sussurrei. — A gente está na casa dele, afinal.

​— Ah, então porque a gente está na casa dele, a gente vai fazer o que ele quiser? — Arthuro retrucou, a voz ríspida.

​— Não é isso, Arthuro... eu não quero brigar com você aqui. Porra, o que é isso?

​Yan voltou para a sala, sentando-se do meu outro lado com um sorriso enigmático.

— Não, o Arthuro está certo. Tudo bem. Eu me deixei levar — ele disse, inclinando-se para me dar um beijo no rosto, uma marcação de território clara diante do meu amigo.

​O jogo chegava aos 30 minutos do segundo tempo. Arthuro tentou focar na TV.

— Só vai dar nós, o jogo está tranquilo agora — ele comentou, tentando normalizar o ambiente.

​Mas ninguém estava tranquilo. Estávamos os três ali, de cuecas, os corpos exalando testosterona e desejo reprimido. Yan não parava de me olhar de forma analítica, como se estivesse montando um quebra-cabeça sobre mim e o Arthuro.

​— Vou pegar mais cerveja para a gente — Arthuro disse, começando a se levantar.

​Eu o puxei pelo braço, sentindo a firmeza dos seus bíceps.

— Não, você não vai pegar mais cerveja nada. Já chega. Amanhã é segunda-feira e a gente já bebeu demais.

​Yan saiu do seu lugar e sentou-se direto no meu colo, seu peso me forçando contra o sofá.

— Ah, deixa o cara, Bernardo. A gente está se divertindo.

​— Não, Yan. Não tem mais cerveja — respondi com firmeza. — Já bebemos o suficiente. Não tem mais para mim, nem para o Arthuro, nem para você.

​Arthuro soltou uma risada, os olhos fixos em Yan no meu colo.

— Esse é o Bernardo que eu conheço. Sempre responsável.

​— É... e você conhece ele muito bem, né, Arthuro? — Yan disparou, o tom agora claramente interrogativo, os olhos estreitos.

​— Ele é meu melhor amigo — respondi rápido, sentindo o perigo no ar. — Tanto ele me conhece quanto eu o conheço. Por quê?

​Yan saiu do meu colo com uma lentidão provocante.

— Não, não é por nada não...

​Arthuro levantou-se, ficando em pé bem na minha frente. A luz da TV realçava suas coxas grossas e musculosas, e o volume na sua cueca boxer preta era impossível de ignorar; ele estava visivelmente excitado. Ele caminhou até parar na frente de Yan.

​— O que você quis dizer com isso, Yan? Não estou te entendendo — Arthuro desafiou, a postura agressiva e máscula.

​— Garotos, vamos assistir o futebol, já chega! — tentei intervir, sentindo a briga iminente.

​Yan levantou-se, ficando cara a cara com Arthuro. Ambos estavam quase colados, dois homens grandes, seminus, medindo forças.

— Nada, Arthuro. Não estou querendo dizer nada. Por quê?

Eles ficaram se encarando, a respiração de ambos audível no silêncio da sala. Arthuro soltou uma risada nervosa. Yan, num gesto de pura audácia, inclinou-se para frente, simulando que ia beijar Arthuro, apenas para recuar no último segundo.

​— Tá maluco, Yan? Que porra é essa? — Arthuro exclamou, recuando um passo.

​— O que foi isso, Yan? — perguntei, chocado.

​— Ah, é uma das brincadeiras do Arthuro, não é? — Yan rebateu, olhando para mim. — A gente pode brincar igual a ele. Ele não foi sarrar em mim na cozinha? O pau dele veio direto na minha bunda. Agora ele não quer que eu brinque também?

​— Eu não estou brincando com nada — eu disse, levantando-me. — Vocês dois já passaram do limite.

​Arthuro se afastou um pouco, ajeitando o membro dentro da cueca com um gesto impaciente.

— É, Bernardo... a gente realmente passou do limite. Não tem por que esconder mais nada, né?

​Antes que eu pudesse processar o que ele queria dizer, Arthuro me puxou pela nuca e me deu um beijo cinematográfico. Foi um beijo demorado, molhado, profundo, feito para ser assistido. Ele usou as mãos para mapear todo o meu corpo nu, reivindicando-me na frente de Yan. Eu fiquei espantado, mas meu corpo cedeu ao toque familiar e bruto de Arthuro.

Eu me afastei dele, ofegante, olhando para Yan que continuava em pé, em silêncio absoluto, observando a cena com uma expressão que eu não conseguia decifrar.

​— Arthuro... o que que é isso? — perguntei, com o coração saindo pela boca.

O silêncio que se seguiu ao beijo de Arthuro foi mais ensurdecedor do que qualquer grito da torcida no Maracanã. Eu ainda sentia o gosto dele na minha boca, a umidade e a pressão bruta dos seus lábios, enquanto tentava processar a audácia daquela revelação. Yan permanecia estático, uma estátua de músculos tensos sob a luz da sala, observando-nos com um olhar que não era de raiva, mas de uma compreensão sombria e eletrizante.

​— Foi um beijo, né? — Yan finalmente exclamou, sua voz saindo baixa, quase monocórdica. — Não foi um beijo que você deu nele, Bernardo?

Virei-me para ele, com o coração martelando contra as costelas, as mãos trêmulas enquanto eu as apoiava nos ombros de Arthuro para ganhar equilíbrio.

— Como assim, Yan? — tentei balbuciar, buscando uma defesa que já não existia.

​— Ué, ele te beijou e você revidou. Você se entregou. Não foi isso que eu vi? — Yan deu um passo à frente, sua presença preenchendo o espaço.

​Antes que eu pudesse formular uma resposta, Arthuro moveu-se. Ele deslizou para trás de mim, colando seu peito largo nas minhas costas nuas. Senti o calor da pele dele emanar como um forno. Ele apoiou o queixo no meu ombro, encostando o rosto no meu, a barba rala roçando minha bochecha de um jeito possessivo e cru.

​— É, foi um beijo. Foi exatamente isso que eu fiz — Arthuro declarou para Yan, a voz vibrando dentro do meu peito.

​— Sai, Arthuro... para com isso! — eu disse, tentando empurrá-lo, mas sem convicção. — Yan, ele está bêbado, você não está vendo? Ele já bebeu demais, perdeu a noção.

​Arthuro soltou uma risada anasalada, um som carregado de confiança masculina.

— Não, eu não estou bêbado, Bernardo. Eu estou é cansado. Porra, vocês estão aí o dia todo nessa tensão, nessa briga silenciosa... Vocês acham que eu sou de ferro? Eu não aguento mais ver esse jogo de longe.

​Ele voltou a apertar minha cintura com força, suas mãos grandes cobrindo quase toda a extensão do meu abdômen. Yan riu, mas foi uma risada de quem aceitava o desafio. Ele caminhou na nossa direção, parando a centímetros de mim, criando um sanduíche de corpos seminus no meio da sala.

​— Já chega, Ber — Yan disse, fixando os olhos nos meus. — A gente não precisa mais dessas desculpas. Eu... eu até gostei do que vi.

​Arregalei os olhos, sentindo um choque percorrer minha espinha. Yan não estava com raiva; ele estava excitado. Arthuro, percebendo a mudança no tom, agiu com a rapidez de um predador. Ele jogou a mão pela minha frente, espalmando-a no meu peito, enquanto Yan colava o corpo dele no meu. Eu estava no meio, prensado entre a massa muscular de Arthuro nas costas e a definição atlética de Yan na frente.

Yan passou a mão pela minha cintura, buscando as minhas costas. Seus dedos se infiltraram no pequeno espaço entre a minha pele e o abdômen rígido de Arthuro. O contato entre os dois, através de mim, foi o estopim. Yan inclinou o rosto, os olhos fixos nos lábios de Arthuro, pronto para cruzar a última fronteira.

​Instintivamente, abri os braços, segurando a cintura de Yan para freá-lo por um segundo.

— Não... você não quer fazer isso, Yan.

​— Por quê? — ele desafiou, com a respiração curta. — Você acabou de beijar ele.

​Arthuro riu atrás de mim, um som vitorioso.

— Relaxa, Bêr. Eu sei exatamente o que ele quer.

​Arthuro desceu a mão rapidamente para a frente da minha cueca slip preta. Com um movimento ágil e experiente, ele puxou o tecido para o lado, deixando meu membro — que já pulsava de antecipação — saltar para fora, totalmente exposto e rígido sob a luz da sala.

​— Tá aí, Yan — Arthuro ordenou, a voz como um comando de vestiário. — Mama ele. Continua o que você começou no banheiro. Vai, ajoelha aí. Mama o Bernardo, não é isso que você queria desde que a gente chegou?

​Yan olhou para o meu pau latejante e depois para Arthuro. Não houve hesitação.

— É exatamente esse que eu quero — Yan respondeu, a voz carregada sem filtros.

Sem qualquer cerimônia, enquanto Arthuro permanecia atrás de mim, acariciando meu peito e meus ombros com uma mão e segurando minha cintura com a outra, Yan ajoelhou-se no tapete da sala. Eu estava trêmulo, sentindo o peso daquela situação. Yan segurou meu pau com as duas mãos, sentindo a temperatura da pele, a firmeza da ereção que ele mesmo ajudara a construir.

​— Gente... — tentei dizer, a voz sumindo.

​— Bêr, relaxa — Arthuro sussurrou no meu ouvido, sua respiração quente me fazendo estremecer. — Deixa ele ter o que ele quer. Deixa ele aproveitar... e deixa eu aproveitar você também.

​Eu cedi. Meu corpo relaxou contra o de Arthuro, sentindo o suporte do seu tronco sólido, enquanto via Yan aproximar a boca da cabeça do meu membro. Quando ele o abocanhou, a sensação foi avassaladora. Yan sugava com uma técnica faminta, a língua trabalhando freneticamente em volta da glande, enquanto Arthuro, atrás de mim, começava a distribuir beijos molhados pelo meu pescoço e a apertar meus mamilos com a ponta dos dedos.

​A cena era de um erotismo brutal: eu, no centro da sala de estar, sendo devorado por dois homens que eu desejava profundamente de formas diferentes. De um lado, o afeto histórico e a pegada bruta de Arthuro; do outro, a sofisticação e a intensidade carnal de Yan. Meus joelhos fraquejaram e eu me apoiei totalmente em Arthuro, soltando gemidos que preenchiam o silêncio entre os sons da TV e a sucção ávida de Yan. Eu estava entregue, e o jogo, agora, era de todos nós.

​O som da sucção ávida de Yan no banheiro ainda ecoava na minha mente, mas agora, na sala, a dinâmica era outra. Eu sentia o corpo de Arthuro como uma muralha de músculos atrás de mim, uma âncora de testosterona. Yan, de joelhos, estava completamente entregue à tarefa de me devorar, deixando meu membro banhado em saliva, brilhando sob a luz da TV que ainda exibia os lances finais do jogo.

​Num movimento súbito e possessivo, Yan segurou minha cintura com as duas mãos e puxou minha cueca slip para baixo, revelando meu corpo por inteiro. Eu estava nu, exposto, vibrando com a atenção daqueles dois homens.

​— Levanta aí, anda — Arthuro ordenou com aquela voz de comando que me fazia estremecer.

Yan se levantou devagar, os lábios úmidos e o olhar fixo em mim. Ele se aproximou para me beijar, buscando minha boca com uma fome renovada, mas eu virei o rosto no último segundo.

​— Tem certeza disso, Yan? — perguntei, minha voz saindo num tom de desafio que eu nem sabia que possuía.

​— Tenho. É o que eu mais quero — ele respondeu, a respiração quente contra meu pescoço.

​Sem hesitar, Yan livrou-se da própria cueca, revelando sua ereção imponente. Ele se aproximou, deixando nossos membros se roçarem, pele com pele, um atrito que disparou arrepio pelo meu corpo. Nesse instante, vi a mão de Arthuro sair das minhas costas e desferir um tapa estalado e firme na bunda de Yan. O som ecoou na sala, e Yan devolveu com um sorriso audacioso, já esticando a mão para tocar o corpo de Arthuro.

​Mas eu não ia permitir que o controle saísse das minhas mãos. Segurei o pulso de Yan com firmeza antes que ele alcançasse Arthuro.

​— Calma aí — eu disse, a voz baixa e autoritária.

​— O que foi? — Yan perguntou, confuso, tentando forçar o contato.

​— Não. Você não vai encostar nele — sentenciei. Arthuro, percebendo o jogo de poder, me apertou ainda mais contra si, me segurando com uma força que demonstrava apoio total à minha decisão.

​— Eu não estou entendendo... — Yan balbuciou, os olhos saltando de mim para Arthuro.

​Encostei minha testa na dele, sentindo o calor da sua pele.

— Sua interação hoje vai ser só comigo. Você não vai encostar nele, a menos que eu deixe. Entendeu?

​Yan me olhou assustado, como se estivesse diante de um Bernardo que ele não conhecia.

— Tá maluco, Bernardo? Que que é isso?

​— É isso aí! — Arthuro exclamou atrás de mim, rindo com uma satisfação bruta. — O Bernardo é quem manda aqui, tá? Se ele disse que você não encosta, você não encosta.

​Arthuro descolou o corpo do meu e, num gesto impetuoso, arrancou a própria cueca boxer. Quando ele ficou totalmente nu, a visão foi avassaladora. Yan parou de respirar por um segundo, os olhos grudados na masculinidade de Arthuro.

— Caralho... que piroca gostosa você tem, Arthuro... que vontade — Yan murmurou, a saliva voltando a encher sua boca.

Eu saí do meio deles, criando um triângulo de nudez e desejo. Yan, num impulso de insistência, tentou novamente ir em direção ao Arthuro, buscando o beijo ou o contato com o membro dele. Com a palma da mão no peito de Yan, eu o impedi novamente.

​— Eu já falei que não, Yan. É comigo, não com ele.

​Arthuro sentou-se no sofá com as pernas bem abertas, o pau latejando e apontando para o teto.

— Vem aqui, Bêr — ele chamou.

​Eu me sentei ao lado de Arthuro, imitando sua pose, abrindo minhas pernas e revelando toda a minha excitação.

— Vem, Yan. Vamos aqui, vai.

​Yan, agora totalmente dominado pelo clima, ajoelhou-se entre as minhas pernas e começou a me abocanhar com uma fúria renovada. Mas seus olhos e sua mão insistiam em buscar a perna de Arthuro, que estava logo ali. Arthuro, com um sorriso de mestre, pegou a mão de Yan e a guiou diretamente para o próprio pau.

​— Delícia... — Yan gemeu contra minha pele, sentindo a espessura de Arthuro em sua mão enquanto sua boca continuava em mim.

​Puxei o rosto de Yan para cima, obrigando-o a me olhar enquanto eu o beijava com intensidade. Quando nos separamos, olhei-o nos olhos e dei a ordem final:

— Você pode chupar o Arthuro, tá? Mas você não pode beijar ele. De jeito nenhum. Só se eu deixar. Tá entendendo?

Yan apenas balançou a cabeça, hipnotizado. Arthuro soltou uma risada rústica.

— É isso aí, putinho. Eu não vou te beijar, porque você é só um putinho hoje. Só vai me chupar.

​Arthuro segurou Yan pelo pescoço, ajustando a posição dele. Yan agora estava de frente para a virilha de Arthuro. Vi o momento em que Yan deu uma lambida longa e lenta desde a base até a cabeça do pau do Arthuro. Inclinei meu corpo, juntei uma quantidade generosa de saliva e dei uma cuspida certeira no membro de Arthuro, lubrificando-o para o que viria.

​— Agora você pode mamar. Vai — ordenei.

​Yan não precisou de um segundo convite. Ele engoliu o pau de Arthuro com uma vontade desesperada, gemendo abafado enquanto se acabava naquela piroca firme. Era nítido que aquele era o desejo reprimido dele há muito tempo. Enquanto Yan trabalhava ávido no membro de Arthuro, eu e meu melhor amigo nos selamos em um beijo profundo, as línguas se entrelaçando com a confiança de quem já se conhecia por inteiro.

Arthuro, com uma mão livre e ousada, começou a masturbar o meu pau com uma força ritmada, enquanto com a outra guiava a mão de Yan para que ele também fizesse uma punheta rápida em mim. Éramos um emaranhado de membros, fluidos e respirações curtas. O som da sucção de Yan, o estalo dos nossos beijos e o calor daquela sala transformaram o domingo de futebol em uma celebração absoluta da carne.

Yan estava em transe. De joelhos no tapete, ele se dedicava a Arthuro com uma fome que beirava o desespero, enquanto as mãos calejadas do meu melhor amigo mapeavam o meu corpo, apertando meus ombros e meu peito com uma força que me ancorava na realidade. O som da sucção era rítmico, úmido e profundo. Arthuro, sentindo o ápice se aproximar, inclinou o rosto na minha direção. Seus olhos estavam turvos, a respiração pesada soprando contra o meu ouvido.

​— Ele não faz tão bem quanto você, tá? — Arthuro sibilou, uma confissão rouca que só eu deveria ouvir.

​Sorri de canto, sentindo o calor daquelas palavras. Aproximei meus lábios da orelha dele e respondi num sussurro carregado de cumplicidade:

— Deixa ele se divertir um pouco, Arthuro. Eu sei o quanto ele estava com vontade disso.

Arthuro balançou a cabeça, soltando uma risada gutural enquanto sentia a língua de Yan explorar cada centímetro de sua glande.

— Você sabe que eu gozo rápido, né? — ele avisou, os músculos das coxas retesando.

​— Relaxa... daqui a pouco você goza. Eu vou me controlar para gozar junto com você, bem próximo — prometi, selando a promessa com um beijo intenso e molhado.

​Separei-me dele e, com um movimento decidido, puxei Yan pelos ombros, obrigando-o a trocar de alvo. Sem qualquer cerimônia, ele abocanhou meu membro, trabalhando com uma técnica que me fez arquear as costas. Arthuro assistia a tudo de camarote, rindo com uma satisfação máscula ao ver Yan completamente dominado.

​— Chupa os dois! Coloca os dois na boca ao mesmo tempo! — Arthuro ordenou, a voz saindo como um trovão na sala.

​Yan parou por um segundo, os olhos arregalados, o rosto corado pelo esforço.

— É impossível! Porra! Vocês dois são pirocudos demais, não cabe! — ele protestou, ofegante.

​— Tenta. Se esforça por nós — eu disse, segurando a nuca dele e guiando-o de volta.

Arthuro aproximou-se, posicionando seu pau paralelamente ao meu. Yan, num gesto de entrega total, segurou nossas hastes, uma em cada mão, e tentou acomodar ambas. Arthuro não teve paciência; segurou o cabelo de Yan com firmeza, chamando-o de "putinho" e "escravo", forçando sua entrada enquanto Yan gemia abafado, um som de puro prazer misturado à invasão. Eu entrava quando Arthuro saía, e vice-versa, em um revezamento frenético que fazia os nossos membros se chocarem contra a barba rala de Yan.

​O som era obsceno: o estalo da saliva, os gemidos de Yan e os xingamentos de Arthuro. De repente, Yan recuou, o rosto vermelho, a respiração vindo em lufadas.

— Quero dar para vocês! Deixa eu dar para vocês, caralho! — ele implorou, a voz trêmula de desejo.

​Arthuro soltou uma gargalhada ríspida, limpando o suor da testa.

— Caraca... eu não como viadinho não, cara. Isso aqui é só para você se divertir. Eu não vou te comer, putinho. Essa não é a minha intenção hoje.

​Liderei um olhar de repreensão para Arthuro. Ele percebeu o peso do meu silêncio e, num gesto raro de suavidade, encostou o rosto no meu.

— Desculpa o jeito que falei com ele — murmurou, antes de voltar ao ataque.

​A dinâmica mudou. Subimos no sofá, ficando em pé, imponentes, enquanto Yan permanecia sentado no chão, no vão das nossas pernas. Começamos a macetar a boca dele, um bombardeio de prazer onde nossos paus entravam e saíam da sua garganta. Arthuro era brutal, esculachando Yan com palavras pesadas, enquanto eu, embora entregue ao momento, mantinha um toque mais firme e focado.

Vi que Yan começou a masturbar o próprio pau com uma rapidez desesperada, esfregando-se enquanto recebia nossos membros. Aproveitei o comando de Arthuro na boca dele e desci. Enquanto Arthuro fudia o rosto de Yan, eu me posicionei atrás dele. Suspendi as pernas de Yan, expondo-o completamente.

​— Eu não vou tocar no seu pau — avisei, sentindo o calor da entrada dele.

​Introduzi dois dedos de uma vez, sentindo o aperto inicial. Yan soltou um grito que foi abafado pelo pau de Arthuro na sua boca. Comecei a massageá-lo por dentro, entrando e saindo com força, preparando-o para um prazer que ele claramente desejava. Arthuro, suado e ofegante, parou por um segundo.

— Porra! Calma aí, cara! — ele disse, impressionado com a minha intensidade.

​— Tudo bem... pode continuar — Yan respondeu, a voz abafada, sem parar a punheta frenética.

​O clímax era inevitável. Arthuro encostou o pau dele no meu, ambos melados e latejantes.

— Caralho, Bernardo... vou gozar! — ele gritou.

​Yan percebeu o sinal e dobrou o esforço, alternando entre nós dois com uma velocidade incrível. Arthuro não aguentou. Ele puxou o pau para fora da boca de Yan, no último segundo e começou a jorrar jatos densos e quentes diretamente no rosto de Yan, cobrindo seus olhos e bochechas. Yan continuava a se masturbar, e no instante seguinte, eu também explodi. Gozei com força, atingindo o peito e o queixo de Yan, misturando minha porra à de Arthuro. Yan, num espasmo final, gozou sobre o próprio abdômen, sujando-se por inteiro.

Éramos três homens exaustos, suados e cobertos de sêmen. Arthuro me puxou para um beijo, nossos corpos melados se fundindo enquanto Yan ria no chão, em meio ao banho de porra que tínhamos proporcionado.

​— Caralho... que loucura — Yan murmurou, tentando limpar os olhos. — Pelo menos me ajudem a me limpar, né?

​Arthuro, recuperando sua postura bruta, pegou a cueca de Yan no chão e jogou no peito dele.

— A gente não ajuda putinho a se limpar, não. Te vira aí.

​Eu olhei sério para Arthuro, segurei sua mão com firmeza e depois estendi a outra para Yan.

— Não. Eu te ajudo, Yan — sentenciei.

​O clima na sala mudou instantaneamente. O silêncio se instalou, pesado e reflexivo. Estávamos todos entregues, exaustos e marcados pelo que tínhamos vivido. Ninguém disse mais nada. O jogo tinha acabado, mas as consequências daquela tarde ficariam gravadas em nós para sempre.

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