Eu sabia que tinha me comprometido com uma mulher diferente antes mesmo de conhecer o volume dessa diferença e o quão ardida ela podia ser.
No início, éramos apenas um casal comum: apaixonados, felizes. A matemática ajudou um pouco quando vimos que era mais barato para ambos morarmos juntos, e assim fizemos. O tesão não diminuiu, mas havia uma barreira, e minha parceira — que no início parecia não se importar — logo achou meios de quebrá-la. Mas de que exatamente eu estou falando? E por que isso importa? Bom, passados seis meses, o volume se tornou algo natural para mim. Não havia mais nada de estranho em senti-lo ali, mas eu ainda não sabia o quão ardido ele poderia ser; e aí estava a barreira. Carolina trazia vestígios de sua vida passada; havia algo do Carlos que insistia em vir à tona.
Não foi algo que aconteceu de repente; foi um processo que durou meses. Tudo começou porque ela reclamou, um dia, que às vezes não conseguia gozar sem precisar bater uma punheta. Caí na tolice de perguntar se havia algo que eu podia fazer. Ela podia só ter me dito, mas preferiu ir além: quis me mostrar.
— Fica de quatro, vai.
— Oi?
— Relaxa, amor, eu não vou enfiar; só vou te mostrar.
Eu não disse nada, apenas fiquei olhando para aquela silhueta magra e delicada sob a luz fraca do abajur. Ela se levantou e se posicionou atrás de mim.
— Vamos, deixa eu te mostrar como fazer. Tu acerta às vezes; não é difícil.
— Tu não pode só me dizer?
— Tá com medo que eu coma teu cuzinho, é? Esse cuzinho precioso. Meu precioso! — disse, imitando a voz do Gollum e rindo em seguida. — Vai! Confia em mim, eu não vou fazer nada.
Respirei fundo e me posicionei. O lençol sob meus joelhos parecia áspero diante da tensão que subia pelas minhas coxas. Foi através dele que percebi os joelhos dela se aproximarem dos meus.
— Olha só…
Senti as mãos dela agarrando minha cintura com uma força que eu não sabia que aquelas mãos finas tinham, e me puxando até meu corpo bater no dela. Sentia a pele macia das pernas dela contra as minhas primeiro, mas depois comecei a sentir o volume do pau dela crescendo quente e ocupando o vale entre minhas nádegas, bem em cima do meu "precioso". Tinha uma textura diferente, mais áspera que a pele de menina das pernas dela. A cada movimento que ela simulava, ele ia se esfregando no vale e na porta do meu rabo, e os testículos pesados iam batendo contra as minhas nádegas.
O cheiro de baunilha do cabelo que invadia meu nariz ainda me lembrava da menina que eu conhecia, mas aquele volume bruto me fez perceber que havia mais entre mim e ela do que uma simples paixão.
— Tu tem que pegar assim, ó, e meter desse jeitinho, porque aí o teu pau encosta lá no fundo, sabe? — sussurrou ela, e o hálito quente no meu pescoço arrepiou até os pelos dos meus braços.
— Hmm…
— E aí, mete com força — disse ela, me puxando rápido e forte, fazendo a carne da minha bunda estalar contra o quadril dela, arrancando de mim um gemido involuntário.
— Para de zoar!
Ela não aguentou e pôs-se a rir do gemido, balançando seu corpo contra o meu a cada riso. Olhei para trás, para aquele sorriso lindo e aquelas bochechas rosadas que eu tanto amava.
— Entendeu?
Ela parecia um anjo, mas o que eu sentia encostado em mim era puramente demoníaco.
— E se tu quiser — continuou ela, deitando seu corpo quente e leve sobre as minhas costas para falar ao pé da orelha — pode falar umas sacanagens no meu ouvido. Dizer que sou sua putinha, que vai arregaçar todo o meu cuzinho. Esse tipo de coisa, kkkkk.
Eu tentava disfarçar, mas meu pau estava duro feito pedra e babando contra o colchão. Ela, não contente com tudo aquilo, ainda me deu um tapa bem sonoro e ardido na bunda — tão forte que a palma da mão dela deixou um rastro de fogo na minha pele. Depois, deitou-se na cama ao meu lado, voltando a ser a menina doce de sempre. Porém, agora eu via diferente: aquele corpo era de menina, mas aquele pênis de uns vinte centímetros e grosso, que se excitava ao me ver de quatro, representava muito mais do que eu havia percebido até aquele momento. Naquela luz, inclusive, ele parecia até alguns tons mais escuro que o resto do corpo nu.
— Você é muito querido comigo na cama, amor. Mas eu sei que aí dentro tem uma fera louca para me devorar.
A boca dela dizia que ela não era a Bela que transforma a Fera em um príncipe; ela queria me transformar na Fera. Já o pau dela revelava uma história diferente. No entanto, meus sentimentos por ela não refletiam aquelas coisas. Eu podia ser bruto, mas não com ela; não sem um motivo, ou sei lá. Carolina tinha um corpo pequeno e magro; bater nele parecia covardia. Tinha um olhar doce, apesar de irônico, e mesmo transando com ela todos os dias, eu tinha dificuldade de vê-la como puta. Aliás, a puta, na minha cabeça, não é amada ou não ama; pois, se amasse, não seria preciso pagar por seus serviços.
Acho que, naquele instante, seria até mais fácil para mim se ela me pedisse para deixá-la fazer aquilo comigo. Não que isso fosse uma decisão simples, mas parecia mais fácil. Sem saber o que dizer, deitei ao lado dela e a encarei de frente. Pensei em dizer o que estava sentindo, mas aí outro medo me veio à mente. Depois que assumi a Carolina, notei que os amigos do primeiro conto começaram a olhar para ela de maneira diferente. Antes ninguém queria ficar com uma menina que já havia sido homem, mas depois que eu a assumi, viram que isso não era um problema; com certeza eles, que não a amavam como eu, não se importariam em realizar aquela fantasia.
Logo, a imagem de Ramon comendo o cu da minha Carolina com força, enquanto Miguel — aquele que me mostrou a foto de Carlos — enfiava o pau na boca dela sem nenhum amor, veio-me à mente como um raio. Não havia como recuar: se alguém ia fazer aquilo com ela, esse alguém tinha que ser eu.
Vendo que eu estava vacilando, ela aproximou seu rosto do meu e me deu um beijo na boca, comovente.
— Não tenha medo, amor; eu sou mais forte do que tu pensa.
O beijo ainda pairava em meus lábios quando um calor diferente começou a subir pelo meu peito. A voz dela, a força em seus olhos, o medo de Miguel... tudo se misturava em uma combustão lenta. Respirei fundo, sentindo o pulso acelerado.
— Carolina... — comecei, a voz mais rouca do que eu esperava, quase um sussurro. Agarrei a nuca dela, puxando-a para mais perto, e murmurei perto de sua orelha, com a garganta apertada: — Sua... sua putinha.
Ela riu, uma risada baixa e melodiosa. Afastou um pouco o rosto; seus olhos brilhavam na penumbra.
— Só isso, amor? — provocou, um sorriso maroto brincando em seus lábios. — Achei que você fosse homem.
Aquilo fez meu sangue esquentar e eu deixei extravasar.
— Ah, vai tomar no cu, Carolina!
Ela deu uma bela gargalhada.
— Adoooooro!
— Você quer ver o homem? — rosnei com voz grave e possessiva. — Vou te mostrar a porra do homem que eu sou, sua vagabunda.
Seus olhos se arregalaram um pouco com a mudança abrupta no meu tom, mas um sorriso selvagem e faminto se espalhou por seu rosto.
— Vou te arregaçar esse cuzinho até você chorar e implorar para eu parar!
Levantei num salto e me pus de joelhos logo à frente do rosto dela.
— Vamos! Chupa bem essa piroca, sua vadia!
Carolina não recuou; engoliu minha rola como se estivesse faminta. Virei o corpo dela deixando aquela bunda para cima.
— Lambuza isso bem, porque depois eu vou meter tudo aqui — disse, já metendo meus dedos que iam forçando a entrada, um por um.
A respiração pesada dela entregava uma excitação que eu nunca tinha visto até então. Era uma respiração ofegante de quem corre uma maratona e ela ia colocando meu pau cada vez mais fundo naquela boca até parar de respirar de súbito. Estava com o nariz amassado no meu colo e a ponta do meu pau bloqueava a passagem do ar. Ela puxou a cabeça de volta e o pulmão se encheu. Parecia outra menina.
— Vadia!
O cuzinho se fechou apertando meus dedos. Sempre mantemos um lubrificante ao lado da cama; enquanto ela chupava quase me fazendo gozar, eu passei nos dedos e meti mais uma vez.
Puxei meu pau da boca dela e mandei que ela ficasse de quatro na beirada da cama. Coloquei um dos pés em cima da cama, ao lado dela, e sem cerimônias, meti tudo.
Ela soltou um "ai" que foi ficando cada vez mais alto à medida que eu ia entrando, mas não fugiu; pelo contrário, jogou o corpo contra mim, me estimulando a meter com mais força. A cama chacoalhava; o suor corria de meu rosto, de minha barriga e das costas dela. Nossas peles se encontravam fazendo respingar as gotas de suor. Eu não a vi gozar, ela não me disse nada; soube depois que ela gozara logo depois da minha segunda estocada. E eu continuei metendo e agarrando seus cabelos como as rédeas de uma égua.
Ela abraçou meu travesseiro e eu fiz exatamente o que ela me mostrara. Parei o movimento, deitei meu corpo sobre o dela, puxei o cabelo para o lado deixando a orelha à mostra e disse baixinho:
— Sua vadiazinha gostosa!
Meti uma única vez com força, como um martelo; ela gemeu alto e apertou o travesseiro contra o peito. Depois voltei a aumentar o ritmo. Ela me disse depois que aquilo a fez gozar uma segunda vez. Eu não queria gozar ainda, então interrompi e mandei que ela se virasse. Ela estava "broxa". Achei estranho, mas estava tão excitado que não dei bola. Segurei suas pernas no ar e não tive pena. Ela estava quente, suada, com as bochechas vermelhas. Olhou para mim com aqueles olhos azuis entre os fios de cabelo negros e disse:
— Mete!!! RÁPIDO!!!
Dei um tapa no rosto dela — não foi forte, mas foi sonoro e deu um pequeno susto nela. E meti. Eu queria que ela gozasse primeiro, e ela gozou com o pau mole mesmo; gozou muito, ainda por cima. Aí eu aumentei o ritmo e gozei de tremer as pernas.
Deitei o peso todo do meu corpo em cima do dela, me encaixando nela e sentindo seu coração bater forte junto com o meu.
— Amor! — interrompeu ela, tomando fôlego — seu animal gostoso!
— Eu? E você? Eu nunca te vi assim.
Nossos corpos se encaixavam de um jeito tão perfeito que era difícil sair dali. O gozo dela deslizava entre nossas barrigas encontrando seu caminho até o colchão e nossos corações batiam juntos, nossos pulmões também, numa perfeição quase divina.
Mas aquilo não podia durar para sempre. Quando levantei a cabeça e depois descolei meu corpo, ela me olhou com um sorriso e apontou para o lado onde havia ficado de quatro antes e onde havia uma poça de porra, a prova de que eu havia conquistado meu título.
— Sabia que o maior tesão acontece quando o homem nos faz tão fêmea que a gente goza broxa? Um dia, eu te mostro o quão bom isso é.
— Deus me livre!
Ela riu; riu demais, e seu corpo se chacoalhava todo a cada risada.
