O lápis desliza entre os dedos de Bruno enquanto ele gira o caderno sobre a mesa de centro, os raios do sol da tarde pintando faixas douradas nas páginas em branco. O apartamento está silencioso demais, o zumbido da geladeira e o ocasional barulho de um carro na rua lá embaixo os únicos sons que quebram a quietude. Ele suspira, jogando a cabeça para trás no sofá, os dedos coçando para escrever algo—qualquer coisa—que traga de volta aquela sensação de poder que o viciou nos últimos dias. As mulheres do escritório, suas vítimas prediletas, estão longe, inacessíveis no fim de semana. E ele está entediado.
Seus olhos pousam no teto, como se a resposta estivesse escrita ali, entre as rachaduras do reboco. É quando a imagem dela cruza sua mente: a vizinha do apartamento 402. Aquela morena de pernas longas que sempre cumprimenta com um sorriso tímido no elevador, o corpo esguio realçado por blusas justas e saias que mal disfarçam as curvas. Bruno nunca soube o nome dela—só que morava com o marido, um cara alto e desengonçado, e um filho pequeno, cujos choros às vezes vazavam pela parede fina dos apartamentos. Mas o que importa mesmo é a maneira como ela olha para o lado quando passa por ele no corredor, como se estivesse escondendo algo. Ou como se soubesse que ele a observa.
Um sorriso lento se espalha pelos seus lábios. Por que não?
Ele pensa e por um tempo, como descobrir o nome dela?sem um nome o caderno simplesmente não funciona.
Então ele teve uma ideia que poderia soar absurda se não funcionasse.
Ele escreveu o próprio nome no caderno dizendo que ele chutaria um nome feminino aleatório e que por coincidência seria o nome da vizinha do apartamento de cima.
Então ele sentiu a caneta escrever sozinha, sua mente bia um nome claramente que se punhava no papel de forma totalmente automática, Milena um nome que surgiu em sua mente do nada.
Basta descrever. Milena, A vizinha do 402, escreve, a letra firme, quase agressiva, virá até o meu apartamento esta tarde. Ela vai transar comigo de maneira depravada, suplicando para que eu goze dentro dela sem camisinha. E depois, vai voltar para casa confusa, envergonhada, sem entender por que fez isso.
A tinta ainda está secando quando ele fecha o caderno com um estalo. Ele estava apreensivo se o nome escrito seria o nome correto, seria o caderno capas de fazer algo nesse nivel?
As coisas acontecem no tempo certo, como sempre acontecem. Bruno se levanta, estica os braços sobre a cabeça e caminha até a cozinha, onde pega uma cerveja na geladeira. O líquido gelado desce pela garganta enquanto ele se encosta no balcão, os olhos fixos na porta da frente, como se pudesse sentir o momento em que ela chegaria.
Não demora muito.
O toque na campainha é hesitante, quase tímido, como se quem estivesse do outro lado não tivesse certeza se deveria estar ali. Bruno sorri. Nao podia acreditar que essa ideia tinha lhe entregado o nome de uma pessoa.
Ele sabe que não é uma escolha. Não mais. Deixa a cerveja na pia e caminha até a porta, os passos lentos, saboreando a antecipação. Quando abre, ela está lá—cabelos soltos sobre os ombros, a blusa levemente desalinhada, como se tivesse se vestido às pressas. Seus olhos estão vidrados, as pupilas dilatadas, o peito subindo e descendo em respirações curtas.
— Oi — ela murmura, a voz rouca, como se estivesse acordando de um sonho. — Eu... eu não sei por que estou aqui.
Bruno não responde. Não precisa. Ele se afasta da porta, deixando o espaço aberto, um convite silencioso. Ela entra, os passos trêmulos, as mãos se torcendo à frente do corpo. A porta se fecha com um clique suave. O apartamento parece menor de repente, o ar mais denso.
— Você quer algo para beber? — ele pergunta, apenas para ouvir o som da própria voz, para ver como ela reage.
Ela balança a cabeça, os lábios entreabertos. Seus olhos percorrem o ambiente, como se procurassem uma saída, uma explicação. Mas não há. Só há o peso do que está por vir, a umidade entre suas coxas que ela não consegue ignorar.
— Eu não deveria estar aqui, eu amo meu marido — sussurra, mas suas mãos já estão subindo pela barriga da própria blusa, dedos trêmulos desabotoando os primeiros botões, ela pensa em parar e ir embora mas simplesmente nao consegue parar seus atos — Meu marido... meu filho...
Bruno cruza os braços, observando. Não toca nela. Não precisa. O caderno já fez o trabalho por ele.
— E mesmo assim, aqui está você — ele diz, baixo.
Ela engole em seco. A blusa cai no chão. O sutiã segue. Seus seios são cheios, os mamilos duros, implorando por atenção. Ela não olha para ele quando desabotoa a saia, quando a deixa escorregar pelos quadris, revelando a calcinha de renda preta, já molhada no centro. O cheiro de sua excitação enche o ar, doce e ácido, inconfundível.
— Por favor — ela murmura, as mãos agora pressionadas entre as coxas, como se tentasse conter algo que não pode mais ser contido. — Eu não quero.. mas preciso...
Bruno dá um passo à frente. Finalmente. Seus dedos roçam seu queixo, forçando-a a erguer o rosto. Seus olhos estão turvos, perdidos.
— Precisa do quê? — ele pergunta, mesmo sabendo a resposta.
— De você — ela respira. — Dentro de mim. Sem nada. Por favor. - ela fica totalmente surpresa ao perceber o que disse.
Ele não sorri. Não precisa. Em vez disso, suas mãos descem, agarrando seus quadris com força, os dedos afundando na carne macia. Ela geme, arqueando as costas, oferecendo-se sem reservas. Bruno a empurra contra a parede, o impacto fazendo com que um quadro balance levemente. Sua boca encontra a dela em um beijo rude, língua invadindo, dominando. Ela responde com um gemido abafado, as unhas cravando em seus ombros, como se estivesse se afogando e ele fosse a única coisa a que pudesse se agarrar.
Não há preliminares. Não há necessidade. Bruno abaixa a calcinha dela até os tornozelos e libera seu pau, já duro, latejando. Ela olha para baixo, para a grossura que está prestes a esticar sua buceta, e um arrepio percorre seu corpo. Não é medo. É fome.
— Por favor — repete, a voz quebrada. — Eu quero sentir você gozar dentro de mim.
Ele não a faz esperar.
Com um empurrão brusco, Bruno a penetra de uma vez, enchendo-a até o limite. Ela grita, as costas arqueando, as unhas riscando a parede atrás dela. Está apertada, quente, molhada demais, os músculos internos se contraindo ao redor dele como se tentassem sugar seu pau para mais fundo. Bruno rosna, os quadris batendo contra os dela com força, cada investida fazendo com que seus seios balancem, que sua boca se abra em um "ah" silencioso.
— Isso — ela geme, as pernas tremendo. — Mais. Me enche - ela rebola na pica dele de forma tão incrivelmente deprada que nem.mesmo seu marido a tinha visto dessa forma, a mulher de respeito e fiel ao marido estava a mercê de uma força maior que ela que a tornava uma Puta. -goza em mim enche meu útero - ela gritava enquanto gemia totalmente desprovida de escolhas.
Ele obedece.
Cada estocada é mais profunda, mais possessiva. Sua buceta faz barulhos obscenos a cada movimento, molhada demais, preparada para receber tudo o que ele tem a oferecer. Bruno agarra um de seus seios, beliscando o mamilo entre os dedos até que ela chore, até que suas paredes internas se contraiam ainda mais ao redor dele. Ela está próxima. Ele pode sentir. Seu corpo inteiro treme, os gemidos se tornando mais altos, mais desesperados.
— Vou gozar — ele avisa, a voz grossa, os testículos já pesados com a carga que está prestes a liberar.
— Sim — ela chora, as unhas cravando em suas costas. — Dentro. Por favor, dentro.
Ele não segura.
Com um último empurrão brutal, Bruno se enterra nela até a raiz e solta tudo, jatos quentes de sêmen inundando sua buceta, enchendo-a até transbordar. Ela grita, o corpo sacudindo com o próprio orgasmo, as paredes internas milkando cada gota dele, como se não quisesse deixar nada escapar. Ele pode sentir o calor se espalhando dentro dela, marcando-a, reclamando-a.
Por um longo momento, só há o som de suas respirações ofegantes, o cheiro de sexo no ar, o peso de seus corpos colados. Então, lentamente, Bruno se afasta. Seu pau escorrega para fora, gotejando, e um fio grosso de sêmen escorre pela coxa dela, pingando no chão.
Ela olha para baixo, os olhos arregalados, como se só agora estivesse percebendo o que aconteceu.
— O que... o que eu fiz? — sua voz é um sussurro horrorizado.
Bruno não responde. Ele não precisa. O transe já está se dissipando, a realidade voltando a bater à sua porta. Ela leva as mãos ao rosto, os dedos trêmulos, como se pudesse apagar o que acabou de acontecer.
— Eu tenho que ir — murmura, pegando a calcinha do chão com mãos instáveis. — Meu Deus, eu tenho que ir.
Ele a observa se vestir às pressas, a blusa abotoada errado, a saia ainda desalinhada. Quando ela passa por ele, correndo para a porta, Bruno cheira o ar. O cheiro de sexo ainda está lá. E algo mais. Vergonha.
A porta se fecha atrás dela com um baque.
Bruno sorri, passando a mão pelo próprio pau ainda úmido. Ele não precisa olhar pela janela para saber o que vai acontecer a seguir. Pode imaginá-la correndo pelo corredor, o sêmen escorrendo pelas suas coxas a cada passo, molhando sua calcinha, lembrando-a a cada movimento do que acabou de fazer. Pode imaginá-la entrando em seu apartamento, o marido perguntando onde esteve, e ela, sem resposta, sentindo o peso do que carregava entre as pernas, a umidade que não pertencia a ela.
Ele pega o caderno novamente, folheando as páginas como se estivesse revisitando conquistas. Há tanto mais para explorar. Tanto mais para quebrar.
Mas, por enquanto, basta saber que ela está lá. Do outro lado da parede. Com a porra dele escorrendo pela buceta, encharcando suas roupas, marcando-a como sua sem que ela sequer saiba por quê.
