Aguardei 10 Anos Para Fuder Com Força (E Ódio) A Patricinha Da Escola

Um conto erótico de Ramon66
Categoria: Heterossexual
Contém 2439 palavras
Data: 01/02/2026 19:31:24

Estou num casamento de vizinhos, num desses hotéis fazenda chiques no interior, com varais de luzinhas "instagramáveis" pendurados em tudo que é canto, bebida liberada e aquele zumbido de alegria forçada que você só encontra nesses eventos. O mapa de assentos foi brutal: jogaram todos os solteiros numa mesa lá no fundo, perto da cozinha, como se fôssemos o resto do resto, a xepa da feira.

Estou no meu terno, já no segundo copo de \*whisky\* (sem gelo, pra aguentar o tranco), fazendo aquela social educada com os outros "encalhados" da mesa, quando levanto a cabeça e dou de cara com ela puxando a cadeira bem na minha frente.

Letícia. A porra da Letícia.

A garota que alugou um triplex na minha cabeça durante todo o Ensino Médio. A rainha da escola, a patricinha intocável que conseguia fazer você se sentir um lixo só com uma olhada de canto de olho. Eu odiava o quanto eu a queria. Passei noites em claro imaginando como seria prender ela na cama, fazendo ela pagar por cada vez que passava por mim no corredor como se eu fosse mobília. Invisível. Eu sempre fui a porra de um fantasma pra ela. Eu odiava tanto desejá-la que a coisa virou obsessão. O rancor cresceu, mas meu pau continuava ficando duro igual pedra só de pensar nela durante toda a minha adolescência.

Ela mudou nessa última década. O quadril está mais largo, as curvas mais generosas naquele vestido azul marinho que abraça o corpo dela como se fosse embalado a vácuo. O cabelo preto está preso, mas uns fios já estão soltando, como se ela tivesse mexendo neles de nervoso. Não é mais aquela deusa intocável do colégio; o tempo passou. Tem aquela vibe de quem atingiu o auge muito cedo e agora corre atrás do prejuízo com preenchimento labial e Botox, mas ainda assim... fodível. Extremamente fodível.

Nossos olhos se cruzam por cima da cesta de pães de queijo. Ela franze a testa, e a boca dela se curva num reconhecimento lento.

— Você... — ela aponta preguiçosamente com a faca de manteiga. — Você não estudava na minha sala? No terceiro ano?

Eu solto um riso nasalado, seco.

— É. Faz tempo, hein.

O jantar segue e a gente troca umas frases protocolares no meio da conversa da mesa, jogando aquele papo furado pra manter a "resenha" viva. Depois da sobremesa, a maioria do pessoal vaza pra outras mesas pra fazer sala, e eu me vejo sozinho com a Letícia.

Ela se inclina pra frente, apoiando os cotovelos na mesa, o decote quase pulando pra fora, e começa a falar. Falar mesmo. Reclamar dos dois ex-namorados (ambos uns babacas, segundo ela), do trabalho sugador de alma como corretora de imóveis, e de como todo casamento lembra que ela tá "ficando pra titia". Eu balanço a cabeça, bebo, deixo ela desabafar. Ela já tá altinha, e eu também.

Aí ela muda o disco e pergunta de mim. Por que eu nunca falava com ela na escola? Por que eu nunca ia nas festas da turma? A raiva começa a borbulhar no meu estômago, mas eu não podia simplesmente cuspir que ela era uma escrota mimada e que metade da escola tinha pavor dela, professores inclusos. Disfarço, digo que era tímido, omitindo o fato de que eu era um excluído sem amigos e não queria ser zoado por mais gente do que já era.

A noite avança e a banda de baile começa: sertanejo universitário, piseiro, aquelas de praxe. Antes que a pista encha, vou pro bar e fico assistindo os "populares" dançarem. Mas meu olho não desgruda da Letícia. Ela tá na pista, descendo até o chão quando o DJ solta um funk, a bunda balançando na batida me deixando hipnotizado. Ela percebe que eu tô encarando mais de uma vez. Eu entro em pânico e desvio o olhar, me xingando por ser um cagão e não ter coragem de chegar nela. Viro outro \*whisky\* pra acalmar a ansiedade — um caminho perigoso. Saio pra fumar um cigarro e tomar um ar.

Quando volto, Letícia tá me chamando no bar. Uma bandeja de shots de tequila na mão e um grupinho da época da escola em volta, a maioria uns caras que me zoavam. Viro meu shot, faço uma média constrangedora com eles, rezando pro chão me engolir. Mas até que foi rápido; logo eles somem, me deixando sozinho com a Letícia de novo, que agora já tá naquele estágio da bebedeira de "desabafo dramático".

Escuto ela reclamar da vida de novo. Vejo a amargura no olhar dela enquanto observa nossos antigos colegas com suas esposas e maridos. Os mesmos caras que babavam nela, agora mal davam um "oi". O álcool transformou a arrogância dela em tristeza. Tentei não falar nada que fosse gatilho, mas minha habilidade social limitada não ajudou muito.

Ela me arrasta pra pista, mas depois de duas músicas eu escapo. Quando volto, ela tá dançando com outro cara. Sento e observo. A festa tá mais pesada, e a Letícia tá começando a incomodar, dançando de um jeito exagerado, se esfregando. O cara com quem ela dançava pede licença, meio sem graça, porque a esposa dele tava fuzilando os dois com os olhos.

Sobrou pra mim ser o ombro amigo de novo. Agora estamos na fase da "bêbada puta da vida".

— Aqueles caras... todos eles se matavam por mim! — ela resmunga, virando mais um drink.

Antes que eu possa filtrar, a frase sai:

— É, pois é... Eu também tinha um tesão do caralho em você. Gigante. E você nunca nem olhou na minha cara.

Silêncio por meio segundo.

Os olhos dela se arregalam, e um sorriso malicioso, quase perverso, se espalha pelo rosto dela. Ela se inclina pra perto, a voz caindo num sussurro que corta a música alta no meu ouvido.

— É mesmo? — ela morde o canto do lábio. — Todos aqueles anos batendo punheta pensando em mim, escondido... isso é, na verdade, bem bonitinho.

O pé dela, agora descalço (o salto já foi chutado pra longe), desliza por baixo da mesa e roça na minha panturrilha.

— Me conta mais. Você ficava me secando na aula?

Meu pau dá um pulo dentro da calça. Mantenho a cara fechada, mas minha voz sai rouca.

— Todo santo dia. Não conseguia evitar. Você desfilava por aquele colégio como se fosse dona do mundo. Me fazia te odiar e te querer na mesma medida.

Ela se arrepia visivelmente, as coxas se apertando embaixo da mesa.

— Nossa, que delícia de ouvir. Continua. — A mão dela encontra meu joelho, os dedos traçando círculos lentos. — O que você imaginava fazer comigo?

Eu me inclino também, cotovelos na mesa, voz grave.

— Te dobrar sobre uma daquelas carteiras depois que todo mundo saísse. Fazer você pedir desculpa por me ignorar. Foder com força até arrancar esse sorrisinho de deboche da sua cara.

A respiração dela falha. Ela solta uma risadinha, mas é ofegante, cheia de tesão.

— Jesus. Eu teria deixado, sabia? Se eu soubesse...

— Um sorriso provocador. Os dedos dela sobem, as unhas arranhando a parte interna da minha coxa através do tecido do terno. — Tadinho. Quanta frustração acumulada.

A partir daí, a porteira abriu. A banda parou e o DJ assumiu o funk pesado. Ela pergunta, provoca. "Você olhava meus peitos na Educação Física?" (Sim). "Odiava minhas amigas?" (Mais ainda). Cada confissão deixa ela mais ousada. O pé dela engancha no meu tornozelo, a mão sobe perigosamente perto do meu volume. Eu revido, falo que imaginava ela implorando, gritando meu nome enquanto eu acabava com ela. Ela se contorce na cadeira, bochechas coradas, os olhos vidrados de vinho e vontade.

Ela se debruça sobre a mesa, os lábios roçando na minha orelha.

— Vamos subir pro quarto. Quero ouvir cada detalhe sujo enquanto compenso você por todos esses anos.

Não respondo com palavras. Levanto, pego a mão dela e a guio pra fora do salão. Direto pro meu quarto. A porta bate e ela já está em cima de mim, beijando de um jeito desesperado e babado, as mãos puxando minha gravata enquanto eu a empurro contra a parede.

Ela cai de joelhos no carpete, lutando com a fivela do meu cinto, rindo sem fôlego.

— Me conta mais sobre esse \*crush\*. Agora. Enquanto eu chupo você. Isso me deixa tão molhada, saber que você era obcecado por mim.

Meu pau salta pra fora, grosso e pulsando. Os olhos dela se arregalam.

— Caralho... — ela sussurra, encarando. — É enorme.

Seguro a base. Ela se inclina, dá umas lambidas tímidas, e então me abocanha. É afobado, entusiasta, mas... amador. Sem muita técnica. Ela engasga rápido quando tenta ir fundo. Meio decepcionante depois de anos fantasiando sobre esse momento, ouvindo os boatos de que ela fazia o melhor boquete do time de futebol. A abelha rainha era só garganta — no sentido figurado.

Mas ela olha pra cima, soltando a cabeça pra respirar:

— Fala... o que você fantasiava? Cada detalhe. Fala o quanto você me queria.

Eu entro no jogo, voz grossa.

— Toda noite, porra. Imaginava te arrastar pra uma sala vazia, levantar essa sua saia, te comer no pelo enquanto você implorava. Eu odiava como você me ignorava, queria fazer você gritar meu nome.

Ela geme com a boca cheia, chupando com mais força, os olhos revirando.

— Mmm, isso, porra... fala como você ia me punir por ser uma vadiazinha metida.

Eu rosno:

— Ia fazer você engasgar com isso aqui enquanto te falava o quão patético você me fazia sentir. Depois ia te virar e pegar o que eu queria.

Ela murmura em aprovação, o \*dirty talk\* abafado entre os movimentos.

— Deus, que tesão... saber que eu te deixava assim. Continua, fala como você ia me foder com ódio.

Agarro o cabelo dela com força, empurro fundo na garganta, ela engasga, puxa pra trás rindo nervosa.

— Calma, garanhão.

A raiva sobe. Puxo ela pra cima pelo braço.

— Cama. Agora.

Ela sorri, suja.

— Isso! Mostra o que aquele nerdzinho queria fazer de verdade.

Jogo ela na cama, subo o vestido até a cintura, arranco a calcinha de lado — ela tá encharcada. Ela implora, olhando pra trás, ainda brincalhona.

— Fode sua paixãozinha da escola até ela ficar sem sentido.

Eu entro com tudo, até as bolas. Ela grita, cravando as unhas nos lençóis. Uma metida seca, furiosa; anos de invisibilidade sendo descontados em cada estocada brutal.

— Você nunca me viu, porra! — eu rosno, puxando o cabelo dela pra trás, forçando a cabeça dela a virar.

— Eu não era nada!

Ela geme mais alto, a voz falhando entre o prazer e o impacto.

— Mais forte... Me fode igual você sonhou por anos! Vai!

Eu continuo a socar dentro dela sem dó, assistindo a bunda dela balançar e chocar contra a minha virilha a cada investida. O som de pele contra pele estala pelo quarto. As costas dela se arquiam perfeitamente, desenhando aquela curva que eu só via de longe no pátio da escola, enquanto ela abafava os gemidos arrastados no travesseiro.

Quando sinto que estou chegando no limite, eu saio rápido, forçando ela a ficar de joelhos na cama.

— Abre.

Ela obedece na hora, ansiosa, o rosto virado pra cima.

— Goza pra mim!

Eu bato uma punheta rápida e solto cordas grossas cruzando o rosto dela. Pintando bochechas, nariz, lábios, testa, queixo. Drenando cada gota daquele tesão represado de uma década.

Fico ali de pé, respirando ofegante, encarando a cena. Letícia de joelhos, o vestido de festa todo amarrotado na cintura, o rosto glaseado de porra, escorrendo e se misturando com o rímel preto e o batom borrado. Destruída. Humilhada. Perfeita.

Aquele ódio antigo diminui, dando lugar a um triunfo quente, uma satisfação profunda que vai até a alma.

— Porra... isso foi incrível — ela ofega, passando o dedo na bochecha pra recolher o gozo e levando à boca, chupando o dedo com um gemido sujo. — Tão bruto, tão quente... Saber que você me queria tanto assim... deixou tudo perfeito. Eu nunca fui fodida desse jeito na vida. — Ela lambe mais um pouco, enquanto a outra mão desce sozinha pro meio das pernas dela.

— Porra... isso foi incrível — ela ofega, passando o dedo na bochecha pra recolher o gozo e levando à boca, chupando o dedo com um gemido sujo. — Tão bruto, tão quente... Saber que você me queria tanto assim... deixou tudo perfeito. Eu nunca fui fodida desse jeito na vida. — Ela lambe mais um pouco, enquanto a outra mão desce sozinha pro meio das pernas dela.

Eu fico ali parado, o pau ainda babando os últimos resquícios, observando ela se tocar enquanto limpa meu gozo do rosto como se fosse sobremesa. A rainha do colégio, aquela que me fazia sentir um merda, agora ajoelhada no carpete do meu quarto, com a maquiagem toda borrada de porra e rímel, se masturbando.

— Você gostou de me humilhar, né? — ela sussurra, os dedos trabalhando no clitóris enquanto me encara com aqueles olhos vidrados. — Gostou de me colocar no meu lugar depois de todos esses anos... Admite.

Eu passo a mão no cabelo, ainda processando o que acabou de acontecer.

— Gostei pra caralho — eu confesso, cru, sem filtro. — Passei anos me sentindo invisível. Agora você tá aí, de joelhos, lambendo minha porra. Porra, eu adorei.

Ela geme, os dedos acelerando.

— Me xinga — ela pede, ofegante. — Fala o que você sempre quis falar.

Eu me abaixo, pego o queixo dela com força, obrigando ela a me olhar nos olhos.

— Você era uma vadia metida. Uma patricinha escrota que pisava em todo mundo. E agora olha só... toda melada, implorando atenção num casamento qualquer.

Ela goza na hora, tremendo, a respiração falhando enquanto ondas de prazer a atravessam. Cai de lado no chão, rindo baixinho, completamente satisfeita.

— Caralho... — ela murmura. — A gente devia ter feito isso há dez anos atrás.

Eu sento na beira da cama, acendendo um cigarro que peguei no bolso do paletó jogado no chão.

— Você nunca ia fazer isso comigo há dez anos atrás. Eu era nada pra você.

Ela senta, encostando nas minhas pernas, ainda descabelada, ainda suja.

— É... você tá certo. — Uma pausa. — Mas agora eu sei. E porra... valeu a pena esperar.

Silêncio confortável. Fumaça subindo. Lá embaixo, o DJ toca sertanejo. A festa continua sem a gente.

Ela levanta, cambaleando levemente, procurando a calcinha rasgada pelo chão.

— Eu vou ter que descer sem calcinha — ela ri, ajeitando o vestido. — Todo mundo vai saber.

— Que se fodam — eu respondo, dando uma tragada.

Ela vem até mim, beija minha testa — gesto estranho, quase terno demais pra situação.

— Obrigada por me foder do jeito que eu merecia — ela sussurra.

E sai, fechando a porta devagar.

Fico ali sozinho, fumando no quarto de hotel, o gosto da vingança ainda doce na língua.

***Fim***

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