A Maldição de Paris 1

Um conto erótico de Sr Boi
Categoria: Heterossexual
Contém 1850 palavras
Data: 08/02/2026 09:10:18
Assuntos: Heterossexual

Capítulo 1: A Mulher no Curral

O enfermeiro, um rapaz magrelo chamado Thiago, me encara com aquele olhar de quem acha que velho só conta lorota. O carrinho de remédios range enquanto ele ajusta minha dose de pressão, o cheiro de desinfetante e urina velha grudando na garganta. “Seu Alexandre, o senhor não cansa dessas histórias?” ele pergunta, com um sorriso torto. Eu dou uma risada rouca, o peito chiando como um motor velho. “Cansar? Rapaz, eu vivi o que você só sonha. Senta aí, Thiago, que hoje te conto como tudo começou. Lá em 73, quando eu era homem de verdade, com fogo no sangue e carne dura.” Ele hesita, coça a nuca, mas puxa a cadeira. O ventilador no teto geme, e eu fecho os olhos, voltando praquele curral, praquela noite que me marcou como ferro quente.

O sol já tinha sumido, mas o calor de Ribeirão Preto ainda agarrava a pele, como se o dia se recusasse a morrer. Eu tinha 28 anos, o corpo calejado de cortar cana e carregar sacos de grão, os músculos duros sob a camisa de algodão encharcada de suor. Estava no curral da fazenda, amarrando uma vaca teimosa que não parava de mugir. O cheiro de bosta, palha seca e terra batida enchia o ar, misturado ao zumbido das moscas e ao som abafado de um rádio AM vindo da casa dos peões, tocando uma moda de viola, Tonico e Tinoco acho. Minha vida era simples: trabalho, cachaça barata no bar do Zé, e, de vez em quando, uma mulher que me olhava duas vezes. Mas naquela noite, algo pesava no peito, uma inquietação que eu não explicava.

Eu limpava o suor da testa com as costas da mão quando a vi. Ela estava parada na porteira do curral, como se tivesse brotado do nada. Uma mulher que não pertencia àquele lugar, nem àquele mundo. O vestido, se é que dava pra chamar de vestido, era um pano leve, quase transparente, que colava no corpo como uma segunda pele. A luz fraca da lamparina pendurada na viga fazia a pele dela brilhar, dourada e lisa, como se fosse feita de mel quente. Os cabelos, longos e negros, caíam em ondas até a cintura, e os olhos… Meu Deus, aqueles olhos. Verdes como uma mata virgem, com um brilho que parecia me puxar pra dentro. Eu larguei a corda, a vaca deu um passo, mas eu nem ouvi o mugido. Tudo o que existia era ela.

“Alexandre Páris,” ela disse, a voz macia, mas com um peso que fez meu coração disparar. Como ela sabia meu nome? Eu não perguntei. Minha boca estava seca, e meu pau, traidor como sempre, já pulsava contra a calça jeans surrada. Ela deu um passo à frente, os pés descalços pisando a terra sem fazer barulho, o tecido do vestido roçando as coxas grossas. “Você já sentiu o desejo de verdade, Páris? O tipo que queima até a alma?” Eu engoli em seco, as mãos tremendo. Ela sorriu, um sorriso que prometia tudo, prazer, perigo, perdição. “Eu sou Afrodite, a deusa do amor e da luxúria. E vim te dar um presente.”

Eu devia ter corrido. Devia ter rezado, como minha mãe me ensinou nas noites de trovão. Mas eu era só um peão, um homem de carne e osso, e ela era… mais que tudo. Ela se aproximou, o cheiro dela me envolvendo como uma névoa. Era jasmim, pele quente e algo que não era humano, algo que fazia meu sangue ferver. “Você vai ter o que nenhum mortal teve,” ela sussurrou, a boca tão perto da minha que eu senti o calor do hálito, doce como mel. “Com um olhar, qualquer mulher será sua. Elas vão se abrir pra você, Páris, como flores ao sol. Mas cuidado: o desejo é uma faca afiada, e ela corta quem não sabe segurar.”

Minha cabeça girava, o peito apertado. Eu não entendia direito, mas o corpo já tinha decidido. O pau doía de tão duro, e eu sentia o suor escorrer pelas costas, pingando na terra. Afrodite riu baixo, um som que vibrou no meu peito, e me puxou pras sombras do curral, onde as vacas não nos viam. O chão era duro, coberto de palha e terra, mas quando ela me encostou contra uma tábua de madeira, eu não senti nada além do calor que vinha dela. As mãos dela, macias como seda, deslizaram pelo meu peito, os dedos traçando as cicatrizes do trabalho, descendo até o cinto. Ela abriu a fivela com um estalo, e eu soltei um gemido rouco, sem querer.

“Você quer isso, não é?” ela perguntou, os olhos verdes cravados nos meus, brilhando como brasas. Eu não respondi. Não precisava. Ela sorriu, e então rasgou minha camisa com um puxão, os botões voando pra palha. Meu peito ficou exposto, o suor brilhando à luz da lamparina, e ela passou as unhas pelo meu torso, deixando linhas vermelhas que ardiam. “Tão forte,” ela murmurou, a voz carregada de desejo. “Tão humano.” Ela se ajoelhou, o rosto a centímetros do meu pau, que agora estava livre, a calça amontoada nos tornozelos. Eu agarrei a tábua atrás de mim, as unhas cravando na madeira, enquanto ela me olhava, os lábios entreabertos, úmidos e vermelhos.

O primeiro toque foi com a língua, lenta, lambendo a ponta como se estivesse provando algo sagrado. Eu gemi alto, o som ecoando no curral, e as vacas se mexeram, inquietas. Ela riu, a vibração da risada contra minha pele me fazendo tremer. Então ela me engoliu, a boca quente e molhada fechando-se em volta de mim, chupando com uma fome que era quase cruel. A língua dela dançava, lambendo cada veia, subindo e descendo, enquanto as mãos apertavam minhas coxas, as unhas cravando na carne. Eu sentia o prazer subir, uma onda que ameaçava me quebrar, mas ela sabia exatamente quando parar, me deixando na beira, ofegante e desesperado.

“Porra, mulher…” eu rosnei, a voz rouca, os quadris se movendo sem querer, querendo mais. Ela se levantou, o vestido caindo como se fosse feito de fumaça. O corpo dela era um pecado vivo: seios cheios, mamilos escuros e duros, cintura fina, quadris largos, e entre as coxas… Eu engoli em seco, o olhar preso na buceta dela. Era perfeita, os lábios rosados e inchados, brilhando de umidade, com um tufo de pelos negros que parecia me chamar. O cheiro dela, doce e almiscarado, subiu até mim, e eu senti a boca salivar, o desejo tão bruto que doía.

“Você me quer, Páris?” ela perguntou, montando em mim, as coxas roçando as minhas, o calor da buceta dela tão perto que eu sentia o vapor. Eu agarrei os quadris dela, as mãos calejadas contra a pele macia, e puxei-a pra baixo. “Você é a mais bela de todas,” eu disse, as palavras saindo sem pensar, como se ela as tivesse arrancado de mim. “Nenhuma mulher chega aos seus pés.” Ela sorriu, um sorriso que era metade prazer, e então desceu, a buceta engolindo meu pau com uma facilidade que me fez gritar.

Era quente, apertada, escorregadia, como se tivesse sido moldada pra mim. Ela gemeu, o som grave e animal, e começou a se mexer, os quadris ondulando devagar, me torturando. “Diz de novo,” ela ordenou, as mãos no meu peito, as unhas cravando fundo. “Quem sou eu?” Eu estava perdido, o prazer me consumindo, mas obedeci. “Você é a mais bela, Afrodite… a deusa… porra, você é tudo.” Ela riu, o som misturando-se aos gemidos, e acelerou, os quadris batendo contra os meus, o som molhado da buceta ecoando no curral.

Eu agarrei os seios dela, os polegares roçando os mamilos, e ela jogou a cabeça pra trás, os cabelos caindo como uma cortina negra. O suor escorria pelo pescoço, pingando no meu peito, e eu sentia o cheiro dela, doce e selvagem, misturado ao meu próprio suor, ao cheiro de terra e palha. Cada estocada era mais funda, mais rápida, e eu não controlava mais nada. Meus quadris subiam pra encontrá-la, o ritmo brutal, os gemidos dela se transformando em gritos. “Me foda, Páris,” ela rosnou, a voz quase não humana. “Me mostra o que é ser mortal.” Eu cravava as mãos nos quadris, puxando com força, sentindo a buceta apertar meu pau como se quisesse me sugar.

O gozo veio como uma porrada, um rugido rasgando minha garganta enquanto eu gozava dentro dela, o corpo tremendo como se tivesse levado um choque. Ela gozou logo depois, o corpo convulsionando, a buceta pulsando em volta do meu pau, os gemidos tão altos que as vacas começaram a correr no curral. Eu senti a umidade dela escorrer pelas minhas coxas, quente e pegajosa, e por um segundo, minha visão escureceu. Era como se eu tivesse morrido e voltado, o coração batendo tão forte que doía.

Quando abri os olhos, ela ainda estava lá, montada em mim, os olhos verdes brilhando. “O dom é seu agora, Páris,” ela disse, a voz calma, mas com um toque de ameaça. “Use com cuidado, ou ele te devora.” Ela se levantou, o corpo nu reluzindo à luz da lamparina, a buceta ainda brilhando de umidade, os seios balançando levemente. Então, como se fosse um truque, ela sumiu. Não havia pegadas na terra, nem marca no vestido. Só a palha amassada onde estivemos, e o cheiro dela, grudado na minha pele, misturado ao suor e ao gozo.

Eu me vesti, as pernas tremendo, o peito ardendo como se algo tivesse sido gravado em mim. O rádio ainda tocava, talvez Milionário e José Rico, e as vacas mugiam, inquietas. Eu saí do curral, o corpo pesado, mas também leve, como se eu fosse mais que um homem. Sentia uma energia nova, um pulsar que corria pelas veias, como se eu pudesse fazer qualquer mulher cair de joelhos com um olhar. E, que Deus me perdoe, eu queria testar. Queria saber se era verdade, se eu podia ter qualquer uma, como ela prometeu.

No dia seguinte, voltei ao trabalho, a foice cortando a cana com mais força, mas minha cabeça não estava lá. Eu via as mulheres da fazenda, a filha do fazendeiro, a cozinheira, até a dona, e sentia o dom mexendo, como um bicho dentro de mim, pronto pra agir. Eu sabia que não ia resistir por muito tempo. Aquela noite com Afrodite tinha me mudado, e, mas eu não sabia ainda, tinha começado um caminho sem volta.

Eu paro, a voz falhando, o peito ofegante. Thiago me encara, a boca meio aberta, o rosto vermelho como se tivesse ouvido algo que não devia. “Caramba, seu Alexandre… isso é… verdade?” ele gagueja, mexendo no carrinho de remédios. Eu dou um sorriso torto, os olhos fixos na janela, onde o sol de Ribeirão brilha. “Verdade ou lorota, rapaz, eu vivi. E o que veio depois… bom, isso é outra história. Mas te digo: aquele dom foi a melhor e a pior coisa da minha vida.” Ele ri, nervoso, mas vejo a curiosidade nos olhos dele. “Amanhã tem mais?” pergunta. Eu aceno. “Se eu acordar, tem mais.”

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