32. A avalanche
É claro que tudo tem de vir junto, uma corrente de desastres como uma avalanche, e cucuzinho que eu esperava comer vestiu a cueca e short jeans por cima, aquele anelzinho loiro, adeus. Laura ligou em prantos avisando que meu irmão deu três tapas no rosto dela no meio de uma conversa e só parou porque o choro do bebê, disse que ele saiu sem a chave do carro e ela estava indo para a casa de Sandro. Eu liguei para Rodrigo e ele atendeu de primeira, estava em minha calçada com vergonha de tocar a campainha.
Tinha pouco mais de um ano que eu conhecia o Rodrigo, mas eu o amava e não ia ficar de conversa fiada para dizer isso, eu amo Rodrigo, e algo deve ter saído muito do controle para ele agir com violência contra a própria esposa, mãe de seu filho que ele adora, a outra coisa é a vergonha de vir falar comigo nem a primeira e nem a segunda parte batem com a descrição que eu tenho dele. Eu fiz questão de ir abrir o portão, acionei o controle a porta mas Rod não subiu a rampa, eu desci e vi um cara arruínado, eu o abracei e ele desabou sobre mim, eu o levei pela rampa de acesso e enquanto o portão fechava ele disse que ela o traiu com outro cara, que era o motivo de el não estar fazendo sexo com ele desde a chegada de Marinho, não era seu filho, ela lhe disse que Rodrigo se importava muito mais comigo que com ela, eu disse que era um absurdo, ele disse que não era e me beijou.
Rodrigo é um homem largo, bonito do tipo que eu gosto, tem uma barriguinha dividida, mas é barrigudinho, peito largo, cabeludo, barba grande e ficando grisalha, olhos grandes e tornozelos grossos, ele me beijou e eu nem dei bola que fosse ele meu irmão, segurei atrás das orelhas dele e o beijei firme, ele ficou chocado por ter me beijado, por eu ter sustentado o beijo até o fim, por eu estar bem com isso, “Relaxa, Rodrigo, você pediu um carinho e eu te dei esse carinho, só isso, não surta, fica calmo, eu quero que você fique bem, vamos entrar.”
Sabe a avalanche, bate na porta tocando a campainha insistentemente e chutando o portão. Samuel estava com um óculos quebrado na mão e um olho roxo, eu nem perguntei nada, só disse que ia fazer algo pra ele comer, ele disse que preferia revirar o lixo, nunca me viu cozinhando, Rodrigo ri um bocado e diz que vai fazer brusquetas e vamos esvaziar todas as garrafas de vinho da casa. Acabou que numa luz fraca isso foi feito, bebemos sem tocar no assunto do olho roxo de um, nos tapas dados pelo outro, Tiago me observava e observava Murilo, eu estava cansado, foi um dos piores sábados da minha vida, um clima estranho, tenso, ruim. Joel não me deixou meio segundo sozinho, cochichava no ouvido de Caio e ele no de Joel, estavam com segredinhos, odeio quando eles me excluem, mas estávamos todos na sala, quando a arquiteta colocou aquela quantidade absurda de sofá na casa eu fiquei irritado com o desperdício, haviam três lugares vazios, Joel me beijava e tomava do vinho tinto em minha mão, beijava Caio e tomava do branco na mão dele, do nada ele diz que estava cansado e devia estar, quase uma da manhã, ele levanta e diz que o olho roxo fosse para um quarto de hóspedes, tiago já estava mesmo instalado, disse para Rodrigo ir dormir comigo enquanto ele e Caio iam dormir com Hélio, o que ia ser um sacrifício enorme, Hélio fingiu muito canastrão que isso era péssimo.
Fomos nos organizando para dormir, mas não sem antes os segredinhos de Joel passarem para seu novo best friend da vida toda, Daniel colocou a mão na boca surpreso, sorrindo com o que lhe era dito à meia-voz. Empurrei Rodrigo para o banho, que bicho nojento, fim de dia, meio bêbado, vindo da rua e não queria ir para o chuveiro, mas acabei o ajudando a tirar a roupa, deixei ele de cuecas e fingi não ver o pau estourando dentro da cueca, tirei minha camiseta, “Mateus, eu acho que ela tem razão, eu acho que sou gay, sabe… eu não sinto a vontade de chupar o mamilo dela como sinto pelo teu, você… é meu irmão, e eu estou…”, “Caio é irmão de minha mãe e me come muito, deixa de tua frescura, teu irmão é Sérgio que cresceu do teu lado, por enquanto eu quero que você decida se vai me irritar e me fazer te dar um banho, ou se pode fazer isso sozinho”, ele começou a tomar o banho dele sozinho, peguei toalha, ele desliga a ducha pra se enxugar peço pra ele sair e me dar licença. Eu observo pelo canto de olho o corpo dele, bunda firme e grande, vi meio duro, meio mole, mas o pau dele era algo entre o meu e o de Caio, aquela era a primeira impressão e ele saiu nu deixando a toalha pendurada no box. Quando eu saí fui pegar uma cueca de Joel pra dar pra ele usar.
Quando eu me sentei encostado na cabeceira da cama com ele, eu juro que não sabia o que queria, meu medo queria me fazer virar e dormir. Daí ele fez que ia me beijar e muito perto, parou, sorriu e sugou meu mamilo, disse que nunca havia segurado um outro pau que não o dele, e segurou o meu, a princípio receoso, depois firme e decidido. “Mateus, eu estou apaixonado por você, eu vou pedir transferência para qualquer lugar, eu não quero atrapalhar tua vida e eu adoro Joel…”, soltou meu pau que engrossaram na mão dele, “... e eu acho que vim pra cá pra me despedir de você, eu nem sei como vou fazer pra ver meu filho… Mas eu fico pensando em Joel e…”, deixei ele ficar um tempo preso nos mesmos quase pensamentos, relembrei Joel de cochichos, ele imaginava Rodrigo e eu e sabia o que podia acontecer e estava incentivando. Sentei bem em cima do pau de Rodrigo, ambos de cueca e resolvi enquanto busquei aquela boca com a minha, senti aquela selva de pelos encaracolados e senti ele segurar minhas coxas e tentar criar coragem para alcançar meu cuzinho.
Joel entrou no quarto fazendo barulho, conversando com Caio e Hélio. “Tá vendo… quarenta minutos, eu sei a minutagem para pegar esse veadinho com o cu em brasa. Que é isso, Digão, tava sarrando com meu veadinho e agora fica com pressa de jogar ele de lado e se recompor…”, os três já haviam tirado as calças de pijama que vestiam. Rodrigo não sabia se olhava para a nudez dos três, se me pedia desculpas por ter me empurrado para o lado da cama ou se apenas desaparecia, acho que o terceiro mas nem havia como. Joel e Hélio se colocaram ao lado dele, Caio veio puxando minha cueca e chupando meu pau, eu afagava os cabelos de Caio. “Preste muita atenção, Mateus, esse é o último, eu não vou mais aceitar nenhum, todos os outros que se apaixonarem por você à primeira vista a partir de agora vão ter de se foder no quinto dos infernos, você não vai mais aceitar, não vai desejar, não vai olhar para o lado, Caio estava certo quando disse que você teria um período de putaria, e se eu te amasse eu deveria tolerar, aceitar, participar até, ok, foi o que fiz até agora. Mas agora é a minha vez, Hélio está cansado de esperar por você, Rodrigo perdeu mulher e filho, estamos no limite. Chega?”
Caio parou o boquete e perguntou se eu estava bem, respirei fundo e disse que sim, o mundo girou rápido demais, eu me senti sentindo a pior das angústias, senti que podia perder Joel, e que agora Hélio, Caio, e talvez Rodrigo fossem embora com ele, e mesmo que não fossem com ele, iriam embora cedo, sem demorar coisa alguma, eu me senti totalmente ligado a eles, eu não queria perder nada, Caio me beijou de leve, me acompanhou até o banheiro e eu sentei no vaso e chorei, eu queria ficar sozinho, mas ele não deixou, me levou até o chuveiro e abriu a água que caiu gelada sobre mim, o choque me despertou e ele me enxugou mais ou menos, me levou de volta até a cama. Fui colocado para sentar em qualquer canto e os outros sentaram fazendo um círculo, Hélio segurou minha mão e mandou eu me acalmar. Ok, sou bom em obedecer ordens claras.
Joel parecia um líder de horda, mandou que eu ficasse de quatro, disse que eu confiasse nele, ele sabia o que eu preciso e como me fazer feliz, entendi. Fiquei de quatro e vi Joel beijar Rodrigo, depois Joel a Caio, Hélio a Rodrigo, Rodrigo e Caio, Hélio e Joel, e os beijos ganhavam toques, sorrisos, olhares que às vezes eram pra mim. “Rodrigo, seu puto, você já beijou essa boquinha, agora vai saborear o cu mais gostoso do mundo, já comi muito veado, muitos machos sentaram em minha vara, mas meu amigo…”, Hélio dá um tapa forte em minha bunda e eu sinto dor mas é impossível não virar rindo, “... eu te apresento o paraíso, ou um pedaço delicioso dele”. Rodrigo não sabe direito o que fazer atrás de mim, Hélio chupa meus ovos antes de cuspir no meu buraquinho e cair de lingua, abrir minha bunda com as duas mãos e dizer que eu sou o putinho de sua vida, eu começo a gemer, eu tento controlar, Caio me beija e enfia a rola toda de uma vez em minha boca, me segurando pelos cabelos me faz engasgar, Hélio manda Rodrigo cair de boca no putinho que agora era dele também.
Sentir a boca de Rodrigo beijando o meu cuzinho foi maravilhoso, ele fazia como se fosse uma boquinha, ele enfiava a língua com gosto e romantismo, a barba dele arranhando minha pele e o ar quente de sua respiração, ele se separa um pouco e dá dois tapas em minha bunda incentivado pelos outros três, eu protesto, Joel cospe em minha cara e fode minha boca, “Cala a boca, Mateus, faz a tua parte e recebe bem o teu derradeiro macho, seu puto, fica de frescura e faz tudo para ser bem arrombado e bem fodido”, em resposta a isso empinei o quadril o máximo possível, segurei o quadril de Joel para que ele entrasse até o saco bater em meus dentes, “Tá vendo, Rodrigo, meta firme e fundo nesse puto, é seu direito de macho desse veadinho meter na velocidade, força, posição e hora que quiser”, eu deveria me sentir ofendido, mas eu me orgulho de servir meus machos, todos eles, cada um deles, ser tratado como um depósito de porra me deixa tão mole e aberto a tudo tanto quanto sou tratado como um cristal frágil que pode se quebrar de um momento para outro.
Joel cospe nos dedos e passa no meu cu, brinca um pouco antes de enfiar um dedo, depois retira, cospe novamente e enfia dois, apoiando o peso do próprio peso em sua outra mão apoiada em minhas costas, diz que eu adoro dois dedos, três nunca, dois, dois ou um, tira os dedos e me puxa pelo cabelo me beija segurando meu rosto com as duas mãos, me empurra na cama, eu caio de costas rindo, meu pau está duríssimo, meu rabo piscando, pedindo, precisando de pica. Joel olha pra Hélio e ele se deita sobre mim, me beija, pede lubrificante, eu sinto que fico sério, Hélio passa bastante vaselina em minha bunda, nos próprios cacete e cu, ele se deita sobre mim e eu o abraço, Caio o faz parar no galope que ele faz manso sobre mim, e entra em Hélio que suspira quando a cabeça passa pelo anel, Rodrigo estava com os olhos em todos os aspectos da cena, e nossos olhares se cruzam por tempo suficiente para ele saber que aquilo tudo era uma pequena aula de regras, as regras que fomos lapidando ao longo dos anos.
Joel fica de pé sobre a cama e beija Caio antes de o fazer chupar sua piroca, manda que Rodrigo dar a pica para eu chupar ele faz, mas por pouco tempo e sabe o que isso antecede, ele delira sentindo minha boca em seu pau pela primeira vez. E porra, que gostosa era a cabeçona daquela rola, ele brincou de me fazer ficar apenas com a cabeça dele, e quando eu já ia pedir para ele me deixar chupar mais que a cabeça ele começa a meter suave e retirar até a metade e quando eu nem esperava ele empurra tudo e diz que eu sempre falei que amo sentir o saco nos meus lábios, ele empurrou e ficou me olhando com o prazer de quem castiga, eu estava de quatro, Hélio diz no ouvido dele para que pudessemos ouvir: “Tu vai acabar gozando, fode esse putinho, mete no cuzinho que eu deixei bem fodido pra você”, Rodrigo não perdeu tempo.
Eu de quatro, todo laceado, aquele pau de tamanho perfeito, babado por mim mesmo, ele colocou a pontinha por cima, sem entrar, foi ali que ele falou pela primeira vez que estava completamente apaixonado por mim. “Joel, você vai me enrabar, né, seu filho da puta? Vai lá, mas é a primeira vez, faz o que tem de fazer, mas… vai lá, só não goza dentro por favor, essa noite não.” O pedido de Rodrigo era honesto o suficiente para ser atendido, ele me pediu para virar, queria me foder pela primeira vez um homem, beijando na boca. Foi muito gostoso, eu senti o medo dele tanto quando me comeu (e ele já chegou sabendo como fazer) como quando Joel colocou dentro dele, o cheiro de suor e sexo era intenso. Rodrigo pediu para Joel dar lugar a Hélio, Joel fez isso relutante, disse que cu gostoso era patrimônio da família, beijou Rodrigo que segurou o pau dele e então passou a chupar Joel, eu estava com o pau de Caio na boca e ficamos assim, estávamos cansados, era tarde, foi um dia difícil, tudo para dizer que era apenas para trazer Rodrigo para dentro da nossa família.
Gozamos, Rodrigo queria sentir o gosto de porra de outro homem que não a dele mesmo, e o primeiro tinha de ser Joel, mas queria Hélio enchendo ele por dentro, por baixo, deixando ele de rabinho cheio, foi o que aconteceu, dessa vez eu não quis ficar sozinho depois do fim, quis ficar com eles, de um jeito esquisito agora eu acho que fazia parte, de um jeito esquisito era como se antes eu fosse a parte diferente, mas agora estava tudo bem; de um jeito finalmente, agora era o momento em que eu não me sentia mais sozinho. ficamos um tempo na cama e um a um fomos tomando uma ducha rápida. Depois Caio me levou para o outro quarto e deixamos os três ali.
Caio me contou que já havia falado com Hélio e Joel, estava de mudança para o quitinete, queria mesmo ficar conosco, mas em casas separadas, disse que o dia é muito bom em companhia de outras pessoas, mas quando a noite começa a cair, nada é tão bom quanto o silêncio e o vazio de uma casa habitada só por um. “E antes que você pergunte, não tem nada a ver com Brandão, ele estava certo, eu nunca o amei, mas sinto a falta dele, não sinto falta de amar, mas sinto falta dessa dedicação de uma pessoa para mim.”
Na manhã seguinte, Rodrigo quis ir com Hélio para a casa da mãe, dizer que o casamento se encerrou, que agora se sentia seguro para começar um relacionamento com Hélio. ele disse que a mãe sempre desconfiou de um homem que chega aos quarenta sem casar, sem ter filhos, sem ser um xoxoteiro como o pai dele, ele responde que ser diferente talvez fosse o jeito dele de se afastar da figura do pai, ela ficou afastada, segundo Hélio, mas na hora da despedida agarrou o filho e desejou tudo de maravilhoso, que ele tivesse paz e alegria, que a sorte abençoasse não só a ele, mas a todos que o amam, disse que foi um choque, não uma decepção, e que o amava.
Quando eles chegaram em casa um pouco depois de o sol ter se posto, muita coisa havia acontecido. Murilo e Daniel informaram que estavam de malas prontas, iriam mudar-se para fora do país, como parte do programa de homofobia de ambas as famílias, e que de toda forma a Holanda era um destino muito bom para médicos de qualquer lugar - isso foi um choque, mas não uma surpresa, os ricos não se misturam mesmo, essa nunca foi uma decisão conjunta, como Caio deixou muito claro, ouvimos sem interesse as explicações, talvez Murilo pensasse que a falta que ele faria apagaria essa coisa no final, os ricos sempre dão um jeito. enquanto os dois estavam pobres e sem visibilidade, mas a empresa de eventos era uma vitrine muito ruim para ambas as famílias de políticos e empresários e latifundiários.
Sam segurava a alegria dele mesmo com uma força enorme, mas insuficiente, Daniel pergunta qual a graça, “Desculpe, mas agora fica complicado para Rafael casar com o médico, objetivo um, resta o plano dois, o empresário.” aponta para Joel e gargalha. Dessa vez foi uma surpresa, não um choque, fiquei de no dia seguinte levar as coisas de Rafa até ele, de pedir para ele se organizar em uma semana, Caio queria o quitinete e ia ficar por um tempo enorme naquele lugar. Quem acabou ficando com um médico foi Sam, o programa de incentivo ao estudo de Renato levou Sam para seu apartamento por alguns meses depois que a empresa de eventos fechou, ele estava estudando, cada um de nós o ajudamos. Tiago acabou aprendendo como vender produtos cirúrgicos e deu seus pulos, não sei por onde anda Rafael, e para ser honesto comigo, tenho curiosidade, mas não quero saber.
Um dia antes de pegar o avião Murilo quis almoçar comigo, então saímos, ele me perguntou como eu estava, magoado, decepcionado, não pela partida, mas por ele ter feito de uma maneira como se eu não o fosse apoiar, como se eu pudesse esquecer do início ao fim o tempo que nós passamos juntos, como se eu não tivesse sido o irmão que nem ele e nem eu tivemos, inutilmente ele olhou para o lado para chorar, pensei que era para eu não o ver, depois achei que era para ele não me ver. Ele falou que espera que eu não sinta nem um pouquinho da dor que sente por estar indo embora, por estar me magoando, mas Daniel não sobreviveria tanto tempo sozinho, e não é bem o caso de uma família não querer que eles estejam perto, mas de Daniel estar sendo ameaçado de morte, e essas coisas mudam tudo rapidamente.
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Terminei de escrever, vamos até o capítulo 46.
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