Virei Escravo da Minha Madrasta - Parte 7 (final)

Um conto erótico de AuroraMaris
Categoria: Heterossexual
Contém 3291 palavras
Data: 07/02/2026 22:40:22

Alguns meses após a noite no sofá. A casa funcionava sob o novo acordo: terças e sábados eram meus, quintas e domingos eram dela, o resto dos dias eram uma zona neutra de tensão deliciosa. Nós estávamos nos divertindo muito. Eu estava no jardim, podando as roseiras com uma precisão que antes não tinha, quando Clara apareceu na porta dos fundos.

Ela segurava algo pequeno e metálico que refletia o sol.

- Daniel.

Eu me virei, os dedos enluvados de terra. Meus olhos se fixaram no objeto na mão dela antes de subirem para o rosto. Ainda aqueles mesmos traços afiados, aqueles olhos claros, mas algo havia mudado. Ela não me olhava mais com o olhar frio.

- Como combinamos - ela disse, a voz neutra. Ela estendeu a mão. Na palma pálida, repousava a chave do Porsche 911 azul. - Aqui está. A transferência está formalizada. É seu. Legalmente. Além disso, também transferi três milhões pra sua conta. Acho que é o suficiente pra investir em algo e continuar a sua vida de antes.

Tirei as luvas devagar, sentindo o peso daquele momento. A liberdade. A fuga. A redenção material do playboy humilhado. Tudo estava ali, numa pequena peça de metal.

- Está livre para fazer o que quiser da sua vida, Daniel - ela continuou, e pela primeira vez, eu ouvi não um desafio, mas uma oferta genuína, e talvez um vestígio de resignação. Ela esperava que eu fosse embora.

Olhei para a chave e olhei para ela. Para os olhos que já não me desprezavam, mas me viam completamente. O ódio que me consumiu antes não tinha sumido, ele tinha fermentado, se transformado em algo denso, complexo e viciante. Era obsessão? Era amor? Era a necessidade visceral de ser o único capaz de quebrá-la e de ser quebrado por ela? Eu não sabia nomear. Só sabia que aquela era a única verdade da minha vida.

Em vez de pegar a chave, peguei a mão dela que a segurava, fechando os dedos em volta do metal. Ela franziu a testa, um lampejo de confusão rompendo sua compostura.

Antes que ela pudesse falar, eu a puxei para mim e a beijei.

Não foi um beijo de paixão descontrolada. Foi um beijo lento, profundo, uma pergunta e uma resposta ao mesmo tempo. Quando nos separamos, ela estava ofegante, os lábios entreabertos.

- Eu não vou embora, Clara - eu disse, a voz rouca, mas firme.

Ela recuou um passo, me estudando como se eu fosse um código novo.

- Daniel, o acordo era o Porsche pelo seu empenho, seu trabalho. Você cumpriu tudo isso e já se passaram 6 meses. Você tem a sua liberdade agora.

- Eu sei. E eu escolho ficar aqui. Com você.

Ela deu uma risada curta, sem humor.

- Pra quê? Para continuar esse jogo até um de nós se cansar? Você tem o mundo lá fora agora. Dinheiro, mulheres, uma vida normal.

- Eu não quero o normal - cortei, a voz ganhando intensidade. - Eu quero você, Clara. Eu quero nosso jogo de gato e rato, quero nossos dias de zonas neutras. Eu quero o ódio que vira tesão e a guerra que vira paz. É só você que me faz sentir algo real. Algo que dói e é bom ao mesmo tempo.

Ela cruzou os braços, uma defesa clássica, mas o olhar estava vulnerável. Eu nunca havia visto aquele olhar nela.

- Daniel, me escute. Eu... eu nunca vou poder te dar o que um homem como você quer. Uma família tradicional. Uma esposa submissa que faz bolo no domingo. Filhos perfeitos. A vida feliz de comercial de margarina. Isso não está em mim. Nunca esteve.

Sorri, um sorriso que era meio triste, meio triunfante.

- Você acha que eu vim de uma "família tradicional"? Você acha que eu algum dia quis uma esposa submissa? - dei um passo à frente, invadindo seu espaço. - Eu tive uma namorada submissa. Era entediante. Era um fantoche. Eu te quero por causa da sua mente de aço. Por causa do seu desprezo que vira respeito. Porque você é a única pessoa no mundo que não puxa meu saco, e a única que me fez ter medo de perder.

Peguei a chave da mão dela e a joguei numa mesa de jardim próxima, com um tinir irrelevante.

- Eu não quero a vida de comercial de margarina, Clara. Eu quero essa vida que a gente construiu junto - meu olhar se fixou nela, desafiador. - Não finja que não ama isso também. Não finja que não adora essa guerra que a gente cria, a tensão que fica no ar, o gosto da vitória ou rendição quando um finalmente faz o outro ceder. Você odeia o tédio tanto quanto eu. Você ama esse jogo tanto quanto eu. Se negar isso agora, vai ser a maior mentira que você já contou.

Ela ficou em silêncio por um instante, os olhos claros cintilando com algo complexo, orgulho, vulnerabilidade, e aquela verdade nua que ela raramente deixava transparecer.

- Talvez - ela disse finalmente, a voz mais baixa, como se as palavras fossem uma confissão roubada. - Talvez eu ame a intensidade e a forma como nada mais parece tão vivo depois que a gente se destrói e se remonta. Mas isso não é...

- Não é o quê? - interrompi, suave. - Não é o que as pessoas chamam de amor? Quem se importa? Nós inventamos o nosso. É mais forte, mais honesto e mais foda que qualquer outra coisa.

Um pequeno tremor percorreu seus lábios. Ela não conseguiu negar. O silêncio dela era a confissão mais clara que eu já ouvira.

- E eu quero mais - continuei. - Quero um contrato. Quero que isso seja real, oficial, pra sempre.

Ela ficou imóvel, os olhos percorrendo meu rosto em busca de uma mentira, de uma jogada, uma armadilha. Não encontrou.

- Você está falando de... casamento? - a palavra saiu estranha da boca dela, como se fosse em outro idioma.

- Estou falando de nos prender um ao outro, de uma vez por todas. De transformar nosso jogo numa instituição. De ser seu marido. E seu escravo. E seu dono. Tudo ao mesmo tempo, nos dias certos.

Um silêncio profundo caiu entre nós, preenchido apenas pelo canto dos pássaros no jardim que eu cultivava.

Lentamente, muito lentamente, os cantos da boca de Clara começaram a se curvar. Não era um sorriso de vitória. Era algo mais raro: um sorriso de descoberta.

- É a proposta mais linda que já recebi - ela sussurrou.

- Então aceita.

Ela não disse sim com palavras. Ela fechou a distância e me beijou, e naquele beijo estava a assinatura, o selo, o acordo.

Alguns meses depois, na nossa lua de mel, estávamos em um quarto de hotel caro, minimalista, com uma vista absurda para o mar. A bagunça, porém, já era nossa: roupas caras jogadas no chão, uma garrafa de champanhe vazia na mesa, lençóis torcidos.

Nos casamos formalizando tudo em segredo. Ninguém da família nunca poderia saber, e nenhum de seus amigos, ou os meus. Na visão dos outros, eu seria pra sempre o playboy órfão, e ela a madrasta viúva que me sustenta. Mas isso está bom pra mim. E pra ela também.

Era meio-dia. Clara estava de pé na frente da janela, envolta apenas num roupão de seda branca do hotel, o cabelo solto sobre os ombros. Ela observava o mar com um ar de quem avalia um território conquistado.

Eu estava sentado na beirada da cama, só de calça jeans abotoada. O anel de ouro brilhava no meu dedo.

- Clara - chamei, a voz rouca do pouco sono e do muito champanhe da noite anterior.

Ela nem se virou.

- Sim?

- Traz um copo d’água pra mim. E gelo.

Ela finalmente se virou, lentamente. Uma das sobrancelhas se ergueu, arqueando-se.

- Trouxe champanhe ontem, arrumei as malas. Agora sou sua garçonete também?

Não sorri. Mantive o olhar fixo.

- É quarta-feira, zona neutra. E eu agi primeiro. Você sabe as regras. Quando eu tomo a iniciativa na neutra, você obedece até o fim do dia. É nosso acordo.

Ela soltou um suspiro exagerado, teatral.

- Que conveniente para você.

Mas já estava se movendo, deslizando até o minibar. Observei cada movimento, a maneira deliberadamente lenta com que ela pegou o copo, a forma como deixou cair os cubos de gelo um a um, fazendo um barulhinho irritante.

Ela voltou até mim e estendeu o copo, segurando pelo topo, os dedos longos e as unhas perfeitas evitando tocar na minha mão.

Peguei o copo. Bebi um gole. E então olhei para ela dos pés à cabeça.

- Agora tira o roupão.

Ela cruzou os braços.

- Estou com frio.

- Estamos no verão. Tira.

Um lampejo de desafio passou por seus olhos. Ela adorava questionar minhas ordens.

- E se eu disser que não? Vai me forçar?

Coloquei o copo de lado.

- Não. O acordo é obediência voluntária na neutra. Se você recusar, o dia volta a ser neutro de verdade. Sem minhas ordens. Sem suas provocações. Só... silêncio - dei de ombros. - A escolha é sua.

Ela odiava o silêncio. O tédio era o pior castigo para uma mente como a dela. Eu sabia disso. Era uma jogada baixa, mas eficaz.

Ela me encarou por cinco segundos intermináveis. Então, com um movimento brusco e irritado, puxou o cinto do roupão e deixou que a seda escorregasse de seus ombros. O tecido caiu em seus pés. Ela ficou nua diante de mim, a luz da janela contornando seu corpo espetacular, mas seu queixo estava erguido, seus olhos cintilavam com raiva e excitação.

Mesmo depois de já ter visto aquele corpo perfeito tantas vezes na minha frente, totalmente nu, eu ainda ficava de rola dura só de olhar os peitos pesados, os mamilos rosinhas e o triângulo de pelos acima da buceta.

- Satisfeito? - ela cuspiu.

- Quase - me levantei, fechando a distância entre nós. Meu corpo quase tocava o dela. - Agora, ajoelha.

Ela soltou uma risada de escárnio.

- Isso já é demais. Não sou um dos seus cachorrinhos, Daniel.

- Não, você não é - concordei, minha voz baixa e intensa. - Você é minha mulher. E hoje, eu quero você de joelhos na minha frente. Não pense nisso como humilhação. Pense que é uma perspectiva nova.

Ela prendeu o olhar. Eu havia aprendido muito com as ordens dela. Eu podia vê-la calculando, avaliando o prazer de desobedecer contra o prazer mais profundo e doentio de entrar no jogo, de ser forçada a se render dentro das regras que ela mesma ajudou a criar.

Lentamente, mantendo o olhar, ela dobrou os joelhos. Desceu até o carpete grosso, ficando de joelhos diante de mim. A postura era de uma rainha deposta: orgulhosa, mesmo na submissão.

- Assim está melhor - eu disse, minha mão indo até o cabelo dela, não para puxar, mas para afagar. Os fios eram como seda entre meus dedos. - Você é linda assim. Me obedecendo mesmo quando me desafia.

- Vai se foder - ela murmurou, mas inclinou a cabeça para o toque, um gesto quase imperceptível de aceitação.

- Daqui a pouco - prometi, minha voz carregada. - Agora, fica aí quietinha.

Dei um passo para trás e me sentei novamente na cama, e apenas a observei, minha ex-madrasta, agora minha esposa, nua e de joelhos, os olhos claros queimando com uma mistura de fúria, vergonha e desejo puro. Era uma imagem poderosa. Era uma afirmação.

Me levantei da cama. Desabotoei e calça e puxei o zíper. A peça deslizou pelos quadris e caiu aos pés. Eu estava completamente nu agora, a rola já dura e pesada, as veias saltadas sob a pele.

Caminhei até ela, os passos silenciosos no carpete. Ela não baixou os olhos. Manteve o olhar fixo no meu, um desafio mudo enquanto eu parava a centímetros de seu rosto.

Com uma mão, levantei a rola e fiz com que repousasse em seu rosto. Minhas bolas ficaram pressionando seus lábios.

- Cheira - ordenei, a voz um rugido baixo. - E sente o peso da rola que você ama.

Ela não moveu a cabeça. Seus olhos claros faiscavam, mas suas narinas se abriram um pouco, inspirando o aroma da minha rola.

- O que você acha da minha pica?

Ela manteve a pose por um segundo a mais, depois cuspiu as palavras:

- Nada de mais.

Um sorriso lento surgiu nos meus lábios.

- Jura?

Peguei a pica e bati de leve em seu rosto.

- Acho que você está mentindo. Aposto que sua buceta de puta já tá toda melada, só de sentir o cheiro. Só de olhar a pica assim, bem na sua cara.

- Você tá errado.

Desaprovei a reação dela com uma negação de cabeça.

- Se você se comportar... Se for uma boa putinha pra mim, te dou o que você quer.

Ela riu, um som seco.

- O que você acha que eu quero?

- Eu acho - sussurrei, guiando a cabeça da pica para o canto de sua boca - que você quer essa rola toda enterrada em você. Até o talo.

Ela não respondeu. Em vez disso, a língua dela saiu, lambendo devagar a ponta do meu pau.

Prendi uma mão em seu cabelo, não com violência, mas com firmeza.

- Mostra que você quer.

Clara abriu a boca. A cabeça do pau se encaixou entre seus lábios, e ela desceu, devagar, deliberadamente, envolvendo com o calor úmido de sua boca. Seus olhos permaneceram abertos, fixos nos meus, enquanto ela descia mais, levando a rola até a garganta. Ela engasgou, um som abafado e úmido, e se afastou, a saliva escorrendo pelo queixo.

- De novo - rosnei. - Mais fundo.

Dessa vez, ela foi mais rápida. A cabeça bateu na parte de trás de sua garganta, e ela lutou contra o reflexo, os olhos marejando, enquanto eu segurava sua nuca e a mantinha lá por uma eternidade de segundos antes de soltar. Ela tossiu, ofegante, baba escorrendo em fios prateados do meu pau para o seu queixo.

- Boa menina - murmurei, e vi um brilho de triunfo perverso nos olhos dela.

Continuei fazendo ela se engasgar com a rola mais algumas vezes antes de puxá-la para cima, pelos braços, e a jogar na cama. Em um movimento fluido, me posicionei entre suas pernas abertas. A buceta dela estava exatamente como eu havia dito: encharcada, rosa e inchada, pulsando visivelmente. Não entrei. Apenas esfreguei a cabeça do pau no grelinho inchado, em círculos lentos e torturantes.

- Daniel - ela gemeu, o primeiro sinal de rendição real. - Não faz assim... Só... Mete.

- Quais são as palavras mágicas?

Ela ficou em silêncio, me encarando e rebolando o quadril, fazendo a buceta melada se esfregar na minha rola.

- Não vou meter até você falar - eu disse, com um sorriso diabólico.

Ela revirou os olhos.

- Por favor... - sussurrou.

- Por favor, o quê?

- Por favor, mete.

Ri e enterrei nela de uma vez, até as bolas. Era engraçado ver ela no papel de submissa.

O grito dela foi de puro alívio e prazer. Comecei a me mover, um ritmo agressivo e profundo que fazia a cama bater na parede. Mas Clara não era uma submissa passiva. Com um gemido rouco, ela deu um impulso com os quadris, me fazendo perder o equilíbrio. Agora ela estava por cima, sentada sobre mim, prendendo meus pulsos contra o colchão com uma força surpreendente.

- Agora é minha vez - ela arfou, os cabelos colados ao rosto suado, os seios balançando. - Eu sou a rainha agora. Eu dito o ritmo.

Ela começou a se mover, não para cima e para baixo, mas em círculos lentos e torturantes, se esfregando em mim, sentando apenas na cabeça inchada e sensível do meu pau. A sensação era agonizante, inacreditavelmente boa. Tentei levantar os quadris, mas ela prendeu com mais força.

- Fica quieto - ela ordenou, com a voz da Senhora de antes, mas agora raspada pelo desejo. - Você é meu.

A encarei, perdido entre a fúria e o êxtase. Então, num movimento explosivo, libertei um pulso, agarrei seu quadril com as duas mãos e, com um rosnado, a joguei de volta contra o colchão, retomando a posição por cima. Minha mão envolveu seu pescoço, apertando levemente. Voltei a meter com o ritmo agressivo, e desferi alguns tapas em seu rosto, deixando-o vermelho.

- Acho que você não entendeu - disse, cada palavra saindo entre dentes cerrados enquanto meu quadril batia no dela. - Sou eu que mando hoje.

Ela sorriu, um sorriso largo e petulante, mesmo com o rosto vermelho.

- Você manda, playboy? O que está parecendo é que você é só um cachorro no cio.

A pressão em seu pescoço aumentou um grau. Meu olhar escureceu.

- Você vai me chamar de senhor. Isso se quiser gozar na minha pica hoje.

Ela prendeu o olhar, desafiando, seu sorriso não desaparecendo. Esperei. Ela não disse nada.

- Tudo bem - eu disse, minha voz perigosamente calma.

A virei de bruços com um movimento brusco, puxei seus quadris para cima e meti nela de novo, num ângulo profundo que a fez gritar. Mas não acelerei. Meti devagar. Agonizantemente devagar. Cada centímetro de entrada era uma tortura, cada retirada uma promessa vazia.

- Daniel... - ela gemeu, o rosto enterrado no travesseiro.

- Não é Daniel - corrigi, parando completamente, apenas enterrado nela, imóvel.

Ela tentou se mover, se esfregar em mim, mas eu a segurei firme. Conseguia sentir sua buceta apertando minha pica.

- Fala - ordenei.

Um tremor percorreu todo o corpo dela. A luta interna era visível nos músculos tensos de suas costas. O orgulho contra a necessidade animal.

- Por favor... - ela sussurrou.

- Por favor, quem? Se não quiser falar, você não vai gozar hoje. E eu vou esporrar sua cara toda ao invés de te dar leite na buceta.

Ela engasgou. O silêncio se alongou. Comecei a me retirar, lentamente.

- Não! - ela gritou. - Não para! Por favor... Senhor.

A palavra, saindo da boca dela, foi um terremoto. Doce, proibida, vitoriosa.

Me enterrei de volta, até o talo. E depois, de novo. Devagar e forte.

- Senhor - ela gemeu, a voz quebrada. - Por favor, senhor, me fode. Me fode direito.

- Implora.

- Eu imploro! - gritou, tentando virar o pescoço pra me olhar. Seus olhos claros mostravam que ela estava sedenta. - Por favor, senhor, sua puta precisa da sua pica. Por favor, me come! Me arrebenta!

Foi o que eu estava esperando. Com um rugido, abandonei todo o controle e a fodi com uma fúria que era pura posse, cada investida um golpe de martelo no ferro em brasa. Ela gritou, seus dedos se enterrando nos lençóis, seus gemidos se tornando incontroláveis, altos, animais.

- Vagabunda gostosa - eu gemi em seu ouvido.

Mordi suas costas, deixando as marcas dos meus dentes, e senti sua buceta me apertando mais. Acelerei meu movimento, sentindo meus próprios limites se rompendo.

- Vai gozar, puta? - perguntei. - Goza bem gostoso, vagabunda. Goza na pica que você ama!

O comando foi o gatilho. Ela se estilhaçou com um grito abafado, o corpo arqueando em espasmos violentos. A visão dela, completamente perdida no prazer, foi o que me levou ao limite. Enterrei uma última vez, fundo, e jorrei porra dentro dela, meus próprios gemidos se misturando aos dela, um som primal de rendição mútua.

Desabei sobre suas costas, ofegante, o mundo girando.

Aos poucos, me retirei e rolei para o lado. Clara virou o rosto para mim, o rosto destruído, os olhos pesados, mas com um brilho de satisfação profunda.

Ela se arrastou para mais perto, encaixando a cabeça em meu ombro, uma perna jogada sobre as minhas. Um gesto de posse cansada.

- Amanhã é quinta-feira - murmurou, a voz rouca e gasta. - Seu dia de ser escravo.

Sorri no escuro, minha mão encontrando o cabelo dela.

- Eu sei.

Era uma ameaça. Era uma promessa de que eu teria que ser submisso a ela, da maneira que ela bem entendesse, assim como ela havia sido submissa a mim. Era o nosso jogo.

E era perfeito.

(N.A.: Mais uma história concluída, e trouxe um final feliz dessa vez, como prometido! Espero que tenham gostado. A próxima história já está em desenvolvimento e creio que muitos irão gostar do tema.)

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