Parte 6.
Depois daquele encontro da Lizlene com Sigmund, voltamos à nossa vida de casal normal. Eu confesso que tinha ficado um bocado impressionado como a minha esposa havia se transformado naquele final de semana, na companhia do amante. Teve momentos em que eu senti que ela estava totalmente dominada por ele, e gostava daquilo.
Eu havia pedido para não voltarmos a manter contato com o Sigmund. Queria que aquele encontro ficasse no passado. Temia que o Sigmund insistisse em mais encontros. Pois ele deixou claro que esperava por isso. E por esse motivo, eu evitava tocar no assunto com a Liz.
Os dias foram passando, e nunca mais falamos sobre aquele episódio. Era até estranho pois o que seria normal era lembrarmos e comentarmos, nos excitando. Mas, depois daquilo, evitamos lembrar.
As nossas vidas continuaram normalmente, no trabalho a Lizlene sempre muito competente, séria, responsável e focada. Com os filhos, uma mãe espetacular, extremamente cuidadosa e priorizando sempre dar atenção a eles sobre qualquer coisa.
A nossa vida social foi se tornando mais movimentada, pois participávamos de diversas atividades sociais, algumas festas, bailes temáticos, além de vários eventos comunitários, tanto pelo fato de a Lizlene ser uma professora de destaque no colégio, já fazendo parte da diretoria, como também, já termos uma certa relevância dentro da comunidade. E ela é mesmo muito admirada e elogiada por todos.
Nossa vida sexual, continuou muito boa, e pelo fato de a Liz ter aprendido muitas coisas com o Sigmund, nós incrementamos mais ainda nosso sexo. Em média, tínhamos uma a duas relações sexuais por semana, muito boas, por sinal, mas, sempre a partir da minha iniciativa, pois a Lizlene não se mostrava ativa, não procurava, justificava sempre que vivia muito ocupada, com preocupação com os filhos, o que tirava um pouco o ânimo dela para um sexo mais frequente. Como eu sempre pedia e a assediava, e ela continuava se vestindo mais sensual e provocante, sentindo-se mais solta e sem timidez, eu ficava muito tarado e a procurava sempre.
Só que eu comecei a pressentir que ela, depois de ter experimentado o vigor e a experiência sexual do Sigmund, talvez sentisse que eu não era mais um amante tão empolgante como antes. Ela gostava do sexo, mas nunca mais teve aqueles gozos espetaculares que experimentou com ele. Mas ela continuava, atenciosa, carinhosa, dedicada e disposta, quando eu a procurava, e nosso sexo havia melhorado bastante.
Num sábado à tarde, nossos filhos que já estavam mais crescidinhos, tinham um aniversário de um amiguinho, e ficariam o dia todo fora. Eu e a Lizlene ficamos sozinhos em casa. Estávamos na sala, conversando tranquilamente, eu fazendo carinhos, procurando despertá-la para o sexo, quando a Liz falou:
— Mirno, preciso falar um assunto com você, que está me incomodando há dias.
— Pois fale, amor. – Respondi.
— Tenho trocado mensagem com o Sigmund há uma semana. E ele está me deixando balançada.
Quando ouvi, fiquei branco, até senti um certo frio na barriga.
— Como assim? Nós tínhamos combinado de não se falarem? Quem teve a iniciativa?
Lizlene me olhava, um pouco embaraçada:
— Fui eu… me deu vontade de conversar com ele. Já fazia algum tempo que sentia saudade, na semana passada mandei uma mensagem e desde então, durante esta semana, passamos a nos falar quase todo dia.
— Mas, o que deu em você? – Questionei
— Eu pensei que era apenas uma forma de não perder nosso contato de novo, pois eu gosto muito dele. Mas, agora, está me dando saudades de ficar com ele de novo. – Ela contou.
Eu ouvi e fiquei um pouco indeciso. A sugestão de um novo encontro me excitava, por sentir o desejo latente da Liz, mas também fiquei enciumado dela o ter procurado sem falar comigo. Reclamei:
— Nós tínhamos definido também, que não haveria mais nada. O que mudou?
Lizlene fez que sim. Ficou calada por uns momentos, pensativa, e depois falou:
— Eu sei, é verdade. Combinamos isso. Me desculpe. Você tem toda razão. Eu errei. Eu fiz a mensagem sem falar com você. Não pensei na hora. Na verdade, eu apenas mandei um texto, agradecendo o final de semana que tivemos na pousada, e dizendo que foi inesquecível. E ele começou a insistir para a gente se ver novamente.
— Quando você fez isso, e procurou, deu o sinal verde para ele voltar. – Eu falei.
— Sim, amor. Foi mesmo. Mas, tenho que confessar, eu estava com saudade. Não estou conseguindo ficar muito tempo longe dele. Faz tempo que ando muito tarada, lembrando dele.
Na hora, senti muito ciúme e meu peito se apertou muito.
— Lizlene, eu amo você, fizemos com cumplicidade a realização de uma fantasia apenas. Uma aventura. É para ser apenas isso. Essa relação não deve continuar, senão, aí sim, é perigoso.
Lizlene abaixou a cabeça:
— Eu sei, querido. Por isso estou sofrendo. Tentei suportar, tentei esquecer, mas não consigo. Eu já sonhei com ele três vezes. Preferi ser muito sincera com você. Eu o amo demais, não deixo de amar, mas, eu quero muito ficar com ele de novo. É sexo!
Eu devia estar branco, de susto, e gelado. Minha primeira reação, mordido pelo ciúme, foi reagir:
— Não! Não… chega, isso já foi longe demais. Você está se apaixonando!
Lizlene começou a chorar, e disse:
— Eu sei. Eu sei… mas, não é paixão, é só tesão. Eu sinto um tesão louco com o jeito dele. E sinto muita saudade da pegada dele ao me foder, não quero e nem posso mentir para você.
Na hora, eu estava transtornado. Não queria nem ouvir:
— Não, Lizlene, sem chances, isso não vou deixar. É loucura. Para com isso!
Lizlene com os olhos cheios d´água, falou, quase suplicando:
— Mirno, querido. Você é muito bom, eu o amo de verdade. Mas, eu não vou conseguir esquecer esse desejo de dar para ele de novo. O Sigmund é um amante alucinante, me dominou de um jeito que eu fiquei louca. Cada dia sinto mais vontade de dar para ele e de gozar como eu gozei.
Me senti um bosta de um amante incompetente. Fiquei bem invocado.
— É somente sexo? – Perguntei.
— Não sei, amor, ele diz que me quer também, que não consegue me esquecer, e que não aguenta mais de vontade de estar comigo. Quer ser meu amante. Isso está me sufocando, tenho muita vontade, e não quero acabar me encontrando escondida de você. Eu não quero isso.
Conforme eu ouvia, mais abalado eu ficava. Assustado, eu disse:
— Você está falando sério? Não está maluca?
Ficamos nos olhando, por muito tempo, sem palavras. A Lizlene calada, sempre chorando, fungando, e eu apavorado, pois sentia estar perdendo minha esposa. Desconfiei que ela estava apaixonada pelo Sigmund, ou viciada naquele fodedor, e nenhum de nós dois sabia o que fazer.
Foi como se um abismo se abrisse diante dos meus pés. Meu coração acelerado. Não conseguia dizer nada e ela apenas chorava, triste.
Depois de muito silêncio e emoção contida, percebi que era verdade, a Lizlene estava apaixonada, embora ainda não quisesse ver isso, por termos uma vida muito boa, nossos filhos, muita estabilidade, amizade e cumplicidade. Fiquei muito abalado, pois eu não sabia também o que fazer. Amava demais minha esposa, amava tanto que permiti que ela vivesse aventuras que ela fantasiava, embarquei nos desejos dela, fui cúmplice de tudo, me excitei com o prazer dela, também me deixei dominar pelo meu próprio tesão, sem perceber que estava alimentando a semente da divisão.
Naquele momento de muita angústia e dor, eu resolvi confessar o que pressentia. Disse que seria inevitável propor o nosso divórcio, já que eu não gostaria de continuar casado com uma pessoa que não me amava mais.
Ela se transtornou:
— Não, amor, não é nada disso. Eu o amo demais, não quero separar, pois amo muito você, e a nossa vida de casados é muito boa, e nossa família é maravilhosa, eu jamais pensei em me separar. Não quero jamais viver sem você.
A Lizlene se desesperou, e chorava muito, me pedindo perdão.
Sem saber o que fazer, questionei:
— O que é que você quer então?
Ela falou baixo, quase sussurrado:
— Eu quero continuar vendo o Sigmund, sem mudar nada na nossa vida. Ele sugeriu isso. A gente se encontrar, às vezes. Eu sinto falta dele. Quero estar com ele algumas vezes. Mas eu amo você demais.
Fiquei calado diante daquilo. Entendi que ela estava querendo permissão para ter o Sig como amante. Nunca pensei que chegaríamos a tanto. Claro que eu me senti vulnerável, abalado, e muito enciumado. Eu perguntei para confirmar:
— Você quer ter a ele como seu amante? É isso?
Lizlene respirou fundo e falou:
— Não sei… amor, ainda não pensei nisso. Só queria compartilhar com você o meu dilema. O meu desejo por revê-lo é legítimo.
Ela respirou, tomou coragem e disse:
— O tesão que eu sinto de dar para ele é avassalador. O sexo com ele foi uma coisa alucinante. Ele me dominou completamente, entrou na minha mente, no meu corpo, e eu não consigo deixar de desejar isso. Adoro fazer amor com você, mas com ele, quero sexo, e fico fora de controle.
Conforme ela ia se expondo, eu fui tentando entender situação. Eu não tinha dúvida de que ela realmente amava a mim e à família, mas não contava com essa paixão avassaladora pelo amante. Não sabia o que dizer, e fiquei calado. A cabeça vazia.
Me vendo calado, pensativo, e triste, ela disse:
— Eu até aceito se você também, caso deseje, tenha uma relação fora do casamento. Não vou cobrar isso de você, acho que devemos ter direitos iguais. Mente aberta. Desde que não vá expor nossa família, nem deixando evidências na sociedade.
Nessa hora, cheguei a duvidar do seu amor. Uma mulher que ama não aceitaria aquela condição. Eu disse:
— Não tenho essa intenção, pois a amo e não quero mais ninguém, você me satisfaz plenamente. Mas, agora, vendo você propor isso, não parece ser um sentimento recíproco. Acho que no fundo, você nem me ama mais.
Lizlene negou:
— Não amor. Eu o amo demais. Nossa vida sempre foi ótima, eu sempre fui dedicada e amorosa. Eu também não sentia vontade de ter outro homem, e você teria sido o único, até nós conhecermos o Sigmund. E você que foi o maior incentivador dessa aventura. Portanto, eu não tenho culpa se depois, eu me encantei com o jeito que ele me possui e me domina. É muito forte. Físico. Eu sinto tesão e vontade de dar para ele. Mas continuo amando você do mesmo jeito.
O medo e a angústia inicial que eu tivera quando começamos a conversar, estava começando a ser controlado. Eu entendia perfeitamente a Lizlene. Uma menina criada dentro uma família muito conservadora, onde a repressão religiosa e moral foi muito forte. O medo do pecado, do errado, a oprimia, enquanto dentro dela, pulsava uma menina vibrante e cheia de fantasias e desejos. O casamento a libertou de muitas das amarras, mas apenas em parte. Ele tinha que ser a esposa, fiel, dedicada, mãe, professora confiável e austera, comportada e discreta, e foi se casar com um liberal, sem vergonha cheio de fantasias e fetiches. Eu era o principal estimulador de sua libertação. E a amiga eu tinha um caso adúltero com o dominador, foi o mundo fantasioso que ela descobriu escondido. Eu havia sido liberal e não julguei. Aquilo a estimulou mais. E foi crescendo.
O encontro com o Sigmund tinha sido mesmo o rompimento das barreiras, a cruzada da linha de fronteira entre o normal e o fora do normal, o arrojado, o antes proibido, o escondido, secreto, e alucinantemente erótico. Ter o marido como principal apoiador e cúmplice de sua primeira relação extraconjugal, e fazer tudo na frente do marido corno, acabou de destampar a caixa de desejos e fantasias. E o Sigmund, além se ser um belo homem, atraente, sedutor e experiente, era safado o suficiente para ter acabado de perverter todos os limites. Era natural que ele tivesse tanta influência sobre ela. Eu não era o dominador, eu era o amor, o carinho, o parceiro, a base segura, o incentivador e cúmplice, e ele era o lado proibido, marginal, devasso e dominador, o que com ela tinha enorme efeito erótico.
Como sempre fui um sujeito muito centrado, com uma capacidade de análise e ponderação muito grandes. Eu até me surpreendi como estávamos ali, falando, sinceramente, aquelas coisas que eram realmente sérias e apavorantes.
A sensação de não ser amado, foi se dissolvendo, e eu fui percebendo que aquela famosa expressão, “tesão de pica é o que fica”, estava se tornando realidade. Minha esposa tinha se encantado com o macho alfa dominador, bom de foda, e tremendamente sedutor, pelo lado da safadeza. Ele mexia com o lado mais safado da Lizlene, que foi muito reprimido no passado. Eu também havia gostado de ver esse lado aparecer, nisso eu tinha minha parcela de culpa, e era esse mesmo lado meu que ela gostava quando me via ser cúmplice de seu tesão safado e devasso. A deixava ainda mais libertina.
Com uma surpreendente calma, pois era a nossa vida que estava em jogo, pedi que ela me explicasse com muita maturidade, o que pensava.
Lizlene disse que era apenas o começo de uma conversa franca e honesta entre nós. Ela queria que conseguíssemos, em conjunto, encontrar uma solução, para o que ela sentia vontade de ter, sem ruptura.
A Lizlene me falou que não precisaríamos mudar nada entre nós e que ela prometia continuar como sempre foi. Lembrou que o Sigmund morava em outro Estado. E mesmo se houvesse outros encontros, ou visitas ocasionais dele, ela jamais se imaginou terminando o nosso casamento. Manteríamos isso em sigilo, e para nossa família, pais, tios, irmãos, jamais revelaríamos nada, e nem a sociedade e nem amigos, nunca saberiam desse segredo.
Fiquei olhando para ela, muito admirado. Realizei que ela já havia planejado e idealizado. Minha cabeça estava vazia e cheia ao mesmo tempo. As ideias rodopiavam confusas. Eu tentava me focar para saber o que dizer e decidir.
Se por um lado, entendia que ela me propunha deixar que ela se encontrasse novamente com o Sigmund, o que até poderia ser pontual, e não se repetir, por outro lado, me sentia na beira de um abismo, arriscando de fato, o equilíbrio e a estabilidade de nosso casamento, pois sabia que quanto mais ela gostasse daquela vida paralela e marginal, mais aquilo se tornaria viciante. O que ela tinha imaginado, não era mais um encontro casual. Era uma relação triangular e que envolvia sentimentos e muitos fetiches.
Eu pensava e tinha medo de me decidir. Depois de um tempo, vendo que eu estava meio perdido, ela se aproximou de mim, pegou as minhas mãos, e disse:
— Amor, vamos tentar. Pelo menos, me deixa ter um encontro com ele, talvez seja apenas momentâneo e esse desejo enorme passe com o tempo. Juro que eu prometo não mudar nada com você.
Tentei abrir o meu coração:
— É difícil, Lizlene, não é fácil para mim. Realizar a fantasia que fizemos já foi um baque quando vi como você ficou alucinada com ele, vi que estava inteiramente entregue às vontades dele. Imagina agora, aceitar você ter o Sig como amante.
Lizlene se aproximou mais, quase me beijando. Me olhou nos olhos:
— Eu sei amor, foi uma cumplicidade enorme a sua. E eu devo muito a você por isso. Mas, eu peço, tenta uma vez mais, vai. Eu preciso dessa chance.
Ela me beijou na boca. Eu recebi o beijo, mas tentei não retribuir. Reagi:
— Isso é uma verdadeira loucura, vou ter muito ciúme sabendo do que está acontecendo entre vocês, não é mais um encontro casual, é algo muito desejado, e cheio de envolvimento emocional e afetivo também. Além de ter medo de perder você. Além do risco que corremos, imagina se alguém descobre isso. Não estou gostando nada.
Lizlene estava falando de forma muito veemente:
— Ninguém jamais saberá amor. Confia. Existem muitos casais que vivem na mesma situação, e nós nem imaginamos. Eu li sobre isso, é algo que fica só entre o casal. Acho que será bom para nós, acho até que pode apimentar nosso casamento.
Fiquei sem argumento, pensando o que poderia dizer. Alertei:
— Amor, se alguém descobrir, teremos que sumir, nossos filhos sofrerão consequências, e imagina o povo descobrir que eu aceitei que a minha esposa se entregasse a outro homem? É loucura.
— Você já fez, isso, amor. Já aceitou, por duas vezes, e ainda participou de tudo. Chegou a assumir ser corno em público no restaurante da pousada. Isso o excitou muito.
Ela deu uma pausa, respirou e retomou:
— Ninguém ficou sabendo. Soubemos ser discretos. Esse tipo de coisa está cada vez mais comum, e eu posso garantir que ninguém saberá, se tomarmos cuidado.
Ouvindo-a falar, entendi que ela estava mesmo com uma vontade enorme. Sem querer, ao ter consciência daquilo, perceber a minha esposa querendo dar novamente para o macho alfa, senti uma onda de excitação. Era muito forte aquele meu tesão. Meu corpo deve ter dado sinais da mudança, porque ela falou:
— Eu sei que você também fica excitado, quando eu estou querendo ser safada, e dando para o Sigmund, embora sinta ciúmes, sabemos que isso é normal. Você gosta de me ver fodendo com ele. Você sente prazer de me ver tesuda na mão do comedor.
Naquele momento eu tive a certeza de que a Lizlene, sabia exatamente que eu seria sempre cúmplice dela. Ela estava decidida e completamente tomada pela vontade de se encontrar novamente com o Sigmund, e pelo jeito, alimentava a vontade de que eles pudessem ter mais encontros regulares. Fiquei bastante apreensivo. Tive até uma certa raiva de mim mesmo, por ter endossado tudo que aconteceu. Eu tinha muita culpa de tudo. Por isso mesmo, não me revoltei completamente. Eu tinha levado a minha esposa para aquela situação, e ela sucumbiu ao poder de sedução, e do desempenho sexual e de dominação do amante. Na hora, eu disse:
— Eu sei lá, Liz, estou muito confuso. Mas enfim, vejo que está morta de vontade, e não vou conseguir prender você, sua vontade está imperiosa. Estou sem condições de negar, mas não sinto ainda nenhum desejo de concordar. A decisão será sua.
Lizlene me fez um cafuné, e me deu um beijo bem intenso. Falou:
— Amor, você é único. Espetacular. Sabe que eu estou louca de vontade de dar para o Sig, fica excitado com isso, e ao mesmo tempo totalmente inseguro. Você não era assim, era muito mais firme e tranquilo com tudo.
— Você também não era assim, meu amor. Você mudou mais do que eu. Eu sempre tive o fetiche de ver você com outro, mas nunca admiti dividir a nossa relação, nossa paixão, nosso amor. - Respondi
Ela concordou, acenando com a cabeça. E falou:
— É verdade amor, eu me transformei. Estou muito mais solta, mais assumida, conhecedora das minhas taras, e dos meus fetiches. Adoro ser bem safada e putinha com o Sig. Você foi o principal agente libertador desse meu lado devasso. O tesão de ter um amante dominador já vinha desde antes, quando minha colega me contava suas aventuras dela e eu ficava cheia de fantasias. Você me ajudou a assumir, encarar meu lado safado, e me soltar.
— É disso que eu tenho medo. - Expliquei.
Ela prosseguiu:
— Eu descobri a safada libertina que eu aprisionava, e você e o Sig foram os que me fizeram mudar e me desabrochar. Como um casulo que vira uma borboleta. Agora, não posso mais ser diferente.
Enquanto ela falava eu percebi que a Liz estava ofegante, excitada, e eu fui ficando contagiado com aquela excitação. Ela suspendeu o vestido só para me mostrar que estava sem calcinha, e eu vi sua bocetinha melada. Meu pau deu um solavanco. Ela disse:
— Agora, eu sou safada amor, disfarço como a esposa recatada, mas ando muito tesuda o tempo todo, e sou mesmo a sua esposa putinha, devassa, e que você adora ver sendo bem fodida pelo meu macho comedor.
Na mesma hora, descontrolado, eu estava num estado de tesão incontrolável, talvez em resposta à emoção assustadora que havia vivenciado pouco antes. Sentindo o tesão nela, meu pau pulsava apertado dentro do calção que eu usava. Os peitos da Lizlene estavam empinando o vestido de tecido fino que ela usava.
A Liz veio se aproximando e me beijou, enquanto segurava no meu cacete. Viu como estava duro. Ela abaixou meu calção e pegou meu pau e murmurou:
— Hummm, está tesudo, meu corninho. Adora saber da sua esposa safada. Vem amor, estou também querendo você. Quero muito dar para você agora, vem…
Passamos a trocar carícias, enquanto fomos nos despindo, ali no sofá. Percebi que a Liz se mostrava muito excitada, louca de volúpia, tomando iniciativa me provocando, e falou:
— Ahhhh que tesão amor. Você gosta de sua esposa putinha. Eu amo você. Você me entende? Entende a sua putinha?
Enquanto eu beijava e acariciava o corpo delicioso da Lizlene, eu disse:
— Fala que me ama, mas diz que sentiu falta do pau do Sigmund.
Ela suspirou:
— Hamham! Verdade corninho. Eu senti falta. Muita falta. Mas amo você. E você adora quando eu falo assim.
Nós continuávamos nos provocando e nos acariciando. Ela se colocou montada sobre o meu corpo no sofá. Já estávamos nus. Lizlene se esfregava com a bocetinha melada sobre meu pau. Tentei me controlar, perguntando:
— O que foi que ele disse quando você o procurou?
— Ele me disse que sabia que eu ia ligar, que ia procurar. Estava só esperando. Falou que eu sou a putinha dele também. E sempre vou querer dar para ele.
Nossos corpos já ferviam de tanta libido. Mal conseguíamos falar. Eu exclamei:
— Que safado. E você falou sacanagens com ele nas mensagens?
— Não, quase nada. – Ela respondeu, irônica, dando uma risadinha sacana.
— Mas estava excitada falando com ele?
— Haahamm! Estava meladinha. Meus peitos latejavam.
— E o que você fez?
— Eu disse que estava louca de saudade e de tesão de dar para o meu macho.
Ela, enquanto falava, deu um jeito de fazer meu pau entrar em sua bocetinha que pegava fogo. Entrou ali deslizando, apertado, parecendo manteiga derretendo no pão quente.
Perguntei ofegante:
— Você se masturbou pensando nele?
— Ahhh, amor, simmm! Nestes últimos dias quase todo dia. Várias vezes.
— Se é assim, por que é que nós não ficamos apenas na fantasia, e você só imaginando dar para ele? – Questionei.
— Depois de ter a experiencia real, e provar daquela fruta, tesuda, deliciosa, e da safadeza daquele macho, não vou conseguir ficar apenas imaginando, corninho… Assume, sua esposa viciou na putaria com o amante.
Eu estava tomado pelo tesão, e acho que perdi um pouco a noção do que, e como deveria fazer. Perguntei:
— Você queria o Sid aqui agora? Para foder?
Lizlene me olhou, nos olhos, rebolava na minha pica, me beijou, e disse:
— Ah amor, não fica bravo comigo, mas… sim! Queria. Queria o pau dele... O tesão alucinado dele, e a dominação que ele impõe na sua putinha.
Eu tentava envolver a Liz naquele clima de fantasia para explorar apenas o tesão imaginário, e falei:
— Humm, então imagina ele comendo você, e eu vou meter no lugar dele.
A Liz pediu:
— Posso ligar para ele ficar ouvindo nossa fantasia?
Aquilo foi um choque, levei um susto:
— Está falando sério? Quer mesmo isso? – Fiquei sem entender.
— Ah, sei lá, tive essa ideia agora. Você não fica com tesão? Se nós fizermos sexo fantasiando isso, com ele interagindo pelo celular? Mas, se você não quiser, tudo bem, só foi uma ideia.
Eu fiquei excitado com as caricias dela, apertando meu peito, me arranhando com as unhas.
Tomado pelo tesão do momento, a boceta dela me apertando o pau, vendo que a minha esposa tinha mesmo se tornado uma safada muito grande, e estava louca para dar para o Sig, eu disse:
— Ok, liga então. Se você quer.
Na mesma hora ela pegou o telefone e ligou. Logo que ele atendeu, ela começou:
— Oi, meu tesão. Meu macho gostoso. Eu falei com o meu corninho, aqui, e tivemos uma longa combinação, sobre nosso desejo de um novo encontro. Ficamos muito tarados, ele vai deixar, e eu resolvi ligar.
O Sig respondeu que era uma ótima notícia. Ela perguntou onde ele estava e ele disse que estava vendo futebol na TV. Na mesma hora a Liz falou:
— Tivemos a ideia de fazer sexo, agora, conversando com você.
Ele concordou de imediato. Mas propôs fazermos a chamada com vídeo. A Lizlene não quis, dizendo que tinha receio de fazer com vídeo pelo risco da gravação. Alertou que não poderíamos arriscar. Achei que ela era cuidadosa e gostei da atitude.
Ele concordou e colocamos o telefone no “viva-voz”. Ele começou:
— Está com saudades do meu pau Lizlene? Você sente tesão de dar para o seu macho? Quer ser a minha amante?
— Ahhhh, sim, eu sinto. Eu quero…
— E me diz, quem vai ser o dono da sua bocetinha?
— Humm... é você, meu macho gostoso.
— Seu corno vai deixar você ser minha putinha para sempre?
— Sim, já deixou.. Ficou morrendo de medo, mas deixou.
— O Mirno já está comendo sua bocetinha?
— Ahammm, está… Estou em cima dele... atolada no pau dele.
— Queria que fosse eu?
— Simmm! Queria. Seu pau grande ia me atolar muito mais.
Meu pau dava solavancos dentro dela, ouvindo aquilo.
Ficamos assim, com Lizlene e Sigmund falando sacanagens, enquanto eu e ela metíamos, cada vez mais forte, muito excitados, até que nós dois gozamos, gemendo alto, com o Sigmund escutando. Eu enchi a bocetinha dela de porra.
A Lizlene logo a seguir se levantou correndo do sofá, pingando porra, e foi ao banheiro ainda com Sigmund no telefone. Eu esperei, me recuperar um pouco, e um minuto depois fui até ao banheiro. Encontrei a Lizlene sentada no vaso, falando com Sigmund.
Ele tinha ligado a câmera dele, e estava se masturbando. Ela olhava aquilo e ficou elogiando, dizendo que aquele pau era delicioso.
— Estou louca de saudade de me sentar nessa rola. Vou primeiro chupar como você gosta. Bem safadinha, e depois eu deixo você me foder muito, até ficar inchada e ardida.
Assim ela foi provocando, até ele gozar. Logo que ele gozou, a Liz se despediu dele, e disse que mais tarde ligaria para combinar.
Eu intrigado, perguntei:
— Gostou de ver o safado se masturbando e gozando para você?
— Ah, amor, sim, sim, gostei. Eu falei que vou ligar depois para ele, e combinar quando ele poderá vir. Tudo bem, assim?
— Lizlene, vou ser sincero. Eu tenho receio de perder você de vez. Ou, de ficarmos, depois, apenas amigos. Você está viciada nele. Isso pode acabar mal. Além de eu ficar com essa marca de ser corno para sempre.
— Amor. Não tenha medo. Ninguém jamais vai descobrir. Você é corno e gosta. Não precisa ter receio. Além de você gostar de ser corno, o que me dá muito tesão, você também pode ter um caso com outra mulher. Eu deixo. Jamais deixarei de amar você, o pai dos nossos filhos, meu parceiro para tudo, o safado que me ensinou a me descobrir e me liberar. Pelo contrário, inclusive, eu fico até com mais tesão nessa nossa cumplicidade.
— Diz isso, mas acho que ama mesmo o seu macho alfa. Serei apenas o seu marido corninho. – Reclamei por reclamar.
— Eu amo os dois. Cada um do seu jeito. Mas meu amor é por você. O que eu tenho com ele é uma tara alucinada, de ser a putinha devassa, que ele me faça de escrava, de cadelinha no cio, que ele fode sem perdão.
Ouvindo aquilo fiquei de pau duro de novo.
Ela veio nua me abraçar e perguntou:
— Quer namorar mais um pouco, meu corno safado? Vamos falar putaria gostosa?
Eu a peguei pela mão e a levei para nossa cama. Pelado, ficamos trocando carícias, e conversamos sobre sacanagens. Acabamos novamente fazendo um sexo muito gostoso, excitados demais com as fantasias que falávamos, ela dizendo que ia dar um dia inteiro para o macho dela, sem eu saber onde era.
Depois, ela ficou mole sobre a cama, quase dormindo. Eu fui ao banheiro me limpar, e fui até à sala, para ligar a TV. Percebi que a Lizlene acordava, e ligou para o Sigmund. Ficaram conversando, como namorados, durante uns 20 minutos. Quando ele desligou, ela veio para a sala, se sentou ao meu lado no sofá. Eu perguntei:
— Combinaram?
— Sim, ele disse que virá dentro de 15 dias.
— Você tem certeza de que quer arriscar isso mesmo?
— Sim, corninho. Tenho certeza. Quero muito.
Eu questionei se ela tinha noção de que não poderia nos expor, pois temos uma família, a empresa, além disso, alertei para o risco de ela parecer na câmera. Avisei de que não aceitarei ser um marido de aparência.
Ela disse:
— Relaxa e confia, corninho. Você vai ser meu cúmplice nessa aventura também.
Fiquei, calado, pensando que eu era maluco de aceitar, mas sabia que não tinha mais como impedir o que já estava em curso. Meu coração batia acelerado. Ela adormeceu no meu peito. Levei-a para a cama. E não consegui dormir.
Continua na parte 7.
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