Eu Tinha o Casamento Perfeito; Até Que Aquela Putinha Apareceu Em Minha Vida; A Gostosa Da Minha Filha (Pt. 03)

Um conto erótico de Maridoperfeito
Categoria: Heterossexual
Contém 4955 palavras
Data: 07/02/2026 15:36:59

(Marcelo)

— A gente não costuma fazer isso sempre, mas achamos que seria massa ter um jantar em família na mesa mesmo. Eu e a Fernanda cozinhamos junto, e também é uma chance de nos conhecermos melhor — falei pra Brenda enquanto estávamos sentados ao redor da mesa de jantar.

— Você construiu essa mesa sozinho? — a Brenda perguntou, passando a mão pela madeira lisa e firme.

— Ah, sim. Quase toda a mobília dessa casa eu fiz. As mesas, as camas, as cômodas — disse com orgulho.

— Caraca. A coisa mais impressionante que algum namorado da minha mãe já fez foi trocar o óleo do meu carro — a Brenda disse rindo.

— Como é sua mãe? — a Fernanda perguntou.

— Uma vaca — a Brenda soltou, direto. — Ela sempre tinha algum cara novo que tava comendo. Nem tentava esconder. Sempre mais preocupada em ficar arrumada, toda produzida, do que em cuidar de mim.

— Nossa, que triste — a Fernanda disse.

— Não é culpa de vocês — a Brenda disse. — Eu consegui me virar. Ela não era abusiva nem nada. Só era... uma vaca mesmo. Tudo que eu fazia tava errado na cabeça dela. E ela tinha um gosto péssimo pra homem. Eles sempre ficavam me secando, me olhando torto. Era nojento.

— Bom, aqui vai ser bem diferente — garanti. Ela só sorriu. Olhou ao redor da sala, e então virou pra trás e viu algumas fotos minhas e da Fernanda. De viagem com os amigos. Ela levantou e foi olhar de perto.

— Ah, que lindos — a Brenda disse. — É vocês na faculdade?

— É, essa foi na formatura — eu disse. Algumas semanas depois da concepção dela.

— Vocês eram uns gatinhos. Mas vou falar, vocês dois tão ainda melhores agora — a Brenda disse, olhando de volta pra minha esposa e depois pra mim. Quando ela fez isso, a blusinha subiu nas costas dela, revelando uma tatuagem na lombar.

— Você tem uma tatuagem — a Fernanda comentou.

— Ah, é, tenho sim. Tinha que ser descolada, né — a Brenda disse, levantando a parte de trás da blusa, revelando um desenho elaborado na parte baixa das costas. Parecia um desenho geométrico tribal, a parte principal bem na lombar, com linhas escuras e pontiagudas se estendendo em direção aos quadris. — É tribal geométrica. Não sei direito o que significa. E não é a única que eu tenho — ela acrescentou, voltando pra mesa. — Mas é a única que posso mostrar pra vocês — disse com uma risadinha. Não sabia bem como responder a isso, então fiquei quieto.

— E quais são seus planos pro futuro, Brenda? — a Fernanda perguntou. Ela deu de ombros.

— Nem ideia. Vou fazer alguma coisa. Não vou ficar de parasita aqui, prometo — a Brenda disse.

Continuamos conversando por mais um tempinho. Tentei ter uma noção de que tipo de garota minha filha era. Ela parecia uma menina legal. Se ela fosse tão problemática quanto a Renata pintou, eu imaginei que já teria visto algum sinal até agora. Mas ela parecia uma garota simpática que teve uma vida familiar fudida. E jurei ser o pai que ela nunca teve. Ela parecia jovem, com certeza, e meio focada no agora ao invés do futuro. Ela não tinha ideia do que queria fazer da vida. Esperava poder dar uns toques pra ela. Transformar ela numa adulta de respeito.

Fui dormir naquela noite feliz. Eu tinha uma filha. Aquele buraco na minha vida tinha sido preenchido. Eu deixei minha marca nesse planeta. Tinha alguém pra carregar uma parte de mim pra frente. Tinha uma esposa linda. Uma filha linda. Uma casa foda. A vida tava perfeita.

Eu era feliz.

**

(Fernanda)

Eu tava dividida.

Descobrir que meu marido tinha uma filha criou um monte de sentimentos dentro de mim. Fiquei nas nuvens de ver meu marido tão feliz. Eu sabia o quanto ele queria uma família grande, e me corroía por dentro não conseguir dar isso pra ele. Me sentia inadequada como mulher e como esposa. Eu vi a dor, a tristeza no Marcelo quando ele descobriu que eu não podia ter filhos. Mas senti o amor depois também. Quando ele me abraçou forte. Quando chorou do meu lado. Quando abriu mão do sonho de ter filhos só pra ficar comigo. Quase 18 anos maravilhosos juntos. Ele ficou comigo nas boas e nas ruins. No céu e no inferno. Ele tava lá quando consegui o emprego dos sonhos, e também tava lá quando meus pais morreram. A gente cresceu junto. Quando nos conhecemos na faculdade, éramos tão jovens. Tão imaturos. Eu era tão infantil, temperamental, e admito sem problema que eu era uma chata do caralho. Mas o Marcelo ficou comigo. Ele viu algo em mim que eu não via em mim mesma. Ele trouxe o melhor de mim pra fora. Ele era um marido bom. Um homem bom. Seria o homem perfeito pra envelhecer junto. E... seria um pai excelente.

Por isso não guardei rancor quando descobri sobre a Brenda. E que ele tinha transado com a Renata na faculdade. Porque eu não merecia um homem tão bom quanto ele. Tão paciente e leal. E eu machuquei ele. Muito. Não podia guardar rancor porque eu criei esse problema. Eu tinha sido chata. Eu tinha sido exigente. Eu me aproveitei da boa índole do meu marido. Eu afastei ele, joguei ele nos braços de outra mulher. Mas ele se sentiu mal. Ele me aceitou de volta. E agora era minha vez de retribuir. Eu o aceitei de volta.

Eu superei. O Marcelo me fez uma mulher melhor. Parei de ser tão chata. Me acalmei. Endireitei a minha vida. E amava o Marcelo mais do que nunca. E ele me amava. E mesmo não podendo ter filhos, não deixei isso me derrubar. Eu ainda tava em forma. Tínhamos uma vida sexual boa. O Marcelo sempre foi um garanhão na cama, e eu sempre adorava tentar acompanhar o ritmo dele. Ele tinha um pau grande e grosso, com uns 25 centímetros. Isso era parte da razão de eu achar que não podia ter filhos. Porque eu pensava, com um pau daquele tamanho, um pau feito pra ir tão fundo numa mulher, ele foi feito pra engravidar. E quando não engravidei, eu sabia que tinha algo errado.

E eu sabia que ele ainda me achava atraente porque ele sempre queria meter em mim. Sempre tava no pique pra transar comigo. Eu ainda era bem magrinha, e tinha uma bundinha até que grandinha. Vem com a idade. Mas o Marcelo adorava. E ele sempre amou brincar com meus peitos pequenos, copinho B. E eu só via algumas ruguinhas quando me olhava no espelho. Meu cabelo castanho ainda tava bonito, e meu rosto ainda era bonito. Eu tava feliz com minha aparência.

Mas ter essa garota jovem na minha casa, a filha do meu marido, me deixava pra baixo. Minhas falhas antigas criaram essa situação. A Brenda era a personificação de todos os meus fracassos. Ela tava aqui porque eu costumava ser uma chata. Ela tava aqui porque maltratei o Marcelo. E saber que meu marido criou uma criança com outra mulher me fazia ferver de ciúmes. Meu marido e uma vagabunda tiveram um bebê! Ter um filho é um dos atos mais íntimos e importantes que duas pessoas podem fazer juntas. E meu marido participou disso... com outra pessoa. Uma garota que, pelo que consta, era uma pessoa terrível, uma piranha gigante. A Renata não merecia essa bênção. Ela não merecia carregar o filho do Marcelo. Ela não merecia ser tão fértil. Mas essa vadia conseguiu fazer algo com meu amor verdadeiro que eu não pude. Ela deu um filho pra ele. Eles estavam ligados pra sempre. Os genes deles iam continuar vivos. Os meus não.

Chorei enquanto dormia, bem ao lado do meu marido adormecido. Meu marido dormindo tranquilo. Era fácil pra ele ser feliz. Ele tinha uma filha agora. Eu também queria uma filha, mas não podia. Nunca tinha me sentido tão inadequada.

Não sabia o que pensar da Brenda. Ela era muito... manhosa. Tive a impressão de que ela tava escondendo alguma coisa. Talvez fosse o que o Marcelo me contou que a Renata disse, mas eu sentia que ela tava meio fingindo. Que ainda não tínhamos conhecido a Brenda de verdade. Ela parecia legal. Parecia doce. Parecia. Mas eu percebia que ela tinha um lado sombrio. Ela tinha uma tatuagem na lombar, e isso era sinal de que o que a Renata tinha dito era verdade. Que ser rodada tava no sangue dela. Que eu ia ter que ficar de olho nela. Mas não queria julgar muito rápido. Queria dar uma chance pra ela. Mas ainda assim.

Eu tava dividida.

**

Mas eu não queria mais fritar a cabeça com isso, não até ter certeza absoluta. Até ter o preto no branco, a verdade nua e crua na minha mão, eu não ia julgar nada nem ninguém.

Sendo bem sincera? Lá no fundo, eu meio que torcia pra ela estar mentindo. Torcia pra ela não ser filha do meu marido.

Porque, na real... eu não queria ter que lidar com o fato do meu marido ter um filho sem mim. Ter um pedaço dele andando por aí que não foi feito com a minha ajuda. Isso doía mais do que eu queria admitir.

**

(Brenda)

Eu tava tarada.

Tinha desempacotado minhas coisas e arrumado meu quarto do jeito que gostava. Agora tava deitada na minha cama, sozinha. E não podia negar o fato de que tava desesperada pra gozar.

Seria difícil crescer ao lado de uma vadia como minha mãe e não herdar algumas características dela. Claro, ela era uma vaca, e claro que não era legal morar com ela, e claro que parecia que ela tinha implicância comigo, mas eu admirava alguns aspectos dela. Que ela tinha mantido a aparência. O corpo. Essas eram as coisas que eu mais ficava feliz de ter herdado dela. A beleza marcante, e os peitões.

Honestamente, acho que a razão dela não me querer em casa era porque se sentia ameaçada por mim. Eu era uma versão mais jovem, mais gostosa e mais peituda dela. Peguei os genes admitidamente excelentes dela, e uma colherada generosa dos genes igualmente excelentes do meu pai e virei uma versão superior da minha mãe. Eu era mais nova. Mais gostosa. Tinha cabelo melhor. Pele mais lisa. Uma bunda mais cheia e redonda. Peitos maiores, facilmente um tamanho maior que os dela. Então não era surpresa que uma mulher como ela se sentisse ameaçada por mim. A mamãe percebeu rapidinho que se uma vadia velha como ela queria ser vista como gostosa, precisava me botar pra fora. Se não queria que os namorados dela prestassem atenção em mim ao invés dela, eu tinha que sumir. Não podia culpar ela. Se tivesse alguém mais gostosa que eu morando sob o mesmo teto, eu também ia querer se livrar. Mas isso nunca ia acontecer, porque nunca conheci ninguém mais gostosa que eu.

Eu era uma puta. Não tinha vergonha nenhuma de admitir. Seria fácil fazer uma autoanálise pra descobrir o porquê. Nunca tive uma figura paterna na minha vida, então tava desesperada pela companhia de homens. Não era minha culpa ser uma vadia. Era da mamãe, por não deixar meu pai fazer parte da minha vida. Era culpa dela eu ter perdido a virgindade aos 13. Era culpa dela eu ter deixado três marmanjos do time de futebol me comerem em rodízio no primeiro ano do ensino médio. Era culpa dela eu ser uma rainha de boquete. Era culpa dela eu ter dado o cu pela primeira vez aos 16. Era culpa dela eu ter gostado. Era culpa dela eu ter sido comida por três negões no penúltimo ano. Era culpa dela eu conseguir entrar em qualquer balada e bar usando charme. Era culpa dela eu usar roupas tão apertadas. Era culpa dela eu usar blusas tão decotadas. Era culpa dela eu adorar exibir meus peitões suculentos. Era culpa dela eu ter deixado tantos caras provarem minha bucetinha doce. Era culpa dela todos os caras dizerem que "Brenda é doce que nem bala". Era culpa dela que meio que era verdade. Era culpa dela eu achar que seria sexy tatuar a palavra "docinho" na bochecha direita da minha bunda. Era culpa dela eu ter decidido tatuar um pirulito vermelho brilhante bem acima da minha buceta depilada. Era culpa dela eu ser afim de homens mais velhos.

De novo, seria fácil psicanalisar e dizer por que era assim. Nunca tive um pai. Sempre quis um. Sempre quis um homem forte, tipo pai, na minha vida. Portanto, eu era afim de homens mais velhos. Sacava isso. Entendia. Não mudava nada. E quando a mamãe me via flertando com homens mais velhos, me via dando em cima dos namorados porcos dela, só por esporte mesmo, ela sabia que eu tinha que vazar pra que os homens dela continuassem prestando atenção nela e não em mim. Então fui. E em troca, a mamãe me contou quem era meu pai.

Cheguei aqui com as melhores intenções. Sério. Todas as emoções que senti eram totalmente genuínas. Chorei quando vi meu pai pela primeira vez. Senti aquela conexão instantânea entre ele e eu. Sabia que ele era meu pai antes de qualquer exame provar. Queria ser uma filha boa. Queria ser uma boa menina. Queria que meu pai e a esposa dele pensassem o melhor de mim. Queria. Mas algumas coisas estão fora do seu controle. Algumas coisas são culpa da sua genética. Da sua natureza. Algumas coisas acontecem simplesmente porque sua mãe é uma puta enorme, e o gene de vadia claramente era dominante.

Não era minha culpa eu ser sexualmente atraída pelo meu pai.

Não era minha culpa que quando vi meu pai biológico pela primeira vez, minha buceta ficou encharcada. Não era minha culpa meu pai ser tão-porra-de-gostoso. Não era minha culpa os fios grisalhos dele mandarem um tremor violento por dentro de mim. Quem sou eu pra negar a química sexual óbvia que a gente compartilhava?

Eu amava homens mais velhos! Muito mais velhos que eu, a ponto de ser indecente. Um monte das minhas amigas do colegial adoravam meter com universitários. Não, eu preferia mil vezes comer os pais desses universitários. Aqueles com aqueles paus de macho maduro. Aqueles que sabiam como foder uma garota direito. Aqueles que trairiam as esposas pra pegar minha buceta jovem e apertada. Aqueles que queriam que você chamasse eles de "papai" quando te comessem. Aqueles que tinham aquelas bolas cheias e grandes que eram tão divertidas de lamber com seus lábios jovens. Aqueles que te dariam mais que uma foda de dois minutos como a maioria dos moleques. Aqueles que podiam te fazer gozar de novo e de novo numa maratona de sexo, com tanta frustração sexual acumulada da falta de sexo que recebiam das esposas velhas, sem graça e feias deles. Aqueles como meu pai.

Ele era gostoso pra caralho! Exatamente meu tipo. Mais velho, mas super em forma. Aqueles braços fortes e firmes. Aquelas mãos ásperas e masculinas. Ele era bem alto, bem bronzeado e tão charmoso. Ele poderia conquistar qualquer garota. Ele era o tipo de cara feito pra ter uma filha. É o tipo que totalmente faria qualquer filha virar uma garotinha do papai. Uma princessinha. Ele foi destinado a ter uma filha jovem e gostosa. E eu fui destinada a ter um pai lindo e garanhão. Ele simplesmente ia me amar.

Se ele desse em cima de mim eu totalmente deixaria ele me comer. Sabia como era errado, mas isso só deixava minha buceta mais molhada. Meu pai era tão gostoso. Deixaria ele me ter de qualquer jeito que quisesse. Qualquer buraco que quisesse. Talvez fosse porque não tive um pai a maior parte da minha vida. Mas não importava quando tudo que eu queria era meu pai bem fundo dentro de mim. Ele era totalmente afim de garotas jovens. Percebi. Nós dois sentimos aquela conexão quando nos conhecemos. Ele viu como uma conexão entre pai e filha. Mas eu sabia a verdade. Sabia que aquela conexão era algo mais. Que nossa ligação não era só familiar. Nossa conexão era mais... sexual. Havia uma atração ali, uma ligação de compatibilidade sexual que ele provavelmente não estava pronto pra admitir. Mas eu admitia. Quis transar com ele assim que coloquei os olhos nele. E lá no fundo, ele também queria me comer, eu percebia. E também percebia que a esposa dele não o mantinha satisfeito. Ele não queria mesmo uma buceta velha, folgada e empoeirada. Ele realmente queria uma bucetinha jovem e apertada pra esticar com o pau grosso de macho maduro dele. Lá no fundo, era isso que todos os homens como ele queriam.

Todos esses pensamentos de uma trepada papai/filha tavam me deixando com muito tesão. Não sabia se conseguia esperar ele dar em cima de mim. Quer dizer, ele totalmente daria... eventualmente, mas minha buceta quente não podia esperar tanto tempo. Tipo, tem aquele tabu todo do incesto que ia deixar ele devagar. E isso não me incomodava. Provavelmente deveria, mas assim que percebi o quanto meu papai novo era comível, o pensamento realmente não me incomodou. Nunca tinha pensado nisso antes, mas agora era a única coisa que tava pensando. Como eu disse, sou uma puta total. Topo quase qualquer coisa, aparentemente até incesto, especialmente com um papai tão gostoso quanto ele. Mas ele não topava incesto... ainda. Eventualmente, meu rosto lindo e peitões iam sobrecarregar ele. Claro, depois de uns anos me desfilando com meus peitões na frente dele, ele eventualmente ia querer dar uma apertada neles. Todas as preocupações com incesto seriam esquecidas. Mas, como eu disse, não podia esperar tanto. Minha buceta precisava ser comida, tipo, agora mesmo!

Eu teria que fazer ele meu. Era a única escolha. Teria que ser agressiva, agarrar aquele pau grosso de papai e fazer ele meu. Não seria tão simples, obviamente. Queria que fosse. Mas eu podia fazer isso. Nunca tinha fracassado em conseguir qualquer homem que eu queria. E meu pai gostoso agora tava na mira.

Uma coisa que eu nunca ia precisar era de uma mãe. Já tive mãe demais na minha vida. Chega de Renata, e desculpa falar, chega de Fernanda. Não via nada ali que eu precisasse. Além disso, acho que ela sabia que eu era má notícia. Diferente do papai. Ele já achava o mundo de mim. Mas minha madrasta nova não, então ela teria que sair fora. O papai não precisava dela. Não precisava de uma esposa velha na vida. Precisava de uma filha. Uma filha jovem e apertada. Logo ia perceber isso também.

Minha buceta tava pingando. Deitei na cama, tirei a calcinha fio dental, deixei meus dedos deslizarem pra baixo, e pensei no meu papai por um tempinho. Pensei no que tinha guardado pra ele. Pensamentos de como ia provocar ele, exibir meus encantos de garota, até ele não conseguir resistir.

O pensamento fez melzinho de buceta esguichar da minha xoxota.

**

(Marcelo)

Umas duas semanas se passaram e a gente finalmente chegou naquele ponto em que as coisas engrenaram. Parou de ser esquisito ter uma garota jovem em casa. A novidade foi sumindo, e parou de parecer que ela era uma visita no nosso lar. Era como se ela pertencesse aqui agora.

Fiquei feliz pra caralho de ter a Brenda por perto. Ela trouxe uma energia diferente pra nossa casa. Antes, às vezes as coisas ficavam meio na rotina, meio marasmo, mas ter a Brenda aqui deu uma animada geral. De repente, a gente tava indo em lojas novas, restaurantes novos, lugares que a gente nunca pisou antes. Lugares mais descolados, mais hype. Tenho que admitir que não entendia porra nenhuma da cabeça de uma adolescente. Não passavam muitas pela minha oficina, e nenhuma delas era como a Brenda.

Ela era, sem dúvida, uma patricinha raiz. Gostava daquelas músicas pop de menina, Anitta, Luísa Sonza. Adorava se montar toda, comprar roupa e ficar teclando no celular o dia todo. O quarto dela já era a cara dela, com as coisas jogadas de qualquer jeito, lençóis fofinhos e frufru, e o quarto com aquele cheiro inconfundível do perfume doce que ela usava, um cheiro que rapidinho dominou a casa inteira.

Mas rolavam uns momentos constrangedores. Tipo aquela vez que nós três estávamos na cozinha. A Brenda tinha acabado de chegar, deslizando de chinelo. Ela tava usando uma regatinha branca, com um casaquinho verde-claro de zíper. Ela usava uma calça de moletom fininha verde combinando, com a palavra "GOSTOSA" estampada bem na bunda. Ela pegou uma garrafa de água da geladeira e virou pra gente.

— Pela última vez, Fernanda, eu nunca vou construir uma scooter de madeira pra você — eu disse rindo, e ela riu junto. Era nossa piada interna. Ela sempre queria que eu construísse umas tralhas divertidas e inúteis, mas eu preferia fazer coisas mais práticas.

— Tudo que eu tô dizendo é que se você construir, eu posso pintar, deixar ela toda estilizosa. A gente ia ser o assunto do condomínio. Todo mundo ia morrer de inveja — ela disse, esticando a última palavra, me fazendo rir.

— É, imagino — eu disse. Virei pra Brenda. — E aí, filhota? — perguntei.

— Ei, eu tava, tipo, pensando... se não for um assunto chato, hã... por que vocês nunca tiveram filhos? — a Brenda perguntou na lata. Olhei pra Fernanda, perguntando silenciosamente como ela queria responder aquilo. Por um tempo, esse era um assunto que fazia ela chorar num piscar de olhos. Mas agora, nós dois tínhamos aceitado.

— Não é que a gente não quisesse. É que a gente não podia — a Fernanda disse. Observei a Brenda processar a informação. Vi ela olhar pra nós dois, tentando sacar qual de nós era o problema, e então percebendo quem era pelo simples fato de que eu tinha provado que podia procriar, já que ela tava ali. Vi a ficha cair pra Brenda de que a Fernanda era estéril.

— Ah. Hã, foi mal — a Brenda disse, saindo de fininho da cozinha e escapando da saia justa que ela criou. Olhei pra minha esposa e ela deu de ombros, sabendo que a Brenda não fez por mal, mas aquilo trouxe de volta aqueles sentimentos antigos dela. Caminhei até ela e passei o braço em volta dela, puxando ela pra perto e dando um beijo na testa. Ela sorriu tristemente pra mim.

**

(Fernanda)

Conforme os dias passavam, eu simplesmente não conseguia ir com a cara da Brenda. Tinha alguma coisa... errada... com ela. Não era nada óbvio. E talvez ela nem soubesse que estava fazendo isso. Mas às vezes, a parada é que ela parecia simplesmente... dissimulada. Como se ela estivesse secretamente tentando esfregar na minha cara as diferenças entre nós. Eram coisas pequenas, coisas que sozinhas poderiam parecer mal-entendidos, mas juntando tudo, me faziam pensar que era parte de algum plano maligno dela.

— Fernanda, cê conhece uma academia boa por aqui? Tô começando a me sentir uma baleia — a Brenda perguntou enquanto nós duas estávamos na cozinha. Dei uma olhada nela, e depois revirei os olhos enquanto voltava a olhar pra pia. Não parecia que ela tinha um grama de gordura no corpo, e sempre parecia que ela tava mais do que feliz em exibir isso. Ela sempre usava cropped que deixava a barriga chapada de fora. Ela sempre se alongava, mostrando os músculos firmes e as costas definidas. Ela sempre usava coisas que moldavam aquela bunda dura dela. Ela não precisava de ajuda pra ficar em forma. E por que ela tava me perguntando? Eu nunca fui de academia. Nunca nem toquei no assunto.

— Não. Receio que não conheça — disse com um sorrisinho amarelo.

— Ah. Beleza. Talvez eu pergunte pro Papai então — a Brenda disse, saindo da sala de mansinho. Segui ela enquanto ela falava com o Marcelo na sala de estar.

— Ei Papai, onde você treina? — ela perguntou.

— Ah, eu treino na academia da escola quando dá — o Marcelo disse.

— Parece que funciona — a Brenda disse.

— Ah, acho que dá pro gasto — o Marcelo disse, flexionando o bíceps de brincadeira. A Brenda foi até ele e colocou a mão no braço dele, dando uma apertadinha.

— Uau, Papai. Tá monstrão, hein — a Brenda disse.

— Ah, hã, valeu — o Marcelo disse, meio sem jeito.

— De nada. Adoro sentir os músculos grandes do meu Papai — a Brenda soltou. Revirei os olhos com força.

Não sei por que isso me incomodou tanto. Ela me chama de Fernanda, e chama o Marcelo de "Papai". Como se quisesse garantir que eu soubesse que ela era filha do Marcelo e não minha. Além disso, tinha algo meio torto nessa frase. Tentei relevar, mas tinham outras coisas que me davam a impressão de que ela tava aprontando alguma.

Fui levar umas roupas lavadas pro quarto dela e ela tava deitada na cama, no celular. As pernas longas e lisas e os pés descalços estavam expostos, usando um shortinho de lycra minúsculo. O rosto também estava todo maquiado. Estaria ok se ela tivesse saído ou feito algo ativo hoje, mas ela tinha ficado largada o dia todo, se produzindo.

— Gostando do quarto? — perguntei, tentando puxar papo.

— Tá ok — ela disse, sem levantar os olhos pra mim, sem me dar nem um segundo de atenção.

— Bom, se quiser ajuda pra decorar, me avisa. É isso que eu faço, né — ofereci.

— Não precisa, Fernanda — ela disse, num tom de descaso, como se não quisesse parte nenhuma da minha ajuda, parte nenhuma de criar laço comigo. Terminei de deixar as roupas e saí do quarto rapidinho.

Ela nunca era abertamente má. Só... folgada. Debochada. Tipo quando a gente saía, como "família", ela ficava toda saltitante, jovem e fofa. Mas isso era direcionado mais pro Marcelo, e ela só interagia comigo se fosse obrigada. O foco dela era o pai. E ela falava sobre as merdas mais fúteis. Tipo as amigas dela lá de onde ela veio e as idiotices que faziam. O Marcelo babava, adorando ouvir sobre o passado da filha. Mas eu tava achando aquilo meio irritante.

Minha irritação tava chegando no limite. Sempre que o Marcelo tava por perto, ela era a filhinha paparicada e fofa. Mas só comigo, era como se ela deixasse a máscara cair. Ela ficava largada, falava alto no telefone, até quando eu tentava ver TV. Ela dormia até depois do meio-dia e tava sempre tirando soneca quando eu ia procurar por ela. Mas quando o Marcelo chegava, ela virava o Coelhinho da Duracell. Eu limpava a mesa de centro, e cinco minutos depois ela tava com os pés descalços em cima da mesma mesa, fazendo as unhas. Ela continuava fazendo essas merdas na minha frente, e não na do Marcelo. Ele tinha sido enfeitiçado por ela, mas eu não. Eu não ia aturar ela largada o dia todo, sem procurar emprego. Se ela ia morar aqui, teria que pelo menos contribuir. Ela não trabalhava. Não fazia tarefa nenhuma de casa.

Além disso, era só que... eu sabia que ela era minha enteada mas... ela se vestia feito uma piriguete! Juro, todo santo dia eu era agredida por visões indesejadas do decote dela, da barriga, das pernas. E eu provavelmente conseguia descrever cada curva e fenda daquela bundinha empinada dela com as calças socadas que ela usava. E mais, eu sabia exatamente em quais dias ela não usava sutiã, porque ela calhava de estar extra animada e saltitante nesses dias, testando a resistência dos tops apertados com aqueles peitos empinados e os mamilos duros que nem pedra.

Alguma coisa tinha que mudar. Eu conhecia garotas assim. Putazinhas que ligam o charme e acham que os homens vão se curvar, vão fazer as vontades delas. Elas só mostram os dentes perfeitos, exibem um quilômetro de decote e conseguem o que querem. Bom, ela não ia me passar pra trás. Ela ia ver só uma coisa. Garotas assim faziam meu sangue ferver. Tive que me acalmar de novo. Lembrar da minha respiração.

No dia seguinte, ela acordou bem depois do meio-dia. Eu tava no computador adiantando um trabalho. Eu conseguia trabalhar de casa um bocado, e geralmente adorava ter esse tempo sozinha. Mas ter essa garota por perto jogou areia na engrenagem. Ela vagou pra sala de estar, os olhos ainda cheios de remela, e eu olhei pra ela por cima da tela.

— Ei, Brenda? — comecei.

— Que foi? — ela respondeu, seca.

— Eu sei que é divertido dormir o dia todo e ficar de papo pro ar falando com as amigas. Mas você concordou em procurar emprego. Concordou em ajudar por aqui. E eu não tô vendo nada disso. E a gente tá começando a ficar incomodado com isso — falei na lata.

— Você tá ficando incomodada — a Brenda corrigiu.

— O quê? — perguntei.

— Você tá ficando incomodada. Você. Não o Papai. E eu não tenho motivo nenhum pra te escutar. Você não é minha mãe. Se o Papai tiver algum problema comigo, ele pode vir falar comigo sobre isso, tá ligada? — a Brenda disse, com um descaso absurdo, nem se dando ao trabalho de me deixar responder enquanto saía da sala rebolando.

Fiquei cozinhando na raiva o resto do dia com essa pirralha petulante. Como ela conseguiu me bloquear tão efetivamente? Como ela me dispensou desse jeito? Eu? Uma mulher com mais de vinte anos de experiência em cima dela. Eu tava puta! Finalmente, quando o Marcelo chegou em casa, eu soltei o verbo.

— Você precisa conversar com a sua filha sobre arrumar um emprego. Ela só fica largada o dia todo — falei pra ele.

— Ela só tá... se ajustando, amor — o Marcelo disse, defendendo ela.

— Ela tá montando em cima de você — eu disse.

— Fernanda, eu... — ele começou.

— Ela é sua filha, eu entendo. Mas você precisa botar disciplina. Ela não pode ser uma princesinha pra sempre. Você precisa ser pai dela — eu disse. Ele assentiu com a cabeça.

— Vou falar com ela — ele respondeu.

**

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