Desde pequena, sempre achei meu pai muito bonito — mas não era só uma questão de traços ou de aparência. Era o conjunto. O jeito como ele entrava nos lugares com uma postura tranquila, os ombros largos sustentando uma presença que chamava atenção sem esforço. Havia algo nele que misturava força e delicadeza, e isso me encantava.
Lembro de observar seu rosto enquanto ele lia jornal na mesa da cozinha, a luz da manhã destacando as linhas firmes da expressão concentrada. Às vezes eu ficava ali, quieta, só reparando no desenho do seu sorriso quando ele percebia que eu o encarava. “O que foi, minha filha?”, perguntava, divertido. Eu disfarçava, mas por dentro sentia um orgulho imenso — como se a beleza dele também fosse um pouco minha.
Quando saíamos juntos, eu notava os olhares discretos das pessoas. Ele parecia não perceber, ou fingia que não. Mantinha sempre aquele jeito simples, camisa bem passada, barba feita, o perfume leve que eu reconheceria em qualquer lugar. E eu caminhava ao lado dele com a sensação de estar acompanhada por alguém especial.
Mas o que mais me fazia achá-lo bonito não estava só na aparência. Era o modo como ele me olhava com carinho, como me escutava com atenção verdadeira, como sorria quando eu contava algo banal do meu dia. A beleza dele estava também na paciência, na voz firme que me dava segurança, no abraço que me envolvia inteira.
Hoje, quando penso nisso, percebo que minha admiração nasceu desse conjunto: um homem forte e bonito por fora, mas ainda mais bonito por dentro. E talvez seja essa combinação que tenha construído em mim a certeza de que amor e respeito podem morar na mesma pessoa — e no mesmo abraço.
A minha tamanha admiração se transformou em desejo. E depois que eu o provoquei e consegui o que queria, tudo ficou cada vez melhor. Já vivíamos quase como um casal. Marido e mulher. Transamos todos os dias e eu precisei trocar o anticoncepcional. Pelo visto, este não foi eficaz. Eu fiquei grávida. Grávida do meu pai.
Como prosseguir diante dessa situação?
Ele ficou louco quando descobriu.
Não sabia o que fazer. Pai e avô ao mesmo tempo era demais pra ele.
Quieto, ele precisou se distrair. Colocou um plug anal em mim e me fez sair em público usando. Meu cuzinho já estava largo.
Eu e ele começamos a articular os planos, mas nenhum sabia o que fazer.
Mas assim como as nossas safadezas, dariamos um jeito.
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