Eu Tinha o Casamento Perfeito; Até Que Aquela Putinha Apareceu Em Minha Vida; A Gostosa Da Minha Filha (Pt. 01)

Um conto erótico de CasadoFiel
Categoria: Heterossexual
Contém 2172 palavras
Data: 07/02/2026 02:36:12

Minha vida era perfeita.

Alguns veem a chegada dos 40 anos como o começo do fim, mas eu via como um renascimento. Meu nome é Marcelo e eu não poderia estar mais feliz com o rumo que as coisas tomaram. Casado com a minha esposa maravilhosa, a Fernanda, há quase 18 anos. Tinha uma casa foda, amigos de fé e um emprego estável. Minha vida tava ganha, saca? O copo tava sempre cheio.

Meu casamento continuava firme e forte. Tivemos nossos perrengues no passado, claro, quem não tem? Mas a gente tinha entrado num ritmo gostoso. A Nanda era designer de interiores, e o escritório onde ela trabalhava tinha crescido muito nos últimos anos, ganhando uma puta reputação. Ela começou decorando casas de família, mas agora ela ajudava novos negócios a se estabelecerem, criando aquela atmosfera acolhedora que atrai cliente. A gente morava numa área nobre, Alphaville bombando, sempre subindo prédio comercial novo, então serviço não faltava pra ela.

O trabalho dela casava direitinho com o meu. Eu sempre fui bom com as mãos, então acabei pegando gosto pela marcenaria. Eu me garantia na oficina pau a pau com os melhores. Depois que me formei na faculdade, fui contratado para cuidar da oficina de uma escola técnica na região. Eu e a Nanda nos mudamos algumas vezes, mas fincamos raízes onde estamos agora, e arrumei esse trampo na escola particular daqui, que tinha uma estrutura absurda. Além de ensinar a molecada os macetes da marcenaria nas aulas de artes industriais, eu era auxiliar técnico do time de futsal do colégio. E assim como na oficina, eu nunca fui de gritar, nunca fui cuzão. Eu era um mentor pra esses moleques, não um carrasco. O técnico principal e a maioria dos outros caras com quem eu lidava eram desse tipinho general, "manda quem pode, obedece quem tem juízo", mas eu sacava que os jogadores colavam mais em mim do que neles. Aquele velho ditado, "se pega mais moscas com mel do que com vinagre", caía como uma luva aqui. Eu era bem popular com a maioria dos jogadores, e meus alunos de marcenaria curtiam minha aula também.

Mas, com essa atitude relaxada vinha o fato de que eu estava no mesmo emprego há anos, sem promoção, sem aumento de responsa. Claro, eu tava feliz, mas às vezes, lá no fundo, eu não acharia ruim ganhar um pouco mais de moral dentro da escola. Só que eu não era de ficar lambendo saco pra subir de cargo e, na real, não era o fim do mundo. Eu nunca quis ser mais do que isso. Eu só fazia meu trampo da melhor forma possível e dava pra esses alunos alguém em quem eles pudessem confiar.

Passar o dia todo na oficina me permitia uns luxos. Eu amava marcenaria customizada, criar coisas a partir de blocos brutos de madeira. A maior parte dos móveis lá de casa foi feita por mim. Cômodas, mesas de jantar, até nossa cama de casal. Tudo feito na raça. Eu construía algumas peças pra vender também, pra dar uma engordada na renda em feiras de artesanato e tal. Até que vendia bem. Mas com o passar dos anos, o time de futsal começou a comer mais e mais do meu tempo, e as chances de criar diminuíram. Chegou num ponto que eu era treinador primeiro, professor de marcenaria em segundo.

Mas porra, eu amava treinar. Eu amava moldar esses moleques pra virarem homens de caráter. Tipo um garoto do time, o Renan. O moleque era gente finíssima, mas tímido pra caralho. Ele era mediano de aparência, mas como jogava de fixo, era meio parrudo, forte. Era o filho que eu nunca tive. E ele me confidenciou que tava a fim de uma das meninas da torcida, a Júlia. Ela era uma gata, patricinha total, areia demais pro caminhãozinho dele. Ele me pediu conselho, e eu mandei a real, a melhor sabedoria que eu tinha sobre namoro e mulher. E fiquei felizão de dizer que o Renan criou coragem, chamou a Júlia pra sair e eles iam juntos na festa de formatura. Coisas assim me deixavam realizado, ser uma figura paterna pra esses garotos. E essa não foi a única vez que ajudei a transformar um aluno num adulto firmeza. Eu era feliz.

Com minha mulher sendo designer e eu marceneiro, você pode imaginar que a nossa casa era do caralho. E era mesmo. Dois andares, móveis de primeira (modéstia à parte), decoração de revista... era foda. Mas faltava uma coisa. Um buraco na nossa casa que nunca seria preenchido.

Ainda lembro do dia que recebi a notícia. Eu e a Nanda estávamos tendo dificuldade pra engravidar, e olha que a gente transava feito coelho no primeiro ano de casados. Fomos ao médico e a bomba caiu. A Fernanda nunca poderia engravidar. Ela nunca poderia me dar o que a gente mais queria. Filhos. Eu chorei, a gente chorou abraçado, foi a fase mais sombria do nosso casamento. A gente brigou, gritou, esperneou. Fui forçado a encarar a realidade, a encarar meu casamento.

Eu amava a Nanda, óbvio. Ela era linda, gata demais. Não daquele jeito óbvio de capa de revista, mas aquele tipo de beleza que gruda em você, que te faz ficar pensando nela o dia todo. Minha primeira impressão foi que ela era meio "bicho-grilo", com aquelas roupas alternativas, meio mística. Mas ela passava longe de ser hippie. Hippie é relax, paz e amor. A Fernanda não. Ela era brava. Exigente pra porra. Aquele estilo diferentão dela era só fachada, escondendo um interior casca-grossa. A única coisa que eu conseguia pensar era como ela seria se você conseguisse passar por essa armadura. Tinha que ser cortina de fumaça. Tinha que ter um lado doce nela. Fiquei obcecado, louco pra descobrir esse lado macio que ela devia ter. Nunca tinha conhecido uma mulher como ela.

E eu era o boleiro, o cara padrãozinho, o "atleta". Mas a Fernanda prendeu minha atenção de um jeito... Eu fiquei fascinado pela singularidade dela, e isso virou amor. Nosso começo foi meio volátil, porque ela era intensa pra caralho, e rolava um atrito. Eu tentava fazer ela amadurecer um pouco, parar de ser tão porra louca, e ela queria que eu me soltasse. Tivemos umas brigas feias, barracos homéricos sobre nossos estilos de vida diferentes. Mas a gente superou, e casamos logo depois da faculdade.

Ela se tornou uma puta mulher profissional, mas manteve aquele jeito único. Ela era palhaça, tinha um gosto peculiar pra tudo e era divertida demais. E eu tinha relaxado um pouco. Os dois saíram ganhando.

Isso tornou a notícia devastadora. Eu sempre quis ser pai. Eu amava criança. Mas ela não podia me dar isso. Tive pensamentos ruins, pensamentos escuros, me perguntando se devia continuar com ela se ela não podia me dar filhos. Eu era filho único, e meu sobrenome morreria comigo se eu não tivesse herdeiros. Eu queria viver através de alguém. Queria alguém pra carregar meu sangue e a história da minha família depois que eu fosse pra cova.

Eu e a Nanda conversamos muito, encarando os fatos. Muitas brigas, muita lágrima, mas a gente aguentou o tranco. Finalmente caí na real: se eu tivesse que escolher entre ter filhos ou ter ela, eu escolhia ela. Preferia dividir minha vida com a Fernanda do que com qualquer outra. Eu tinha feito minha escolha. Aceitei que nunca seria pai. Ainda doía, admito. A ideia vinha na cabeça de vez em quando e parecia que tinha um soco no estômago. Eu enterrava esses pensamentos, aceitando a escolha que fiz. A gente nunca adotou nem nada disso. Não tinha nada contra, mas sentia que não conseguiria superar o fato de que não seriam meu sangue. Talvez isso me faça um babaca, mas era a verdade nua e crua.

Porém, não ter filhos tinha suas bênçãos. A gente não precisava gastar fortunas com escola e fralda. Toda nossa grana era pra gente. Vivemos de forma humilde por uns anos, juntando dinheiro. Nosso sonho era aposentar cedo, viajar o mundo e curtir a vida totalmente juntos. Trabalhamos duro, economizamos e estávamos chegando perto da meta.

Outra vantagem de não se preocupar com criança era não esquentar a cabeça com anticoncepcional. Nada de pílula pra ela encher o corpo de hormônio. Nada de camisinha pra mim. Eu não usava uma capa desde a faculdade. Então nossa vida sexual era foda. Ela sempre me deixava satisfeito, e topava qualquer parada, sempre disposta a experimentar coisas novas. Era tudo no pelo, intenso.

Eu me mantive em forma. Ser treinador me dava acesso à academia da escola, então eu tava no shape. E não parecia um velho acabado ainda. Claro, tinha uns grisalhos aqui e ali, mas a Nanda jurava que me deixava com cara de "homem maduro". Tinha umas rugas, mas eu diria que ainda era um coroa enxuto.

Então a vida tava boa. Nosso casamento tava blindado. Nossa casa era um luxo. Nossos empregos estavam ótimos. A gente tinha grana. Minha vida era perfeita.

Aí a campainha tocou.

***

Tinha sido um dia normal, igual a qualquer outro. Eu e a Fernanda tínhamos chegado do trabalho e estávamos trocando ideia sobre o dia enquanto eu começava a preparar o jantar. A vida da Nanda geralmente tinha mais emoção que a minha, já que ela rodava a cidade visitando lugares e clientes diferentes. Ela até tinha conhecido umas subcelebridades e gente famosa. Então, eu geralmente deixava ela tagarelar sobre o dia dela e não contava muita história em troca. Ei, meus dias costumam ser meio parados mesmo, e as histórias dela eram bem mais interessantes. Eu curtia viver um pouco através das experiências dela.

— Então, o lugar é gigante, amor. Um vão livre absurdo, pé direito duplo. É tipo uma tela em branco enorme pra mim. Mal posso esperar pra botar a mão na massa lá — a Fernanda disse com um sorriso de orelha a orelha.

— Parece foda — eu disse. Fiquei ali admirando o quanto minha mulher tinha evoluído. Na época da faculdade ela era tão cínica, tão baixo astral. Mas eu tinha visto aquela faísca nela. Aquela luz que dizia que tinha algo mais por trás daquela casca grossa. Durante nosso casamento, nossos trancos e barrancos, ela tinha crescido demais. A Fernanda que eu conheci na faculdade nunca teria ficado tão empolgada com nada. Ela nunca abriria um sorrisão desses. Eu sentia um orgulho danado de ter conseguido trazer esse lado dela à tona.

Foi aí que a gente ouviu a campainha tocar. Trocamos um olhar confuso. A gente não recebia muita visita, então eu não fazia ideia de quem poderia ser. Provavelmente alguma propaganda, testemunha de Jeová ou alguém vendendo rifa. Larguei a colher de pau, limpei as mãos no pano de prato e fui até a porta da frente, abrindo de uma vez.

Fiquei surpreso ao ver uma garota na minha porta. Assim que abri, ela olhou direto pra cima, me encarando, me analisando. Ela não disse um pio por um tempo, só ficou me olhando fixo. Eu também dei uma boa olhada nela. De primeira, achei que fosse alguma aluna do colégio, mas não reconheci o rosto. E ela era do tipo que você não esqueceria fácil.

Ela era um espetáculo. O rosto era lindo de morrer, com olhos azuis expressivos, lábios carnudos e uma pele morena, lisinha. O cabelo era preto, caindo em cascata, cheio e brilhante, passando dos ombros. Ela era uma menina *mignon*, baixinha, provavelmente uma cabeça mais baixa que o meu 1,85m. E, pô, não quero parecer um velho babão tarado, mas essa menina tinha uns peitos enormes, esticando o tecido da blusinha rosa dela. Eram gigantes mesmo, e ela claramente sabia disso, já que a blusa estava aberta o suficiente pra mostrar um sinal daquele decote cavernoso. Aqueles melões pareciam praticamente do tamanho de bolas de futebol, especialmente em comparação com o resto do corpo magrinho dela. Desviei o olhar dos peitos dela para ver que ela usava uma calça jeans apertada pra caralho, desenhando as pernas até chegar no par de tênis nos pés.

Encontrei os olhos dela de novo, e parecia que ela estava prestes a desabar no choro. O olhar dela quase partiu meu coração. Quebrando o silêncio, eu tomei a iniciativa.

— Posso ajudar em alguma coisa? — perguntei, confuso, mas disposto a ajudar. Ela deu um sorrisinho fofo, tentando se segurar para não chorar. Eu senti como se conhecesse ela, ou pelo menos devesse conhecer. Senti uma conexão estranha e imediata com ela, uma parada que não dava pra explicar.

— Você é, hã... o Marcelo Siqueira? — ela perguntou, nervosa, a voz tremendo um pouco.

— Sou eu. Por que a pergunta? — respondi. Ela abriu um sorriso largo e limpou os olhos.

— É que, bom... é só que... — ela gaguejou. Eu sorri de volta, tentando deixar ela mais à vontade, encorajando ela a falar. A próxima coisa que saiu da boca dela mudou a minha vida.

— Meu nome é Brenda. Eu sou sua filha.

***

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