A Esposa Virou Puta Para Sustentar O Marido Falido - Parte 13

Um conto erótico de Gil
Categoria: Heterossexual
Contém 4200 palavras
Data: 06/02/2026 21:29:20
Última revisão: 06/02/2026 21:30:41

Nota: pessoal, antes de começar essa parte, leia novamente o final da parte 12 (anterior a essa)! Acrescentei alguns parágrafos importantes! Boa leitura, espero que gostem!

***

— Débora, adorável vê-la, faz tempo demais... — disse o General enquanto beijava sua sobrinha. — Espero que seu marido tenha estado te tratando bem. Sei que temos trabalhado o pobre rapaz duro no Ministério da Defesa, mas não é fácil quando se quer subir nas patentes, não é mesmo Justin, meu rapaz... — Então, de maneira camarada, deu um tapinha nas costas de Justin.

— E é adorável ver você, Frederico — respondeu Débora enquanto retribuía os beijos de seu tio. — Como está indo tudo, combatendo aquelas pessoas horríveis no Haiti?

— Ah, não tão mal, seguindo firme... Olha, sua tia está ali, sei que ela está ansiosa para te cumprimentar. Vou falar com você mais tarde, só tenho alguns negócios com o Embaixador que preciso resolver. Prometo passar um tempo com você depois.

— Sim, Frederico, você deve. Sabe que sempre foi meu tio favorito e precisamos colocar o papo em dia...

— Sim, minha querida, precisamos, ah, precisamos... — respondeu, enquanto observava sua sobrinha se afastar para cumprimentar sua tia, que também era sua esposa.

Débora na verdade não era sua sobrinha por laço sanguíneo; ela era relacionada a ele através de seu casamento. Débora era filha do irmão de sua esposa. Ele a conhecia desde sempre. Embora não tivessem se visto recentemente, tinha boas lembranças dela quando era jovem e sempre se deram bem. E, claro, foi ele quem conseguiu um emprego no exército para o marido dela e deu um empurrãozinho em sua carreira, sempre que necessário.

Enquanto a observava se afastar, com os braços ao redor da cintura do marido, se perguntou sobre a hipocrisia de toda a situação — ali estava essa suposta esposa amorosa que, apenas algumas semanas atrás, havia participado de uma sessão BDSM lasciva numa masmorra, e agora estava fazendo o papel de família feliz com seu marido desavisado. E para coroar tudo, seu tio havia, sem que ela soubesse, não apenas testemunhado tudo, mas armado toda aquela coisa sórdida.

Enquanto contemplava como a vida podia ser estranha, não pôde deixar de se concentrar na bunda maravilhosa e apertadinha da jovem mãe. Aos 36 anos, estava no auge de sua beleza feminina. Havia escolhido usar um vestido de verão leve, rosa e florido que ele notou ser bastante curto. Na verdade, era mais curto do que Débora normalmente usava, já que o vestido parava alguns centímetros acima do joelho. Também usava saltos altos. Saltos muito altos, na verdade; o salto tinha pelo menos 12 centímetros e isso era definitivamente incomum para a normalmente tímida e conservadora Débora. Estava se vestindo como qualquer puta do Clube se vestiria, pensou o General. Isso era bom...

Então se virou para ver onde estava o Embaixador. Na verdade, estavam na residência particular do Embaixador para uma pequena recepção. Estavam lá ostensivamente para socializar após um período de intensa negociação sobre um lucrativo acordo de armas entre os dois países. No entanto, o jantar havia na verdade sido armado por outra razão, uma razão mais sinistra. Havia sido armado para que o Embaixador fodesse Débora.

Já que era um dia tão lindo e ensolarado em São Paulo, estavam todos do lado de fora. Havia cerca de 14 pessoas circulando pelo belo jardim do Embaixador. E já que isso deveria ser um evento social, as esposas também foram convidadas. Débora e Justin estavam lá porque o marido de Débora, um Major no exército, havia feito parte das negociações e era merecedor de um convite. Ou era isso que Débora e Justin pensavam. Mal sabiam que estavam lá apenas para que o Embaixador fodesse Débora.

O General caminhou até o Embaixador, que estava conversando com alguns de seus conterrâneos. O Embaixador Umbutu era de um grande e rico estado africano produtor de petróleo. Era um homem enorme, cerca de 1,98m, tinha ombros largos e amplos e, aos 60 anos, tinha os primeiros sinais de uma ligeira barriguinha. Parecia estar falando de negócios com alguns de seus diplomatas, que imediatamente dispensou quando o General se aproximou.

— Então, General, meu velho amigo, estou feliz em ver que trouxe nossa pequena cereja do bolo que deve ajudar a fechar nosso acordo — disse o Embaixador, colocando então um braço sobre o ombro do General e conduzindo-o em direção a um garçom que carregava uma bandeja de champanhe. — Aqui, vamos celebrar a conclusão iminente de nossas negociações e, claro, mais importante, a iminente fodida da bela Débora! — Então entregou ao General uma taça de champanhe Dom Pérignon. Então brindaram as taças em reconhecimento de sua conquista iminente e tomaram um gole do melhor da França.

— E você tem certeza de que a vadia não suspeita de nada? — indagou o Embaixador, enquanto olhava com grande interesse para Débora, que estava rindo docemente com sua tia, totalmente inconsciente de que, apenas alguns metros de distância, dois homens estavam tramando sua queda.

— Nada, Sr. Embaixador, nada. Ela ainda não faz ideia de que testemunhamos sua surra na masmorra outro dia. E desde então, o Clube deliberadamente ficou longe dela. Estávamos esperando você estar livre para receber a entrega!

— Sim, desculpe pela demora, como sabe tive que voltar para casa para resolver um ou dois detalhes sobre nosso acordo, mas sim, estou aqui agora para receber minha carne branca! Ha! Ha! Ha! — O Embaixador falava com um sotaque africano alto e retumbante e o General estava ligeiramente nervoso de alguém ouvir.

O Embaixador, sentindo a preocupação do General, o acalmou: — Não se preocupe, ela não pode ouvir. E qualquer um que ouvir não é importante o suficiente para nos preocuparmos.

Por alguns momentos nada foi dito enquanto ambos os homens bebiam seu champanhe e olhavam para Débora. Finalmente foi o Embaixador quem quebrou o silêncio, pois não podia deixar de se sentir presunçoso com sua conquista iminente. — Ah, General meu amigo, como a roda girou.

— O que quer dizer?

— Bem, apenas 50 anos atrás, minha família e meu povo eram essencialmente seus escravos enquanto vocês governavam minha terra. Agora olhe para nós. Você está preparado para me entregar uma de suas melhores mulheres brancas para eu foder para que possa nos vender armas!

— General meu caro, não vê a ironia em tudo isso? Anos atrás, você e seu povo teriam me fuzilado apenas por olhar para ela. Agora está me entregando a sobrinha de sua esposa...

De fato, o General via a ironia em tudo isso. Ele e o Embaixador vinham de longe; haviam lutado juntos na guerra civil que assolou a terra natal do Embaixador e forjaram o tipo de amizade próxima que apenas homens que serviram no exército podiam entender. Como tal, não apenas sabia de onde o Embaixador vinha, como também não se ofendia com isso. O General podia ser o pior tipo de predador sexual, mas isso não o impedia de ser tolerante com as visões de outras pessoas.

— Sim, os tempos mudaram. E sabe de uma coisa, estou feliz que tenham mudado. Você vai aproveitar Débora, ela é uma vadia tão inocente. Sempre quis fodê-la. Embora você vá ter a primeira chance hoje, meu dia chegará, e chegará em breve...

Enquanto continuavam a observar a deslumbrante Débora e ambos salivavam abertamente ante a perspectiva de foder a pobre garota, Débora continuava a desempenhar o papel de esposa dedicada na função de trabalho do marido. Misturando-se com os convidados, rindo de suas piadas fracas, corando apropriadamente sempre que alguém dizia como estava linda, ninguém poderia ter suspeitado que essa senhora sofisticada tinha um segredo sombrio e terrível...

Débora, após sua sessão na masmorra cerca de três semanas atrás, havia inicialmente ficado confusa e horrorizada com o que havia acontecido com ela. Confusa porque não conseguia explicar por que, em tão pouco tempo, havia se transformado em uma vadia submissa tão devassa que estava preparada para permitir que seu corpo fosse abusado de maneira tão violenta. Horrorizada porque, apesar de querer desesperadamente deixar esses sentimentos de lado e continuar com sua existência normal e mundana, no fundo havia gostado de cada minuto de seu abuso e queria continuar com seu "treinamento". Em essência, queria ser uma puta. Queria ser violentamente dominada e abusada e, apesar de sua educação religiosa e cada osso sensato em seu corpo dizendo para se comportar, não podia negar o que sentia.

No entanto, à medida que os dias passavam e ela passava tempo longe dos membros dominadores e intimidadores do Clube, isso lhe deu tempo para pensar racionalmente e ficou determinada a não permitir que esses sentimentos sombrios, e a terrível realidade de quem era, a desviassem de sua vida conjugal normal. Disse a si mesma que, desde que ficasse longe do Clube e não fosse tentada por suas necessidades perversas, que queria satisfazer, então ficaria bem e sua vida como puta poderia ser evitada. No que lhe dizia respeito agora, seu tempo com o Clube havia chegado ao fim.

***

O retorno de seu marido de uma missão de seis meses no Haiti naturalmente ajudou. Estava compreensivelmente encantada em tê-lo em casa e vê-lo novamente a lembrou o quanto realmente o amava e quais seriam as terríveis consequências se ele algum dia descobrisse o que ela andara fazendo. Estava determinada a garantir que isso nunca acontecesse.

E como era usual, sempre que Justin retornava de uma missão, seguia-se um período sustentado de fazer amor gentil. E como também era usual, durava apenas alguns dias antes que seu marido se imergia no trabalho e ficava cansado demais para atender às consideráveis necessidades de sua esposa. E desta vez foi pior que o normal, já que Justin havia sido designado para o Ministério da Defesa em Brasília, o que significava mais responsabilidade e horas mais longas. Mas pelo menos não estava mais designado no exterior; isso deveria ajudá-la, pensou Débora...

Mas não ajudou. Ainda passava a maior parte de seu tempo livre pensando em seu tempo no estúdio e na masmorra, em ser chicoteada por Jorge, seu pau grande e assim por diante. No fundo, queria levar as coisas adiante. Mas era casada; não podia fazer isso com seu marido. Poderia?

Então, para tentar tirar isso da cabeça, Débora se imergiu em seu trabalho, fazendo o máximo possível pela caridade e pela igreja. Por mais gratificante que fosse, não fazia nada para satisfazer suas próprias necessidades básicas.

Então Débora decidiu fazer o que todas as mulheres faziam quando estavam para baixo: foi fazer compras. Um pouco de terapia de varejo, com o cartão de crédito de seu marido, certamente a faria se sentir melhor e esquecer tudo sobre Jorge e o Clube. Mas, ao navegar pelos corredores da Daslu (a principal loja de luxo de São Paulo), encontrou-se passando uma quantidade excessiva de tempo na seção de lingerie. Isso resultou em fazer várias compras de meias, ligas e fios-dentais. E, se isso não bastasse, a maioria de suas outras compras consistia em vestidos e saias que eram todos apertados e curtos e sapatos com saltos muito altos.

Essas não eram suas compras normais. Débora geralmente pendia para o clássico e conservador. Não clássico e arriscado. O fato era que Débora estava construindo um guarda-roupa que teria recebido a considerável aprovação do Clube Platinum. Não que por um minuto reconhecesse esse fato brutal ela mesma.

E nos dias seguintes, Débora teve grande prazer em usar suas novas roupas. Teve prazer particular em usar sua nova lingerie. Nunca havia realmente usado meias e ligas regularmente antes e nunca, até ser forçada por Jorge, usara fio-dental. Mas agora achava quase natural usar esses itens diariamente. Era como se estivesse traindo os princípios do Clube se não se vestisse de uma maneira que agradasse seus membros e parecia que isso seria a última coisa que jamais quereria fazer. No entanto, sempre que se sentia assim, tentava dizer a si mesma que isso era ridículo, que estava meramente experimentando com moda, como era prerrogativa de toda mulher. Mas no fundo sabia diferente; no fundo sabia o que estava acontecendo com ela. Queria parecer e se sentir como uma puta...

Frequentemente, antes de vestir seu vestido, ficava em frente ao espelho para ver como ficava apenas em seus saltos, meias, ligas e fio-dental. Olhando para baixo para seus sapatos, entendia por que os homens gostavam de ver suas mulheres usarem saltos altos (ou sapatos foda-me, como algumas de suas amigas os chamavam). Acentuavam os músculos da panturrilha e, claro, levantavam a bunda de uma garota. Antes os achava desconfortáveis e preferia usar algo com salto menor, ou apenas rasteiras. Mas não agora. Agora achava que seu conforto era secundário à maneira como pareceria para outros homens.

Depois vinham as meias, que acentuavam suas pernas longas e esbeltas. Meia-calça normal, que terminava na cintura, embora fosse mais prática, não tinha nem de perto o mesmo efeito das meias. Meias revelariam o topo das pernas de uma senhora, a parte mais sensível e sedutora e, já que o resto de suas pernas estava coberto, os olhos de um homem naturalmente seriam atraídos para cima. Era definitivamente um caso de usar algo poder ser mais revelador do que não usar nada.

As ligas e a cinta-liga eram um pouco antiquadas, mas Débora descobriu que as preferia a apenas meias de silicone. Novamente, atraíam o olho de uma pessoa não apenas para as coxas de uma mulher, mas para sua barriga linda, plana e bem tonificada. Também tinham a vantagem adicional de emoldurar a boceta de uma mulher.

Às vezes dispensava o sutiã ou apenas usava um minúsculo que mal continha seus grandes seios (como estava fazendo hoje). E qualquer sutiã que usasse seria transparente e frequentemente tão pequeno que seus mamilos espiavam pela parte de cima.

Mas era o fio-dental que fazia Débora se sentir aquele pouco especial a mais. A frente apenas cobria sua boceta, mas era a parte de trás, o pedaço de corda que repousava confortavelmente entre o vale de suas nádegas, que a fazia se sentir mais como uma vadia. Esse item de roupa para ela, mais do que qualquer outro, simbolizava o que uma mulher deveria usar se quisesse ser levada a sério por um homem de verdade. Esse item foi projetado puramente para o prazer deles, já que não tinha uso real para quem o usava. Os olhos de um homem eram imediatamente atraídos para a corda, significando que cada nádega deliciosa era separada, destacando assim sua beleza. Novamente, era um caso de menos é mais e, assim como muito do que agora usava, podia ser desconfortável, mas isso era uma completa irrelevância. O prazer de um homem era a única coisa de importância para Débora, mesmo que estivesse dizendo a si mesma que esse homem era seu marido, e não os membros do Clube com quem jurou não ter mais nada a ver.

No entanto, seu marido estava ocupado demais (ou estúpido demais) para apreciar, ou realmente notar, a mudança em sua linda esposa. Tão absorto estava em seu trabalho e carreira que ou não reconhecia as roupas mais apertadas e reveladoras ou, quando reconhecia, resmungava em semi-aprovação e meramente comentava que aquilo era "um pouco arriscado", mas não oferecia nada mais.

E Débora agora se via dispensando completamente seu antigo guarda-roupa e apenas usava suas roupas novas. Adorava a maneira como a nova Débora parecia. Se perguntava por que não havia se vestido assim antes. Tantos anos desperdiçados se vestindo com suas amigas em mente (bonito e conservador), mas não crucialmente pensando sobre o que os homens gostariam e o que pensariam de sua roupa. Quão estúpida fora, disse a si mesma. Eram os homens que desejavam seu corpo, então por que não deveria se vestir para agradá-los? E não havia nada de errado com isso. Não estava sendo infiel a Justin; estava meramente se vestindo para agradar o sexo oposto.

E Débora estava feliz em aplicar essa maravilhosa política de vestimenta para a festa de hoje na residência do Embaixador, onde podia ser seguramente dito que estava usando algo "um pouco arriscado". Usava um vestido de verão rosa florido recém-comprado que era apertado no topo e se abria na parte inferior. Ainda era grife, mas era um pouco menos conservador do que normalmente usaria. Era sem mangas e havia alguns botões na frente que faziam o possível para conter seus seios enormes (o vestido poderia ter sido um tamanho maior, mas Débora havia deliberadamente comprado por causa da maneira como acentuaria seus seios). Naturalmente, com essa pequena maravilha apertada, usava meias (cor de pele), ligas brancas e fio-dental branco. Inicialmente queria ir sem sutiã, mas decidiu no último minuto usar um, já que ainda não tinha coragem de ir sem sutiã para um evento de tão alto perfil. Finalmente, usava saltos rosa de 12 centímetros com tiras.

Mais uma vez seu marido apenas reconheceu como estava, mas não notou que quando sentou no carro, sua saia curta subiu por suas coxas deliciosas até alcançar o topo de suas meias.

E enquanto circulava pela festa, estava ciente de que os olhos de todos os homens pareciam demorar em seu corpo delicioso. Particularmente os homens negros. Havia diplomatas negros, garçons e seguranças que demoravam mais que a maioria e não faziam tentativa de esconder o fato de que estavam olhando para ela, saboreando seu corpo apertado, jovem, branco e de casada.

Enquanto Débora havia anteriormente ficado feliz em exibir seu corpo para os homens brancos que frequentavam as partes ricas de São Paulo, achou um pouco diferente fazer o mesmo com homens negros. Seus olhares eram mais predatórios do que mera luxúria devassa. Agora estava desejando ter se vestido um pouco mais conservadoramente.

Então foi com algum alívio quando o jantar finalmente foi chamado e ela pôde se sentar e remover seu corpo desses olhos predadores.

Infelizmente, seu alívio seria de curta duração...

***

Inicialmente ficou satisfeita ao descobrir que estava sentada ao lado de seu tio, o General. Mas quando descobriu que também estava sentada ao lado do Embaixador, sentiu-se um pouco nervosa, não apenas porque ele era negro, mas também por causa de todos os olhares que havia recebido das outras pessoas negras no jardim. Se perguntou se ele também a trataria da mesma forma.

Mas seus temores pareciam ser infundados, pois o Embaixador se apresentou como um verdadeiro cavalheiro. Seu português, embora falado com um sotaque africano refinado, era impecável. Rapidamente descobriu que ele havia frequentado todas as escolas certas, ia a todos os eventos certos em São Paulo e era, no início pelo menos, nada além de companhia encantadora. E isso foi conveniente, já que o General parecia estar totalmente envolvido com outra pessoa e não conseguira lhe dar muita atenção.

Foi apenas depois que as entradas foram retiradas e as taças de vinho estavam sendo reenchidas que as coisas começaram a mudar para a pobre Débora...

A conversa havia se voltado para moda, o que estava em moda em São Paulo ultimamente, quando o Embaixador fez seu movimento.

— E devo dizer, Débora, seja lá o que estejam usando hoje em dia, você está encantadora hoje...

— Ora, obrigada, Sr. Embaixador. Na verdade, comprei isso outro dia na loja da grife nos Jardins. Sua esposa vai lá...?

— Sim, e noto que é bem curto. E apertado! Exatamente como gosto...

Débora ficou desconcertada com isso. Dizer algo tão ousado não se encaixava de forma alguma com como o Embaixador havia falado com ela anteriormente.

— Err, bem, sim, eu-eu suponho que sim... — respondeu nervosamente, consciente novamente de que sua saia era muito curta. Enquanto falava, tentou puxar a saia para baixo e, quando o fez, o Embaixador não fez nenhuma tentativa de esconder o fato de que estava olhando para suas pernas.

— Sim, embora você esteja vestida um pouco diferente de quando nos conhecemos.

— Conhecemos? Não acredito que já tenhamos nos conhecido antes. Certamente me lembraria de conhecê-lo, Sr. Embaixador.

Débora estava ficando cada vez mais irritada com o Embaixador e para onde a conversa estava indo. Não tinha tempo para um velho negro libidinoso. Era da semi-aristocracia paulistana e não precisava aguentar isso dele. Olhou ao redor da mesa procurando outras pessoas com quem conversar. Mas o Embaixador prosseguiu.

— Ah, não acho que fomos apresentados adequadamente; você estava amarrada na ocasião...

— Ah, sério? Foi no Grande Prêmio Brasil de Turfe há alguns meses? Estou sempre ocupada lá. Ou foi no Aberto de Tênis do Rio...? — Débora ficou aliviada; achou que a conversa havia se afastado de sua roupa. Esperançosamente poderia terminar rapidamente a conversa e falar com seu tio.

— Não, foi quando você estava amarrada na masmorra do Jorge. Você se lembra, quando foi chicoteada como uma puta?

Débora congelou com medo devastador. A princípio pensou que era uma piada, algum tipo de piada doentia que esse homem estava fazendo com ela. Certamente não poderia ser tão infeliz, sem mencionar terrivelmente azarada, a ponto de estar sentada ao lado do homem que era uma das testemunhas de sua punição devassa? Certamente Deus não seria tão cruel com ela, não aqui, não agora, não com seu marido sentado à frente.

Naturalmente seu instinto imediato foi negar tudo, descartar o que ele tinha a dizer com aquele tipo de desdém altivo que a elite paulistana parecia dominar. Então, com um tom comedido e expressão de choque, para não alertar ninguém mais e trazê-los para a conversa, respondeu: — Como é? Não faço ideia do que está falando. E apreciaria se não usasse esse tipo de linguagem comigo. Sou uma dama e...

— Ah, você é de fato uma dama e tanto, Débora! Uma dama e tanto! — Enquanto falava, o Embaixador colocou a mão debaixo da mesa e, sem alertar nenhum dos outros convidados sobre o que estava acontecendo, calmamente a colocou no joelho de Débora. Claro que ela instintivamente tentou remover a mão dele. Isso estava saindo do controle, pensou. Ele não pode ter estado lá. Não pode saber o que aconteceu. Sabia que de alguma forma tinha que acabar com isso com o mínimo de confusão. Mas já que o Embaixador estava certo de algo, não podia arriscar fazer uma cena e trazer outros convidados, particularmente seu marido, para a conversa do Embaixador. Isso arriscava a descoberta. E isso devia ser evitado. A todo custo.

— Por favor, o que acha que está fazendo? — disse baixinho. Desesperadamente esperando que tudo aquilo terminasse. — Não faço ideia do que está falando...

— Não seja tão tímida comigo, mocinha. Vi tudo. Vi a maneira como você foi amarrada naquele dia, a maneira como permitiu que Beatriz e Carolina a acariciassem. E então a maneira como permitiu que Jorge chicoteasse sua bundinha. As cicatrizes já sararam, minha querida? Seu marido sabe sobre elas? Ele sabe que você gosta de se vestir como uma escrava e então ser chicoteada na frente de homens que não conhece? Quer que eu pergunte a ele agora, sua vadia levada?

— Ah, p-por favor, n-não sei do que está falando. P-por favor, pare de me tocar...

— Aposto que ficou desapontada que o Jorge não a fodeu depois. Sabia que ele foi ordenado a não fazer isso para que eu pudesse ser o primeiro a foder sua boceta apertada?

— P-por favor, tire sua mão da minha perna. Deve estar me confundindo com outra pessoa. Não era eu, garanto. Sou feliz no casamento...

— Claro que é... Olha, chega dessa besteira. Vê aqueles dois homens ali, perto da entrada da minha casa?

Usando a outra mão, a que não estava acariciando a perna dela, o Embaixador apontou para dois homens que estavam de pé em cada lado de uma porta. Eram ambos homens negros enormes, deviam ter cerca de 1,98m, usavam ternos pretos idênticos, gravata azul marinho escuro, tinham óculos escuros pretos, eram ambos carecas e bastante feios e também pareciam ser incrivelmente musculosos. Não eram homens com quem se brincava. Tinham as mãos cruzadas na frente e um deles, o que estava à direita, segurava um envelope marrom simples.

— Aqueles homens são meus seguranças. E vê o da direita, o que está segurando o envelope marrom? — O Embaixador deve ter indicado algo a ele porque naquele momento, o homem ergueu o envelope para que Débora pudesse ver melhor. — Bem, o nome dele é Bem, e sabe o que tem dentro daquele envelope? — Débora não disse nada e, em vez disso, apenas balançou a cabeça. Estava agora apavorada demais para falar. — Bem, dentro há algumas fotos bem claras de você sendo chicoteada. Você foi secretamente gravada no porão e tive a liberdade de imprimir algumas fotos.

— Devo dizer, você fica maravilhosa em sua roupa preta apertada, a maneira como seus seios ficam de fora. Tudo bastante esplêndido, acho. Agora, a menos que concorde em fazer tudo o que eu mandar, o Bem ali vai caminhar até seu marido e entregar-lhe aquele envelope. Quando seu marido olhar, bem, receio que não ficará feliz. O que acha?

— Não! Não, não era eu. Por favor. Por favor, não faça isso comigo. Por favor...

— Débora, você está sendo ridícula e desculpe, realmente não tenho tempo para isso. — O Embaixador então acenou com a cabeça para Bem e imediatamente Bem partiu em direção à mesa de jantar. Débora observou com total pavor, incrédula de que sua vida estava tomando esse rumo sombrio.

***

Continua… estamos chegando ao fim!

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 24 estrelas.
Incentive contradio a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

Isso é pura crueldade, não com a pobre mulher, mas conosco, quando chega o melhor momento, o episódio termina rs,

Muito bom mesmo!!🌟🌟🌟

0 0

Listas em que este conto está presente

Melhores
Melhores do site
Favoritados
Os mais tops apenas