### Parte 2: Nokia, Briga e Reconciliação
(Bem-vindo à Saga da Sabrina! Esta é a história do meu relacionamento com uma garota chamada Sabrina. Recomendo que comece do [início](#) – cada parte vai te levar para a próxima.
Um lembrete rápido de como a Sabrina é: ela é um chaveirinho de gente, gostosa compacta, ruiva meio moleca, corpo de violão e a bunda mais grossa deste lado do Equador segundo o Guinness Book que existe na minha cabeça.)
Vocês estão ansiosos pela próxima parte dessas memórias. Vou começar direto com a parte suculenta: o Nokia 3310. Que porra de aparelho foda era aquele. Tenho certeza que alguns de vocês lendo isso só conhecem ele como meme, aquele tijolão indestrutível que não quebrava nem a martelada, mas para os leitores da minha época, vocês sabem como aquilo mudou o jogo. *O Jogo* em particular. Você podia mandar mensagem pros seus contatinhos e depois jogar Cobrinha enquanto esperava resposta. Era um mundo novo. Se não estou confundindo as datas (e posso estar — desculpa se você quer precisão absoluta, minha memória não é tão boa assim, tô trabalhando com coisa de décadas atrás), tanto eu quanto a Sabrina tínhamos um poucos meses antes do incidente da calça gozada. Acho que eram caros quando lançaram, mas os pais da Sabrina eram ricos e compraram um pra ela. Meu pai era rico *e* ausente, então me deu um por culpa. A gente tinha trocado várias mensagens no último mês, mas agora a Sabrina estava explodindo meu celular com torpedo atrás de torpedo.
O motivo era que eu estava dando gelo nela. Exceto por esbarrar nela uma vez no campus, eu não tinha falado com ela por uma semana inteira, desde que saí da casa dela com o orgulho ferido e a calça manchada com minha própria porra. Não era que eu estava bravo com ela. Era porque meu mundo inteiro tinha virado de cabeça pra baixo. Exceto por ficar encarando aquela bunda farta de vez em quando, eu nunca tinha pensado na Sabrina como uma garota que eu queria comer. Ela quase ocupava uma posição de "brother" no meu cérebro. Era uma amiga. Era (ouso dizer) um mano. Mas agora tudo tinha mudado. Eu queria ela. Eu pensava naquele corpo curvilíneo e baixinho e pensava em comer ela sem dó. Mais que isso, eu até pensava nela como uma garota que eu queria namorar. Ela era foda. Ela era incrível. Imagina ter a Sabrina como namorada. Imagina morar com ela um dia. Eu estava afundado até o pescoço. Durante a semana inteira, basicamente, eu tomava banho no box imundo da república e batia uma pensando nela todo dia. E eu não conseguia encarar ela. Ela disse que eu não era o tipo dela. Ela me via como amigo. Eu não podia simplesmente sair com ela e fingir que estava tudo bem. Então dei gelo nela e ignorei por uma semana. E meu Nokia acendia com mensagem atrás de mensagem: *vc ta bem?*, *por favor nao fica bravo comigo*, *me desculpa eu tava so zoando*.
Dá pra ver o quanto eu estava confuso pelo fato de que nem uma vez eu considerei simplesmente engolir meu orgulho e ir na casa dela só porque lá era quentinho. Tinha pegado um frio dos infernos e minha república estava congelando. Eu e meu colega de quarto nos viramos contrabandeando um aquecedor elétrico pro quarto (não podia ter por risco de incêndio, mas a gente botou o trem dentro de uma caixa velha de TV e carregou escondido) e mesmo assim estava um gelo. Enquanto isso eu sabia que a casa da Sabrina era tão bem aquecida que você podia andar de bermuda. Mas fiquei emburrado no meu quarto congelante, concentrado nos estudos, provavelmente melhorando minha média acadêmica mais em uma semana do que em qualquer outro período. O tempo estava miserável nesse dia específico, ventando e chovendo. Eu estava feliz de estar dentro do quarto com meu aquecedor clandestino enquanto meu colega de quarto tinha que enfrentar o campus pra ir pras aulas. Eu estava lendo um livro na cama quando ouve uma batida na porta.
A Sabrina estava num estado tão ferrado que tive que olhar duas vezes pra ela pra registrar tudo. Na primeira vez vi só os efeitos do tempo: o cabelo vermelho dela estava selvagem e bagunçado, o casaco dela brilhando de chuva, a calça jeans encharcada, o tênis All Star fazendo barulho de água. Então olhei mais de perto e percebi que não estava 100% confiante de que a água no rosto dela era só chuva e não lágrimas. Ela parecia péssima e meu coração partiu.
— Jesus, Sabrina, entra aqui e se esquenta.
Puxei ela pra dentro e tentei fazer ela sentar bem do lado do aquecedor, mas ela ficou em pé me encarando.
— Me desculpa! — ela praticamente gritou, e tenho uma memória de que foi como levar um soco no estômago. Percebi o quão babaca eu tinha sido por não responder ela. — Me desculpa! Eu achei que ia ser engraçado! Por favor não fica mais bravo comigo!
Ela continuou assim por tipo um minuto e eu não sabia como responder. Fiquei olhando feito um idiota.
— Sabrina, para — eu disse finalmente, achando minha voz. Puxei ela num abraço de repente. Parecia a única coisa que eu podia fazer. Me destruiu estar tão perto daquele corpo, o corpo que eu desesperadamente queria, mas eu precisava que ela ficasse bem e o abraço pareceu ajudar. Quando nos separamos ela tinha um sorrisinho pequeno. — Me desculpa, Sá. Eu fui um idiota.
E expliquei pra ela, incapaz de me segurar, porque não tinha falado com ela por uma semana: que não estava bravo, mas confuso, e que eu tinha sentimentos por ela. Coloquei as cartas na mesa. E a Sabrina explodiu feito um vulcão. Ela estava puta e tinha razão de estar puta. Eu tinha dado gelo nela por uma semana, tinha feito ela se sentir horrível, tinha feito ela achar que perdeu o melhor amigo por uma semana inteira porque eu *gostava* dela. A Sabrina sempre foi barulhenta apesar de baixinha, mas aquilo foi tipo um pinscher raivoso te atacando. Eu tinha plena consciência de que todo mundo no meu andar, e possivelmente a população estudantil de vários estados, estavam ouvindo aquilo.
E então a Sabrina disse algo que fez minhas sobrancelhas pularem:
— Não acredito que eu já pensei que tinha sentimentos por você.
A Sabrina gostava de mim? E então meu cérebro de jumento juntou tudo. Por que ela ia me zoar tanto sobre minhas escolhas de mulher? Por que ela ia apontar que o corpo dela era melhor? Por que ela *apostaria me bater uma punheta* se não gostasse de mim? Moleques de 19 anos não são espertos pra perceber o que as mulheres querem.
Você provavelmente acha que sabe exatamente onde isso vai dar: eu percebo que a garota pela qual estou a fim gosta de mim, me desculpo pelo comportamento, a gente se joga um no outro e vive feliz para sempre. Acontece que meu cérebro não funcionou assim. Em vez de ficar feliz, agora é minha vez de ficar puto da cara. Eu parto pra cima dela no grito. Ela tinha sentimentos por mim? Ela planejou aquilo tudo semana passada? Por que ela não me contou logo? Por que eu passei uma semana com a vida em parafuso? Pela primeira vez acho que a Sabrina ficou com medo de algo além da própria energia, e eu consegui respirar fundo e calar a boca. Agora nós dois estávamos no meio da república, vermelhos de raiva, ofegantes do estado emocional alterado. Então a Sabrina faz a única coisa lógica restante naquele momento: ela se joga em cima de mim e me beija com força na boca. Fico surpreso por 0,000001 segundo e então estou beijando ela de volta.
Tem uns 5 segundos de beijo apaixonado, nossos lábios basicamente batalhando pra estabelecer dominância feito um par de leões, antes de eu perceber que isso significa que posso tocar o corpo dela em vez de ficar com as mãos paradas do lado. Não tem absolutamente nenhuma hesitação sobre onde minhas mãos vão primeiro. Eu agarro aquela bunda grossa por cima da calça jeans, apertando e apalpando, e consigo sentir a Sabrina gemendo dentro da minha boca. Mas a calça jeans dela é tão justa, lutando pra dar conta daquela obra de arte de bunda que devia estar no Louvre, que não é satisfatório o suficiente só apertar por cima. Tento enfiar minhas mãos dentro da calça dela por trás e eu literalmente rosno feito um animal selvagem quando não tem espaço suficiente pra meter as mãos. A Sabrina treme contra mim e até hoje não sei se foi do frio ou de eu ter virado um ser sexual agressivo e bruto. Minhas mãos vão pra frente e fazem trabalho rápido dos botões da calça dela, arrancando ela pelas coxas grossas o mais rápido possível. Então percebo minha falha. É muito difícil tirar a calça de uma garota quando ela ainda está de tênis. O clima meio que quebra enquanto a gente ri e ela tem que se abaixar pra desamarrar o All Star, mas sou presenteado com uma visão incrível daquela bunda de calcinha no ar, a calça nos joelhos. Ela está usando calcinha comum, algodão, cor única, nada chique, mas a calcinha roxa esticada contra aquela bunda farta é, eu percebo de repente, a coisa mais gostosa que já vi na vida.
Uma vez que a calça sai, voltamos a tentar comer a cara um do outro. Não tenho certeza se ia parecer sexy pra qualquer voyeur, mas pra gente era incrível. Minhas mãos estavam em cima daquela bunda de novo e dessa vez apertar ela só com a calcinha era profundamente excitante. Não me cansava. Num momento a Sabrina se afasta e me olha muito séria e diz:
— Eu pensei que eu não era seu tipo.
— Cala a boca — eu digo, e pra reforçar dou um tapa na bunda dela. Arquivo mentalmente aquele olhar de fome e tesão nos olhos dela quando faço isso. Percebo que isso vai ser interessante.
Não demora pra o resto das nossas roupas se juntarem com a calça jeans dela no chão e tenho o corpo branco e nu dela contra a parede, beijando ela com força enquanto meus joelhos abrem as pernas dela e minha mão desaparece entre as coxas. Eu tinha a intenção de ter certeza que ela estava molhada o suficiente pra aceitar meu pau agora dolorosamente duro, pressionando na barriga dela. Acontece que eu não devia ter me preocupado. Meu dedo pressiona contra a buceta dela e percebo que a Sabrina está mais molhada que as Cataratas do Iguaçu. Gemo contra a boca dela com a descoberta, percebendo que podia tomar ela ali mesmo. Deixo meu dedo provocar o clitóris dela por segurança. Ela arfa contra minha boca. Os quadris dela se mexem contra minha mão. Logo ela está implorando pra eu comer ela. A Sabrina, a chaveirinha confiante, está implorando. Ela está dizendo *por favor*. Me sinto muito bem naquele momento.
Pensamos em ir pra minha cama, mas está frio e longe do aquecedor. Então é assim que acabamos no chão do meu quarto da república, bem do lado do aquecedor elétrico. Ela está de quatro e eu estou ajoelhado atrás dela, olhando pros Portões do Paraíso. Também conhecidos como as bandas da bunda da Sabrina. Aperto e abro elas, aproveitando a visão de camarote e vejo o cuzinho rosado e franzido dela me encarando de volta. Por um momento penso em ir com tudo. Então decido que tem tempo pra isso depois. Pau na mão, me pressiono contra a Sabrina e empurro meu pau dentro da buceta encharcada dela. Ela geme enquanto me enterro até o talo dentro dela.
— Por favor espera — ela ofega sem ar. — Me dá um minuto.
Um minuto? Eu grito internamente. Mas não quero machucar ela. Acho que meu minuto foi provavelmente só uns 15 segundos, mas quando começo a me mexer de novo ela não reclama.
Aquilo não foi a transa sensual apaixonada de amantes se encontrando pela primeira vez. Nós dois ainda éramos novos e tarados e alimentados pela adrenalina da briga gritada. Eu comi a Sabrina. Meus dedos cravaram nos quadris dela, segurando ela no lugar enquanto eu investia nela sem piedade. Não me importava com o barulho da nossa trepada, o som dos meus quadris batendo contra aquela bunda. E puta merda, que visão era aquela. Todas as minhas experiências sexuais até aquele momento tinham sido com mulheres magras e firmes. Tem algum balanço num par de nádegas firmes. Mas as da Sabrina? A bunda da Sabrina *tremulava*. Meus quadris causavam um 7.9 na Escala Richter da Bunda. Eu assistia tudo em transe. Enquanto isso o som da nossa foda se misturava com os gemidos ofegantes da Sabrina. Aprendi rápido que ela não era quieta na cama. Ela gemia e arfava e oferecia todo tipo de encorajamento que não era realmente necessário. "Isso, me come, assim mesmo, continua me comendo". Sabrina, eu não ia parar de comer você nem se meus pais entrassem no quarto.
Em algum momento tento alcançar o clitóris dela, mas é difícil manter o momentum selvagem que construímos e alcançar entre as pernas dela. As nádegas brancas dela já estão ficando meio rosadas de tão forte que estou batendo nelas. Então mando ela se tocar. Ela arfa e um momento depois posso sentir minhas bolas batendo contra a mão dela enquanto os dedos dela provocam o próprio clitóris. A ideia de que eu mandei a Sabrina fazer algo e ela simplesmente fez sem comentar era incrivelmente excitante. E então construímos um ritmo: eu comendo ela brutalmente por trás, ela acariciando o próprio clitóris. Eu estava no paraíso. Eu queria poder ver o rosto dela mais, ver o prazer estampado nele, mas aceitava a vista da bunda dela como prêmio de consolação. Poucos momentos depois, as palavras mágicas:
— Marcos, Marcos, eu vou gozar!
Consigo sentir ela apertando ao meu redor, os quadris dela se debatendo contra os meus. É demais e me sinto chegando no limite.
E então eu lembro. Estou dentro da Sabrina no pelo. E não acho que ela toma anticoncepcional. Consigo tirar meu pau alguns segundos antes do desastre e então me esvazio no corpo dela. Meu primeiro jato é tão potente que basicamente espirra nas costas dela, na altura dos ombros. Quando termino, reduzido a um destroço ofegante querendo desabar no chão, cobri as costas e as bandas da bunda dela com minha porra. Ela cai de bruços no chão com um gemido de satisfação. Penso brevemente em limpar ela com a calça dela como vingança, mas felizmente meu cérebro pensa melhor e uso minha própria camiseta, limpando o melhor possível, a pele dela ainda meio grudenta, antes de também acabar deitado no chão ao lado dela.
O que se segue é uma pequena conversa coração-a-coração pós-orgasmo. Não vou contar tudo. Um homem merece alguma privacidade. Mas o ponto geral era que a Sabrina realmente gostava de mim e eu realmente gostava dela. Ela achava que poderíamos ser um ótimo casal, mas éramos ambos universitários e ela não queria arruinar o potencial indo rápido demais. Então concordamos que pelo resto da faculdade não seríamos exclusivos, veríamos se queríamos experimentar na faculdade, pra ver exatamente que tipo de relacionamento queríamos, e se no final disso quiséssemos ter um relacionamento de verdade, então seria perfeito. Pra falar a verdade, tudo isso foi ideia da Sabrina. Eu teria ficado feliz de casar com ela ali mesmo, mas não queria arriscar a oportunidade que tinha com ela.
E então, enquanto estávamos enrolados juntos e nus no chão do meu quarto, o aquecedor elétrico nos mantendo quentes no nosso abraço romântico — meu colega de quarto entra. O que aconteceu depois é meio confuso nas minhas memórias. A Sabrina gritou. Eu xinguei muito. Meu colega de quarto riu, encarou um pouco mais do que o necessário e então virou de costas enquanto a Sabrina se vestiu e saiu. Uma vez que ela foi embora e eu estava pelo menos de cueca de novo, meu colega de quarto vem até mim rindo, com o maior sorriso de idiota na cara.
— Da próxima vez bota uma meia na maçaneta. Mas valeu pelo que você fez por mim — ele diz.
Olho pra ele confuso e ele explica rindo:
— Por me deixar ter uma visão da bunda da Sabrina. Posso morrer feliz agora.
***
Continua??