MEU VIZINHO HÉTERO SAFADO

Um conto erótico de Augusto
Categoria: Homossexual
Contém 927 palavras
Data: 06/02/2026 15:55:52
Assuntos: Gay, Homossexual

MEU VIZINHO HÉTERO SAFADO

Esta é uma história real, vivida entre dois muros e duas casas onde a discrição é regra… mas o desejo insiste em escapar por frestas invisíveis.

Eu sou Augusto, 39 anos, branco, gordo e gay, com 1,79m de altura. Trabalho em home office e vivo mergulhado em horários bagunçados que me mantiveram em um jejum sexual quase religioso desde 2020. Minha rotina se resumia ao silêncio do meu quarto. Moro com minha mãe há apenas um ano, e minhas únicas válvulas de escape eram punhetas solitárias enquanto lia contos eróticos na internet, tentando controlar o “urso animal” que rugia dentro de mim.

Do outro lado do muro mora Ricardo. Ele tem 36 anos, 1,75m, moreno, cavanhaque bem marcado e aquela expressão típica de homem que sabe exatamente o efeito que causa nas pessoas. Ele mora com a mãe há cinco anos e vive em relacionamentos héteros passageiros. Durante meu primeiro ano ali, nossa convivência nunca passou de cumprimentos educados.

Até o apagão de dezembro dea ventania forte deixou o bairro inteiro no escuro. Fui até a casa dele falar com a mãe dele sobre a conta de luz e descobri que ela tinha saído e o deixou trancado em casa enquanto ele dormia. Pela grade da porta, no escuro absoluto, começamos a conversar. O silêncio da rua, o som distante do vento e a falta de luz criaram uma intimidade inesperada. Falamos sobre música, infância, lembranças… e algo ali começou a mudar.

No dia seguinte, ainda sem energia, nos encontramos na rua. Ele já estava no portão, escondendo uma garrafa de Pitu. O vizinho reservado tinha desaparecido. No lugar, surgiu um homem com olhar pesado, inquieto e provocador.

Ele se aproximou devagar e disse, quase sussurrando:

— Olha como eu estou cheiroso… pode me cheirar.

Meu corpo recuou por reflexo, com medo da vizinhança. Mas ele sustentava um olhar faminto. Acabei cedendo, aproximei o rosto e elogiei o perfume. Ele reagiu mordendo meu ombro de leve, passando a mão em mim com uma intimidade que me paralisou. Outro vizinho chegou a perguntar por que ele estava tão agitado.

Sem qualquer preocupação, ele enfiou a mão na minha bunda e, enquanto eu tentava fingir naturalidade, entrelaçou os dedos nos meus e guiou minha mão direto para o volume duro sob a calça dele. Meu corpo inteiro reagiu. Um arrepio subiu pela espinha e minhas pernas começaram a tremer sem controle.

Tentando sair daquela confusão gostosa e assustadora ao mesmo tempo, falei que precisava ir ao mercado carregar o celular. Ele disse que iria junto — detalhe: ele não tem celular porque sempre perde.

No caminho, a tensão crescia em silêncio. Atrás de um carro estacionado, ele me puxou com força e colou o corpo no meu. O movimento era bruto, decidido, e o roçar me fez perceber o quanto aquela situação tinha saído do controle. Perguntei se era aquilo mesmo que ele queria, porque nunca tinha dado liberdade para esse tipo de aproximação. Mas o álcool tinha soltado algo nele que parecia impossível de conter.

Depois levei ele de volta para casa. Fui recebido pela mãe dele com gritos, me culpando pela bebedeira do filho — logo eu, que mal bebo, no máximo uma cerveja perdida de vez em quando.

Depois daquele dia, minha vida virou uma tortura erótica constante.

A janela do meu quarto dá direto para a sala da casa dele. Muitas vezes, pelo vidro da porta que se abre para o meu quintal, eu o via largado no sofá, usando apenas samba-canção. O volume relaxado, marcado no tecido, virou o combustível das minhas madrugadas, despertando uma fome que eu não sentia há anos. Era como viver com uma provocação silenciosa acontecendo a poucos metros de mim.

Em janeiro, ele me parou novamente, à noite, voltando bêbado do trabalho. Me abraçou com força e me cheirou como se estivesse tentando gravar meu cheiro na memória. O choque inicial virou um calor difícil de ignorar. Eu disse que precisávamos conversar e esclarecer tudo. Ele apenas respondeu:

— Depois.

No começo desta semana, no bar do bairro, ele passou por mim e esfregou a perna na minha de forma deliberada enquanto eu comprava um refrigerante. O contato foi rápido, mas intenso o suficiente para me fazer tropeçar. Ele apenas riu… aquela risada de quem sabe exatamente o que provoca.

Hoje, sexta-feira, eu não aguentei mais viver na dúvida. Esperei ele sair de casa sóbrio para trabalhar e o abordei longe das nossas mães. Eu precisava de respostas.

— Precisamos conversar sobre tudo o que aconteceu… sobre sua mãe… e sobre você ter passado a mão em mim. O que você quer?

Ele me encarou sem desviar o olhar. A resposta veio crua, direta:

— Eu quero te comer desde aquele dia do apagão, Augusto. Eu não nego fogo para ninguém e estou com um tesão acumulado de te comer.

Minhas pernas enfraqueceram. O coração disparou. Eu respirei fundo e deixei escapar o que estava preso dentro de mim:

— Eu fiquei com um tesão absurdo de te chupar.

Passamos pelo estacionamento do mercado e, ali mesmo, ele apertou o próprio volume por cima da calça duas vezes, como se estivesse lutando para se controlar.

— Agora não… tem câmera — ele rosnou baixo. — Domingo a gente realiza essa fantasia.

Adicionei ele no Instagram e agora espero ele aceitar. Cada minuto parece mais lento que o normal. Eu conto o tempo, sentindo o urso animal dentro de mim cada vez mais inquieto, pronto para finalmente encarar o vizinho que prometeu não negar fogo.

Depois eu volto para contar como foi.

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